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We have to come back!!

23/09/2014

Ontem, 22 de setembro, completaram 10 anos que Lost, uma das séries de maior sucesso na televisão mundial, fez sua estreia no canal ABC, nos Estados Unidos.

Pensada como uma mistura de “Náufrago” (o filme com Tom Hanks) e Survivor (o reality show que, no Brasil, foi produzido com o nome “No Limite”), a série contava a luta pela vida em uma ilha desconhecida dos sobreviventes do voo 815 da Oceanic, que ia de Sydney, na Austrália, para Los Angeles, na Califórnia (EUA).

Eu me lembro quando a primeira temporada começou na Globo, no verão de 2006. Eu pensava “mas que coisa idiota.. eles estão perdidos numa ilha, tentando sair. No dia que saírem acabou a série, então não vão sair”.

Em algum ponto de 2006, provavelmente, eu decidi me render ao frisson para pelo menos experimentar.. só a primeira temporada, talvez o episódio piloto…

CA-CE-TE!

O primeiro episódio, na minha opinião, é um dos melhores, se não o melhor primeiro episódio da história. A confusão começa alucinada, com os sobreviventes da queda do voo Oceanic 815 tentando entender o que aconteceu, ainda entre os destroços pegando fogo e se desintegrando. A gente basicamente entra na confusão mental dos personagens. E assim foi… não consegui mais parar.

Como era final de 2006, nos Estados Unidos já estava na terceira temporada. Eu acabei só “empatando” com o que estava passando lá fora no final da quarta temporada… E aí começou o martírio, por que não tinha mais choro. Era um episódio por semana, 20 por ano.

Para mim, fã de viagens no tempo, e graças à várias ótimas sacadas dos roteiristas, tanto em relação à própria história da série quanto à cultura pop dos anos 1970, a melhor temporada é a quinta.

Contudo, entretanto, todavia… a sexta temporada é o que gera mais discussões. Todo mundo esperava aquele final bombástico, e muita gente ficou decepcionada. Com os “flash-sideways” (para não entregar muito, vou deixar só a expressão), eles estavam mortos desde o começo? Era um sonho? Nada daquilo aconteceu? Eu perdi seis anos da minha vida para isto?

Minha opinião: Tudo o que aconteceu na Ilha, por mais sobrenatural ou mal contado (sim, a série acaba com várias histórias  – incluindo algumas importantes como os números – mal costuradas), aconteceu de verdade. O ponto é que a história, no fim das contas, não começa no primeiro episódio, mas no 6×15 (Across the Sea). Os protagonistas da série, na verdade, são coadjuvantes na história da Ilha. Nesta perspectiva tudo acaba fazendo mais sentido.. a queda do avião, os outros, os verdadeiros outros, a Iniciativa Dharma, Faraday, Desmond e Widmores da vida…

E os “flash-sideways”? Eu assisti a série duas vezes, mas continuo achando que é uma coisa mais filosófica, no sentido de que, de uma forma ou de outra, os destinos daquelas pessoas se cruzariam. Meio dispensável, talvez, ou pelo menos poderia ser abordado de outra forma, mas enfim…

Haveria muito mais para ser falado. Personagens inesquecíveis como Charlie, Hurley, Jack, Sawyer.. mortes inesquecíveis, plot twists inesquecíveis.. enfim…

O fato é que “Lost” deixou saudades. Um dia eu vou assistir pela terceira vez, mas o que eu gostaria mesmo é de ver outra série como esta pela primeira vez..

We have to come back!

Texto originalmente publicado em www.zodcast.com.br

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