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“Os Goonies” para relembrar a infância..

26/08/2014

Pois é.. eu e a minha namorada temos a mania de volta e meia pegar algum filme ou série pra assistir. Como não somos mais da “geração” locadora, volta e meia escolhemos uma preciosidade. Pois, no último final de semana.. que preciosidade.

goonies

Confesso que não lembrava de muita coisa sobre os Goonies. Lembrava do Sloth, do navio pirata, da criançada pra lá e pra cá… e que tinha um final feliz.

Naquela época, áureos anos 1980, o que me importava era a aventura. Por isso até eu não lembrava nem dos irmãos Fratelli (com a inesquecível “mamãe” que depois outros filhos quiseram jogar do trem). É engraçado como um filme marca uma geração, né? E este é um filme bobo, sem deixar de ser empolgante.

slothLá pelo meio do filme eu pensei “deve ter sido nisso que o Spielberg se baseou para criar o Indiana Jones”. Bééé… errado. Os Goonies são de 1985, enquanto “Os Caçadores da Arca Perdida” são de 1981. Vai ver é o contrário, produzindo o primeiro filme do arqueólogo ele pensou numa versão infantil..

Apesar de ser uma produção nitidamente oitentista, sem dúvida é um filme que vale a pena ver e rever sempre. O dia em que Mickey, Brand, Bocão (Mouth), Dado (Data) e Gordo (Chunk) partiram em busca do tesouro de Willy Caolho mudou a vida deles e a nossa imaginação para sempre.

Texto publicado originalmente em www.zodcast.com.br

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A Copa do Mundo é nossa…

27/06/2014

( …geograficamente, pelo menos)

Uáááála !

Sejam todos bem vindos! Conforme prometido, com o fim da primeira fase da Copa do Mundo 2014 chegou a hora de ver o que temos de certo e de errado nos resultados!

Sim, por que o Pai Fábio só diz o que acontece, e se o anunciado não se concretiza, a culpa é das estrelas (e da Fifa, é claro).

Na primeira fase foram 136 gols em 48 jogos, o que dá uma excelente média de 2.8 gols por jogo.

Pois vamos começar as comparações. Como fiz em 2010, veremos grupo por grupo e depois traçarei um panorama e anunciarei o campeão!

Brazuca Brazuca Brazuca Brazuca

Grupo A – Brasil, Croácia, México e Camarões
Como era óbvio, acertei os dois classificados. De fato, não fosse a derrota para o Brasil na estreia, a Croácia poderia ter continuado viva na Copa. E pior, somando-se a uma derrota no jogo com o México, com quem empatamos em um jogo terrível, quem voltaria para casa (oi?) seríamos nós. Acertos do Pai Fábio: 2 em 2.

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Grupo B: Espanha, Holanda, Chile e Austrália
Aqui eu também acertei as duas. Óbvio, por que apostei na Holanda em primeiro e, se nem o Mick Jagger apostou na seleção espanhola, de acordo com o inciso V do artigo 5º do Regulamento Oficial  das previsões do Pai Fábio, eu ganho esta por WO. Bom, como eu estou de bom humor e os chilenos nos enfrentarão nas oitavas, vou dar essa colher de chá.

Acertos do Pai Fábio: 3 em 4.

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Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão
Num grupo incomum, sem nenhuma seleção de destaque, o jeito foi aproveitar que era futebol e chutar. E eu tinha acertado as duas de novo, só que o japonês fechou os olhos no último minuto e tomou o gol. Resultado: Grécia classificada.

obs 1: Tem um boato rolando que diz que o meia Leônidas, da Grécia, ameaçou chutar o presidente da FIFA e gritar “This is Spartaaaaaaa!”, e por isso eles se classificaram.

obs 2: imagina que barbada para o árbitro se comunicar em uma partida entre japoneses e gregos?

Acertos do Pai Fábio: 4 em 6.

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Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália
Esse foi o grupo mais sensacional. A surpreendente Costa Rica, a “Imóbile” Inglaterra, a des-surpreendente Itália, que estreou vencendo e mostrando bom futebol contra os servos de Vossa Majestade e depois parou. Derrotas para Costa Rica e Uruguai, e ciao Italia!

E leva a turma do Rooney Tunes também…

Pelo jeito fui demais pelo óbvio nas previsões. Apostei nos dois  europeus, continuam no Brasil os dois sul-americanos.

Acertos do Pai Fábio: 4 em 8.

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Grupo E: Suíça, Equador, França e Honduras
A França atropelou.. mas também, se não fizesse, tinha mais que pegar o primeiro baguete voador e voltar pra “Parrí”.

O Equador, única seleção a se hospedar no Rio Grande do Sul, conseguiu vaga.. no voo de ontem rumo à Quito. Honduras jogou como nunca e perdeu como sempre.

Sobrou a pontualidade suíça para ficar com a segunda vaga. Mesmo com o chocolate francês (ou seria melhor (mais infâme) dizer que a França transformou a defesa adversária em queijo suíço?), eles conseguiram a segunda vaga.

Acertos do Pai Fábio: 6 em 10.

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Grupo F: Argentina, Bósnia Herzegovina, Irã e Nigéria
Acredito que, para Porto Alegre, o dia mais marcante da Copa de 2014 será sempre o do jogo entre Argentina e Nigéria. Pela incrível invasão hermana em todos os cantos da cidade, pelo belo jogo e, é claro, pelo show de Lionel Messi (o primeiro dele nesta Copa).

A Bósnia me surpreendeu, jogou melhor do que eu esperava mas não foi suficiente. Contudo, desde o começo era claro que Bósnia e Irã não “irã” a lugar nenhum. Acertei os dois!

Acertos do Pai Fábio: 8 em 12.

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Grupo G: Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos
Uma das grandes decepções da Copa foi a seleção portuguesa. Com um Cristiano Ronaldo pela metade, os lusos não disseram o que pretendiam vindo para o Brasil. Sorte dos homens do Tio Sam, que ficaram com a segunda vaga.

Gana? Faltou para Gana. Eles jogaram bem menos que em outras Copas, e voltaram pra casa. Pelo menos não voltam de mãos vazias (já que veio um avião do país africano com dinheiro vivo para distribuir aos jogadores).

Apostei Alemanha e Portugal. Um certo.

Acertos do Pai Fábio: 9 em 14.

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Grupo H: Bélgica, Argélia, Rússia e Coreia do Sul
A Bélgica era uma das sensações pré-Copa. Eu não achava que seria tudo isso, e realmente não foram. Só por que ganharam os três jogos? Ah, para…

Eu apostei nos russos para liderar o grupo e.. me dei mal. Os argelinos voltarão a Porto Alegre na próxima semana graças à classificação inédita em Copas do Mundo.

Acertos do Pai Fábio: 10 em 16.

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Os cruzamentos são:

(comparando: em verde os times que o Pai Fábio apostou certo, mas na posição errada no grupo, e em azul os acertos 100%)

Brasil x Chile
Colômbia x Uruguai
França x Nigéria
Alemanha x Argélia
Holanda x México
Costa Rica x Grécia
Argentina x Suíça
Bélgica x Estados Unidos

Estatisticamente:

Eu tinha previsto um massacre europeu, com 10 dos 16 classificados. No fim, foram 6 em 16, enquanto cinco (e não três) dos seis sul-americanos se classificaram. Ou seja, o aproveitamento sul-americano foi surpreendente.

Tanto que já é certo que teremos um sul-americano entre os quatro melhores. os vencedores de Brasil x Chile e Colômbia x Uruguai se enfrentam nas quartas, pela vaga nas semi-finais.

Os outros seis confrontos têm pelo menos uma seleção europeia enfrentando um adversário de outro continente.

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Comparação:

Dos 13 europeus, o Pai Fábio previu 10 classificados, foram 6. Sete voltaram pra casa. (Bósnia e Croácia, eliminados certos,  mas Grécia passou, e Espanha, Itália, Inglaterra, Portugal e Rússia enganaram os astros). Cinco acertos.

Dos 6 sul-americanos, o Pai Fábio lembrou da infância e previu três-dentro, três-fora. Foram 5 classificados e apenas o Equador indo… de vooolta pra caaasa…. Três acertos.

Acima do Equad.. digo, da Colômbia (Concacaf), o Pai Fábio acertou na mosca a classificação do México e a eliminação de Honduras, mas não viu que Costa Rica e Estados Unidos também passariam. Um acerto.

O único africano que o Pai Fábio previu classificado foi a Nigéria. 100% de acerto, não fosse a classificação da Argélia. Um acerto.

Entre os asiáticos, o Jaspion e o Jiraya (astros japoneses) tentaram classificar o Japão, mas não conseguiram.

Em relação a 2010 o aproveitamento melhorou: este ano 62,5% classificados haviam sido anunciados no dia do sorteio dos grupos. E, assim como na Copa da África do Sul, isso continua não significando NADA.

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E agora? Vejamos as semifinais.

Um sul-americano já está entre os quatro. Espero que sejamos nós, e acho que se jogarmos sério, a vaga é nossa.

A segunda vaga tem dois confrontos Europa x África. França x Nigéria contra Alemanha x Argélia (jogaço em Porto Alegre). Torcerei pelos argelinos no jogo de Porto Alegre, mas acho que a semifinal terá um europeu campeão mundial (ou tri?) para enfrentar o sul-americano.

Do outro lado, uma vaga será entre o vencedor de Holanda x México contra Costa Rica x Grécia. O certo é que não será a Grécia, e a tendência é que seja a Holanda. Surpresa? Apostaria mais na Costa Rica do que nos mexicanos… Tem que escolher um? Laranja Mecânica.

Argentina x Suíça e Bélgica x Estados Unidos decidem a última vaga. Acredito nos hermanos, mas não na Bélgica. Os norte-americanos passam pelos belgas, mas ficam em “Buenos Aires”.

Semi-finais: Sul-americano x Alemanha e Holanda x Argentina.

SE formos nós, as semifinais ficam sendo:

Final de 2006 x Final de 1978

Nada mal…

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Não sei quem será o campeão, mas torço pelo vencedor da primeira chave. A Holanda é historicamente mais do que merecedora, até por ser  a única tri-vice-campeã mundial, incluindo 2010 (a Alemanha já foi 4x vice). Se não for, que seja um sul-americano que não a Argentina.

Se seremos nós? Eu sei, mas só conto dia 14 de julho…

E nos vemos em 2018!

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Você está com a sua toalha?

25/05/2014

Todos os nerds sabem… (ok, alguns “só ouviram falar, dessa vez passa…) que hoje é o “Dia da Toalha”.  Mas sabem por quê?

Como é? Se diz nerd e não sabe por que hoje é o dia da toalha? Ok, ok, não entre em pânico!

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O dia é uma referência ao livro “Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams, simplesmente indispensável para quem quiser viajar o universo. A importância da toalha é citada no capítulo três, conforme abaixo:

guiaSegundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Então, mochileiros. Nunca viaje pelo espaço sem a sua toalha. Eu particularmente nunca saio sem a minha toalha (do banho, pelo menos).


obs: o dia 25 de maio também é chamado de “Dia do Orgulho Nerd”, por ser também o dia das première do primeiro filme da série Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança, em 25 de maio de 1977.

Texto publicado originalmente em www.zodcast.com.br

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Melhor não chamar ninguém de macaco…

28/03/2014

Vai por mim, este é um bom conselho. Primeiro por que nada justifica qualquer tipo de racismo. Depois por que, se os fatos da franquia “Planeta dos Macacos” se concretizarem, você pode acabar se dando muito mal…

No dia 24 de julho estreia, no Brasil (lá fora vai ser dia 11) o oitavo filme da série (apesar de não ser sequencial) “Planeta dos Macacos”. “Planeta dos Macacos – O Confronto” (Dawn of the Planet of the Apes, em tradução do Joel Santana), é o segundo da trilogia que busca explicar como os macacos dominaram o Planeta.

apesDa minha geração, eu fui um dos que teve a felicidade de assistir (nos anos 1990) ao clássico “Planeta dos Macacos” de 1968 (ao lado) sem saber como acabava. Pra mim, aquela inesquecível última cena é realmente um dos maiores finais de filme da história do cinema. Mais tarde assisti as sequências “De volta ao Planeta dos Macacos” (1970), Fuga do Planeta dos Macacos (1971), A Conquista do Planeta dos Macacos (1972), Batalha pelo Planeta dos Macacos (1973).

É claro que não são páreo para o original, mas alguns deles certamente são páreo para o remake arrasa-franquias de Tim Burton (2001), que eu particularmente achei um “desserviço”.. muuuuito inferior ao original.

36ec2-planeta-dos-macaco_capaAinda assim, meu lado nerd sobreviveu, e em 2011 eu li o livro que originou a franquia, escrito pelo francês Pierre Boulle (1963). É um ótimo livro, muito bem escrito, e quase tão bom quanto o filme original (pelo menos pra quem viu antes de ler). O que chama a atenção é que, nas partes em que a obra cinematográfica hollywoodiana faz menção aos Estados Unidos, o livro fala da França… c´est la vie..

Eis que no mesmo ano a série voltou à tona com “Planeta dos Macacos – A Origem” (Rise of the planet of the Apes, em outra tradução joel-santanesca). Pra mim, um ótimo filme, que mostra o início da mudança que os levará ao Planeta dos Macacos. Vale ainda ressaltar as referências ao original. Entre as quais, a partida da viagem do astronauta Taylor (Charlton Heston) e diálogos inteiros como “Tire suas patas imundas de mim, seu macaco sujo e maldito“.

Pois “O Confronto”, que estreia em julho, não é remake nem continuação. Bem, não do original de 1968, nem de suas sequencias, nem da infelicidade do Tim Burton. É sequencia do “Planeta dos Macacos – A Origem” (Rise of the Planet of the Apes), de 2011. Esta nova trilogia (que será encerrada em 2016, com um filme ainda sem título) deve terminar onde o filme de 1968 começou.

“A Origem” é um filme muito bom, que acaba num ponto crucial da “virada”. Para mim, este definirá se teremos uma trilogia histórica ou mais um caça-níquel fanfarrão. Os fatos que precisam acontecer agora são fundamentais para um “grand finale”. Então, te liga Andy Serkis! (em outras palavras: Força macacada!).

Texto originalmente publicado no www.zodcast.com.br

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Estou namorando (mesmo!)!

08/03/2014

Há mais ou menos 13 meses, logo depois do carnaval 2012, um amigo que mora no interior há alguns anos me chamou no Facebook: “Fabitus, tá solteiro ainda?”.

Eu tava. E ele queria me apresentar uma amiga da namorada dele. Trocamos Facebook, depois telefones. Aí começaram as ligações diárias até que, exatamente um ano atrás, no dia 08 de março de 2013, eu embarquei e subi a serra.

E desde lá não desci mais (da viagem, pois da serra eu desço quase semanalmente desde então).  Eu não preciso dizer de novo o quão incrível, para mim, foi o ano de 2013. Contudo, é importantíssimo (mister, como dizem os mais très chic) dizer que uma grande e muito importante ressaltar que, mesmo nos momentos em que não estivemos juntos, saber-nos lá fez toda a diferença.

É um relacionamento que veio, e vem, crescendo. Amadurecendo, ampliando horizontes. “Ficamos” no primeiro dia, e no segundo, e no terceiro. Na minha volta pra casa, as ligações diárias continuaram.. e assim viemos. Já passamos finais de semana parados em casa, sem fazer nada. Já rodamos um bom pedaço da serra gaúcha, do litoral norte e da região metropolitana. Já fomos ao Uruguai e ao Rio de Janeiro.  Para o próximo ano nossos voos serão mais altos, mais intensos e ainda mais bonitos.

Temos muita coisa em comum, desde as pequenas coisas até a vontade de correr o mundo. Contudo, os nossos contrastes também tornam tudo ainda mais especial (principalmente a da “garota da “sera”” com o “guri de apartamento”, hehehe). Eu tenho aprendido muito. Sobre mim, sobre relacionamentos, sobre a vida. Um amadurecimento numa área que sem dúvida me faltava.

Silvia. Olha aqui. Bem perto. Mais um pouco.. isso. Só mais um pouquinho. Mimimi uhhhhhhhhhhhhh pra ti! Bobalhona.. te amo, viu? Muito muito muito muito! Que venham mais 50 anos!

Obs: O título é uma brincadeira com um post que escrevi num primeiro de abril anos atrás, pois agora estou tendo as oportunidades que enumerei daquela vez.

Será que estou fazendo direitinho?

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Um feliz 2013!

31/12/2013

Uma coisa é verdade. Se 2012 foi um grande ano pelo meu renascimento depois do grande desafio do transplante, 2013 foi um ano incrível, por uma série de vitórias num ano sem tristezas exceto uma grande (vai ver, pra compensar). Contudo, tudo na balança e 2013 foi, sem dúvida, um grande ano. E, mais importante, uma grande preparação para o 2014 que promete!

Feliz 2013!

Janeiro foi um mês de celebrações. Sem férias ainda por estar há pouco tempo no jornal, começando a estruturar mais uma BITS com a Reverso, mas bastante feliz com o início do ano que chegava. Fevereiro foi um mês especial. Cronologicamente, primeiro pelo carnaval, durante o qual recebi a visita dos meus grandes e queridos amigos paulistanos Daniel e Viviane. Logo em seguida completei um ano do transplante renal, meu “renascimento”.

Entre os dois, um “esquema” de outro grande amigo, desta vez porto-alegrense mas que mora em Farroupilha (RS), me apresentou à minha querida Silvia Capra. Ainda trocávamos apenas telefonemas quando, a trabalho e ainda no mesmo mês, tive a oportunidade de voltar, pela segunda vez em um ano, à Joinville. Alguns reencontros, pessoais e profissionais, e incontáveis lembranças.. Isso é sempre muito bom…

Os telefonemas evoluíram e, no segundo final de semana de março eu subi a serra para conhecê-la pessoalmente. Foi sem dúvida um final de semana muito especial, e o começo de uma linda história que ainda terá muitos capítulos.

No final do mês, uma das melhores viagens que o trabalho de jornalista automotivo me proporcionou, que foi no lançamento do HB20S, em Foz do Iguaçu-PR. Havia muitos anos que não ia para lá, e as cataratas são realmente incríveis. Isso, claro, além da imponência de Itaipu.

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Lançamento do HB20S em Foz do Iguaçu-PR. Presença ilustre do Fuleco. (Clique nas fotos deste texto para vê-las maior)

Em abril, duas viagens pelo jornal marcaram. Ambas na Bahia de todos os santos. A primeira, na ilha de Itaparica, para o lançamento do Kia New Cerato, e a segunda, na Praia do Forte, para a nova Volkswagen Saveiro. Com direito à uma breve aventura off-road, hehehe…

Shows do Zeca Baleiro e do KikoNo final de semana do dia 20, dois shows. O primeiro, do Zeca Baleiro, no novo Araújo Viana, foi emocionante. O nosso (eu e a Silvia) primeiro de muitos, e com a nossa primeira música. (“Quase nada”, que cantávamos quando não sabíamos… bem, quase nada, um do outro). No dia seguinte, o segundo: no Opinião, Kiko “Carlos Villagran” nos divertiu com um show inesquecível, lúdico e cheio de recordações! Pra mim, como fã assumido do Chaves do oito e sua turma, foi especial demais.

Por outro lado, o ponto mais triste do ano também foi em abril, quando faleceu meu avô materno. Fui soterrado por lembranças da infância, de (incontáveis) momentos e conversas com ele. Felizmente ele teve uma longa vida, e deixou uma grande família, com netos e bisnetos (na época uma bisneta, depois nasceu o segundo). Com certeza o velho Giácomo vai sempre fazer muita falta…

Vô

Martha Gabriel na BITSBola pra frente, né? Até por que no fim de abril o bicho tava pegando enlouquecidamente na preparação para a BITS 2014, que chegaria em maio. Foi minha segunda, de três edições, mas sem dúvida foi a maior. Desta vez o trabalho foi bem mais profundo, vi toda a feira nascer e o grande sucesso que foi.

Pessoalmente, a oportunidade de conversar e conhecer alguns profissionais e pensadores, brasileiros (como a Martha Gabriel, na foto), latino-americanos e europeus, da área da Tecnologia da Informação e Comunicação, também foi uma experiência incrível. No fim do mês, três dias em Gramado-RS. A primeira e inesquecível viagem romântica, a dois. Bom demais…

Gabriel o Pensador em Porto Alegre - 2013O primeiro semestre terminou com o show do Gabriel O Pensador. Fora o show em si, que é sempre foda, neste ano as manifestações deram o tom da festa. Naquela  mesma noite estavam acontecendo protestos em Porto Alegre, e o clima de mudança era forte. Além disso, a oportunidade de, finalmente, conhecer o Pensador pessoalmente.. bah! (Valeu Lello e Istives!)

No segundo mês do segundo semestre, mais uma grande viagem, e uma das melhores de todas. Voltar a Mendoza, 20 anos depois, foi demais. Brincadeiras à parte, eu adoro a Argentina, e curtir alguns dias de frio e – pouca – neve ao pé da Cordilheira dos Andes é outra experiência incrível. Ainda encontrei o hotel em que me hospedei, com minha família, no Natal de 1992.. e o mundo completou mais uma volta…

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A vista durante o test-drive, o hotel de 1992 e um passeio pelas vinícolas

Aniversário 35 anosEm outubro, como tradicionalmente acontece, eu fiz aniversário. Não é todo o dia que se faz 35 anos, né? Por isso eu decidi comemorar de uma forma especial. Com uma festa infantil! Com direito a negrinho, branquinho, bolo, guaraná, muito doce pra você. Sempre com a presença de amigos especiais. Desta vez, para as fotos, todo mundo de chapeuzinho…

Destaque, no último dia do mês, para o show “Elvis Presley in Concert”, no Araújo Vianna, em Porto Alegre. Já esperava algo ótimo, por ser com a banda original, mas foi muuuuuuuuuuito melhor!! E outra coisa que fez valer mais a pena a experiência é que, junto coom a gente (comigo e com a Silvia), estava a tia Suzana, que é fã desde a época do Elvis. Se pra nós foi incrível, para ela deve ter sido algo transcendental…

Outubro terminou com Elvis, mas novembro começou na Cidade Maravilhosa. Viajamos no dia seguinte, sem a tia e com um casal de amigos, para três dias muito especiais. Além do quarteto porto-alegrense, em parte do passeio tivemos a companhia de um casal carioca (se bem que “o carioca” é um gaúcho desgarrado).

Rio de Janeiro 2013 Rio de Janeiro 2013 Rio de Janeiro 2013
A Confeitaria Colombo, a Lagoa Rodrigo de Freitas e os Arcos da Lapa.
“O Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro continua sendo…”

Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Lapa, Lagoa Rodrigo de Freitas, Jardim Botânico, Theatro Municipal, Candelária, Biblioteca Nacional, Paço Imperial, Confeitaria Colombo… Para alguns destes locais eu estava retornando, para outros era a primeira vez que eu ia. Pelos meus cálculos, mais umas 4 mil viagens destas e eu conhecerei tudo…

No final do mês a primeira edição da Renex, uma feira internacional de energias renováveis  que já teve sua segunda edição confirmada para 2014. Mais um trabalho ótimo de fazer, principalmente no durante, onde aprendi muito sobre as diversas formas de energias renováveis, suas vantagens e aplicações, e acredito que seja este, realmente, o caminho. Um trabalho sério feito por gente séria.

Renex 2013

Dezembro já foi um mês diferente.. de muito trabalho, sem dúvida, mas numa outra vibe, já vislumbrando o final do ano, o balanço de 2013 e as festas. Foi um ano incrível, que se não fosse pela tristeza de abril, teria sido inacreditável. Claro que não foi fácil, mas no final o que vale é o saldo, e esse foi bastante positivo…

Foi o ano que eu mais viajei na vida. Só nesta retrospectiva aparecem oito, mas foram muitas mais… São Paulo então, tô craque! (longe disso, beeeem longe, hehehe).

No balanço de 2012 eu disse que tinha um objetivo pessoal, no qual estava focado, determinado a conquistá-lo.  Pois vejam que consegui! Em março de 2014 completarei um ano de namoro! Eeeeeeeeeeeeeeee!

Natal 2013Pois agora, passado o Natal e no melhor estilo Tropa de Elite 2, “o desafio é outro”. Sem inimigos, apenas desafios. Tenho planos de mudanças, grandes mudanças, para 2014. Se as alcançarei? Acredito que sim.. capacidade eu tenho e formas de fazer também.

E que venha 2014, com os desafios previstos e os imprevistos. Feliz ano novo para todos!

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Enquanto isso, no mundo…

O que mais marcou o ano no Rio Grande do Sul, sem dúvida, foi o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS), em janeiro. Abriu, e acho que servirá para manter aberto, o debate sobre prevenção a incêndio, a responsabilidade pública pela segurança.

As manifestações de junho, um pouco antes e durante a Copa das Confederações, também marcaram o ano no Brasil. Acho difícil que alguma vez na história tantas pessoas tenham ido às ruas de todo o País. Mais do que a passeata dos 100 mil durante a ditadura, mais do que o Fora Collor de 1992. No dia de maior mobilização simplesmente 2 milhões de pessoas foram protestar contra o que havia – e há – de errado. Simplesmente um a cada 100 brasileiros (contando TODOS, desde Manaus até Porto Alegre, incluindo, vejam só, até o Acre!!).

Morreram: Giacomo Lunardi, Chorão, Hugo Chávez, Margaret Thatcher, Lou Reed, Jorge Dória, Reginaldo Rossi, Ronald Biggs, Paul Walker e, para mim, a segunda mais sentida de todas, Nelson Mandela.

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Brasil: um sonho intenso

22/12/2013

História é algo apaixonante. É incrível entender como as coisas aconteceram, por que elas aconteceram e “como nós viemos parar aqui”. Sair da historiografia chapada e “bidimensional” (os bons contra os maus, o certo contra o errado), então.. é incrível.

1808A história sempre é contada pelo básico: “Aí o rei Dom João VI, para escapar de Napoleão, fugiu de Portugal correndo para o Brasil”. Ok, certo. Mas quem era Napoleão? Por que Dom João fugiu? Aliás.. quem era mesmo Dom João?

Pois são exatamente as buscas para este tipo de respostas que tornam tão interessante a trilogia do jornalista e historiador Laurentino Gomes. Esse ir mais a fundo, buscar detalhes… E não só quanto aos personagens, mas fugir do lugar comum, inclusive geograficamente falando.

No 1808 o autor destaca que, em 1808, quando D. João VI deixou a Europa, Napoleão, que abria caminho conquistando países e nomeando novos reis ao seu bel prazer, havia conquistado a Espanha e se encaminhava para a fronteira lusitana.

Contudo, mesmo com a “fuga” da família imperial, o exército francês jamais conquistou Lisboa, e esta derrota acabou sendo determinante para o futuro, não só de Napoleão, como de D. João VI, do Brasil e de toda a Europa. O próprio então imperador francês, mais tarde, em Memoires de Ste. Hélène, se referiria ao rei de Portugal como c’est ça que m’a perdu (tradução: foi o que me fez perder).

1822Se 1808 foi um livro apaixonante, o mesmo não posso dizer de 1822. Pelo menos quando comecei a lê-lo, minha expectativa era, com uma boa dose de má-vontade, a repetição de uma fórmula. Na verdade era isso mesmo, mas de uma ótima fórmula, que voltou a funcionar. O mais interessante desta segunda parte é o fato de que realmente houve, em diversos pontos do país, guerras pela independência.

Inclusive guerras contrárias à D. Pedro I, de províncias que tinham interesse na manutenção dos vínculos com a coroa portuguesa. Outros personagens importantes ganham corpo no segundo livro de Laurentino Gomes e, entre eles, o patriarca da independência José Bonifácio de Andrada e Silva, e o braço direito do então príncipe-regente e depois imperador Dom Pedro I, Francisco Gomes da Silva, o “Chalaça”.

 photo 1822_zpsbd625531.jpgAgora, para mim, o melhor disparado foi o último. Destrinchando os origens do movimento republicano, desde o apoio dos grandes fazendeiros, a Guerra do Paraguai, a Questão Militar, o abolicionismo e a abolição, em 13 de maio de 1888, que deu o golpe fatal na sustentação do império que cairia um ano, seis meses e dois dias depois.

Além da história em si, que já é fantástica e riquíssima em detalhes, valem os perfis que o autor faz do “imperador cansado” Dom Pedro II, do “marechal vaidoso”, Deodoro da Fonseca,  e do “professor injustiçado”, Benjamin Constant.

Dom Pedro II foi um homem de pensamentos bastante avançados para o seu tempo, acreditando inclusive na república como forma de governo (apesar de desejar, sem sucesso, que ela só chegasse ao Brasil depois que ele morresse). Além disso, mais do que brasileiro, ele era apaixonado pelo Brasil. Quando morreu, no exílio em Paris, dois anos depois de ser expulso do país que governou por mais de meio século, descobriu-se que guardava, no armário, um pouco da terra (do solo mesmo) do Brasil, “para o caso de nunca ter a oportunidade de voltar”.

Outra coisa curiosa é que, no fim das contas, a  lenda de que o Imperador do Brasil teria sido um dos primeiros a receber uma ligação telefônica de Graham Bell é verdade, e está bem contada no livro também…

O Marechal Deodoro da Fonseca, bastante enfermo, acabou sendo, em grande parte, mais tripulante do que timoneiro do movimento republicano. Ele era fiel ao Imperador, e seu objetivo era apenas destituir o atual gabinete do governo, e não todo o sistema monárquico. O que levou Deodoro a esta atitude foi, acreditem, uma richa pessoal contra um político gaúcho… O governo de Deodoro, aliás, tem destaque no final do livro, quando fala do “e depois?” (coisa que, também, são poucos os livros que fazem).

Benjamin Constant, o professor e líder republicano de primeira hora, é um dos maiores injustiçados pela historiografia oficial. Líder do movimento republicano do início ao fim, o professor da Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro incentivou a organização dos alunos, que em parte também acabariam apoiando a mudança do regime.

Proclamada a república, entretanto, divergências sobre como as coisas deveriam prosseguir fizeram deixar o governo, e os que se mantiveram no poder acabaram por  diminuir sua relevância histórica. Para mim mesmo, Benjamin Constant não passava de uma grande avenida em Porto Alegre, em homenagem a alguém que eu acreditava ter a ver com a República, mas sem muita certeza…

Parte II – O RS e a República

 photo bandeiraRS_zpsb170bbdc.pngFalando em Porto Alegre, uma coisa que eu achei curiosa é a importância que o livro dá ao positivismo (o que é natural, até pela frase da nossa bandeira republicana), e, principalmente, a Júlio de Castilhos. O ditador republicano gaúcho, que governou o Estado até a morte, em 1903 (fazendo o seu sucessor, Borges de Medeiros, que seria o mandatário por mais 20 anos) é peça importante da solidificação do novo regime, tanto no Rio Grande do Sul quanto no centro do poder, no Rio de Janeiro…

O que eu achei interessante foi que o autor não só citou Castilhos como falou da briga entre maragatos e pica-paus, Gaspar Silveira Martins (estopim para a decisão do Marechal Deodoro), chegando a relacionar a Revolução Federalista de 1993 com o quase esfacelamento dos Estados Unidos do Brasil naquela década.

No nível federal, Floriano Peixoto também ganhou destaque. Ele me pareceu um Getúlio Vargas do século XIX, não pela importância histórica (apesar de ele ser, em certos aspectos, praticamente tão importante quanto Getúlio), mas pela… maleabilidade. Militar, ele soube ajudar a derrubar o velho regime sem se expor como republicano. Quando presidente, apesar de ter sido bastante duro para manter a ordem e a integralidade do país (patrocinando e promovendo guerras em diversos estados), o autor credita, em grande parte, a ele a unidade e a continuidade da república.

 A trilogia de Laurentino Gomes

Parte III – A república brasileira

Para entender o presente, conheça o passado. Nestes três livros, além da história do Brasil contada de uma maneira e sob uma perspectiva incomum, estão as origens de alguns dos cânceres dos governos brasileiros deste século XXI que, aliás, são cópias do modus-operandi da monarquia portuguesa desde antes da independência. Troca de apoio político por títulos de nobreza, áreas de influência, cargos no império, etc..

 photo brasao_republica_zps3ca81d95.jpgUma observação do autor ao final do último livro, que eu considero plausível, é que a nossa república, centenária, está passando pela sua primeira grande fase democrática. Depois do 15 de novembro de 1889 o Brasil passou por alguns anos de turbulência até o estabelecimento da aristocrática e oligárquica república do Café-com-Leite.

Em 1930, Getúlio Vargas trouxe um breve sopro de democracia, logo calado pelo Estado Novo, do próprio. De 1945 a 1964 o Brasil viveu duas décadas de “turbulenta estabilidade”, algumas tentativas de golpes frustradas que culminaram nos “anos de chumbo”. Apenas do final dos anos 1980, com a Constituição de 1989 é que o Brasil vem, com todos os seus problemas, vivendo um período democrático.

É certo que MUITOS dos vícios da monarquia portuguesa (alguns atualizados e outros porcamente idênticos) se mantém, e estamos longe de ser o país que muitos defendiam tanto em 1822 quanto em 1889. Contudo, olhando pra trás é possível notar a evolução democrática (no poder do voto e na liberdade de expressão, principalmente). Com 25 anos em vigor, a atual constituição é a segunda mais longeva da história da República, sendo que a primeira foi a de 1981, que abriu a república e resultaria na política do café-com-leite. E, se considerarmos períodos democráticos, este já é o maior desde a revolução (ou golpe?) liderada pelo Marechal Deodoro e Benjamin Constant.

Hoje, passados quase 115 anos da proclamação da república, e por mais que se tenha evoluído, em alguns aspectos, neste tempo, um Brasil mais justo, desenvolvido e solidário é, cada vez mais, um sonho intenso.

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