A notícia da semana foi a morte do Michael Jackson. Talvez comercialmente ele já estivesse morto há mais de uma década, e nem dá para dizer que a morte dele foi exatamente uma comoção mundial.
O que marca a morte de Michael Jackson não é o que ele é hoje, mas o que ele foi, quem ele foi e o que ele representa. É como se se dissesse: “Lembra do cara que, na infância, era dos Jackson 5, depois na carreira solo gravou Thriller – o disco mais vendido da história – e ainda fez o histórico clipe de Black or White? Pois é.. morreu.”
É claro que essas são três das milhares de curiosidades, características e dos diferenciais de Jackson. O “moonwalk”, por exemplo. Eu já vi e cansei de ver, mas agora ele morreu e eu ainda não sei como ele fazia. Fato!
Michael Jackson – Billie Jean
Eu era criança, mas lembro que tive, na época, o Thriller. Este não só foi como é e, considerando a superação da tecnologia, será para sempre o disco mais vendido da história. Não estou falando de produto fonográfico (pois certamente existirão outros que poderão vender mais), mas o DISCO mais vendido da história é o Thriller.
Acha pouco? Num mundo com Elvis, Beatles, Stones e qualquer outra coisa que se pensar. O disco mais vendido é de 1982. Nenhuma das maciças campanhas publicitárias sobre lançamentos musicais dos anos 90/2000 foram capazes de superar a marca. Nenhuma!
Michael Jackson é um símbolo dos anos 1980. A música e a cultura daquela época foi fortemente influenciada pelo seu estilo. Tanto é verdade que o cinema já usou Michael Jackson para fazer referência aos anos 1980 em 2015:
Cena de De Volta para o Futuro 2 (e o que vocês esperavam?)
Digam o que quiserem, mas ele foi, sem dúvida, um grande cantor e um excelente dançarino. O último showman vivo. Aliás, talvez o único de sempre. ”O rei do pop” foi o maior de uma época, e não porque alguém queria dizer, mas porque ele era.
A comparação que era feita em vida entre ele e Madonna, por exemplo, é historicamente inócua. Em algumas épocas Madonna fez tanto ou mais sucesso que Michael Jackon, sim. Mas sua relevância histórica acaba aí.
Quem não morria de medo do clipe de Thriller? Da insuperável risada maquiavélica de Vincent Price no final? (Bom, ok.. talvez quem tivesse mais do que 5 ou 6 anos não tivesse medo disso).
Michael Jackson – Thriller (letra)
Muitos dirão que “todos viram santos ao morrer”. “Mais um texto em homenagem só porque ele morreu”. Eu responderei: sim e não.
É claro que não dá para ignorar os mistérios de Michael Jackson. Como alguém vira branco? Afinal, ele era culpado ou inocente das acusações de abuso sexual infantil?
Como sempre, em nenhum momento eu estou dizendo que ele era santo, e nem acho que isso seja o que deve passar para a história. Mas os erros não superam e definitivamente não eliminam os acertos. Não quero entrar aqui numa discussão sociológica, então deixo essa parte com cada um.
No auge do sucesso, Michael Jackson foi um grande amigo do beatle Paul McCartney. Tanto é verdade que no próprio Thriller eles gravaram “The girl is mine” (a garota é minha) em que ambos debatem e duelam sobre o amor de uma garota. É uma bela música, quem tiver curiosidade eu sugiro que procure (Não achei o clipe no Youtube).
Durante anos, Michael Jackson foi proprietário dos direitos sobre as músicas dos Beatles. Eu não sei bem se ele ainda é, nunca tive uma informação definitiva sobre isso. Também já ouvi dizer que ele e o Paul teriam rompido relações por isso. Pode ser que sim, não sei.
Mas nem só de Thriller viveu Michael Jackson. Longe de ser um artista de um disco só, foram inúmeros os sucessos em mais de 30 anos de carreira solo. Vale lembrar dois clipes em especial: um pelo marco que representou e o outro pela mensagem.
O primeiro é o já citado Black or White, com a participação do super-astro-meteóricamente-ostra Macaulay Culkin. O menino, aliás, acabaria vivendo na vida real o nome – em português – do maior sucesso de sua carreira: “Esqueceram de Mim”.
Michael Jackson – Black or White (letra)
O segundo, talvez seja o que fez menos sucesso de tudo o que eu mostrei até aqui. Contudo, é um clipe belíssimo de uma música fantástica. Antes da febre “ecologicista” atual, a música chamava a atenção para a devastação da natureza, num vídeo muitas vezes impactante. O nome é simplesmente “Earth Song” ou “A canção da Terra”.
Michael Jackson – Earth Song (letra)
Uma curiosidade aos desavisados: a música da abertura do Video Show, da Rede Globo, é do Michael Jackson. Chama-se: “Don´t stop til you get enough” (veja aos 2:33).
Michael Jackson – Don´t stop til you get enough (letra)
Por fim: “We are the World”. Uma constelação de artistas cantando pelo continente pobre. Música composta por Michael Jackson e Lionel Richie, num evento organizado pelo próprio Jackson.
Michael Jackson – We are the World (letra)
É impossível resumir Michael Jackson em um texto. O mundo perde sim, um dos seus grandes talentos. É uma era da música que se acaba. O símbolo de uma geração que se vai.












Takai. Fernanda… Takai. Vocalista do Pato Fu. Para mim, a voz mais linda do país. Doce, feminina, sem ser demasiadamente melosa ou insegura. Muitas vezes forte e até rouca. Mais do que uma qualidade, um talento de uma grande artista.
Valeu a pena. Conheci mais meia dúzia de músicas muito boas e totalmente desconhecidas pra mim. “Capetão 66.6 FM”, “Menti pra Você” e a 100% patofúlica “Rotomusic de Liquidificapum”.

Albert Einstein. É claro que todo mundo já ouviu, leu ou conhece este nome. Provavelmente o maior cientista do século XX, mas certamente o mais pop.
Para Einstein, ser tão insignificante não era o importante. O importante era se saber parte deste “pequeno todo” chamado humanidade, e fazer o bem para o bem dele. Foi assim durante as Grandes Guerras, quando um pacifista Albert Einstein defendeu a desmilitarização mundial e, depois da ascenção do Nazismo, a formação de um governo de coalizão internacional para evitar conflitos. Este conceito, aliás, ajudou a criar a ONU, mas o resultado foi bem diferente do que o cientista esperava.
Encontrei. Nunca tinha ouvido falar, mas depois de procurar muito em toda a livraria (nos setores de “história”, “américa latina”, “literatura estrangeira”, “biografias”) eu encontrei “Cuba – Uma Nova História”, do jornalista inglês Richard Gott.



Neste contexto, as recentemente anunciadas mudanças nas políticas norte-americanas em relação a Ilha são, ao meu ver, uma tentativa de “matar a revolução de sede”. Abrir o mercado de comunicação norte-americano à Cuba atende à premissa de que, depois dos descobrimentos na Idade Média (Espanha) e da guerra tecnológica do século XX (União Soviética), no novo século quem tem a informação tem o poder.
Alguém aí está acompanhando a nova novela das 7? Caras e bocas. É, como todas as novelas do horário, um enredo babaquinha com ganchos esdrúxulos como o pai que foi sem nunca ter sido, o macaco-pintor e as alpinistas sociais.
Se por acaso o bom senso e o respeito aos eleitores e ao dinheiro público não for suficiente para o semancol, é só lembrar do famoso princípio da moralidade administrativa.
Alguém lembra da época em que o ex-presidente Itamar Franco queria ressucitar o Fusca? Diziam, as más e espirituosas línguas que o então presidente queria “ressucitar o Fusca por que não sabia dirigir Brasília”. Pois é…
Ué.. queria que tivesse formato de quê? De um ônibus?