Archive for the ‘Curiosidades’ Category

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A Copa do Mundo é nossa…

27/06/2014

( …geograficamente, pelo menos)

Uáááála !

Sejam todos bem vindos! Conforme prometido, com o fim da primeira fase da Copa do Mundo 2014 chegou a hora de ver o que temos de certo e de errado nos resultados!

Sim, por que o Pai Fábio só diz o que acontece, e se o anunciado não se concretiza, a culpa é das estrelas (e da Fifa, é claro).

Na primeira fase foram 136 gols em 48 jogos, o que dá uma excelente média de 2.8 gols por jogo.

Pois vamos começar as comparações. Como fiz em 2010, veremos grupo por grupo e depois traçarei um panorama e anunciarei o campeão!

Brazuca Brazuca Brazuca Brazuca

Grupo A – Brasil, Croácia, México e Camarões
Como era óbvio, acertei os dois classificados. De fato, não fosse a derrota para o Brasil na estreia, a Croácia poderia ter continuado viva na Copa. E pior, somando-se a uma derrota no jogo com o México, com quem empatamos em um jogo terrível, quem voltaria para casa (oi?) seríamos nós. Acertos do Pai Fábio: 2 em 2.

Brazuca Brazuca Brazuca Brazuca

Grupo B: Espanha, Holanda, Chile e Austrália
Aqui eu também acertei as duas. Óbvio, por que apostei na Holanda em primeiro e, se nem o Mick Jagger apostou na seleção espanhola, de acordo com o inciso V do artigo 5º do Regulamento Oficial  das previsões do Pai Fábio, eu ganho esta por WO. Bom, como eu estou de bom humor e os chilenos nos enfrentarão nas oitavas, vou dar essa colher de chá.

Acertos do Pai Fábio: 3 em 4.

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Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão
Num grupo incomum, sem nenhuma seleção de destaque, o jeito foi aproveitar que era futebol e chutar. E eu tinha acertado as duas de novo, só que o japonês fechou os olhos no último minuto e tomou o gol. Resultado: Grécia classificada.

obs 1: Tem um boato rolando que diz que o meia Leônidas, da Grécia, ameaçou chutar o presidente da FIFA e gritar “This is Spartaaaaaaa!”, e por isso eles se classificaram.

obs 2: imagina que barbada para o árbitro se comunicar em uma partida entre japoneses e gregos?

Acertos do Pai Fábio: 4 em 6.

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Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália
Esse foi o grupo mais sensacional. A surpreendente Costa Rica, a “Imóbile” Inglaterra, a des-surpreendente Itália, que estreou vencendo e mostrando bom futebol contra os servos de Vossa Majestade e depois parou. Derrotas para Costa Rica e Uruguai, e ciao Italia!

E leva a turma do Rooney Tunes também…

Pelo jeito fui demais pelo óbvio nas previsões. Apostei nos dois  europeus, continuam no Brasil os dois sul-americanos.

Acertos do Pai Fábio: 4 em 8.

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Grupo E: Suíça, Equador, França e Honduras
A França atropelou.. mas também, se não fizesse, tinha mais que pegar o primeiro baguete voador e voltar pra “Parrí”.

O Equador, única seleção a se hospedar no Rio Grande do Sul, conseguiu vaga.. no voo de ontem rumo à Quito. Honduras jogou como nunca e perdeu como sempre.

Sobrou a pontualidade suíça para ficar com a segunda vaga. Mesmo com o chocolate francês (ou seria melhor (mais infâme) dizer que a França transformou a defesa adversária em queijo suíço?), eles conseguiram a segunda vaga.

Acertos do Pai Fábio: 6 em 10.

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Grupo F: Argentina, Bósnia Herzegovina, Irã e Nigéria
Acredito que, para Porto Alegre, o dia mais marcante da Copa de 2014 será sempre o do jogo entre Argentina e Nigéria. Pela incrível invasão hermana em todos os cantos da cidade, pelo belo jogo e, é claro, pelo show de Lionel Messi (o primeiro dele nesta Copa).

A Bósnia me surpreendeu, jogou melhor do que eu esperava mas não foi suficiente. Contudo, desde o começo era claro que Bósnia e Irã não “irã” a lugar nenhum. Acertei os dois!

Acertos do Pai Fábio: 8 em 12.

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Grupo G: Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos
Uma das grandes decepções da Copa foi a seleção portuguesa. Com um Cristiano Ronaldo pela metade, os lusos não disseram o que pretendiam vindo para o Brasil. Sorte dos homens do Tio Sam, que ficaram com a segunda vaga.

Gana? Faltou para Gana. Eles jogaram bem menos que em outras Copas, e voltaram pra casa. Pelo menos não voltam de mãos vazias (já que veio um avião do país africano com dinheiro vivo para distribuir aos jogadores).

Apostei Alemanha e Portugal. Um certo.

Acertos do Pai Fábio: 9 em 14.

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Grupo H: Bélgica, Argélia, Rússia e Coreia do Sul
A Bélgica era uma das sensações pré-Copa. Eu não achava que seria tudo isso, e realmente não foram. Só por que ganharam os três jogos? Ah, para…

Eu apostei nos russos para liderar o grupo e.. me dei mal. Os argelinos voltarão a Porto Alegre na próxima semana graças à classificação inédita em Copas do Mundo.

Acertos do Pai Fábio: 10 em 16.

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Os cruzamentos são:

(comparando: em verde os times que o Pai Fábio apostou certo, mas na posição errada no grupo, e em azul os acertos 100%)

Brasil x Chile
Colômbia x Uruguai
França x Nigéria
Alemanha x Argélia
Holanda x México
Costa Rica x Grécia
Argentina x Suíça
Bélgica x Estados Unidos

Estatisticamente:

Eu tinha previsto um massacre europeu, com 10 dos 16 classificados. No fim, foram 6 em 16, enquanto cinco (e não três) dos seis sul-americanos se classificaram. Ou seja, o aproveitamento sul-americano foi surpreendente.

Tanto que já é certo que teremos um sul-americano entre os quatro melhores. os vencedores de Brasil x Chile e Colômbia x Uruguai se enfrentam nas quartas, pela vaga nas semi-finais.

Os outros seis confrontos têm pelo menos uma seleção europeia enfrentando um adversário de outro continente.

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Comparação:

Dos 13 europeus, o Pai Fábio previu 10 classificados, foram 6. Sete voltaram pra casa. (Bósnia e Croácia, eliminados certos,  mas Grécia passou, e Espanha, Itália, Inglaterra, Portugal e Rússia enganaram os astros). Cinco acertos.

Dos 6 sul-americanos, o Pai Fábio lembrou da infância e previu três-dentro, três-fora. Foram 5 classificados e apenas o Equador indo… de vooolta pra caaasa…. Três acertos.

Acima do Equad.. digo, da Colômbia (Concacaf), o Pai Fábio acertou na mosca a classificação do México e a eliminação de Honduras, mas não viu que Costa Rica e Estados Unidos também passariam. Um acerto.

O único africano que o Pai Fábio previu classificado foi a Nigéria. 100% de acerto, não fosse a classificação da Argélia. Um acerto.

Entre os asiáticos, o Jaspion e o Jiraya (astros japoneses) tentaram classificar o Japão, mas não conseguiram.

Em relação a 2010 o aproveitamento melhorou: este ano 62,5% classificados haviam sido anunciados no dia do sorteio dos grupos. E, assim como na Copa da África do Sul, isso continua não significando NADA.

Brazuca Brazuca Brazuca Brazuca

E agora? Vejamos as semifinais.

Um sul-americano já está entre os quatro. Espero que sejamos nós, e acho que se jogarmos sério, a vaga é nossa.

A segunda vaga tem dois confrontos Europa x África. França x Nigéria contra Alemanha x Argélia (jogaço em Porto Alegre). Torcerei pelos argelinos no jogo de Porto Alegre, mas acho que a semifinal terá um europeu campeão mundial (ou tri?) para enfrentar o sul-americano.

Do outro lado, uma vaga será entre o vencedor de Holanda x México contra Costa Rica x Grécia. O certo é que não será a Grécia, e a tendência é que seja a Holanda. Surpresa? Apostaria mais na Costa Rica do que nos mexicanos… Tem que escolher um? Laranja Mecânica.

Argentina x Suíça e Bélgica x Estados Unidos decidem a última vaga. Acredito nos hermanos, mas não na Bélgica. Os norte-americanos passam pelos belgas, mas ficam em “Buenos Aires”.

Semi-finais: Sul-americano x Alemanha e Holanda x Argentina.

SE formos nós, as semifinais ficam sendo:

Final de 2006 x Final de 1978

Nada mal…

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Não sei quem será o campeão, mas torço pelo vencedor da primeira chave. A Holanda é historicamente mais do que merecedora, até por ser  a única tri-vice-campeã mundial, incluindo 2010 (a Alemanha já foi 4x vice). Se não for, que seja um sul-americano que não a Argentina.

Se seremos nós? Eu sei, mas só conto dia 14 de julho…

E nos vemos em 2018!

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Você está com a sua toalha?

25/05/2014

Todos os nerds sabem… (ok, alguns “só ouviram falar, dessa vez passa…) que hoje é o “Dia da Toalha”.  Mas sabem por quê?

Como é? Se diz nerd e não sabe por que hoje é o dia da toalha? Ok, ok, não entre em pânico!

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O dia é uma referência ao livro “Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams, simplesmente indispensável para quem quiser viajar o universo. A importância da toalha é citada no capítulo três, conforme abaixo:

guiaSegundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Então, mochileiros. Nunca viaje pelo espaço sem a sua toalha. Eu particularmente nunca saio sem a minha toalha (do banho, pelo menos).


obs: o dia 25 de maio também é chamado de “Dia do Orgulho Nerd”, por ser também o dia das première do primeiro filme da série Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança, em 25 de maio de 1977.

Texto publicado originalmente em www.zodcast.com.br

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This isn´t Spartaaaaaaaaaa!!!

31/07/2012

Impressão Digital 2

Peço desculpas por, talvez, decepcionar os amigos, mas o texto não é sobre o filme que retrata a famosa guerra entre persas e gregos. Numa coisa meio auto-elogiosa, este texto é sobre ele mesmo. Afinal, este é o post de número 300 do Impressão Digital (I e II).

Impressão Digital 2E o blog chega a este número em um momento muito especial. No mês que acaba hoje, julho de 2012, outra marca importante foi alcançada: a de mês mais movimentado da história. Até então, o melhor mês em termos de audiência era outubro de 2007, com pouco menos de 1.500 visitas. Em julho, chegamos a 1700!

Não é muita coisa para os blogs mais movimentados, que chegam a centenas de vezes isto em um único dia, mas é uma marca para o ID2. Curioso também a marca ter sido alcançada em um mês de pouca produção.
Houve o texto “Os ilhéus de Jorge Amado“, sobre a novela Gabriela na primeira semana… e depois apenas “Se você é jovem ainda…“, sobre o show do “Seu Barriga” em Porto Alegre. Dois textos e o primeiro mês a ultrapassar a média de 50 visitas únicas diárias…

Impressão Digital 2
No texto de número 200 eu também parei para ver “como as coisas andavam”. E fiz uma lista dos dez mais lidos até ali. Pois atualizei esta lista agora, e ela está assim:

31 de julho de 2012*
Texto Visitas
O Brasil e a lei seca 1.477
Sorte na vida 1.189
E lembrei de você…  939
Um garoto bonito…  917
O Pre(f)terido de Dom Pedro II  845
Carta para o meu melhor amigo  811
A importância de ter opinião  803
Racha-cuca: o que é um trilhão?  749
Com licença, por favor, obrigado (1)  583
Comunicação é a nossa vida…  575
A lenda da rua Abbey
555
Independência ou Cuba! 549
A banda do clube dos corações solitários… 521
Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou… 478
Uma linda mulher 446
O Rio de Janeiro continua lindo… 444
Zique, zaque, zique zaque… hoe, hoe, hoe! 442
Einstein e o equilíbrio cósmico 422
As histórias de Zé Cavaleiro 413
Mas afinal, o que é uma reprise? 409
*clique nos links para ler os posts
Impressão Digital 2
Impressão Digital 2
Impressão Digital 2
Impressão Digital 2
Impressão Digital 2
Impressão Digital 2

Vamos às curiosidades:

– Da lista organizada no texto número 200, “Fui tomar juízo, só tinha vodka“, 11 permaneceram, sendo que 4 melhoraram, 5 caíram e 2 incrivelmente mantiveram a mesma posição na lista dos mais lidos;

– Os 9 novos significam, por óbvio, que outros 9 da primeira contagem caíram de posição;

– Dos 9 novos, 8 não teriam como ter estado na lista anterior por terem sido escritos depois;

– Os único que subiu mesmo tendo sido escrito antes foi “Zique, zaque, zique zaque… hoe, hoe, hoe!“, sobre a Oktoberfest 2005;

– O líder se manteve o mesmo. Com assunto sempre atual (bebida x direção), foi escrito e publicado pouco antes da listagem anterior, logo que a “Lei Seca” entrou em vigor. Continua muito atual, e continuo concordando com o que escrevi. Uma curiosidade é que ele também seria o único daquela lista, pelo número de visitas, que também estaria nesta, mas na 14ª posição;

– Três sobre Beatles, três de literatura, três sobre e/ou para pessoas especiais, dois sobre música (tirando os dos Beatles), um sobre cinema, um de pura curiosidade e cinco onde discorro minha opinião sobre determinado tema;

– Em nove anos, dois meses e doze dias desde o primeiro post do Impressão Digital 2, a evolução foi a seguinte: Até chegar ao centésimo texto foram dois anos e três meses; Levou mais três anos, um mês e dois dias para o de número 200; E outros três anos, dez meses e doze dias para hoje, quando atingimos os 300!

– Menção honrosa para os textos “Lambda, Lambda, Lambda!!!” e “Os ilhéus de Jorge Amado“, que são de 2012 mas vêm sendo lidos constantemente.. certamente figurarão com destaque numa lista futura!

E já tenho textos planejados para o mês de agosto. Política e música são os principais assuntos…

Mas e aí… quanto tempo levará até chegarmos ao texto de número 400º?

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Você é o que você lê (2)

02/07/2012

Impressão Digital 2E finalmente seguirei com a série sobre os livros que li, organizados de forma anual. Tendo como base sempre o meu aniversário. Já escrevi sobre os livros que li entre os dias 28 de outubro de 2007 e 28 de outubro de 2008. Agora, vamos do dia 28 de outubro de 2008 a 28 de outubro de 2009.

Pois bem, eu leio muito. Mesmo assim, às vezes eu acho que eu tenho tanta cultura (informação cultural) que tenho que cuidar para não ser pedante ou repetitivo. Eu leio para mim, de curioso, de “pesquisador”, de jornalista. Gosto de saber como, quando, porquê.. e onde?… Mas eu sei que nem todo mundo divide essa “febre” comigo.

Daí que algumas vezes eu estou conversando sobre qualquer assunto e lembro de algo que eu li.. não menos que de repente, lá vem o Fábio: “E tu sabe por que isso?”. Se o pobre mortal não sabe, lá vem a explicação….

Talvez para muitos isso seja uma característica minha. Boa ou má, algo que me identifica. Deve ter algo bom, porque as pessoas vêm às vezes me perguntar coisas “nada a ver”, e eu, se não sei a resposta, procuro. É meio que um serviço gratuito, hehehe. Na real, acho legal ter essa “característica”, e lamento pelos que não gostam.

Pois a lista iniciada quase cinco anos atrás, em outubro de 2007, segue ativa. Tendo  meus aniversários como referência (é assim que a lista está organizada), em 2008 foram 16; em 2009, 12; em 2010, 22; em 2011, 25; e, em 2012, até agora, 30 livros. Faltam quatro meses para ler mais seis e chegar a 3 livros por mês. Será que eu consigo?

A minha ideia original era, sempre no meu aniversário publicar um texto aqui no blog sobre os livros que eu li nos últimos 11 meses. Não deu. Vamos ver se até outubro eu consigo botar em dia, pelo menos, hehehe…

Buenas.. vamos à segunda parte. Livros lidos entre 28 de outubro de 2008 e 28 de outubro de 2009.

A América aos nossos pés (Eduardo Bueno) – Um livro com um texto nota 10 e uma imparcialidade nota 0. Bom, mas e quem disse que o Peninha Bueno alguma vez pretendeu ser imparcial? Nesta gremistíssima visita à vitoriosa campanha da Libertadores de 1983 (pulicada em 2008, aos 25 anos do primeiro título gremista na competição), o livro nos leva a uma epopeia de batalhas sangrentas, contra tudo e contra todos, num tempo em que a Libertadores era jogada a sério.

O primeiro capítulo do livro, aliás, ilustra o tom de toda a obra. É uma reunião dos libertadores da América José Francisco de San Martín, Jóse Artigas, Simón Bolívar – El Libertador, Bento Gonçalves e O’Highins, para decidir o futuro do torneio. A partir do segundo capítulo sim, relembramos a campanha de 1983, nos áureos tempos das batalhas campais por toda a América do Sul..

Médico de Homens e de Almas (Taylor Caldwell) – Uma das melhores “biografias” que eu li. Conta a história de Lucano (ou, em português, Lucas), autor de um dos evangelhos da Bíblia atual, mas o único que nunca conheceu Jesus. Já escrevi sobre ele aqui, mas vale ressaltar que é um livro muito gostoso de ler, mesmo tendo mais de 700 páginas. Uma viagem pelo Oriente Médio da época de Cristo, contemporânea ao início do cristianismo.

Anjos e Demônios (Dan Brown) – Para mim, até hoje o melhor livro do Dan Brown. Melhor que o mais famoso, “O Código Da Vinci” inclusive, sim. Uma profunda e imparcial discussão entre ciência e religião, trazendo elementos históricos da Igreja Católica e da arquitetura da cidade de Roma. O filme não fez jus ao livro, se bem que acho que nem teria como. Se quiser saber mais, leia aqui.

Eric Clapton – A Biografia (Eric Clapton) – Todos temos nossos ídolos. E todos quase sempre caímos na ilusão de acreditar que eles são seres superiores: felizes, ricos, saudáveis e bem resolvidos. Pois nesta incrível auto-biografia, Eric Clapton, ao mesmo tempo que passeia pelos seus 50 anos de música, nos leva pela sua desventurada experiência com as drogas e o alcoolismo.

Uma história dura, que esteve muitas vezes perto de um final abrupto, mas que graças à força de vontade de Clapton, “limpo” há mais de 20 anos, segue encantando plateias em todo o mundo. Momentos marcantes como a morte do filho e o relacionamento com o beatle George Harrison também estão lá, ajudando a abrilhantar ainda mais a história da música no século XX.

Noites Tropicais (Nelson Motta) – Pode nãõ parecer, mas é uma auto-biografia. Meio sem querer, e sem fazer alarde, Nelson Motta foi uma espécie de Forrest Gump brasileiro. Testemunha e, muitas vezes, personagem da história da música brasileira desde o surgimento da Bossa Nova e da Jovem Guarda, passando pela época dos Festivais, pela psicodelia dos anos 1970, o rock-Brasília do começo dos anos 1980 até o Rock In Rio 1985, com shows antológicos como Queen e Barão Vermelho. Também já fiz um texto sobre isso no blog.

Ministério do Silêncio (Lucas Figueiredo) – Muitos brasileiros 9praticamente todos na verdade), acreditam que existem muitas coisas escondidas nos corredores de Brasília que não se sabe nem nunca se saberá.

Bom… este livro do repórter Lucas Figueiredo demonstra que essas teorias conspiratórias são.. verdadeiras. Ao contar a história da Inteligência brasileira, desde o Dops de Getúlio Vargas, passando pelo Doi-Codi/SNI dos militares até a Abin de Lula e sua turma, a obra mostra que, em alguns momentos importantes da história brasileira, o povo e as instituições praticamente não passaram de fantoches que acreditavam estar agindo por conta própria. Triste realidade…

Luís XVI (Bernard Vincent) – A Revolução Francesa. Eita tópico complexo de se entender… Li o livro sobre o rei Luís XVI na esperança de entender um pouco melhor, e isso realmente consegui… mas são tantos lados, tantas “verdades”, que acho que será impossível chegar a uma conclusão. definitiva Bom, algo dá pra concluir: sem dúvida, foi uma revolução!

Este livro de Bernard Vincent tenta se focar na vida do Rei, mas isso seria impossível sem manter a contextualização histórica sempre próxima. Principalmente na virada que acontece quando ele vai para Versailles sem perceber, ainda, as mudanças que já estavam em curso e que o levariam a perder a cabeça (literalmente)…

Almanaque da TV (Bia Braune & Rixa) – Uma viagem pela história deste tubo infecto” (pelo menos até a chegada do plasma e do LCD). Não no sentido tecnológico, mas no cultural. Desde o começo com a TV Tupy de Chateaubriand, nos anos 1950, passando pela Excelsior, pela Record pré-IURD, Bandeirantes, Globo, SBT..

Programas, séries, personagens, bastidores e curiosidades que, de certa forma, não deixam de ser uma forma de acompanhar a história sócio-cultural do Brasil nos últimos 60 anos. Um ótimo livro pra quem busca entretenimento e nostalgia!

Cuba – Uma nova História (Richard Gott) -Foi o primeiro livro que eu li na minha tentativa de “entender abaixo da superfície” temas sempre recorrentes. Depois fiz o mesmo com a história da Inglaterra, da Rússia e da China. Claro que ainda há muito o que ser explorado, mas já consigo contextualizar tudo melhor, e este é o objetivo.

Pois o caso de Cuba é interessantísimo. Quando falamos na maior ilha da América Central, pensamos direto em Fidel Castro.  Pois o livro de Richard Gott nos conta a história desde o descobrimento, os séculos de domínio espanhol até a vitória norte-americana no final do século XIX. Só no final (faltando cerca de 50 páginas) é que chegamos a Fulgêncio Batista, o golpe e o socialismo de Fidel Castro. Ainda aí há muita história, como a crise dos mísseis e a relação de Castro com a U.R.R.S.

Acredito que uma boa definição para a história da ilha até os dias de hoje seja o título que escolhi para o texto que escrevi sobre o livro: Independência ou Cuba!

Breve História de Quase Tudo (Bill Bryson) – Partindo de uma dúvida totalmente banal, Bryson nos leva em uma viagem pela história da ciência. Meteorologia, química, física, biologia.. tudo em uma linguagem simples e muito bem escrita. Há muito mais a ser dito, e para isto, recomendo que leiam o texto que escrevi aqui.

Einstein – Sua vida, seu universo (Walter Isaacson) – Todos já ouviram falar da Teoria da Relatividade de Einstein. Mesmo que alguns não façam ideia do que é, do que significa ou do que representa, certamente já ouviu falar.

Pois Albert Einstein é muito mais do que isto. Ainda que, inegavelmente, sua teoria tenha revolucionado a ciência (como, anteriormente, somente Isaac Newton tenha sido capaz), o homem por trás do cientista é, também, interessantíssimo.

Einstein não decidiu ser cientista, mas quando viu não tinha mais saída. Dono de um curiosidade imensurável, o físico alemão chegou a vir ao Brasil (ao Ceará) para comprovar uma de suas teorias. O livro de Walter Isaacson (o mesmo que, mais recentemente, escreveu a biografia de Steve Jobs) nos mostra mais do que o teórico, mas também a pessoa, o homem que viveu intensamente a sua época, inclusive fugindo, por ser judeu, da Alemanha nazista durante a segunda guerra mundial.

Impossível resumir Einstein em três parágrafos. Se quiser mais, leia o texto que escrevi. Se quiser ainda mais… ora, leia o livro!!

Rua da Praia (Nilo Ruschel) – Eu adoro histórias da Porto Alegre antiga. Neste livro, Ruschel nos fala de uma cidade em pleno crescimento, com histórias e histórias de uma Rua da Praia que já não existe mais. Na época dominada por Cafés, mais tarde com lojas de departamentos. Uma bucólica cidade, com vida social ativa e, aos olhares de hoje, bastante romântica. Vale a pena viver Porto Alegre, em todas as épocas!!

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Reencontros inesperados…

25/06/2012

Talvez textualmente não seja possível descrever o que aconteceu ontem…

Vou tentar explicar. No final dos anos 1980, uma das irmãs do meu pai se mudou, com o marido e os cinco filhos, para Maceió. Na época, apesar de eu ser bem pequeno, eu convivia bastante com eles, principalmente com os três meninos. Dois mais velhos que eu, e um que regulava (e regula até hoje, vejam só…) na idade comigo.

Havia ainda duas meninas, mais novas. Mas.. sabe como são as crianças.. meninos e meninas não se misturam, hehehe.. O tempo passou e eu fui visitá-los em Maceió. Passando mais alguns anos, eles chegaram a voltar pensando em morar novamente no sul. Mas, por razões que a própria razão desconhece (ou, pelo menos, eu desconheço, eheheh) acabaram retornando para o nordeste.

Passaram-se os anos, minha tia ainda veio algumas (diversas?) vezes para Porto Alegre, mas dos primos eu só sabia por notícia…

Até que, há cerca de um mês, a mais nova veio para o sul. Está aí, meio morando meio “passando um tempo”… e temos saído bastante, nos divertido horrores.

Eis que ontem, domingo, fomos ao Estádio Olímpico Monumental assistir o jogo entre Grêmio e Flamengo. Mais uma vez foi bastante divertido, inclusive ver a emoção dela reparando em tudo já que, apesar de gremista, ela nunca tinha estado nem mesmo num estádio de futebol. Eu, que vou geralmente, e gosto de ir todas as vezes, imagino como deve ter sido pra ela…

Vitória do Grêmio por 2 a 0. Missão cumprida, vamos pra casa. Estávamos indo para o carro quando tocou o telefone dela (ok, até aí, nenhuma novidade…). Era o “Deco”, o mais novo dos irmãos (o que tem a mesma idade que eu) no telefone. Ele está na Marinha, os dois raramente se falam, então, naturalmente, ela adorou a ligação.

Mas eis que… ele estava em Porto Alegre. E ainda, estava no Olímpico! Peguei o telefone, conversando, o localizei. “Espera aí que a gente vai te encontrar”.

Fomos e, obviamente, era ele mesmo. Voltamos ao Olímpico, tiramos algumas fotos, conversamos muito, e o levamos para a rodoviária, já que ele precisava retornar a Rio Grande, onde o navio em que ele trabalha estava ancorado (não sei se este é o termo da Marinha, mas…).

Digo que “era ele mesmo”, pois foi totalmente surreal. Há 40 dias eu não imaginava encontrar nem um deles, que dirá dois, e ao mesmo tempo.. e no Olímpico!! Bom.. o encontro foi inusitado pra eles também, pois ele – que aproveitou a parada em Rio Grande para vir ver o Grêmio – não sabia que a irmã estava morando em Porto Alegre e muito menos que ela também tinha ido ao jogo. E ela nunca ia imaginar que, trabalhando na Marinha, ele estaria no Olímpico, ou mesmo em Porto Alegre.

Para mim foi muito legal. O André “Deco” era o que eu era mais próximo entre os cinco. O Nilo e o Marçal também eram próximos, mas como eu e o Deco tínhamos (e ainda temos, caso algum desavisado não perceba) a mesma idade, era natural que convivêssemos mais.

Uma coisa que eu falei para os dois, e não com arrependimento ou qualquer coisa, mas com um certo saudosismo quintanesco (saudade do que não conheci) é que, se eles não tivessem se mudado, certamente teríamos crescido juntos, os sete (aí incluindo a minha irmã).

Estreia da Juliana no Olímpico com vitória do Grêmio sobre o Flamengo, reencontro com o Deco e lembrança de histórias engraçadíssimas do tempo do êpa… São momentos como este que lembram a gente que o melhor da vida está nas pequenas coisas…

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Cem Livros Sem Solidão

01/06/2012

101 livrosTodo o mundo sabe como eu gosto de ler. Sempre que eu vou mais de uma vez em algum lugar, o primeiro comentário é “Mas tu está sempre lendo…”. Sim, estou. E eu acho que esta impressão se torna maior pois, como eu leio mais de um livro ao mesmo tempo, volta-e-meia eu retorno a um lugar lendo livros diferentes com poucos dias de distância…

Pois no meu aniversário de 29 anos, em 2007, eu iniciei um “acompanhamento”. Comecei a anotar cada livro lido. Todos, desde o “The Beatles”, do Bob Spitz, que tem mais de 1000 páginas, até “Seu Madruga – Vila e Obra”, do Pablo Kaschner, que não passa de 200.

Eis que no dia 28 de maio de 2012 eu atingi a marca de 101 livros. Considerando que, do início até agora, não se fecham 5 anos, a média é maior do que 20 livros por ano. Foram, por acaso, exatos 55 meses, o que dá uma média de 1,84 livros por mês, ou aproximadamente 1 livro a cada 16,3 dias.

Grande parte destes livros são biografias ou romances históricos. Mas também tem muita ciência, alguns de religião, quadrinhos e até esportes. Autores, se destacam Richard Dawkins, George R.R. Martin, Bill Bryson, Walter Isaacson e Laurentino Gomes.

Uma coisa que me desespera é que tem algumas “Parte Um” nesta lista. Por exemplo:  “A Sociedade do Anel” (primeira parte de O Senhor dos Anéis, de J. R.R. Tolkien), “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (primeiro de 5 livros de Douglas Adams). E eu tenho os outros livros das duas séries.. é “só” sentar e ler…

É claro que eu teria um monte para escrever sobre cada livro (e até já comecei, mas nunca fiz todos), mas vou deixar esta análise para comentários mais “gerais”.

Se for considerar “anualmente” (tendo a data do meu aniversário como referência, os números são: 16 (2007/2008), 12 (2008/2009), 22 (2009/2010), 25 (2010/2011) e 26 (2011 – até agora). Ou seja, a leitura vem ganhando “velocidade”, ehehe. Este será o segundo ano consecutivo que passei da média de 2 por mês, e talvez chegue a três.

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A lista completa está aqui. Mas vamos tentar, agora, destacar alguns livros por tema/estilo (alguns livros estão em mais de uma classificação):

Biografias:
Tim Maia – Nelson Motta
The Bealtes – Bob Spitz
Eric Clapton – A Biografia – Eric Clapton
Einstein – Sua vida, seu universo – Walter Isaacson
Nem vem que não tem (Wilson Simonal) – Ricardo Alexandre
John Lennon – Philip Norman
Carmen – Ruy Castro
Ayrton (Senna) – O herói revelado – Ernesto Rodrigues
Walt Disney – Neal Gabler
Bussunda – A vida do Casseta – Guilherme Fiúza
Steve Jobs – Walter Isaacson
O livro do Boni – Boni
Agassi – Autobiografia – André Agassi
Paul McCartney – Uma Vida – Peter James Carlin

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Religião:
Médico de Homens e de Almas – Taylor Caldwell
Anjos e Demônios – Dan Brown
Deus, um Delírio – Richard Dawkins
O vulto das torres – Lawrence Wright
A Tentação do Cristianismo – Luc Ferry e Lucien Jerphagnon
O Último Judeu – Noah Gordon
Uma Breve História do Cristianismo – Geoffrey Blainey

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Música:
Furacão Elis
Chega de Saudade – Ruy Castro
Tim Maia – Nelson Motta
The Bealtes – Bob Spitz
Eric Clapton – A Biografia – Eric Clapton
Beatlemania – Ricardo Pugialli
Noites Tropicais – Nelson Motta
Minha fama de mau – Erasmo Carlos
Dez, nota dez! – Denílson Monteiro
Nem vem que não tem (Wilson Simonal) – Ricardo Alexandre
John Lennon – Philip Norman
Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band – Clinton Heylin
Paul McCartney – Uma Vida – Peter James Carlin

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Beatles:
Beatlemania – Ricardo Pugialli
The Bealtes – Bob Spitz
John Lennon – Philip Norman
Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band – Clinton Heylin
Baby´s in black – Arne Bellstorf
Paul McCartney – Uma Vida – Peter James Carlin

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Ciência:
Volta ao mundo em 80 dias – Julio Verne
Viagem ao centro da Terra – Julio Verne
Breve História de Quase Tudo – Bill Bryson
Einstein – Sua vida, seu universo – Walter Isaacson
Deus, um Delírio – Richard Dawkins
A grande história da Evolução – Richard Dawkins
O Gene Egoísta – Richard Dawkins
Uma história da ciência – Michael Mosley e John Lynch
A Magia da Realidade – Richard Dawkins

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História de Porto Alegre/Rio Grande do Sul:
Loureiro da Silva – Carlito de Grandi
Flores da Cunha – Lauro Schirmer
História Ilustrada do Rio Grande do Sul – Vários autores
Rua da Praia – Nilo Ruschel
Alfândega de Porto Alegre – 200 anos de história – Márcio Ezequiel
A enchente de 41 – Rafael Guimaraens
Porto Alegre – Guia Histórico – Sérgio da Costa Franco
Diário de um repórter – Flávio Alcaraz Gomes
Porto Alegre – Brasil – Leonid Strelaiev

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História Geral:
1808 – Laurentino Gomes
Ministério do Silêncio – Lucas Figueiredo
Cuba – Uma nova História – Richard Gott
Luís XVI – Bernard Vincent
Primeira Guerra Mundial – Paulo Vicentini
Segunda Guerra Mundial – Paulo Vicentini
Viagem ao Brasil – Hans Staden
O vulto das torres – Lawrence Wright
1822 – Laurentino Gomes
Império à deriva – Patrick Wilken
Assim Morreu Tancredo – Antonio Britto
O Lado Negro de Camelot – Seymor Hersh
Médici – A Verdadeira História – General Agnaldo Del Nero Augusto
China – Uma nova história – John King Fairbank e Merle Goldman
O Forte – Bernard Cornwell
Império – Como os Britânicos Fizeram o Mundo Moderno – Neill Ferguson
Uma Breve História do Cristianismo – Geoffrey Blainey
O Século Soviético – Moshe Lewin
Dopaz – Tahiane Stochero

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Bom, dá pra ter uma ideia de onde sai tanta “cultura” (essa, claro, considerando a parte útil). Ainda assim, ao mesmo tempo que eu acho muito legal hoje ir a uma livraria e passar pelas estantes e dizer: “Li, li… li… li, li, li..”, é desesperador também passar e, considerando apenas obras que me interessariam, passar dizendo: “Não li, não… também não… nain nain… ih… também não.. não, nem este… not… ei, alguém sabe onde eu consigo um isqueiro, talvez um lança-chamas?”.

O livro da brincadeira do título, aliás, é um dos desafios até agora intransponíveis. Eu li dois livros do Garcia Marquez: “Ninguém Escreve ao Coronel”, que é baseado na história real do avô dele, e “Viver para Contar”, que é como uma autobiografia (e eu li antes de começar a anotar). Tentei ler “Cem Anos..” mas não consegui.

Não que seja ruim, bem pelo contrário, mas é um livro que exige muita atenção pois, entre outras características, são várias gerações, e muitos “patriarcas” têm o mesmo nome. Isso confunde e, se tu parar de ler e voltar tempos depois, provavelmente já te perdeu….

Outro “desafio” é “Inferno”, da trilogia “Divina Comédia”, de Dante Alighieri. É uma obra fantástica, na qual ele encontra vários personagens (reais) históricos espalhados pelos círculos do inferno (e, quanto mais profundo o círculo, maiores os pecados em vida). Contudo, a versão que eu tenho é em poesia, e isso dificulta a compreensão às vezes, pois tu tem que ir lendo e “montando” a história na cabeça. E “Inferno” é só o primeiro, ainda tem o “Purgatório” e o “Paraíso”…

Bom, é isso. Já estou terminando o 102 e já sei qual vai ser o 103. Mais cinco anos para chegar a 200? É esperar pra ver…

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Na hora do reclame

12/05/2012

Campanhas publicitárias que eternizaram
personagens, produtos e manias brasileiras

Que a publicidade brasileira é uma das melhores do mundo, ninguém mais duvida. A inteligência dos nossos publicitários é reconhecida nos quatro cantos do globo, e não é difícil lembrarmos, em poucos minutos, de muitas campanhas publicitárias que marcaram gerações de consumidores, criaram bordões que se tornaram populares e sobreviveram mesmo ao fim ou ao desaparecimento das marcas que anunciavam.

Impressão Digital 2“Isso não é uma Brastemp”, inesquecível slogan criado pela Agência Talent para a campanha que durante os anos 90 ajudou a firmar uma marca de geladeiras (e mais tarde toda a linha de eletrodomésticos) acabou se tornando uma expressão popular para designar tudo aquilo que não fosse “tão bom assim”, ou que poderia ser melhor.
“Bonita camisa, Fernandinho”, campanha da US TOP exibida durante grande parte dos anos 80, além de aumentar as vendas da marca – pertencente à Alpargatas – em 30% no primeiro ano de veiculação, criou um “bordão” popular.Impressão Digital 2 A expressão acabou se tornando uma forma de elogio geral, seja ao modo de vestir, ao comportamento ou mesmo a alguma atitude de alguém.

Mas existem campanhas que marcam, não pelos slogans que criam, mas por se tornarem assunto em conversas por todo o país, além de, algumas vezes, movimentar milhões de reais em “trocas” de produtos por brindes ou coisas deste tipo. Uma das mais marcantes campanhas do gênero – e cujo sucesso surpreendeu os próprios proprietários da marca – foi a dos “bichinhos Parmalat”. A peça, que na verdade se chamava “Mamíferos”, mostrava crianças vestidas como animais (leão, gambá, gato, elefante, cachorro, vaca, etc.) cantando o jingle da campanha e, obviamente, incentivando o consumo do produto.

Nove Comunicação

Entretanto, o que realmente marcou a campanha foi a coleção dos “bichinhos”, que poderiam ser conseguidos levando embalagens usadas de produtos da marca a postos de troca espalhados por todo o país. Este “escambo” superou as expectativas da própria companhia, que teve que providenciar mais bonecos do que planejado. Esta campanha serviu para firmar, na época, a Parmalat no mercado nacional e na mente dos brasileiros.

Impressão Digital 2Em outros casos, o personagem da campanha, talvez despretensiosamente, se torna sinônimo da marca. O “baixinho da Kaiser”, por exemplo, em quase 20 anos de campanha garantiu um espaço de 12% para a marca que anunciava sem pronunciar uma única palavra. O número é expressivo, pois, até então, o mercado era dominado pelas duas maiores marcas do país, na época pertencentes a empresas diferentes. As peças sempre o traziam em situações do cotidiano onde, ao final, a solução era brindada com um copo de cerveja.

O caso Bombril – Talvez a maior campanha publicitária da história do Brasil seja também aquela que é a mais longeva do mundo. O “Garoto Bombril”, interpretado pelo ator Carlos Moreno entre 1978 e meados dos anos 2000 marcou a publicidade brasileira não apenas pela sua longevidade, mas por seu carisma e pela diversidade que suas peças apresentaram durante estes mais de 20 anos. A campanha está presente até no livro dos Recordes, como a de maior duração de todos os tempos.

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O personagem – criação dos publicitários Washington Olivetto e Francesc Petit – foi baseado nas antigas garotas-propaganda. No início da televisão brasileira, os comerciais eram sempre ao vivo (pois não existia vídeo-tape), e apresentados por atrizes que falavam diretamente às consumidoras sobre as qualidades do produto. Muitas vezes sem cenário, meio de improviso e quase sempre sem contracenar com ninguém.

Impressão Digital 2Pois estas são exatamente as características básicas do “Garoto Bombril”. O cenário é uma bancada, onde ficam os produtos, e um fundo preto apenas com um grande logotipo da empresa. No meio disto, o tímido, desajeitado e sincero amigo das donas de casa. Com um tom informal, a campanha se manteve sempre atual, brincando com a realidade e travestindo o ator de personalidades como o Cidadão Kane, Che Guevara, e Bill Clinton, além de fazê-lo contracenar com outros personagens famosos da publicidade, como o dançarino Sebastian da C&A, a Galinha Azul da Maggi, o Bond Boca, da Cepacol e o Elefante da Cica.

Em 2004 o personagem apareceu, pela 2ª. vez na sua história, para anunciar seu próprio fim. Quando isto aconteceu em 1981, a fábrica da Bombril foi tomada por consumidoras indignadas, protestando contra a suposta decisão da empresa. Além disso, milhares de cartas foram enviadas e centenas de ligações foram recebidas, o que, se não foram responsáveis por uma mudança de decisão, confirmaram o sucesso da campanha e do produto. Desta vez, entretanto, parece mesmo ter chego ao fim a vida do personagem.

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No texto, o ator anunciava que, a partir de agora, o Bombril e sua linha de produtos passaria a ser anunciado por representantes de outras minorias, como mulheres, negros e, até mesmo, os deficientes físicos. Na verdade, nunca mais se viu propagandas nem do garoto Bombril nem de nada relacionado à marca, salvo esporadicamente.

De qualquer forma, fica como exemplo da inteligência de nossos publicitários que, com isso, demonstram saber, até mesmo, reconhecer um momento e uma forma apropriados para acabar com um personagem.

Ou será que ele ainda volta?

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