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Tinha que ser o Chaves, mesmo!

29/11/2014

Ontem, quando uma amiga veio me contar pelo Facebook, eu não acreditei.

“- Morreu o Chaves!

– De novo?” –  eu perguntei, como quem passa reto pela “novidade”.

vilavaziaMas dessa vez era sério. Mesmo mais de duas décadas depois de parar de gravar as suas milhares de aventuras, o Chaves morreu ontem. Com o tempo, e conforme a notíciaia se confirmando e as pessoas iam postando, crescia um vazio em mim. É estranho, mas parece que perdi um amigo…

Inesquecíveis as manhãs dos anos 1980 quando assistir o programa era uma obrigação. Há trinta anos eu faço questão de rir das mesmas piadas, ver o seu Barriga entrar na vila, o o professor Girafales chegar com flores só para toda a cena se repetir… de novo e de novo.

recepçãoChaves é um personagem que conquistou o mundo pela simplicidade. Um menino simples, quase ingênuo, com muita fé nas pessoas e um coração enorme. Bolaños pode não ter sido santo, mas sem dúvida fez e faz um bem enorme a uma quantidade incalculável de pessoas.

E Bolaños não se restringia ao Chaves. Em sua longa carreira, Chespirito também criou tipos como o Chapolin (até anterior ao menino da Vila) e o doutor Chapatin, entre outros. Ele foi o criador do Chaves, mas também de todo aquele universo da vila. Chiquinha, Kiko, seu Madruga, Dona Florinda, Dona Clotilde, Seu Barriga, Nhonho.. quanta saudade…

Roberto Gómez Bolaños era chamado Chespirito (o pequeno Shakespeare) por sua genialidade, pela universalidade que seus trabalhos alcançavam sem forçar, apenas fazendo o básico muito, mas muito bem feito.

funeralDCRever Chaves é, e vai continuar sendo, lembrar da infância, de uma época em que, mais do que a situação sócio-econômica, a empatia com o programa estava no brincar, no rir da cara dos amigos, do ir pra escola e da pureza.

Eu não perco uma oportunidade de reencontrá-lo, mesmo que indiretamente. Há cerca de um ano tive a felicidade de ver os shows do Seu Barriga (Edgar Vivar) e Kiko (Carlos Villagrán) em Porto Alegre, e foi uma nostalgia incrível, ambos muito emocionantes. Tenho seis DVDs e algumas camisetas também.. e volta e meia cito por aí algumas frases clássicas…

E também no ano passado tive um longo papo com o mestre Bolaños, ao ler a sua auto-biografia “Sem Querer Querendo”. Foi ótimo conhecê-lo, Chespi, mas foi ainda melhor reencontrar a minha infância refletida na tua vida…

Como EdVivar teria dito ontem, “Chavinho, de todas as pancadas que você me deu nessa vida, essa foi a que doeu mais”.

noceuRoberto Gómez Bolaños. 1929 – 2014.

Texto originalmente publicado em www.zodcast.com.br

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