h1

Mais que um beatle: John Lennon

11/12/2014

É certo que 90% das pessoas conhecem o beatle John Lennon, mas não conhecem John Lennon. É certo também que John Lennon não seria John Lennon se não fossem os Beatles. Mas é mais certo ainda que, por incrível que pareça, John Lennon não é apenas um beatle.

John Winston Lennon nasceu em Liverpool no dia 09 de outubro de 1940. Seus pais se separaram quando ele era criança, ele acabou crescendo morando com uma tia solteirona e conservadora e, quando estava se reaproximando da mãe, a perdeu de um modo estúpido e repentino.

Lennon era um cara muito autoconfiante, ao mesmo tempo que completamente inseguro. Meio como Kurt Cobain, mais tarde, ele queria o sucesso mas não queria o showbiz. Reparando, é possível ver um cara deslocado no mainstream desde o início dos Beatles.

Ao contrário de muitos fãs de Beatles que acreditam que o encontro com Yoko Ono em 1966 o destruiu, na verdade, aquele momento o libertou. Foi ali, durante a pausa que os Beatles deram entre o “Revolver” e o “Sgt. Peppers”, que o garoto de Liverpool entendeu que poderia ser o que quiser. Se uma artista plástica podia fazer coisas nonsense e ser respeitada por isso, por que ele não poderia fazer o que quisesse?

Ainda passaram alguns anos até que ele decidisse sair da banda, e ela se dissolvesse em brigas pessoais e judiciais. Contudo, a última década de sua vida, quase toda ao lado de Yoko, revelou um homem em paz consigo mesmo, com a criatividade em alta e ativista político como nunca (ainda que isto tenha iniciado ainda durante a vida com os “Fab Four”.´

É possível entender um pouco John Lennon prestando atenção em algumas de suas músicas.

A música mais famosa de John Lennon é um hino à paz, à compreensão e à união entre os povos. Apenas I(i)magine…

Outra muito famosa, e que toca incansavelmente nesta época de natal (a versão original, por favor. Nada de Simones e Paulos Ricardos), é outra obra prima de um mundo em paz.

Ao mesmo tempo em que expõe o auge de sua raiva, decepção e até mesmo arrependimento por sua vida “beatle”, Lennon trouxe, em “God”, (quase) toda a sua descrença no mundo, incluindo Deus e os Beatles.

Uma das mais belas e mais pesadas músicas de Lennon trouxe à tona, do seu âmago mais profundo, a complicada relação com seus pais.

A morte de Lennon marcou a todos. Quem viveu aquela época lembra do que estava fazendo naquele dia, e o que significou, tanto para si, quanto para o mundo. O seu assassinato, obra de um homem problemático que está quase comemorando 34 anos na cadeia, é tão inexplicável quanto o valor de sua obra, e o seu valor para a música do século XX.

Voltando às músicas, não se pode esquecer do outro grande hino à paz, uma das melhores traduções – junto com Imagine – de como é possível termos um mundo uno e próspero.

Na letra, resumidamente, cada um tem a sua religião, opinião, cor, crença, heróis mas, no fim, todos querem dar uma chance à paz.

Texto originalmente publicado em www.zodcast.com.br

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: