Archive for the ‘Pessoal’ Category

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Por favor, parem!

27/10/2014

Ok, terminou a eleição, a Dilma venceu, vida que segue. Não?

Sim.

Independente do que eu ache e gostaria, a vida segue. Se o governo vai seguir virando perigosamente à esquerda (na minha opinião) ou não, agora teremos que esperar pra ver, mas é bom sempre lembrar de algumas coisinhas:

1) Quem reelegeu a Dilma não foi o nordeste. O nordeste foi uma região onde ela teve votações expressivas, que na soma fizeram a diferença pra ela, ok. Mas sem os votos que ela teve em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul e em TODOS os Estados do País de nada adiantaria o nordeste. Quem reelegeu a Dilma foram 51% dos eleitores do País. Aceitem isso.

2) O povo do nordeste votou na Dilma por causa do Bolsa-família, “ó, que egoísmo”. Tá.. agora vamos inverter. Vamos dizer que um governo X fizesse um plano que, por qualquer razão (neste ou em outro contexto), favorecesse o sul do País. Aí não seria egoísmo? Bem.. se é egoísmo o nordestino votar em quem lhe beneficia, seria o mesmo no caso dos sulistas. Não há nada de errado, na minha opinião, em votar por algo que te beneficia. Agora, questionar na prática COMO ocorre este tal benefício é outra história… mas aí a “culpa” não é das pessoas.

3) Democracia. O que significa mesmo? Concordar com tudo “ó que lindo”? Não. Respeitar a posição e opinião dos outros, independente se, pra ti, ela parece coerente, correta, errada ou “oscambáu”. Coisa difícil, eu sei, mas é isso. Enquanto isso não for minimamente consenso, a democracia vai ser mais a “cracia do demo” mesmo…

 

4) O Facebook sujo no período eleitoral. Sim, eu também sofri com isso. Gente que postava coisas sem o mínimo de senso do ridículo, defendendo o que acredita a qualquer custo, com argumentos que meu cachorro contraporia e com coisas claramente mentirosas (que eu duvido que a pessoa que postou não sabia), poluindo excessivamente (se não for redundante) a timeline de todos. Preferem o quê? A passividade dos outros anos? Eu vi e li muitas coisas com as quais concordava e não concordava. Recebi “conselhos” para apagar este ou aquele. Eu digo, até com orgulho, que não deletei ninguém da minha timeline. Não acho necessário, pois além de ninguém ter me dito nada de ofensa pessoal, apesar de política ser sim fundamental, a vida não é só política, e aceitar o contraditório faz parte. Quem me conhece sabe que eu fiz um esforço muito grande, mas muito grande, para não responder um bilhão de asneiras, do lado de cá e, claro, principalmente do lado de lá. Me decepcionei forte com uma pessoa pela incoerência, baixeza e superficialidade dos seus argumentos ofendendo quem não concordava com ele… mas tô aqui, sobrevivi e salvo alguém tenha me deletado, a vida segue na mesma…

5) “Essa foi a pior eleição da história do País, quando ódio, quanta raiva, nossa”. Como eu acabei de dizer, sim, foi difícil. Mas não acho que este caminho está errado, acho que é o caminho natural. Foi a eleição mais apertada da história, incluindo 1989 ou mesmo 1960. Bem ou mal, do primeiro governo FHC até aqui, todos sabiam quem ia ganhar. A questão, como eu sempre digo, não está na raiva, falta de argumentos, no mimimi ou seja qualquer coisa relativa às pessoas. A questão está na educação, no saber se colocar e se portar, no distanciamento, no relativismo.. que infelizmente, no Brasil, não se aprende na escola. E isto não prescinde uma disciplina de ciência ou consciência política, mas sim, uma educação estruturalmente de melhor qualidade… só que isto, infelizmente, ainda vai longe.

6) Impeachment. Do lado derrotado o devaneio pegou forte. Nem terminou direito a apuração e voaram por todos os lados pedidos de impeachment. Por que mesmo hein? Por que eu não gostei do resultado não conta. Se por acaso nos próximos quatro anos houver uma razão para isto, ok, que seja feito (ainda que eu ache que o Congresso não permitiria). Mas impeachment como sinônimo de guilhotina, pura e simplesmente “por que sim” é… inexplicável. Alguém me disse “mas por muito menos o Collor foi “impeachmado”. Ponto um: o Collor não foi “impeachmado”, ele sofreu o processo mas renunciou. Ponto dois: parem de acreditar em Papai Noel, as razões do impeachment do Collor foram unicamente políticas, da relação do executivo (ele) com o legislativo (Congresso). Nada a ver com a roubalheira ou com a defesa dos interesses do povo.

7) Separação do sul. Sim, eu vi também memes pedindo/sugerindo a separação do sul. Desculpem os que defendem essa ideia mas, brincadeiras à parte, não consigo pensar em nada mais imbecil. Primeiro que separar não é uma simplesmente coisa geográfica, mas deve levar em conta uma série de outros aspectos (econômicos, políticos, industriais (produção de alimentos, indústria de base, etc.), diplomáticos). E segundo que, mesmo separando, sempre haverá dois lados, um vencedor e um perdedor. E aí vamos seguir separando até chegarmos ao País do eu sozinho?

8) Teve sim, muita gente que foi às ruas pedir mudanças no País, caiu no conto da carochinha das promessas que foram feitas e não cumpridas pela governante na época e votou no status quo pouco mais de um ano depois. Pra mim isso até é incoerência, mas assim como eles não são obrigados a votar no PSDB por causa disso, eu não sou obrigado a votar no PT por qualquer outra razão.

9) Votar no PSDB não é imbecilidade, nem falta de espírito crítico, nem nada. Nem mesmo que eu seja um insensível aos programas sociais, às políticas públicas ou educacionais. Eu reconheço, sem problemas (diferente de muita gente, é verdade), que o País melhorou nos anos 2000. Daí a achar que estamos no melhor caminho ou que continuamos melhorando vai uma distância…

10) Parem com discursos do tipo “triste pelos 30% (aproximadamente) que votaram branco, nulo ou não votaram”. Parem. Estes 30% exerceram tanto o seu direito democrático quanto os que votaram em um ou em outro. Certo ou errado na sua visão não quer dizer certo ou errado. Lembre-se que, obrigatoriamente, para 50% dos votantes, o seu voto foi errado. Eu, inclusive, acho que o voto não deveria ser obrigatório. Ah, mas aí poucos votos não têm representatividade? Tem sim, problema de quem não votou…

11) Coxinhas e petralhas. Eu sei que o termo se generalizou nesta eleição, ou essa generalização foi escancarada. Mas eu particularmente acho infantil isso. Por que eu voto no PT eu sou povão e por que eu voto no PSDB eu sou elite? Menos maniqueísmo, seria possível? Eu posso muito bem votar no PT por entender que o que ele vem fazendo vale a pena, e no PSDB por achar que não está valendo. Eu vi gente chamando, indiretamente, filhos, irmãos, amigos, de coxinhas e petralhas, sem o mínimo senso. Pessoas que eu sei que não pensam isto dos seus próximos, mas generalizam em nome da falta de… sei lá. Para mim, petralha é o Genoíno, o Dirceu, o Paulo Cunha, o Delúbio e até o Lula. Mas não todos os que votaram “neles”. Assim como eu não sou elite, não sou coxinha e não teria vantagens em um governo do PSDB, É tão difícil aceitar isso?

12) Vale ressaltar que a choradeira não é exclusividade dos eleitores do Aécio (não necessariamente apenas tucanos). Se por acaso ele tivesse vencido (foi por pouco, e não necessariamente dependeria do nordeste), os eleitores da Dilma (não necessariamente apenas petistas) estariam raivosos como nunca, decepcionados, brigando com todo o mundo e alguns até ameaçando rumar ao Uruguai (como se fosse o Eldorado).

Enfim galera. Viva o Brasil e vida que segue. Quem ler, obrigado pela paciência, mas não se preocupe em concordar com tudo, ou mesmo com qualquer coisa. É apenas a minha opinião, o meu entendimento. Fique à vontade para concordar, discordar, ignorar ou compartilhar.

Afinal, vivemos em um país democrático.

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Melhor não chamar ninguém de macaco…

28/03/2014

Vai por mim, este é um bom conselho. Primeiro por que nada justifica qualquer tipo de racismo. Depois por que, se os fatos da franquia “Planeta dos Macacos” se concretizarem, você pode acabar se dando muito mal…

No dia 24 de julho estreia, no Brasil (lá fora vai ser dia 11) o oitavo filme da série (apesar de não ser sequencial) “Planeta dos Macacos”. “Planeta dos Macacos – O Confronto” (Dawn of the Planet of the Apes, em tradução do Joel Santana), é o segundo da trilogia que busca explicar como os macacos dominaram o Planeta.

apesDa minha geração, eu fui um dos que teve a felicidade de assistir (nos anos 1990) ao clássico “Planeta dos Macacos” de 1968 (ao lado) sem saber como acabava. Pra mim, aquela inesquecível última cena é realmente um dos maiores finais de filme da história do cinema. Mais tarde assisti as sequências “De volta ao Planeta dos Macacos” (1970), Fuga do Planeta dos Macacos (1971), A Conquista do Planeta dos Macacos (1972), Batalha pelo Planeta dos Macacos (1973).

É claro que não são páreo para o original, mas alguns deles certamente são páreo para o remake arrasa-franquias de Tim Burton (2001), que eu particularmente achei um “desserviço”.. muuuuito inferior ao original.

36ec2-planeta-dos-macaco_capaAinda assim, meu lado nerd sobreviveu, e em 2011 eu li o livro que originou a franquia, escrito pelo francês Pierre Boulle (1963). É um ótimo livro, muito bem escrito, e quase tão bom quanto o filme original (pelo menos pra quem viu antes de ler). O que chama a atenção é que, nas partes em que a obra cinematográfica hollywoodiana faz menção aos Estados Unidos, o livro fala da França… c´est la vie..

Eis que no mesmo ano a série voltou à tona com “Planeta dos Macacos – A Origem” (Rise of the planet of the Apes, em outra tradução joel-santanesca). Pra mim, um ótimo filme, que mostra o início da mudança que os levará ao Planeta dos Macacos. Vale ainda ressaltar as referências ao original. Entre as quais, a partida da viagem do astronauta Taylor (Charlton Heston) e diálogos inteiros como “Tire suas patas imundas de mim, seu macaco sujo e maldito“.

Pois “O Confronto”, que estreia em julho, não é remake nem continuação. Bem, não do original de 1968, nem de suas sequencias, nem da infelicidade do Tim Burton. É sequencia do “Planeta dos Macacos – A Origem” (Rise of the Planet of the Apes), de 2011. Esta nova trilogia (que será encerrada em 2016, com um filme ainda sem título) deve terminar onde o filme de 1968 começou.

“A Origem” é um filme muito bom, que acaba num ponto crucial da “virada”. Para mim, este definirá se teremos uma trilogia histórica ou mais um caça-níquel fanfarrão. Os fatos que precisam acontecer agora são fundamentais para um “grand finale”. Então, te liga Andy Serkis! (em outras palavras: Força macacada!).

Texto originalmente publicado no www.zodcast.com.br

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Estou namorando (mesmo!)!

08/03/2014

Há mais ou menos 13 meses, logo depois do carnaval 2012, um amigo que mora no interior há alguns anos me chamou no Facebook: “Fabitus, tá solteiro ainda?”.

Eu tava. E ele queria me apresentar uma amiga da namorada dele. Trocamos Facebook, depois telefones. Aí começaram as ligações diárias até que, exatamente um ano atrás, no dia 08 de março de 2013, eu embarquei e subi a serra.

E desde lá não desci mais (da viagem, pois da serra eu desço quase semanalmente desde então).  Eu não preciso dizer de novo o quão incrível, para mim, foi o ano de 2013. Contudo, é importantíssimo (mister, como dizem os mais très chic) dizer que uma grande e muito importante ressaltar que, mesmo nos momentos em que não estivemos juntos, saber-nos lá fez toda a diferença.

É um relacionamento que veio, e vem, crescendo. Amadurecendo, ampliando horizontes. “Ficamos” no primeiro dia, e no segundo, e no terceiro. Na minha volta pra casa, as ligações diárias continuaram.. e assim viemos. Já passamos finais de semana parados em casa, sem fazer nada. Já rodamos um bom pedaço da serra gaúcha, do litoral norte e da região metropolitana. Já fomos ao Uruguai e ao Rio de Janeiro.  Para o próximo ano nossos voos serão mais altos, mais intensos e ainda mais bonitos.

Temos muita coisa em comum, desde as pequenas coisas até a vontade de correr o mundo. Contudo, os nossos contrastes também tornam tudo ainda mais especial (principalmente a da “garota da “sera”” com o “guri de apartamento”, hehehe). Eu tenho aprendido muito. Sobre mim, sobre relacionamentos, sobre a vida. Um amadurecimento numa área que sem dúvida me faltava.

Silvia. Olha aqui. Bem perto. Mais um pouco.. isso. Só mais um pouquinho. Mimimi uhhhhhhhhhhhhh pra ti! Bobalhona.. te amo, viu? Muito muito muito muito! Que venham mais 50 anos!

Obs: O título é uma brincadeira com um post que escrevi num primeiro de abril anos atrás, pois agora estou tendo as oportunidades que enumerei daquela vez.

Será que estou fazendo direitinho?

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Um feliz 2013!

31/12/2013

Uma coisa é verdade. Se 2012 foi um grande ano pelo meu renascimento depois do grande desafio do transplante, 2013 foi um ano incrível, por uma série de vitórias num ano sem tristezas exceto uma grande (vai ver, pra compensar). Contudo, tudo na balança e 2013 foi, sem dúvida, um grande ano. E, mais importante, uma grande preparação para o 2014 que promete!

Feliz 2013!

Janeiro foi um mês de celebrações. Sem férias ainda por estar há pouco tempo no jornal, começando a estruturar mais uma BITS com a Reverso, mas bastante feliz com o início do ano que chegava. Fevereiro foi um mês especial. Cronologicamente, primeiro pelo carnaval, durante o qual recebi a visita dos meus grandes e queridos amigos paulistanos Daniel e Viviane. Logo em seguida completei um ano do transplante renal, meu “renascimento”.

Entre os dois, um “esquema” de outro grande amigo, desta vez porto-alegrense mas que mora em Farroupilha (RS), me apresentou à minha querida Silvia Capra. Ainda trocávamos apenas telefonemas quando, a trabalho e ainda no mesmo mês, tive a oportunidade de voltar, pela segunda vez em um ano, à Joinville. Alguns reencontros, pessoais e profissionais, e incontáveis lembranças.. Isso é sempre muito bom…

Os telefonemas evoluíram e, no segundo final de semana de março eu subi a serra para conhecê-la pessoalmente. Foi sem dúvida um final de semana muito especial, e o começo de uma linda história que ainda terá muitos capítulos.

No final do mês, uma das melhores viagens que o trabalho de jornalista automotivo me proporcionou, que foi no lançamento do HB20S, em Foz do Iguaçu-PR. Havia muitos anos que não ia para lá, e as cataratas são realmente incríveis. Isso, claro, além da imponência de Itaipu.

Foz do Iguaçu-PR Foz do Iguaçu-PR Foz do Iguaçu-PR
Lançamento do HB20S em Foz do Iguaçu-PR. Presença ilustre do Fuleco. (Clique nas fotos deste texto para vê-las maior)

Em abril, duas viagens pelo jornal marcaram. Ambas na Bahia de todos os santos. A primeira, na ilha de Itaparica, para o lançamento do Kia New Cerato, e a segunda, na Praia do Forte, para a nova Volkswagen Saveiro. Com direito à uma breve aventura off-road, hehehe…

Shows do Zeca Baleiro e do KikoNo final de semana do dia 20, dois shows. O primeiro, do Zeca Baleiro, no novo Araújo Viana, foi emocionante. O nosso (eu e a Silvia) primeiro de muitos, e com a nossa primeira música. (“Quase nada”, que cantávamos quando não sabíamos… bem, quase nada, um do outro). No dia seguinte, o segundo: no Opinião, Kiko “Carlos Villagran” nos divertiu com um show inesquecível, lúdico e cheio de recordações! Pra mim, como fã assumido do Chaves do oito e sua turma, foi especial demais.

Por outro lado, o ponto mais triste do ano também foi em abril, quando faleceu meu avô materno. Fui soterrado por lembranças da infância, de (incontáveis) momentos e conversas com ele. Felizmente ele teve uma longa vida, e deixou uma grande família, com netos e bisnetos (na época uma bisneta, depois nasceu o segundo). Com certeza o velho Giácomo vai sempre fazer muita falta…

Vô

Martha Gabriel na BITSBola pra frente, né? Até por que no fim de abril o bicho tava pegando enlouquecidamente na preparação para a BITS 2014, que chegaria em maio. Foi minha segunda, de três edições, mas sem dúvida foi a maior. Desta vez o trabalho foi bem mais profundo, vi toda a feira nascer e o grande sucesso que foi.

Pessoalmente, a oportunidade de conversar e conhecer alguns profissionais e pensadores, brasileiros (como a Martha Gabriel, na foto), latino-americanos e europeus, da área da Tecnologia da Informação e Comunicação, também foi uma experiência incrível. No fim do mês, três dias em Gramado-RS. A primeira e inesquecível viagem romântica, a dois. Bom demais…

Gabriel o Pensador em Porto Alegre - 2013O primeiro semestre terminou com o show do Gabriel O Pensador. Fora o show em si, que é sempre foda, neste ano as manifestações deram o tom da festa. Naquela  mesma noite estavam acontecendo protestos em Porto Alegre, e o clima de mudança era forte. Além disso, a oportunidade de, finalmente, conhecer o Pensador pessoalmente.. bah! (Valeu Lello e Istives!)

No segundo mês do segundo semestre, mais uma grande viagem, e uma das melhores de todas. Voltar a Mendoza, 20 anos depois, foi demais. Brincadeiras à parte, eu adoro a Argentina, e curtir alguns dias de frio e – pouca – neve ao pé da Cordilheira dos Andes é outra experiência incrível. Ainda encontrei o hotel em que me hospedei, com minha família, no Natal de 1992.. e o mundo completou mais uma volta…

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A vista durante o test-drive, o hotel de 1992 e um passeio pelas vinícolas

Aniversário 35 anosEm outubro, como tradicionalmente acontece, eu fiz aniversário. Não é todo o dia que se faz 35 anos, né? Por isso eu decidi comemorar de uma forma especial. Com uma festa infantil! Com direito a negrinho, branquinho, bolo, guaraná, muito doce pra você. Sempre com a presença de amigos especiais. Desta vez, para as fotos, todo mundo de chapeuzinho…

Destaque, no último dia do mês, para o show “Elvis Presley in Concert”, no Araújo Vianna, em Porto Alegre. Já esperava algo ótimo, por ser com a banda original, mas foi muuuuuuuuuuito melhor!! E outra coisa que fez valer mais a pena a experiência é que, junto coom a gente (comigo e com a Silvia), estava a tia Suzana, que é fã desde a época do Elvis. Se pra nós foi incrível, para ela deve ter sido algo transcendental…

Outubro terminou com Elvis, mas novembro começou na Cidade Maravilhosa. Viajamos no dia seguinte, sem a tia e com um casal de amigos, para três dias muito especiais. Além do quarteto porto-alegrense, em parte do passeio tivemos a companhia de um casal carioca (se bem que “o carioca” é um gaúcho desgarrado).

Rio de Janeiro 2013 Rio de Janeiro 2013 Rio de Janeiro 2013
A Confeitaria Colombo, a Lagoa Rodrigo de Freitas e os Arcos da Lapa.
“O Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro continua sendo…”

Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Lapa, Lagoa Rodrigo de Freitas, Jardim Botânico, Theatro Municipal, Candelária, Biblioteca Nacional, Paço Imperial, Confeitaria Colombo… Para alguns destes locais eu estava retornando, para outros era a primeira vez que eu ia. Pelos meus cálculos, mais umas 4 mil viagens destas e eu conhecerei tudo…

No final do mês a primeira edição da Renex, uma feira internacional de energias renováveis  que já teve sua segunda edição confirmada para 2014. Mais um trabalho ótimo de fazer, principalmente no durante, onde aprendi muito sobre as diversas formas de energias renováveis, suas vantagens e aplicações, e acredito que seja este, realmente, o caminho. Um trabalho sério feito por gente séria.

Renex 2013

Dezembro já foi um mês diferente.. de muito trabalho, sem dúvida, mas numa outra vibe, já vislumbrando o final do ano, o balanço de 2013 e as festas. Foi um ano incrível, que se não fosse pela tristeza de abril, teria sido inacreditável. Claro que não foi fácil, mas no final o que vale é o saldo, e esse foi bastante positivo…

Foi o ano que eu mais viajei na vida. Só nesta retrospectiva aparecem oito, mas foram muitas mais… São Paulo então, tô craque! (longe disso, beeeem longe, hehehe).

No balanço de 2012 eu disse que tinha um objetivo pessoal, no qual estava focado, determinado a conquistá-lo.  Pois vejam que consegui! Em março de 2014 completarei um ano de namoro! Eeeeeeeeeeeeeeee!

Natal 2013Pois agora, passado o Natal e no melhor estilo Tropa de Elite 2, “o desafio é outro”. Sem inimigos, apenas desafios. Tenho planos de mudanças, grandes mudanças, para 2014. Se as alcançarei? Acredito que sim.. capacidade eu tenho e formas de fazer também.

E que venha 2014, com os desafios previstos e os imprevistos. Feliz ano novo para todos!

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Enquanto isso, no mundo…

O que mais marcou o ano no Rio Grande do Sul, sem dúvida, foi o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS), em janeiro. Abriu, e acho que servirá para manter aberto, o debate sobre prevenção a incêndio, a responsabilidade pública pela segurança.

As manifestações de junho, um pouco antes e durante a Copa das Confederações, também marcaram o ano no Brasil. Acho difícil que alguma vez na história tantas pessoas tenham ido às ruas de todo o País. Mais do que a passeata dos 100 mil durante a ditadura, mais do que o Fora Collor de 1992. No dia de maior mobilização simplesmente 2 milhões de pessoas foram protestar contra o que havia – e há – de errado. Simplesmente um a cada 100 brasileiros (contando TODOS, desde Manaus até Porto Alegre, incluindo, vejam só, até o Acre!!).

Morreram: Giacomo Lunardi, Chorão, Hugo Chávez, Margaret Thatcher, Lou Reed, Jorge Dória, Reginaldo Rossi, Ronald Biggs, Paul Walker e, para mim, a segunda mais sentida de todas, Nelson Mandela.

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A volta do Pai Fábio…

07/12/2013

Depois de quase um ano ausente… um ano bastante triste para o blog, aliás, resolvi voltar… e voltar para fazer um texto que, agora, se tornará uma tradição do ID2. Sorteados os grupos da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, vou incorporar o Pai Fábio e revelar os classificados… vamos lá então…

Grupo A: Brasil, Croácia, México e Camarões
O Brasil, mais do que nunca por ser o país-sede, tem obrigação de se classificar em primeiro do grupo. Não que seja uma chave fácil, nenhum destes times pode ser considerado ruim, mas não temos nenhum campeão do mundo ou time com grande tradição de chegada em Copas do Mundo.

A briga pela segunda vaga vai ser bem parelha entre os três, mas a derrota para o Brasil logo na estreia vai complicar as coisas para os croatas. Apesar de na Copa da África eu ter errado todas as apostas dos times africanos na primeira fase, cravo que aqui Camarões volta pra casa direto. Eu aposto em dois classificados latino-americanos. Brasil 1º, México 2º.

Grupo B: Espanha, Holanda, Chile e Austrália
Austrália saco de pancadas do grupo. Por mais que eu simpatize com o Chile, contudo, as vagas ficarão com os times europeus. O grande jogo da primeira rodada será a revanche da final da Copa de 2010, entre Espanha e Holanda. Dessa vez eu aposto nos laranjas, que terminam como líderes do grupo. Dois europeus: Holanda 1º, Espanha 2º.

Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão
Os astros me dizem que esse será o grupo mais difícil.. de adivinhar. Graças ao critério utilizado pela Fifa este ano, de levar em conta o próprio ranking, e não o desempenho nas Copas passadas, a Colômbia veio como cabeça-de-chave e pegou um grupo bom. Não dá pra dizer fácil, por que eu não sei como os nossos vizinhos estão vindo..

O Japão fica com a segunda vaga com três empates, pois a Costa do Marfim, com ou sem Drogba, vai ser fogo de palha como em 2010, e os falidos gregos voltam pra casa filosofando.. Segundo sul-americano classificado, e primeiro asiático. Colômbia em 1º e Japão em 2º.

Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália
Esse é o grupo da morte… pra Costa Rica. Pelo menos, nossos irmãos latinos vão curtir a praia em Fortaleza, Recife e conhecer a bela capital mineira. Dos outros três, infelizmente acho que os nossos vizinhos voltam pra casa. Eles não vêm com a mesma força de 2010, e pegaram um grupo muito duro.

A Inglaterra vai jogar aquele futebol bonito sem show, meio pragmático, e os italianos, tetracampeões, vêm com vontade de empatar, em títulos, com o Brasil em terras tupiniquins. A vitória no confronto direto dará o primeiro posto aos ingleses. Mais duas vagas européias com italianos em 1º e os servos de Vossa Majestade em 2º.

Grupo E: Suíça, Equador, França e Honduras
Mais um time latino que vai passear. Honduras “ó Brasil florão da América” terá a chance de conhecer Porto Alegre (bem vindos!), Curitiba e a Cidade Maravilhosa… se não assim, quando??

Na disputa entre dois europeus e dois sul-americanos, dá Europa, 2×0. Os franceses conquistam o grupo, mesmo com a classificação heróica na repescagem das eliminatórias, e a pontual Suíça fica com a segunda vaga por vencer os equatorianos na estreia. Mais dois europeus: França em 1º e Suíça em 2º;

Grupo F: Argentina, Bósnia Herzegovina, Irã e Nigéria
Nos anos 1990, o Casseta e Planeta brincava que “a independência da Bósnia Herzegovina está destinada ao fracasso por que ninguém consegue gritar o nome do país nas manifestações”. Bom, parece que não só conquistaram a independência como também a vaga para a Copa do Mundo.

O melhor jogo deste grupo será Argentina e Nigéria, em Porto Alegre. E vai ser emocionante por que a torcida da Argentina virá em peso, do país vizinho, e a da Nigéria também, aqui de Porto Alegre mesmo.

Contudo, a Bósnia tem 100% de chances. De conhecer o Maracanã, a Arena Pantanal (Cuiabá-MT), e Salvador. Olha, se olhar pelo lado turístico, talvez seja o melhor roteiro, principalmente para turistas de um país que..hum.. bem.. a Bósnia, é… (eu sei lá como é o clima da Bósnia…).

Hermanos líderes do grupo e nigerianos em segundo, sem tomar conhecimento dos adversários euro-asiáticos. Mais uma vaga latino-americana e a primeira (única?) africana.

Grupo G: Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos
Talvez o grupo mais parelho. Alemães, mesmo com o empate com Portugal na estreia, fecham o grupo na liderança. O empate com os vizinhos europeus, contudo, fará com que Portugual elimine Gana no saldo de gols. Os Estados Unidos, que poderiam ser uma surpresa, ficam fora.

Mais dois classificados europeus. Alemanha em 1º, Portugal em 2º.

Grupo H: Bélgica, Argélia, Rússia e Coreia do Sul
Mesmo com a reforma e toda a modernização, o novo Beira-Rio vai voltar a ter Coreia. E será no dia 22 de junho, no jogo contra a Argélia.

Mesmo com esta vitória, contudo, os europeus não tomarão conhecimento dos adversários, mas aposto nos russos em primeiro e os belgas, que vêm fortes, em 2º. É pena, mas pra ter festa na Coreia, só se for no Beira-Rio…

Pois bem, chaves das oitavas-de-final da Eurocopa 2014:

Brasil x Espanha
Colômbia x Itália
França x Nigéria
Alemanha x Bélgica
Holanda x México
Inglaterra x Japão
Argentina x Suíça
Rússia x Portugal

Ta, é Copa do Mundo 2014, mas é quase uma Eurocopa. Todos os confrontos têm pelo menos um europeu, que somam dez classificados (Alemanha, Bélgica, França, Espanha, Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal, Rússia e Suíça). Alem destes, três sul-americanos (Argentina, Brasil e Colômbia), um norte-americano (México), um asiático (Japão) e um africano (Nigéria).

Futurologia:
Como em 2010, vamos ver o aproveitamento por continente.
Dos 13 europeus, se classificam 10 (Bósnia, Croácia e Grécia fora).
Dos 6 sul-americanos, três fora (Equador, Chile e Uruguai).
Dos 5 africanos, apenas um classificado (Argélia, Camarões, Costa do Marfim e Gana fora).
Dos centro e norte-americanos (Concacaf), apenas o México classificado. (Costa Rica, Estados Unidos e Honduras eliminados).
Japão como único representante asiático na segunda fase (Austrália, Coreia do Sul e Irã fora).

Fases finais:
Nas quartas-de-final teremos, com certeza, dois europeus e, na pior das hipóteses, um campeão mundial (vencedor do confronto entre os pentacampeões, Brasil, e os atuais campeões, Espanha. Não acredito que o três a zero da final da Copa das Confederações se repita…).

Análise da análise:
A minha previsão foi bem conservadora, na verdade. Mas acredito que os grupos A, C, E e G sejam bastante parelhos, pelo menos na disputa da segunda vaga. De um modo geral os grupos ficaram bem misturados até, e teremos vários confrontos emocionantes.

É isso aí. No dia que terminar a primeira fase da Copa (26/06) eu volto para contar como eu acertei todos. Por hoje, fiquem com as previsões da minha colega cartomante…

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Meu primeiro aniversário

14/02/2013

Um ano.

Há um ano eu estava dormindo. Dopado, na verdade, anestesiado. Em algumas horas eu acordaria na UTI, quase sem poder me mexer. Depois de alguns dias fui para o quarto do hospital, e com mais algumas semanas em casa. Era o começo da minha segunda vida…

Eu “sempre” soube que teria que fazer o transplante. Por isso, durante o tratamento, sempre que diziam “tu vai precisar tomar tais remédios”, eu dizia, ok. E ok, talvez eu nem sempre tenha sido religioso com as medicações, mas nunca nem me passou pela cabeça deixar de tomar alguma.

Depois veio a hemodiálise. Mesma coisa. Há cerca de dois anos, no comecinho de 2011, recebi um telefonema inesperado dizendo: “Cara, teus exames apresentaram uma mudança, tu vai precisar de hemodiálise”. Ok, fui. Era bom? Claro que não. Quatro horas, três vezes por semana, um saco. O ambiente era legal, mas não deixava de ser uma situação chata.

Alguns meses depois veio a notícia. Como a doadora era a minha mãe (e, portanto, eu não precisaria entrar na fila), o transplante estava “autorizado”. Haveria uma série de exames a serem feitos antes para garantir, tanto quanto fosse possível, que nada daria errado.

Feito o transplante. Vida nova.

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O retorno foi bem lento, e de certa forma ainda não acabou. Veio evoluindo, continuamente. Diminuição da medicação (que nunca será zerada), poder voltar a sair de casa (com máscara e filtro solar, mesmo no inverno). Depois “se livrar” da máscara, voltar a trabalhar. Indiretamente, ainda houve a fisioterapia….

Eu só voltei a trabalhar em julho, e num novo trabalho. É realmente uma nova fase. Esta parada mais longa me deu tempo para muito pensar. Nada para me arrepender, nada para “dar meia-volta”. Contudo, uma experiência dessas muda a cabeça da gente…

Considerando que 2012 foi quase todo um período de recuperação e readaptação, 2013 é o primeiro ano pós-transplante. Pois então, que venham muitos anos!

Parabéns para mim, e meu sincero carinho e muito obrigado à minha mãe (mãe duas vezes) e a todos que me deram força e estiveram comigo durante todo este período.

Feliz 2013!

(E se você quiser saber mais sobre o meu transplante,
ou achar que era melhor ter ido ler o texto do Pelé, clique aqui)

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Por que sou jornalista?

09/01/2013

Impressão Digital 2No primeiro semestre da faculdade tive um trabalho que tinha um “título” mais ou menos assim: “Por que quero ser jornalista?” (na verdade não tenho certeza da frase exata, mas a ideia era por aí…

Eu, que vinha de outra faculdade, e por isso tinha uma escolha já mais “amadurecida” em relação aos meus colegas bixos, sabia: para ser jornalista!

Mas.. o que significa ser jornalista? Eu não tinha ideia.. hoje mesmo, se me perguntarem o que é ser jornalista, não sei responder. Não é ser o William Bonner, nem o cara do rádio, nem o famosão do jornal. Todos eles são jornalistas, mas ser jornalista não é ser nenhum deles, dá pra entender?

Uma conclusão que eu cheguei algum tempo atrás. Eu gosto de produzir conteúdo. Me dá um tema que eu pesquiso, produzo, entrevisto, escrevo e, sempre que possível, monto. Sobre o quê? Claro que tenho meus assuntos favoritos, mas não importa muito. Reportagem, matéria, coluna de opinião, resenha, release, crítica, crônica… tanto faz. O meu negócio é fazer o tico e o teco trabalharem alucinados, desenvolver, criar!

Impressão Digital 2Eu sempre gosto do resultado do meu trabalho. Raras vezes, felizmente, eu olhei para algo depois e pensei: “taqueopariu, como é que eu tive a cara de pau de entregar essa M… ?”.

Agora.. tem vezes que eu realmente GOSTO do que eu faço. Aquelas vezes em que eu olho para um trabalho e penso: “Bah, isso ficou bom… tu é o cara!”, hehehe… Não é presunção, eu apenas gosto MUITO do que produzo algumas vezes.

Hoje em dia, por exemplo, eu produzo (e isso pode incluir escrever, editar, participar de eventos, viagens, lançamentos, planejar) uma página diária sobre o mercado automotivo já faz mais de seis meses. Se for contar, já são quase duzentas páginas…

Ainda assim, mesmo no dia-a-dia volta-e-meia se consegue fazer algo nem que seja um pouco diferente, e ainda tem as viagens para os lançamentos, que são sempre muito proveitosas, e eu inclusive já tive algumas pautas sugeridas aprovadas (e  publicadas).

Impressão Digital 2É isso. Eu não tenho a presunção de ser o melhor jornalista do mundo. Eu apenas sei que sou um bom jornalista, num eterno exercício de aprendizado. Isso tem a ver inclusive com o meu gosto pessoal por ler, pensar, refletir e raciocinar.

Eu sou jornalista por que amo o que o que faço e as intermináveis possibilidades que isto me traz de colocar em prática, de uma só vez, não só a técnica que eu aprendi na faculdade, mas também o conhecimento adquirido em cada pauta e, mais importante, o meu estilo.

E o aprendizado de cada pauta me traz prazer. Conhecer mais, entender mais, compreender mais. É como disse Oliver Wendell Holmes (numa frase atribuída a Albert Einstein):

“”A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original”

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