Archive for the ‘Música’ Category

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Mais que um beatle: John Lennon

11/12/2014

É certo que 90% das pessoas conhecem o beatle John Lennon, mas não conhecem John Lennon. É certo também que John Lennon não seria John Lennon se não fossem os Beatles. Mas é mais certo ainda que, por incrível que pareça, John Lennon não é apenas um beatle.

John Winston Lennon nasceu em Liverpool no dia 09 de outubro de 1940. Seus pais se separaram quando ele era criança, ele acabou crescendo morando com uma tia solteirona e conservadora e, quando estava se reaproximando da mãe, a perdeu de um modo estúpido e repentino.

Lennon era um cara muito autoconfiante, ao mesmo tempo que completamente inseguro. Meio como Kurt Cobain, mais tarde, ele queria o sucesso mas não queria o showbiz. Reparando, é possível ver um cara deslocado no mainstream desde o início dos Beatles.

Ao contrário de muitos fãs de Beatles que acreditam que o encontro com Yoko Ono em 1966 o destruiu, na verdade, aquele momento o libertou. Foi ali, durante a pausa que os Beatles deram entre o “Revolver” e o “Sgt. Peppers”, que o garoto de Liverpool entendeu que poderia ser o que quiser. Se uma artista plástica podia fazer coisas nonsense e ser respeitada por isso, por que ele não poderia fazer o que quisesse?

Ainda passaram alguns anos até que ele decidisse sair da banda, e ela se dissolvesse em brigas pessoais e judiciais. Contudo, a última década de sua vida, quase toda ao lado de Yoko, revelou um homem em paz consigo mesmo, com a criatividade em alta e ativista político como nunca (ainda que isto tenha iniciado ainda durante a vida com os “Fab Four”.´

É possível entender um pouco John Lennon prestando atenção em algumas de suas músicas.

A música mais famosa de John Lennon é um hino à paz, à compreensão e à união entre os povos. Apenas I(i)magine…

Outra muito famosa, e que toca incansavelmente nesta época de natal (a versão original, por favor. Nada de Simones e Paulos Ricardos), é outra obra prima de um mundo em paz.

Ao mesmo tempo em que expõe o auge de sua raiva, decepção e até mesmo arrependimento por sua vida “beatle”, Lennon trouxe, em “God”, (quase) toda a sua descrença no mundo, incluindo Deus e os Beatles.

Uma das mais belas e mais pesadas músicas de Lennon trouxe à tona, do seu âmago mais profundo, a complicada relação com seus pais.

A morte de Lennon marcou a todos. Quem viveu aquela época lembra do que estava fazendo naquele dia, e o que significou, tanto para si, quanto para o mundo. O seu assassinato, obra de um homem problemático que está quase comemorando 34 anos na cadeia, é tão inexplicável quanto o valor de sua obra, e o seu valor para a música do século XX.

Voltando às músicas, não se pode esquecer do outro grande hino à paz, uma das melhores traduções – junto com Imagine – de como é possível termos um mundo uno e próspero.

Na letra, resumidamente, cada um tem a sua religião, opinião, cor, crença, heróis mas, no fim, todos querem dar uma chance à paz.

Texto originalmente publicado em www.zodcast.com.br

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Você é o que você lê (2)

02/07/2012

Impressão Digital 2E finalmente seguirei com a série sobre os livros que li, organizados de forma anual. Tendo como base sempre o meu aniversário. Já escrevi sobre os livros que li entre os dias 28 de outubro de 2007 e 28 de outubro de 2008. Agora, vamos do dia 28 de outubro de 2008 a 28 de outubro de 2009.

Pois bem, eu leio muito. Mesmo assim, às vezes eu acho que eu tenho tanta cultura (informação cultural) que tenho que cuidar para não ser pedante ou repetitivo. Eu leio para mim, de curioso, de “pesquisador”, de jornalista. Gosto de saber como, quando, porquê.. e onde?… Mas eu sei que nem todo mundo divide essa “febre” comigo.

Daí que algumas vezes eu estou conversando sobre qualquer assunto e lembro de algo que eu li.. não menos que de repente, lá vem o Fábio: “E tu sabe por que isso?”. Se o pobre mortal não sabe, lá vem a explicação….

Talvez para muitos isso seja uma característica minha. Boa ou má, algo que me identifica. Deve ter algo bom, porque as pessoas vêm às vezes me perguntar coisas “nada a ver”, e eu, se não sei a resposta, procuro. É meio que um serviço gratuito, hehehe. Na real, acho legal ter essa “característica”, e lamento pelos que não gostam.

Pois a lista iniciada quase cinco anos atrás, em outubro de 2007, segue ativa. Tendo  meus aniversários como referência (é assim que a lista está organizada), em 2008 foram 16; em 2009, 12; em 2010, 22; em 2011, 25; e, em 2012, até agora, 30 livros. Faltam quatro meses para ler mais seis e chegar a 3 livros por mês. Será que eu consigo?

A minha ideia original era, sempre no meu aniversário publicar um texto aqui no blog sobre os livros que eu li nos últimos 11 meses. Não deu. Vamos ver se até outubro eu consigo botar em dia, pelo menos, hehehe…

Buenas.. vamos à segunda parte. Livros lidos entre 28 de outubro de 2008 e 28 de outubro de 2009.

A América aos nossos pés (Eduardo Bueno) – Um livro com um texto nota 10 e uma imparcialidade nota 0. Bom, mas e quem disse que o Peninha Bueno alguma vez pretendeu ser imparcial? Nesta gremistíssima visita à vitoriosa campanha da Libertadores de 1983 (pulicada em 2008, aos 25 anos do primeiro título gremista na competição), o livro nos leva a uma epopeia de batalhas sangrentas, contra tudo e contra todos, num tempo em que a Libertadores era jogada a sério.

O primeiro capítulo do livro, aliás, ilustra o tom de toda a obra. É uma reunião dos libertadores da América José Francisco de San Martín, Jóse Artigas, Simón Bolívar – El Libertador, Bento Gonçalves e O’Highins, para decidir o futuro do torneio. A partir do segundo capítulo sim, relembramos a campanha de 1983, nos áureos tempos das batalhas campais por toda a América do Sul..

Médico de Homens e de Almas (Taylor Caldwell) – Uma das melhores “biografias” que eu li. Conta a história de Lucano (ou, em português, Lucas), autor de um dos evangelhos da Bíblia atual, mas o único que nunca conheceu Jesus. Já escrevi sobre ele aqui, mas vale ressaltar que é um livro muito gostoso de ler, mesmo tendo mais de 700 páginas. Uma viagem pelo Oriente Médio da época de Cristo, contemporânea ao início do cristianismo.

Anjos e Demônios (Dan Brown) – Para mim, até hoje o melhor livro do Dan Brown. Melhor que o mais famoso, “O Código Da Vinci” inclusive, sim. Uma profunda e imparcial discussão entre ciência e religião, trazendo elementos históricos da Igreja Católica e da arquitetura da cidade de Roma. O filme não fez jus ao livro, se bem que acho que nem teria como. Se quiser saber mais, leia aqui.

Eric Clapton – A Biografia (Eric Clapton) – Todos temos nossos ídolos. E todos quase sempre caímos na ilusão de acreditar que eles são seres superiores: felizes, ricos, saudáveis e bem resolvidos. Pois nesta incrível auto-biografia, Eric Clapton, ao mesmo tempo que passeia pelos seus 50 anos de música, nos leva pela sua desventurada experiência com as drogas e o alcoolismo.

Uma história dura, que esteve muitas vezes perto de um final abrupto, mas que graças à força de vontade de Clapton, “limpo” há mais de 20 anos, segue encantando plateias em todo o mundo. Momentos marcantes como a morte do filho e o relacionamento com o beatle George Harrison também estão lá, ajudando a abrilhantar ainda mais a história da música no século XX.

Noites Tropicais (Nelson Motta) – Pode nãõ parecer, mas é uma auto-biografia. Meio sem querer, e sem fazer alarde, Nelson Motta foi uma espécie de Forrest Gump brasileiro. Testemunha e, muitas vezes, personagem da história da música brasileira desde o surgimento da Bossa Nova e da Jovem Guarda, passando pela época dos Festivais, pela psicodelia dos anos 1970, o rock-Brasília do começo dos anos 1980 até o Rock In Rio 1985, com shows antológicos como Queen e Barão Vermelho. Também já fiz um texto sobre isso no blog.

Ministério do Silêncio (Lucas Figueiredo) – Muitos brasileiros 9praticamente todos na verdade), acreditam que existem muitas coisas escondidas nos corredores de Brasília que não se sabe nem nunca se saberá.

Bom… este livro do repórter Lucas Figueiredo demonstra que essas teorias conspiratórias são.. verdadeiras. Ao contar a história da Inteligência brasileira, desde o Dops de Getúlio Vargas, passando pelo Doi-Codi/SNI dos militares até a Abin de Lula e sua turma, a obra mostra que, em alguns momentos importantes da história brasileira, o povo e as instituições praticamente não passaram de fantoches que acreditavam estar agindo por conta própria. Triste realidade…

Luís XVI (Bernard Vincent) – A Revolução Francesa. Eita tópico complexo de se entender… Li o livro sobre o rei Luís XVI na esperança de entender um pouco melhor, e isso realmente consegui… mas são tantos lados, tantas “verdades”, que acho que será impossível chegar a uma conclusão. definitiva Bom, algo dá pra concluir: sem dúvida, foi uma revolução!

Este livro de Bernard Vincent tenta se focar na vida do Rei, mas isso seria impossível sem manter a contextualização histórica sempre próxima. Principalmente na virada que acontece quando ele vai para Versailles sem perceber, ainda, as mudanças que já estavam em curso e que o levariam a perder a cabeça (literalmente)…

Almanaque da TV (Bia Braune & Rixa) – Uma viagem pela história deste tubo infecto” (pelo menos até a chegada do plasma e do LCD). Não no sentido tecnológico, mas no cultural. Desde o começo com a TV Tupy de Chateaubriand, nos anos 1950, passando pela Excelsior, pela Record pré-IURD, Bandeirantes, Globo, SBT..

Programas, séries, personagens, bastidores e curiosidades que, de certa forma, não deixam de ser uma forma de acompanhar a história sócio-cultural do Brasil nos últimos 60 anos. Um ótimo livro pra quem busca entretenimento e nostalgia!

Cuba – Uma nova História (Richard Gott) -Foi o primeiro livro que eu li na minha tentativa de “entender abaixo da superfície” temas sempre recorrentes. Depois fiz o mesmo com a história da Inglaterra, da Rússia e da China. Claro que ainda há muito o que ser explorado, mas já consigo contextualizar tudo melhor, e este é o objetivo.

Pois o caso de Cuba é interessantísimo. Quando falamos na maior ilha da América Central, pensamos direto em Fidel Castro.  Pois o livro de Richard Gott nos conta a história desde o descobrimento, os séculos de domínio espanhol até a vitória norte-americana no final do século XIX. Só no final (faltando cerca de 50 páginas) é que chegamos a Fulgêncio Batista, o golpe e o socialismo de Fidel Castro. Ainda aí há muita história, como a crise dos mísseis e a relação de Castro com a U.R.R.S.

Acredito que uma boa definição para a história da ilha até os dias de hoje seja o título que escolhi para o texto que escrevi sobre o livro: Independência ou Cuba!

Breve História de Quase Tudo (Bill Bryson) – Partindo de uma dúvida totalmente banal, Bryson nos leva em uma viagem pela história da ciência. Meteorologia, química, física, biologia.. tudo em uma linguagem simples e muito bem escrita. Há muito mais a ser dito, e para isto, recomendo que leiam o texto que escrevi aqui.

Einstein – Sua vida, seu universo (Walter Isaacson) – Todos já ouviram falar da Teoria da Relatividade de Einstein. Mesmo que alguns não façam ideia do que é, do que significa ou do que representa, certamente já ouviu falar.

Pois Albert Einstein é muito mais do que isto. Ainda que, inegavelmente, sua teoria tenha revolucionado a ciência (como, anteriormente, somente Isaac Newton tenha sido capaz), o homem por trás do cientista é, também, interessantíssimo.

Einstein não decidiu ser cientista, mas quando viu não tinha mais saída. Dono de um curiosidade imensurável, o físico alemão chegou a vir ao Brasil (ao Ceará) para comprovar uma de suas teorias. O livro de Walter Isaacson (o mesmo que, mais recentemente, escreveu a biografia de Steve Jobs) nos mostra mais do que o teórico, mas também a pessoa, o homem que viveu intensamente a sua época, inclusive fugindo, por ser judeu, da Alemanha nazista durante a segunda guerra mundial.

Impossível resumir Einstein em três parágrafos. Se quiser mais, leia o texto que escrevi. Se quiser ainda mais… ora, leia o livro!!

Rua da Praia (Nilo Ruschel) – Eu adoro histórias da Porto Alegre antiga. Neste livro, Ruschel nos fala de uma cidade em pleno crescimento, com histórias e histórias de uma Rua da Praia que já não existe mais. Na época dominada por Cafés, mais tarde com lojas de departamentos. Uma bucólica cidade, com vida social ativa e, aos olhares de hoje, bastante romântica. Vale a pena viver Porto Alegre, em todas as épocas!!

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Não vi e não gostei!

29/06/2012

Impressão Digital 2Se há uma coisa que me incomoda profundamente é gente “automaticamente cult”. Sabe aquele tipo de gente que, como bem disse o Amarante do Los Hermanos numa famosa entrevista  “se é bom, faz sucesso, eu não gosto?”. Ridículo…

É. Só que eu já fiz isso… e volta-e-meia me pego fazendo assim. Dois casos que eu lembro agora:

Numa certa fase da minha faculdade, estava todo mundo enlouquecido com o filme “Cidade de Deus”. Eu, no “melhor” estilo não vi e não gostei, dizia que era ruim, que filme brasileiro só serve para mostrar pobreza, e blá blá blá.. Uma professora pediu uma resenha sobre o filme e eu, achando o trabalho “colégio” demais, argumentei contra o trabalho (com essa ideia de ser “modismo”) e – incrível – ganhei. Acabei fazendo sobre “Sleepers -A vingança adormecida“.

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Meses depois fui ver Cidade… Bah! É muito bom.. realmente, MUITO bom.. A questão da temática brasileira não está totalmente errada, mas isso é assunto para outro texto….

Impressão Digital 2A segunda vez que me lembro de ter sido traído pela teimosia foi com Maria Rita. Quando ela surgiu, pensei: “Ah.. filha da “nossa” (gaúcha) Elis Regina, com a voz igual.. mais uma vez, tentam criar um sucesso do nada. Que sem graça, canta igual a mãe, blé, blé, blé”.

A primeira vez que eu ouvi ela sabendo quem era, como muita gente eu acredito, foi com Encontros e Despedidas na abertura da novela Senhora do Destino. Bela música, sem dúvida, mas “Elis Regina” demais. Nem fui atrás…

No fim de 2009 um amigo elogiou Maria Rita. Lá fui eu discorrer os defeitos dela, sem ter parado pra prestar atenção… Ele disse: “é bom, cara… “. Passou mais um tempo, e um dia eu fui baixar “Não deixe o samba morrer”, da  Alcione, em mp3. Acabei encontrando a versão da Maria Rita, e resolvi baixar também. Hmmm… interessante… vamos ver mais então!

E baixei “Samba meu” dela. Um CD totalmente samba. Não que eu tenha gostado, mas tive que ir no show dela em Porto Alegre, e levei a minha mãe…

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Ela, além de cantar muito e ter sim, personalidade vocal, não nega as semelhanças com a mãe, e demonstra ter um carinho especial pela terra da Elis. Claro que pode ser, mas no show não me pareceu puxa-saquismo. Eram comentários simples, soltos, nada de discursos do tipo “Deus, como eu amo vocês”… E o “Samba Meu” é um disco fantástico, assim como o DVD…

Este ano (2012) ela rodou o país com shows em homenagem aos 30 anos morte da mãe. Ela esteve em Porto Alegre, mas por questões de saúde não pude ir…

Enfim, esses são dois exemplos  de ocasiões em que perdi de aproveitar algo por uma birra gratuita, mas certamente existem outros. E  isso me chateia justamente por que tem gente que usa o “não vi e não gostei” como bandeira, como diferenciação, como não gostar simplesmente “por que sim” fosse algo a se admirar. Eu acho isso ridículo, e odeio quando ajo assim…

Não que todos tenhamos de gostar de tudo, mas calma lá… Eu por exemplo, tinha birra com Paulo Coelho. Um dia respirei fundo, comprei um livro e li.  Ok, é uma merda mesmo… tanto que devo ter dado o livro pra alguém, por que nunca mais vi.

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Impressão Digital 2Contudo, entretanto, porém, todavia… Paulo Coelho, a pessoa. Tirando a parte pseudo-espiritualizada (ou até respeitando, mas sem se envolver) me parece uma pessoa interessante. Não só pela parceria com o grande Raul Seixas, nem apenas pela relação dele com o Jovem Nerd ou com o Stallone (que eu já citei aqui), mas pela história de vida e, afinal, por tudo o que ele representa para a nossa literatura e até para o Brasil, principalmente no contexto literário internacional, quer eu queira, quer não.

Recentemente comprei até a biografia dele, escrita pelo Fernando Morais Tá na fila, vou ler.. Pelo menos desta vez o texto não é dele…

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Cem Livros Sem Solidão

01/06/2012

101 livrosTodo o mundo sabe como eu gosto de ler. Sempre que eu vou mais de uma vez em algum lugar, o primeiro comentário é “Mas tu está sempre lendo…”. Sim, estou. E eu acho que esta impressão se torna maior pois, como eu leio mais de um livro ao mesmo tempo, volta-e-meia eu retorno a um lugar lendo livros diferentes com poucos dias de distância…

Pois no meu aniversário de 29 anos, em 2007, eu iniciei um “acompanhamento”. Comecei a anotar cada livro lido. Todos, desde o “The Beatles”, do Bob Spitz, que tem mais de 1000 páginas, até “Seu Madruga – Vila e Obra”, do Pablo Kaschner, que não passa de 200.

Eis que no dia 28 de maio de 2012 eu atingi a marca de 101 livros. Considerando que, do início até agora, não se fecham 5 anos, a média é maior do que 20 livros por ano. Foram, por acaso, exatos 55 meses, o que dá uma média de 1,84 livros por mês, ou aproximadamente 1 livro a cada 16,3 dias.

Grande parte destes livros são biografias ou romances históricos. Mas também tem muita ciência, alguns de religião, quadrinhos e até esportes. Autores, se destacam Richard Dawkins, George R.R. Martin, Bill Bryson, Walter Isaacson e Laurentino Gomes.

Uma coisa que me desespera é que tem algumas “Parte Um” nesta lista. Por exemplo:  “A Sociedade do Anel” (primeira parte de O Senhor dos Anéis, de J. R.R. Tolkien), “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (primeiro de 5 livros de Douglas Adams). E eu tenho os outros livros das duas séries.. é “só” sentar e ler…

É claro que eu teria um monte para escrever sobre cada livro (e até já comecei, mas nunca fiz todos), mas vou deixar esta análise para comentários mais “gerais”.

Se for considerar “anualmente” (tendo a data do meu aniversário como referência, os números são: 16 (2007/2008), 12 (2008/2009), 22 (2009/2010), 25 (2010/2011) e 26 (2011 – até agora). Ou seja, a leitura vem ganhando “velocidade”, ehehe. Este será o segundo ano consecutivo que passei da média de 2 por mês, e talvez chegue a três.

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A lista completa está aqui. Mas vamos tentar, agora, destacar alguns livros por tema/estilo (alguns livros estão em mais de uma classificação):

Biografias:
Tim Maia – Nelson Motta
The Bealtes – Bob Spitz
Eric Clapton – A Biografia – Eric Clapton
Einstein – Sua vida, seu universo – Walter Isaacson
Nem vem que não tem (Wilson Simonal) – Ricardo Alexandre
John Lennon – Philip Norman
Carmen – Ruy Castro
Ayrton (Senna) – O herói revelado – Ernesto Rodrigues
Walt Disney – Neal Gabler
Bussunda – A vida do Casseta – Guilherme Fiúza
Steve Jobs – Walter Isaacson
O livro do Boni – Boni
Agassi – Autobiografia – André Agassi
Paul McCartney – Uma Vida – Peter James Carlin

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Religião:
Médico de Homens e de Almas – Taylor Caldwell
Anjos e Demônios – Dan Brown
Deus, um Delírio – Richard Dawkins
O vulto das torres – Lawrence Wright
A Tentação do Cristianismo – Luc Ferry e Lucien Jerphagnon
O Último Judeu – Noah Gordon
Uma Breve História do Cristianismo – Geoffrey Blainey

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Música:
Furacão Elis
Chega de Saudade – Ruy Castro
Tim Maia – Nelson Motta
The Bealtes – Bob Spitz
Eric Clapton – A Biografia – Eric Clapton
Beatlemania – Ricardo Pugialli
Noites Tropicais – Nelson Motta
Minha fama de mau – Erasmo Carlos
Dez, nota dez! – Denílson Monteiro
Nem vem que não tem (Wilson Simonal) – Ricardo Alexandre
John Lennon – Philip Norman
Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band – Clinton Heylin
Paul McCartney – Uma Vida – Peter James Carlin

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Beatles:
Beatlemania – Ricardo Pugialli
The Bealtes – Bob Spitz
John Lennon – Philip Norman
Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band – Clinton Heylin
Baby´s in black – Arne Bellstorf
Paul McCartney – Uma Vida – Peter James Carlin

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Ciência:
Volta ao mundo em 80 dias – Julio Verne
Viagem ao centro da Terra – Julio Verne
Breve História de Quase Tudo – Bill Bryson
Einstein – Sua vida, seu universo – Walter Isaacson
Deus, um Delírio – Richard Dawkins
A grande história da Evolução – Richard Dawkins
O Gene Egoísta – Richard Dawkins
Uma história da ciência – Michael Mosley e John Lynch
A Magia da Realidade – Richard Dawkins

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História de Porto Alegre/Rio Grande do Sul:
Loureiro da Silva – Carlito de Grandi
Flores da Cunha – Lauro Schirmer
História Ilustrada do Rio Grande do Sul – Vários autores
Rua da Praia – Nilo Ruschel
Alfândega de Porto Alegre – 200 anos de história – Márcio Ezequiel
A enchente de 41 – Rafael Guimaraens
Porto Alegre – Guia Histórico – Sérgio da Costa Franco
Diário de um repórter – Flávio Alcaraz Gomes
Porto Alegre – Brasil – Leonid Strelaiev

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História Geral:
1808 – Laurentino Gomes
Ministério do Silêncio – Lucas Figueiredo
Cuba – Uma nova História – Richard Gott
Luís XVI – Bernard Vincent
Primeira Guerra Mundial – Paulo Vicentini
Segunda Guerra Mundial – Paulo Vicentini
Viagem ao Brasil – Hans Staden
O vulto das torres – Lawrence Wright
1822 – Laurentino Gomes
Império à deriva – Patrick Wilken
Assim Morreu Tancredo – Antonio Britto
O Lado Negro de Camelot – Seymor Hersh
Médici – A Verdadeira História – General Agnaldo Del Nero Augusto
China – Uma nova história – John King Fairbank e Merle Goldman
O Forte – Bernard Cornwell
Império – Como os Britânicos Fizeram o Mundo Moderno – Neill Ferguson
Uma Breve História do Cristianismo – Geoffrey Blainey
O Século Soviético – Moshe Lewin
Dopaz – Tahiane Stochero

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Bom, dá pra ter uma ideia de onde sai tanta “cultura” (essa, claro, considerando a parte útil). Ainda assim, ao mesmo tempo que eu acho muito legal hoje ir a uma livraria e passar pelas estantes e dizer: “Li, li… li… li, li, li..”, é desesperador também passar e, considerando apenas obras que me interessariam, passar dizendo: “Não li, não… também não… nain nain… ih… também não.. não, nem este… not… ei, alguém sabe onde eu consigo um isqueiro, talvez um lança-chamas?”.

O livro da brincadeira do título, aliás, é um dos desafios até agora intransponíveis. Eu li dois livros do Garcia Marquez: “Ninguém Escreve ao Coronel”, que é baseado na história real do avô dele, e “Viver para Contar”, que é como uma autobiografia (e eu li antes de começar a anotar). Tentei ler “Cem Anos..” mas não consegui.

Não que seja ruim, bem pelo contrário, mas é um livro que exige muita atenção pois, entre outras características, são várias gerações, e muitos “patriarcas” têm o mesmo nome. Isso confunde e, se tu parar de ler e voltar tempos depois, provavelmente já te perdeu….

Outro “desafio” é “Inferno”, da trilogia “Divina Comédia”, de Dante Alighieri. É uma obra fantástica, na qual ele encontra vários personagens (reais) históricos espalhados pelos círculos do inferno (e, quanto mais profundo o círculo, maiores os pecados em vida). Contudo, a versão que eu tenho é em poesia, e isso dificulta a compreensão às vezes, pois tu tem que ir lendo e “montando” a história na cabeça. E “Inferno” é só o primeiro, ainda tem o “Purgatório” e o “Paraíso”…

Bom, é isso. Já estou terminando o 102 e já sei qual vai ser o 103. Mais cinco anos para chegar a 200? É esperar pra ver…

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Até quando?

24/05/2012

Pra começar, uma pequena introdução ao assunto para os que não acompanharam os fatos que me levaram a escrever este texto:

O cantor, compositor, escritor e artista Gabriel o Pensador foi convidado para ser o Patrono da 27ª Feira do Livro de Bento Gonçalves, que foi realizada em maio na cidade serrana.

Alguns meses antes, após a reclamação de um “poeta” gaúcho sobre o cachê que seria dado ao Gabriel teoricamente por ser o Patrono do evento, o próprio Gabriel decidiu abrir mão do dinheiro, cancelando a distribuição de livros e o show que faria na cidade (inclusos no custo do teórico cachê), e anunciou que sua participação estava mantida e seria mais simples (sem livros nem show), porém de graça. O rapper esteve presente inclusive à abertura da Feira, e tudo transcorreu naturalmente, sem a presença do injuriado “poeta”.

Encerrando o assunto, Gabriel lançou, na abertura da Feira, o clipe da sua nova música, “Linhas Tortas”, onde fala da sua relação com a literatura e sobre a polêmica.

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Agora sim, começando…

A polêmica que envolveu o Gabriel O Pensador está inserida em algumas discussões que eu considero importantes.

Pra começar, Bento Gonçalves é uma linda cidade do interior do Rio Grande do Sul e, antes de ter a Feira do Livro como um evento-símbolo da cidade, submerso em tradições como é o caso de Porto Alegre, a realiza com o propósito prático, primordial e direto de ser um mecanismo para incentivar seus cidadãos, de todas as idades e classes sociais, à leitura.

Impressão Digital 2Pensando nisto, este ano a Prefeitura convidou Gabriel O Pensador para ser o Patrono. Além da presença ilustre, a possibilidade de distribuir livros para as crianças do município e o show que seria realizado seriam acréscimos interessantes ao evento. É claro que tudo isto teria custo, mas a prefeitura optou por assumi-los.

Como o próprio Gabriel diz na música recém-lançada, “na Feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso”. Sim, pois ambos são parte do trabalho dele, e ambos devem e merecem ser remunerados. Um certo “escritor” gaúcho, no entanto, achou – muito ingenuamente na minha opinião -, que o valor (mais de R$ 160 mil) publicado no Diário Oficial como direcionado pela Prefeitura de Bento Gonçalves ao patrono da Feira fosse 100% o seu cachê.

Ingenuidade, para dizer o mínimo. Meu caro escritor, a primeira atitude que todos SEMPRE devemos (ou deveríamos) ter quando recebemos qualquer informação é mandar o Tico chamar o Teco e tentar entender, por dois segundos, o que está acontecendo. Não dói, eu garanto.

Ao ser chamado, o Teco perguntaria ao seu irmão:”Peraí, cara.. cento e sessenta vezes?“

E continuaria: “Não é assim, meu. Se te oferecem um dinheiro para fazer alguma coisa… e oferecem 160 vezes mais para outra pessoa fazer basicamente a mesma coisa… Alguma coisa esta errada. Será que é para fazer a mesma coisa? Repara… não é o dobro, nem três vezes mais, nem dez vezes. São CENTO E SESSENTA vezes.”, ressaltaria o pequeno neurônio.

E eu adicionaria: Para quem mesmo? De onde? Será que não tem outros serviços e custos aí?

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Vale ainda uma pequena lembrança ao reclamante: O que te fizeram, na tua opinião oferecendo pouco dinheiro ou te subvalorizando dentro da tua visão míope sobre o dinheiro que seria pago ao Gabriel, foi um CONVITE para participar do evento, não uma convocação. Como se diz em Florianópolis (o sotaque é importante aqui): “Se queres, queres, se não queres, dizes”.

Tá ruim o dinheiro, o evento não é interessante, tá com frieira? Agradece, declina e segue a tua vida, rapá…

É fundamental cada um saber o seu lugar, o que deve ser dito, como e quando deve ser dito.

Durante a polêmica, teve gente que veio dizer “e porque não chamaram um escritor gaúcho?”. Bom, pois eu inverto a pergunta: “Por que chamar um escritor gaúcho?”. Não que não se deva, mas a pergunta é pertinente e direta. Por que, por qual razão?

Se houver uma razão ótimo, sou totalmente favorável. Mas “gaúcho” não é sinônimo de qualidade. Temos muitos ótimos escritores, sem dúvida, mas também temos “escritores”, e é claro existem vários ótimos escritores fora do Rio Grande do Sul também.

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O que levou Bento Gonçalves a convidar o Gabriel O Pensador não foi muito diferente do que a levaria a convidar um gaúcho (o que certamente já aconteceu, mais de uma vez, nas 26 edições anteriores). A questão é que houve um propósito, um objetivo, em chamar especificamente o Gabriel. E o Gabriel, assim como o “escritor”, foi apenas convidado e aceitou. Até porque o tamanho do “cachê”, no fim das contas, não tinha nada a ver com a participação dele como Patrono…

Impressão Digital 2A distribuição de livros gratuitos para as crianças carentes do município e o show, também gratuito para o público, certamente estão sim, inseridos no contexto de literatura e, porque não, de alfabetização literária, tão importantes e totalmente condizentes com o perfil de um evento como este, principalmente quando realizado numa cidade do interior.

Existia a questão da visibilidade que uma presença nacional traria ao município? Sim, mas o que há de errado nisso? Bento Gonçalves vive, além da área vinícola, fortemente do turismo. Por que não ligar uma coisa à outra?

Tem outra coisa, da qual inclusive o Gabriel também fala na música. Às vezes parece que é feio um artista (e aí se incluem escritores, desenhistas, músicos e muitos outros) receberem dinheiro pelo seu trabalho. Parece que as pessoas acham que por que não houve trabalho braçal, esforço físico ou por que no final não restou um produto material, sólido, finalizado, não houve trabalho. Pois houve, e houve muito. Trabalho intelectual é tão importante e difícil quanto trabalho braçal.

Ou pede para um marceneiro escrever um poema, desenhar uma charge ou compor uma canção. Vai sair ruim não por ele ser marceneiro, mas porque não é a dele… Deixem, pois, o marceneiro “marceneirando” e os compositores compondo e os escritores escrevendo…

Mais uma coisa que me incomoda é a quantidade de gente que entra em polêmicas sem saber bem do que está falando. Entra, se indigna, sai berrando… 15 minutos depois lê mais sobre o assunto, vê que tinha entendido errado (ou nem tinha entendido) e fica..”Aaaaaiiihhnnn… pois é, mas aí tá certo…”. Pô! Te informa antes, criatura! Custa?

Já acho um saco quando vem de gente “leiga” que, no fundo, não tem obrigação de saber do que tá falando (apesar de que era só buscar a informação correta, geralmente acessível, ao invés de reagir feito um estilingue à primeira coisa que ver na frente), mas o que me mata mesmo é quando alguém que deveria saber do que está falando abre o berreiro.

Tipo… sei lá… um escritor reclamar do cachê do Patrono de uma Feira do Livro sem saber do que está falando. Pode reclamar, mas, como vale pro mané, te informa antes!! Jogar merda no ventilador pra ganhar mídia é ridículo…

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Todo mundo sabe que sou fã do Gabriel. Sou mesmo, há quase 20 anos (o primeiro disco dele é de 1993). Contudo, nem por ser ele ou por eu ser fã, mas pra mim a atitude dele foi exemplar, do início ao fim. Não se envolveu na polêmica, não discutiu. “O problema é dinheiro? Fica com o dinheiro. Mas eu vou aceitar o convite que me fizeram, pois o público da Feira não tem nada a ver com isso” (com essa pequeneza, eu acrescentaria).

Talvez às vezes o Gabriel se expresse por linhas tortas, mas sempre com atitudes coerentes. É uma pena, para a população de Bento Gonçalves, que não se tenha feito a distribuição de livros afinal…

Impressão Digital 2

Eu li “Diário Noturno”, o livro de crônicas e poesias do Gabriel. Como sempre, ele fala da vida, das dúvidas e dele mesmo. É um ótimo livro, bastante lúdico também. O outro, cujo título é “Um garoto chamado Rorbeto” (assim mesmo, com o “r” no lugar errado) fala, inclusive, de inclusão social e preconceito infantil.. totalmente condizente com o público que seria “atingido” pela distribuição…

Impressão Digital 2No fim, o “escritor” quis aparecer, quis fazer escândalo feito a Dona Bela da Escolinha do Professor Raimundo, e acabou prejudicando muito mais do que ajudando. Enquanto isso, o Gabriel foi à Feira, participou, interagiu e fez a sua parte. Além de ter aproveitado para lançar o clipe e a música “Linhas tortas”, que fala claramente da polêmica sem se direcionar a ninguém…

É…. vai ver, no final, o tal “escritor” só pensa… naquilo ($$$$$$)….

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Bah.. tô fu (3)

15/05/2012

Lembram que eu tinha prometido voltar a falar de Pato Fu mais seguido?

Bom.. eu até cumpri, ou quase, pois recentemente falei sobre o projeto e o show Música de Brinquedo. Contudo, admito que eu me referia à discografia da banda, e aí… sorry, menti. Foram quase dois anos desde que eu falei do primeiro disco até agora, quando vou falar do segundo.

Impressão Digital 2Na minha opinião, “Gol de Quem?”, de 1995, é um disco bem melhor que o Rotomusic. São deste álbum as duas primeiras músicas que eu conheci sabendo que era “Pato Fu”: “Sobre o Tempo”, própria, e “Qualquer Bobagem”, regravação dos Mutantes. Contudo, na época, nada que me fizesse querer me aprofundar e conhecer os mineiros…

Ainda que neste segundo trabalho o Pato Fu continue apostando numa certa “anarquia” musical, algumas canções são bem mais melodiosas do que as anteriores. Destaque, neste disco, também para a versão de “Ob-la-di-ob-la-dá”, de Lennon e McCartney.

Vamos às faixas:

“And Now” (John Ulhoa) – 1:42
Na introdução, um minuto e meio de semi-nonsense pra ninguém esquecer de quem estamos falando. Começa apenas com percussão, e vai evoluindo para guitarras rasgadas até surgir um semi-vocal perto do encerramento. “And Now” possui até um trecho de órgão da introdução da música “A Whiter Shade of Pale” da banda inglesa Procol Harum. Uêba!’

“Mamãe Ama É o Meu Revólver” (Ricardo Koctus) – 3:30
A primeira das músicas “divertidas” do Pato Fu. Se ela significa alguma coisa, desculpem, mas eu não entendi. Começa falando de obstáculos, de desafios.. e no final, “Mamãe ama é o meu revólver”?? Mas hein?
De qualquer forma, a sonoridade, a batida e a voz da Fernanda Takai fazem desta talvez a melhor música deles até aqui. Dançante, animada. Acho até que o refrão dá pra dançar meio como Lithium, do Nirvana.

“Vida Imbecil” (John Ulhoa) – 3:02
Apesar de começar com uma batida rápida, a música em si e as cantorias do John e da Fernanda puxam para a realidade e a pronúncia para uma coisa mais interiorana, meio mineira. Falando da simplicidade da vida na periferia (seja urbana ou rural), de gente que nunca vê o mar e é crente, nem sempre por convicção, mas por necessidade e por não conhecer alternativas.
Do meio pro final, uma pequena cantoria com trechos em italiano… Só podia ser do John…

“Gol de Quem?” (Ricardo Koctus/John Ulhoa) – 2:46
A música que dá nome ao disco começa bem rock e, para mim, fala sobre a simplicidade das coisas, ao comparar a vida com um café da manhã. Apesar disso, depois fala sobre o fim de um amor – medido pelo tamanho da dor, a solidão e o desejo da morte.
Em toda a música, e principalmente no final, John brinca com a pronúncia das palavras de uma forma rápida e, mais uma vez, divertida. Para mim, o título se refere a uma pergunta do tipo: ok, mas no final, quem venceu? Foi bom pra quem?

“Sertões” (Ricardo Koctus) – 4:24
Uma batida fortemente baseada na bateria e uma letra de pura poesia. Só por aí já se pode ver a mistura que, provavelmente, só o Pato Fu faria. De novo na temática “interiorana” de Vida Imbecil, a banda brinca repetindo várias vezes a frase inicial de “Luar do sertão”, de Chitãozinho e Xororó.

“Onofle” (John Ulhoa) – 4:28
Aqui deixaram o John solto, e aí lamento. Em inglês; ritmo às vezes frenético, às vezes quase infantil; backing vocals e efeitos sonoros. Ainda que seja “incantável”, não deixa de ser interessante pelo experimentalismo, e também pela letra, que fala, eu acho, basicamente, dos nossos maiores medos que, muitas vezes, nos ensurdecem em relação a qualquer outra coisa, por melhor que seja o que o mundo tem para nos oferecer.

“Sobre o Tempo” (John Ulhoa) – 3:27
Essa é uma das mais lindas canções do Pato Fu. E foi, também, quando eu comecei a me apaixonar pela voz da Fernanda Takai. Uma conversa com “o tempo”, pedindo que passe mais devagar, ou mais macio. Pede tempo ao tempo, que só a “derrube” no final da madrugada. Eu, aliás, já cantarolei esta em várias madrugadas…

“A Volta do Boêmio” (Adelino Moreira) – 4:32
A primeira regravação do “Gol de Quem?” fez sucesso na década de 1960 na voz de Nelson Gonçalves. Uma batida bem mais “Pato Fu”, com efeitos eletrônicos antecipando acompanhando um dos versos mais clássicos a música brasileira.
John com a voz leve, noturna e grave, praticamente recitando os versos da canção original. Uma versão mais “contemporânea”, e bastante melódica para o perfil psicodélico do John.

“Qualquer Bobagem” (Os Mutantes/Tom Zé) – 3:34
Mais uma versão, dessa vez de uma canção dos Mutantes. A antiga banda da Rita Lee, aliás, talvez seja um predecessor dos mineiros no que se refere ao experimentalismo musical e à falta de gênero definido.
O clipe da versão “Pato” também é muito legal, com a clássica cena dos três brincando no banco de trás do carro.

“Ring My Bell” (Frederic Knight) – 3:16
Uma batida bem pop, com cordas e bateria antecipa uma das faixas mais dançantes do disco. Adicione efeitos eletrônicos e a voz da Fernanda Takai repetindo incessantemente os três únicos versos da música e a mistura está completa. Simples e complexa, não deixa de ser uma ótima versão patofônica.
A original é uma música disco, que chegou a número 1 na Billboard na voz de Anita Ward. No final o Pato Fu cita também “Dance A Little Bit Closer”, sucesso de Charo, (na parte: “Loco, loco, loco!”). You can ring my bell!

“Ok! All Right!” (John Ulhoa) – 1:37
E já que o negócio é repetir 2 frases incessantemente, é claro que o John não deixaria essa escapar. Um minuto e meio de “Ok”, “All right”, “Let´s Go” e muita confusão.

“Vida de Operário” (Falcão) – 4:15
Um certo cancioneiro, com viola e coral (do próprio Pato Fu) compõe esta canção que narra a volta do trabalho de um grupo de operários de uma empresa qualquer. Mais uma vez, John brinca com a pronuncia, se referindo ao “ônebôs lotado”.
A música traz também uma crítica social, ressaltando que o operário trabalha, mas a ganância e o lucro são, sempre, do patrão.

“Spoc” (John Ulhoa) – 4:10
E lá vem a voz da Fernanda Takai de novo. Dessa vez, a crítica social é forte. Começa falando que, mais do que ter caráter, é preciso trabalhar. E ao final, diz que “não seria mal” ser sustentado pelo mundo como a Etiópia e o Subaquistão é assim.
A crítica não é à Etiópia e ao Subaquistão (referência, acredito, aos “istões” da Ásia: Paquis, Turcomeni, Afegani, Uzbe, Casa..), mas à indiferença do mundo em relação a eles, e a “necessidade” de, muitas vezes, se trabalhar incansavelmente quase sem pensar.

“Ob-la-di-ob-lá-da” (Paul McCartney/John Lennon) – 1:10
O disco fecha com uma versão mineira para o clássico de Paul McCartney. Numa batida bem mais acelerada e… lúdica (?), num arranjo infantil para a melodia original e repetindo, a cada 10 segundos, apenas “Ob-la-di-ob-lá-da!”.

É um ótimo disco, nenhuma música compromete o conjunto, e algumas são especialmente boas. Tem mais? Tem mas acabou.

Trocadilhos à parte, agora é esperar pela crítica do terceiro disco da banda, de 1996.


Leia mais sobre o Pato Fu:
Bah.. tô fu (2)
Bah.. tô fu (1)

E também:
Música de “gente grande”

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ID2 entrevista (01): Seu Black

09/05/2012

Hoje começa uma nova seção aqui no Impressão Digital 2. Bom, seção especificamente, esta é a primeira, hehehe… A ideia do “ID2 entrevista” é trazer, sem periodicidade definida, papos com gente interessante, seja da música, do entretenimento, da literatura ou de onde for.

Seu Black - Impressão Digital 2E o primeiro convidado não poderia ser mais especial. Ele, e a sua banda, vêm se destacando na cena musical de Porto Alegre já há algum tempo, mas que eu tenho o prazer de ter como amigo há mais de uma década. Na época, ele fazia parte de um dos melhores grupos de amigos que eu já tive. Alguns se perderam no caminho, mas os que permanecem mantém seu lugar especialíssimo nessa caminhada. Quando eu o conheci, ainda nos anos 1990, o foco era a bateria, mas hoje ele é vocalista da Seu Black.

Nas palavras do próprio “Paulo Seu Black”, como é chamado, ele é um cara “que desde pequeno andou no meio da música, buscando, testando, experimentando”. A banda atualmente conta com agenda bastante ativa, incluindo shows fixos no Nega Frida e no Casa de Praia bar, e prepara o lançamento do primeiro CD para o fim deste mês de maio.

Além da banda, o Seu Black também começa a trilhar seu caminho nas rádios, através do programa Boteco Brasil, que apresenta todas as quartas-feiras, às 22 horas, na Rádio Web Barra Viva. Budista, praticante do budismo de NItiren Daishonin desde o nascimento, Seu Black destaca que é através desta filosofia que traça suas metas e consegue “transmitir ao público uma energia verdadeira através da música, nos shows e na rádio”. Na entrevista o artista fala ainda sobre o sonho que busca e alimenta de viver de música.

A banda Seu Black já está se destacando na noite porto-alegrense, mas já se apresentou também em cidades como Bento Gonçalves, Farroupilha, Nova Prata e Uruguaiana. Foram três formações ao longo do tempo, sempre buscando a brasilidade através da música.

E a novidade deste papo fica pelo anúncio do segundo CD da banda, previsto para o fim de 2012.

Apresento, aos que ainda não conhecem, Paulo Seu Black!

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ID2 – Boa tarde Seu Black. Vamos começar esse papo falando primeiro sobre a banda. A pergunta óbvia: Por que “Seu Black”?

Seu Black – O nome veio em um dia em que eu estava no Villa Del Mar, em Atlântida-RS. Estava rolando o show acústico do Tonho Crocco, e ele estava tocando um repertório bem balanço, bem Brasil, bem negrão mesmo hehehe, com muitas músicas que talvez o público de lá, de uma classe social AA nunca havia escutado, mas que mesmo assim em meio aos estouros de champagnes caríssimas estavam dançando e cantando…
Dançando músicas brasileiras, músicas negras sem vergonha, sem preocupações com algo de negativo que aquilo poderia virar “contra” eles, socialmente falando. Acredito que, se estivessem em casa ou em algum lugar que não estivesse rolando o show do Tonho, não iriam se soltar daquela forma. O nome veio pensando que todas as pessoas possuem um lado black dentro de si, um lado bem brasileiro, mas que, pela rotina, pelas pessoas do seu convívio, acabam não expondo esse lado “brazuka”.

ID2 – E quais seriam as influências da banda?

Seu Black – Cara, a banda escuta muito jazz, samba rock como Luis Vagner, Sandália de Prata, Jorge Ben, Samba Jazz. Os integrantes se dividem nos gostos e essa mescla de jazz, samba, black music e bossa nova faz a diferença na hora de compor e de interpretar os clássicos da música brasileira.

ID2 – Muito bom, e essa mistura também faz uma coisa bem brasileira, correto?

Seu Black – Sim. E o legal da banda é a liberdade que todos têm para criar. A ideia é sempre inovar. Mesmo sendo as mesmas músicas e o mesmo repertorio de um show do dia anterior, isso faz com que se torne algo novo a cada dia.

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ID2 – E a história… Como começou? O nome “Seu Black” vem do início?

Seu Black – Tudo começou anos atrás. Estava próximo do meu aniversario e resolvi reunir amigos músicos para celebrar a data tocando com uma “big band”, juntando uns 10 músicos incluindo sopro e teclados. Enfim, um bandão, e fizemos esse show nas antigas instalações do Art&Bar em Porto Alegre. Foi bem bacana, o pessoal gostou e foi dai que começamos a tocar direto lá. Dali em diante, com a banda mais enxuta (batera, baixo, guitarra/violão, percussão e voz) passamos a percorrer os bares da noite de Porto Alegre. Desde a primeira noite já viemos com o nome “Seu Black”, na ideia que eu te falei antes.

ID2 – E no Seu Black, tu sempre foste o vocal? Sempre o Seu Black?

Seu Black – Sim, desde o inicio eu assumi o vocal da banda. Nunca havia sido escalado nessa parte do campo. Risos. Sempre atuei como baterista e instrumentista de sopro nos projetos anteriores. Ah, importante: numa época da banda tocávamos em um formato de trio, com guitarra, baixo e eu atacando nos vocais e bateria simultaneamente. Estilo Roupa Nova, hehehe.

ID2 – E quantas formações a banda já teve?

Banda Seu Black - Impressão Digital 2Seu Black – Foram três formações. Sempre tocamos com cinco integrantes (baixo, guitarra, vocal, percussão e bateria). Tivemos esse período já mencionado onde rolou shows com três integrantes, e hoje em dia mesclamos a composição da banda. Dependendo do tipo de casa que tocamos, incluímos ou não o percussionista. Mas a base (guitarra, baixo, vocal e batera) se mantém.
A formação atual conta com três que vêm desde a formação original: Seu Black (eu) nos vocais, Bruno Braga na bateria e Djamen Farias, guitarra e violão. Além disso, temos Caio Maurente, que está na banda há três meses, no baixo.

ID2 – O primeiro show da banda então, foi no Art&Bar, na Silva Jardim em Porto Alegre. Onde mais já tocaram?

Seu Black – Cara, em Porto Alegre podemos citar lugares bacanas como Preto Zé, Nega Frida, Bongo Bar, Teatro Tulio Piva, entre outros. No interior tocamos em diversas casas por ai. Moinho, em Nova Prata; Muinho Danceteria em Farroupilha; Ferrovia Cult em Bento Gonçalves e Enjoy Music em Uruguaiana, pra ficar em alguns…

ID2 – É possível citar alguns momentos especiais da história da banda?

Seu Black – A banda sempre nos traz grande prazer, mas com certeza tivemos alguns momentos especialíssimos. Ficamos entre os finalistas do Festival de Música de Porto Alegre em 2009 com a música “A Nega tira onda” composta pelo nosso guitarrista Djamen Farias.
Posso citar também um show de grande emoção que fizemos em Porto Alegre em 2011. Era 22 de setembro, portanto dois dias após o 20 de setembro, e tivemos a participação especial do cantor Marcio Padula do grupo Alma Nativa. Ele cantou duas músicas junto com a banda e foi ovacionado em plena Cidade Baixa. Um gaudério cantando música campeira e a galera vindo à baixo. Isso pra mim marcou muito.

ID2 – Tu falaste de “A Nega tira onda”. Esta foi a primeira musica da banda?

Seu Black – Na verdade não. Fizemos outras antes, mas esta teve um retorno bacana do público e esteve durante um bom tempo na programação da Rádio Ipanema.

ID2 – E tem outras músicas próprias que se mantém no repertório do Seu Black?

Seu Black – Sim. Temos as musicas “Dom de Seduzir”, “Olhos Abertos” e “Solte Seu Black Swingue”, que rolam nos shows.

ID2 – Quem compõe? Existe hierarquia neste sentido?

Seu Black – Não tem hierarquia, mas geralmente o Djamen compõe e faz os arranjos. Ele é o que ataca mais nesta parte de produção musical. Claro que todos dão suas ideias no momento final da criação.

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ID2 – E no fim de maio sai o primeiro CD demo?

Seu Black – Sim, vamos lançar um CD com 13 faixas com interpretações cover de vários artistas brasileiros como Seu Jorge, Jorge Ben, variando bastante e chegando até nos “rockeiros” e “charmeiros” como Graforreia Xilarmonica e Buchecha. Esse CD é independente, gravado ao vivo em Porto Alegre num show realizado na Nega Frida com produção e captação de EB Produtora.

ID2 – E como anda a agenda do Seu Black? Tem shows fixos ou são só avulsos?

Seu Black – Temos algumas casas fixas e também trabalhamos com lugares diversos. Na agenda fixa temos a Nega Frida, onde tocamos duas a três vezes por mês e também todas as quintas-feiras no Casa de Praia Bar, ambos em Porto Alegre.

ID2 – Fechando essa primeira parte do papo, quais os projetos e objetivos do Seu Black (banda) para o futuro?

Seu Black – Vamos lançar este CD ao vivo no fim do mês e na sequência trabalhar na produção do CD só com músicas autorais. Queremos fazer um show no final do ano para lançar este segundo trabalho.

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ID2 – Agora vamos falar um pouco sobre o vocalista, Paulo Seu Black. Primeiro nos conta um pouco da tua história pessoal.

Seu Black – Um cara que sempre, desde pequeno andou no meio da música. Aos oito anos de idade já começava a tentar algumas coisas com instrumentos de sopro e daí só fui me aprofundando mais e mais. Sempre procurando novos instrumentos, toquei em algumas bandas como baterista, sax tenor e trompete, e há anos ataco de vocalista na Seu Black, o que me faz muito bem como pessoa. Toda aquela energia do publico faz a gente identificar sentimentos muito fortes, e isso é bacana.
O mais novo projeto também é ligado à música, que é o trabalho como locutor na Rádio Web Barra Viva, onde apresento um programa todas as quartas-feiras, às 22 horas, chamado Boteco Brasil, na Rádio Web Barra Viva. Lá sempre rola entrevistas ao vivo com músicos do cenário gaúcho falando de seus trabalhos autorais e tal. Dia 09 agora entrevisto o Marcondes da banda Marcondes e a Função, e dia 23 recebo Andréia Cavalheiro.

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ID2 – Pois esta é a próxima pergunta. Como surgiu a Rádio Barra Viva, ou como tu entraste nessa história?

Seu Black – Surgiu a partir do convite de um velho amigo, o Ed Souza, que mora em Barra do Ribeiro, possui um ponto de cultura lá e atua constantemente na parte social e cultural da região. Ele idealizou a Rádio Web dentro do projeto Barra Viva e rolou o convite de apresentar este programa na radio. O programa tá rolando há um mês, e a rádio já está na ativa há dois. Vale ressaltar aqui que em breve teremos a participação do jornalista e amigo Fábio Daniel Jacques. Ele já está convocado e aceitou o convite Isso com certeza vai somar e muito no conteúdo da rádio.

ID2 – Beleza. Agora passando do Paulo Seu Black para Paulo Amaral. Religião: Segues ativo na BSGI (Brasil Soka Gakkai Internacional)?

Seu Black – Sim. Pratico o budismo de NItiren Daishonin desde que nasci…

ID2 – E qual o efeito disso no trabalho?

Seu Black – Total! É através desta filosofia que traço minhas metas e consigo transmitir ao público uma energia verdadeira através da música, nos shows e na rádio.

ID2 – Para fechar: O sonho é viver de música ou é apenas um hobby?

Seu Black – Cara… Hoje a música me traz uma satisfação única. Todos os integrantes da banda vivem da música, mas eu ainda sigo em trabalhos paralelos. Com certeza o sonho é de um dia viver da música e poder me dedicar a ela em tempo integral.

ID2 – Mensagem final, recados, pedido, se alguém precisar de grana liga para…

Seu Black – Queria deixar um baita de um abraço para todos os que acompanham a banda nos shows e também a todos os ouvintes do programa Boteco Brasil. Um agradecimento forte para minha família e minha mulher que me fazem ter a força necessária para trilhar pelos caminhos difíceis dessa vida. E também um agradecimento especial a este jornalista que nos cede este espaço para um bate papo bacana.

ID2 – Valeu Seu Black! ”Tamo junto” e vamos nessa!

Seu Black – Certo! Só valeu! Abraço!

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Fechando essa primeira entrevista eu deixo vocês com a banda Seu Black cantando “A Nega Tira Onda” no Festival de Música de Porto Alegre, no qual foram finalistas:

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