
Este, acima, foi o primeiro logo oficial do Impressão Digital. Cheio, vejam só, de impressões digitais…
Como tudo o que é moda, e ainda potencializado pelo então nascente poder viral da internet, o avô do ID2 – ainda antes do Impressão Digital que usava o logo acima – também nasceu “por moda”. Todo mundo tinha blog, então eu também tinha que ter. Só que foi tão na moda, que nem o nome era esse. Vou deixar eu mesmo contar, num texto publicado no antigo Impressão Digital (mas que pode ser encontrado entre os textos de 2005 aqui do ID2.
Há algum tempo, quando eu resolvi levar o Impressão Digital realmente a sério, ele nem mesmo se chamava assim. Era o “Jack Daniel´s Weird and Magic World”, ou seja, o mundo mágico e estranho de Jack Daniel. Naquela época, eu não sabia como iria ser, estava apenas “indo”.. tanto que a frase que servia de subtítulo na época era “O melhor blog sobre nada”, e não “O mundo visto através dos olhos de um certo jornalista gaúcho”, como é hoje.
A única coisa que eu sabia, como eu já disse aqui mais de uma vez, é que ele não seria sobre nada em específico. Não seria sobre política, sobre esportes, ou sobre qualquer outro assunto. Seria sobre tudo, e ao mesmo tempo sobre nada. De certa forma, eu sigo bem fiel a esta idéia. É difícil definir sobre o que o “ID” fala, se não sobre o que eu penso a respeito das “coisas”.
E é daí que vem o nome “Impressão Digital”. É um trocadilho visível com a mais tradicional forma de identificação de alguém (pelo menos na era pré-DNA). “Impressão”, por que é isso que eu faço aqui… deixo minhas impressões, meus pontos de vista. “Digital”, pois este é um veículo digital, não é papel nem rádio ou TV. O nome pegou, e hoje ele é uma “marca registrada” minha, no sentido de ter uma grande identificação comigo.
E foi assim. No início ele era bem “diário”. Onde eu tinha ido, o que eu tinha achado.. depois, teve a fase profundamente pessoal. O que eu estava sentindo, medos, inseguranças, sonhos… marcante aqui é a época que fui para Joinville, em 2005. Mais tarde, quando afinal, eu também amadureci, é que veio a fase mais “articulista”, crítico de cinema/música/literatura/política e besteiras em geral…
Acho que, além do crescimento pessoal, dá pra notar também uma evolução, natural, no estilo. Antes, eu sentava e escrevia. Tipo pai-de-santo. Tem textos muito bons no início, mas eles melhoram com o tempo.
Hoje ainda ocorre de eu “sentar e escrever” (como no caso recente de “Um Oscar por uma fala”), mas é mais normal eu rascunhar, voltar no dia seguinte, depois no outro e aí publicar. Relendo, cortando, editando e corrigindo…
E além de escrever, sempre tem a segunda fase. Eu “colo” o texto aqui no editor do Worpress, e edito, coloco as imagens e monto o “visual”. Como eu sei que eu sempre acabo escrevendo muito, jogo com as imagens para tornar a leitura menos cansativa. Geralmente funciona…
É claro que, quando o “Jack Daniel´s Weird and Magic World” nasceu eu não tinha a pretensão de chegar a 9 anos (e nem a 50.200 visitantes únicos). Até então (e talvez até recentemente), ele poderia “morrer” a qualquer momento, assim como vários terminaram, foram esquecidos ou simplesmente desapareceram.
Hoje eu já acho que não. Acredito que talvez ele seja incorporado por algum outro projeto, ou ganhe (ou migre para) outras mídias.. mas acabar, desaparecer, não mais. Até porque, são quase 300 textos.. é praticamente um patrimônio literário…
É bom que se diga que nem sempre as publicações foram frequentes. Existem grandes hiatos durante os quais eu fiquei meses sem escrever, infelizmente irrecuperáveis. Contudo, também tem alguns textos que eu considero especialíssimos. Entre os quais “O Brasil e a Lei Seca” (o mais lido até hoje), “Vale a Pena Ver de Novo“, “O bom, o mau e o feio” e “Outra questão de Educação“.
Enfim, fica o registro e que comece o 10º ano. Devemos ter pela frente mais “ID2 Entrevista”, além de mais textos sobre o Pato Fu e assuntos gerais. Já tenho 2 ou 3 textos programados…
Vamo que vamo! E obrigado aos meus queridos leitores pela companhia e o apoio de sempre!


Muita gente diz que 
Agora.. talvez eu esteja enganado. Talvez o Papa Pop tenha sido substituído pelo Papa Capim. Que age como um índio, que reluta em aceitar a chegada de novos tempos, e que age como se a sua tribo fosse melhor que as outras, por capacidade ou direito divino.




