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Lambda Lambda, Lambda!!!

21/03/2012

Jovem NerdNão, este texto não é sobre fraternidades universitárias norte-americanas, nem sobre a série Porky´s dos anos 1980. É sobre o Jovem Nerd. Um site (se é que dá para resumir assim) “especializado” em cultura Nerd.

As aspas cabem neste caso pois, como ser realmente especializado em algo tão amplo quanto a cultura nerd? São tantas coisas juntas e misturadas. Entretenimento, filmes clássicos (e não necessariamente clássicos no sentido “comum”), cenas, personagens (reais e/ou ficcionais), jogos (principalmente RPGs), músicas, livros, imagens, símbolos, iconografias e até mesmo momentos históricos que seria que seria, e é impossível, alguém ser realmente especialista nisso (exceção, talvez, pelo Bluehand).

Um detalhe importante: eles não são defensores ou mesmo militantes da cultura Nerd. Não, tudo é tratado com muito sarcasmo, bom humor e ironia, sem deixar de ser sério e cheio de cultura, no sentido… cultural da palavra (tipo assim.. cultura cultural, sabe?). Cultura…

Eu conheci o Jovem Ner d em dezembro de 2010 através de um link da “Vadiagem Malemolente”, do Jacaré Banguela. Eu só fui entender mais tarde, mas o link era para a último episódio da primeira temporada do NerdOffice, o vídeocast do JN. Logo depois eles entraram em férias, e só voltaram em meados de janeiro. Eu aproveitei pra fuçar no, na época, blog. Conheci o NerdTour (e a viagem deles, com a família, para a Disney), o NerdCast e a Nerd Store. Vi outras edições do NerdOffice que, até ali era, disparada, a minha área favorita no site.

Allotoni e Azaghal
Alottoni e Deive Pazos, os criadores do Jovem Nerd

A dupla – Alexandre Ottoni e Deive Pazos. Dois amigos, que um dia começaram, meio de brincadeira, a fazer um blog sobre a cultura nerd. Deive se tornou “Azaghal”, o ácido, sarcástico e, muitas vezes, o indiferente à parte demasiadamente pop do mundo nerd, mas no fundo um cara boa gente e muito legal. Alexandre Ottoni (acredito que “Alottoni” já fosse o seu apelido por ser uma corruptela do nome dele), o Jovem Nerd, se tornou o “amigo”. Sempre sorrindo, o mais empolgado e, muitas vezes, impressionado com tudo o que rola neste mundo, digamos, meta-pop.

Com eles vieram também, a Portuguesa, esposa de Azaghal, e a Sra. Jovem Nerd, que dispensa explicações. Fazem parte da família ainda a Amanda (Dubox) e o Almôndega (André), filhos da Portuguesa.

Em janeiro de 2011, comecei a acompanhar o site diariamente. Logo na abertura do primeiro NerdOffice, o Jovem Nerd (Allotoni) diz: “Bem vindo à segunda temporada do NerdOffice! Começou o penúltimo ano da sua vida, aproveite!’

Talvez pareça um comentário meio catastrófico.. bom,  e é mesmo, mas numa referência às teorias do fim do mundo este ano, 2012. Apenas um trocadilho? Uma gag? Uma pequena trollada? Não sei… mas um exemplo simples do humor nerd…

Guerra dos TronosO Nerd Office – Em um dos primeiros NerdOffices que eu assisti, veio uma sugestão de leitura. “Guerra dos Tronos”, de George R.R. Martin. Um romance de fantasia sobre a luta por um reino dividido em sete (resumindo mal e porcamente, mas se quiser saber mais, leia o post abaixo ou clique aqui). Já se anunciava que seria o primeiro de uma série, cada um com pelo menos 600 páginas. Comprei o primeiro, li e gostei. A partir dali comecei a prestar atenção também às dicas do (site) Jovem Nerd.

Pouco depois, em outro NerdOffice, a dupla anunciava a publicação, pela editora Record, do livro “A Batalha do Apocalipse”, do escritor e amigo deles, Eduardo Spohr. Eu não sabia ainda, mas na verdade era uma segunda publicação da obra. Em 2009, eles próprios haviam editado o livro, chegando a criar a Nerd Books apenas para isto.

A temática do livro traz a guerra entre os anjos do céu e do inferno. Gabriel, Lúcifer, Deus (que, na obra, ainda dorme no sétimo dia da criação) e muitos outros anjos, arcanjos, querubins entre diversas divindades. Novamente me interessei, comprei e li.

Agora sou fã do texto e do estilo de Spohr, que ainda lançou depois ‘Filhos do Éden’, que se passa dentro do mesmo universo, mas com outros personagens e outro contexto. Este eu tenho, mas ainda não li.

NerdOffice também é cultura – Nem só de dicas literárias vive o “vlog” semanal do Jovem Nerd. Cultura Nerd é sempre o prato principal. Criado com a intenção de debater os fatos nerds da última semana, o programa cresceu, chegando ao final de sua segunda temporada (2011) com um editor de vídeo contratado: Anderson Gaveta, da Gaveta Filmes.

Jovem NerdIdade Média – Entre as atrações mais interessantes que eu vi nos NerdOffices estiveram: a viagem que os nerds fizeram, com Eduardo Spohr e amigos, para a Europa, passando por diversas cidades fora do circuito tradicional de grandes cidades e capitais. Destaque para castelos medievais conservados, com suas masmorras e penhascos, e pelo passeio em Toledo, na Espanha, de onde Azaghal trouxe uma linda espada medieval legítima.

Vida extraterrestre – Outra coisa muito interessante foi, numa das muitas vezes que a Nasa anunciou que se descobriu “um planeta com possibilidade de vida fora da Terra”, o NerdOffice tentou demonstrar o tempo que levaria, hoje, para chegarmos ao tal planeta e verificarmos isso com nossos próprios olhos. Simplesmente impraticável, pra dizer o mínimo.

A Caneta Chaos – A terceira, e talvez mais surpreendente foi a história da caneta Chaos. Algum tempo antes daquele NerdOffice, o Jovem Nerd gravou um NerdCast (podcast, do qual falarei mais adiante) com o escritor Paulo Coelho. No meio da conversa, o Mago comentou conhecer pessoalmente Sylvester Stallone. Diante da reação histérica da dupla, Coelho decidiu ligar para o ator americano. Ao vivo ele não conseguiu, mas mais tarde, numa ligação gravada (e apresentada em NerdOffice posterior), Stallone diz, a pedido de Paulo Coelho, “Hello, Jovem Nerd”.

Caneta Montegrappa Chaos

Como todo o nerd (e eu também teria feito), os dois se emocionaram como crianças, mesmo cientes de que, nem por isso, o Rambo,o Rocky ou mesmo o Falcão teria agora a mínima ideia de quem eram eles.

Mais um tempo depois, Paulo Coelho leu uma notícia que dizia que a fábrica italiana de canetas Montegrappa lançara uma edição especial, limitada, de uma caneta desenhada por Sylvester Stallone. Isso, nas palavras de Azaghal, “ligou o alarme Sylvester Stallone – Jovem Nerd, no Paulo Coelho”. O Mago consegui uma das canetas e as enviou para os Nerds, com a condição de que eles não ficassem com ela, mas repassassem a um de seus fãs.

Paulo Coelho, Jovem Nerd e Sylvester Stallone
Paulo Coelho, Jovem Nerd e Sylvester Stallone

Azaghal ficara enlouquecido pelo objeto e a promoção consistiu em responder à pergunta: “Por que eu mereço a caneta Chaos mais que o Azaghal?”. Eu participei, obviamente, e não ganhei, mais obviamente ainda…

Você está ouvindo… NerdCast… no Jovem Nerd – Mais ou menos na época da promoção da caneta Chaos eu comecei a ouvir mais atentamente ao NerdCast. Também semanal, mas bem mais antigo que o NerdOffice, o podcast do Jovem Nerd traz cada semana um assunto diferente, discutido pela dupla e alguns amigos que se revezam. Quase sempre tem um profundo conhecedor do assunto tratado, alguns bons fãs do tema, e a maioria que não faz a menor ideia de onde está.

NerdCast

Mesmo assim , o programa, que costuma ter cerca de uma hora de duração, é sempre muito interessante. Entre os mais de 300 assuntos já debatidos estão: De Volta para o Futuro, Beatles, Tin Tin, Evolução (a teoria científica), RPG, Chaves, Blogueiros, etc.

A Nerdstore – Além do NerdOffice e do NerdCast, existe também a NerdStore, que é, como o nome diz, a loja do Jovem Nerd. Lá eles vendem diversas camisetas e canecas exclusivas entre outros produtos. Desde o início eu queria comprar algo lá, mas algo que não fosse “comprar por comprar”. A paciência valeu a pena: no fim de 2011 foi lançada a camiseta BTTF Blueprint. Cheia de referências ao meu filme favorito, fui obrigado a adquiri-la!!

NerdStore

Valeu a pena! E vale ressaltar que todo o processo de estoque, embalamento, envio e monitoramento é feito pela própria “turma” do Jovem Nerd, dentro da “sede da empresa”.


PBHa
Mais dicas literárias
– Em seguida, a terceira dica literária do NerdOffice que eu segui. “Protocolo Bluehand – Alienígenas”. O livro, escrito por Eduardo Spohr, Jovem Nerd e Azaghal, é simplesmente um guia para sobreviver a um ataque alienígena. Nada do que está ali, entretanto, foi inventado por eles. São teorias e registros de supostas aparições e abduções extraterrestres registradas pelo mundo ao longo do tempo. É uma boa leitura, e agora eu estou preparado! Pode vir, kriptoniano!

A última – até agora – dica literária do NerdOffice que eu segui foi o livro chamado “O Forte”, de Bernard Cornwell. Conta a história real de uma batalha da Guerra da Independência dos Estados Unidos, no fim do século XVIII.  É um dos poucos livros de não-ficção do autor, e que terminam em si. Cornwell tem outras obras, geralmente trilogias, focadas mais na Idade Média.

É isso. Acho que minha tentativa de explicar o que é o Jovem Nerd ficou… interessante. Tem muito mais, outras áreas, outras histórias, outros participantes dos NerdCasts que meceriam ser citados. Mas aí vira um dossiê, e não um texto de fã.

É um blog (ou, depois da atualização, seria um site?) muito bom, com humor inteligente e muita cultura. Diferente de outros blogs, que nem por isso deixam de ser bons no que se propõe, o humor não é “gratuito”, e a meta é divertir, mas com conteúdo. Tipo assim… como eu poderia ilustrar… tipo… tipo… o Impressão Digital 2! O meu blog!

“Aham, Fábio… senta lá….”

 

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“Hello Jack!”.. você viu?

06/03/2009

Nem é preciso dizer que a internet é uma fonte inesgotável de coisa nenhuma. Tem coisas para todos os gostos. Do mais interessante aos mais inútil, um muito de tudo é encontrado na internet.

Eu costumo dizer que não é a internet – ou qualquer coisa nela, como o Orkut, blogs ou o MSN – que é “ruim” ou “boa”, mas sim, o uso que se faz dessas ferramentas. Eu, por exemplo, já encontrei bastante coisa interessante “sem querer” por aí (ok, ok.. e MUITA coisa idiota também…).

Pois eis que eu encontrei (aqui) mais um vídeo interessante. Basicamente, é um truque de ilusionismo que envolve um baralho, como tantos que existem por aí. Prestem atenção:


O efeito da troca de cores 

Créditos para: Simon Taylor e sua equipe

Sem entrar em detalhes para não correr o risco de tirar a graça para quem ler aqui e não assistir o vídeo, eu achei muito bom. Simples, mas que exigiu uma coordenação e um sincronismo muito sutil. Admito que não tinha visto nada até a explicação…

 

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Vou deixar abaixo a tradução (livre) do que ele diz. Não é fundamental entender o que ele diz para entender o vídeo, mas pra quem quiser, tá aí:

- Olá.. bem vindo ao efeito da troca de cores.

(espalha as cartas na mesa, e pega de novo)
- Isto vai precisar de cartas, mas mais especificamente da minha carta favorita. 

(brinca com o valete)
- Olá Jack!… Olá… Sou eu, fazendo a voz…

(o truque..)
Preste.. muita atenção… por que isto precisa de muita atenção..

(a câmera volta para o baralho)
E este.. é o efeito da troca de cores.

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Mas e você? Tinha reparado? Comente!!

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Balançando no carnaval

19/02/2009

Quem me conhece sabe que eu não sou muito de carnaval. Gosto de festa, adoro dançar mas, ficar a noite inteira pulando não é comigo. Não sou “contra-cultura” nem nada, apenas não é o meu estilo…

Sem contar que as músicas predominantes – axé, pagode, forró e derivados – não fazem MESMO a minha cabeça…

E o que dizer dos hits? Cada ano tem uma “melhor música de todos os tempos da última semana” (como diriam os Titãs). E as bandas, que aparecem e, felizmente, desaparecem do nada? Bom.. e o que dizer das que não desaparecem? Meu Deus…

Contudo, entretanto, porém, todavia… nesse ano de 2009 uma péssima notícia quase estraga a festa de todo mundo. Um dos maiores sambistas desse país esteve desaparecido mas, felizmente voltou para… como não… alegrar o nosso carnaval. O hit do carnaval 2009 tá aí e tá na boca do povo (bom, talvez não na boca, ou ainda não, sei lá….).

Créditos para Antonio Tabet (Kibe Loco) e para o
meu amigo Rodrigo Fernandes (Jacaré Banguela)

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Curióóó-sidades!!

06/02/2009

Bom.. mais um desafio proposto por amigos da blogosfera.

Contar 5 segredos ou curiosidades sobre mim. Bom, segredos “diz-se a quem tem“, e curiosidades.. bom, acho que tenho algumas… vamos ver:

1) Meu nome é Fábio Daniel. O pessoal do colégio, faculdade e trabalho, me conhece por “Fábio”, e o pessoal de casa, família e amigos “gerais”, por Daniel. Tem várias histórias sobre as confusões que isso causou… hehehe..

2) Histórias de assalto? Tenho várias.. Numa delas, o cara estava me assaltando pela segunda vez. Eu o reconheci.. até por que era o mesmo lugar aqui perto de casa.. mas o surpreendente foi o cara, que disse: “Não foi tu que me emprestou uma grana mês passado?”…

3) Imagina a cena: tô eu lá.. alguns bons anos atrás… esperando a minha mãe ou o meu pai me buscar, de carro, em algum lugar. Quando o carro chega eu não tenho dúvida, abro a porta e entro. Só que, quando eu termino de dizer “oi pai..” reparo que não conheço a pessoa que tá dirigindo… e saio, sem saber onde meter a cara, óbvio… Imaginou? Ok.. agora imagina isso umas 4 vezes… só conheço uma pessoa no mundo que FIZ isso…

4) Trocadalhos do carilho. Meu.. sério.. acho que isso é vício.. Eu faço trocadilhos – inteligentes ou completamente bestas – com TUDO, 24 horas por dia. Às vezes nem eu sei de onde vem, mas quando eu vi.. já foi. Tem dias que me sinto uma mala, ok, mas eu me divirto, hahahaha…. E acho que, no fim, agilidade de raciocínio é inteligência (misturada com uma boa dose de falta do que fazer, ok, hehehe).

5) Escrever. Pra quem não sabe, é a coisa que eu mais gosto de fazer na vida. Antes – ou mais – do que ser jornalista ou qualquer coisa, escrever. Tenho vários contos, zilhares de crônicas, algumas poesias, outros tantos textos e até um romance em eterno desenvolvimento. Eu acho que me expresso muito bem escrevendo, ao mesmo tempo em que, pra mim, isso parece bastante natural… Se eu tivesse que dizer um talento que tenho seria esse: escrever!

Hmmm.. foram 5… tá bom ou querem mais?

(Ah sim.. antes que eu me esqueça.. tenho que escolher a vítima.. huahuahuahua)

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Página 161

03/02/2009

A Deise me passou a brincadeira, e eu vou fazer. Vejamos:

1 . Agarrar o livro mais próximo
2 . Abrir na página 161
3 . Procurar a quinta frase completa
4 . Colocar a frase no blog
5 . Não escolher a melhor frase, nem o melhor livro!
6 . Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo;
7 . Passar para cinco pessoas.

“Era toda branca, imensa, de estilo mediterrâneo, incrustada na montanha, de frente para o Atlântico”. (Nelson Motta em “Noites Tropicais”, descrevendo a casa de Elis Regina e Ronaldo Bôscoli).

Só não vou seguir o 7o passo por que já fiz esse jogo aqui anos atrás..

Mas tá aí, Dê!

Beijão!!

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O melhor de George Carlin

18/12/2008

Humor é uma coisa muito difícil de fazer. Tem gente que diz que eu tenho dom pra isso, mas na verdade eu sou só brincalhão. Faço piadas com tudo, jogos de palavras, “respostas cretinas para perguntas imbecis” e tal.. mas, na verdade, é tudo fórmula.. O que me ajuda muito é que eu tenho um “timing” bom pra piada..

Mas profissionalmente, é muito difícil. Quer dizer, quem não quer passar por idiota, retardado ou débil mental com humores do tipo “Zorra Total” (desculpe-me quem gosta, mas eu acho popularesco) acaba tendo que ser muito criativo e isso nem sempre dá certo.

Jacaré Banguela
Um dos blogs que eu mais acompanho é o Jacaré Banguela. Eu até já entrevistei os criadores e hoje me dou bem com ambos (um deles é o Fred, que saiu e hoje produz o Quem matou a tangerina?. O outro é o Rodrigo Fernandes, que mantém a ótima qualidade do site como se isso fosse fácil ). Até já fiz algumas “participações”, ainda que indiretas, no JB… heheh…

Pois há um tempo atrás, fui apresentado, pelo Jacaré Banguela ao comediante americano George Carlin. Ele se apresenta em teatros com um show de stand-up (que no Brasil se chamaria “monólogo”). A diferença é que o humor não está no diferente, no “ridículo”, mas na ironia do comum.

É um humor inteligente e muito bom, na minha opinião. Nos 3 vídeos que eu assisti no JB – e vou reproduzir aqui – ele fala, respectivamente sobre “coisas que nos tornam iguais”, “os 10 mandamentos” e “salve o planeta”.

No primeiro ele faz uma crítica à mídia e às pessoas de um modo geral. Diz que está cansado de ser classificado por ser rico, pobre, alto, baixo, ter ou não ter. Por isso, ele diz, resolveu falar sobre “coisas que nos tornam iguais”. Detalhes bobos como quando se está subindo ou descendo uma escada e se acha que tem um degrau a mais (duvido que alguém nunca tenha passado por isso).

Quando fala dos 10 mandamentos (que, na opinião dele, não têm a mínima necessidade de serem 10, por exemplo), Carlin faz uma crítica ao excesso de regras do mundo em que se vive, ao mesmo tempo que ironiza o fato de a seguirmos sem saber muito bem o porquê.


Update!! O áudio do vídeo foi trocado por razão de
“direitos autorais”. Mas só nesse vídeo.. curioso, né?

Finalmente, o aquecimento global. Um assunto que muito se falou nos últimos anos (e menos em 2008, graças a Deus) mas sobre o qual eu tenho as minhas dúvidas. Carlin, mais uma vez, acerta em cheio ao relativizar o ponto de vista de quem “domina o mundo”. Será que somos nós? Será que seis bilhõezinhos de seres fazem tanta diferença assim num ecossistema do tamanho do mundo? Mas afinal.. por que estamos aqui? Quem nos criou? Para onde nós vamos agora? Bem… a respostade todas as perguntas, afinal, talvez seja simplesmente.. plástico!

É isso! Plástico!

Valeu, Rodrigo!

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Contos da Tangerina

13/12/2008

Salve queridos leitores…

O que vou publicar hoje não é meu, apesar de estar no rol das coisas que “eu gostaria de ter escrito”. Este texto é do meu colega blogueiro e, por que não dizer, amigo Fred Fagundes, do Quem matou a tangerina?!

Cinéfilo como eu, e fã das aventuras de Marty Mcfly, ele escreveu este pequeno conto há questão de poucas semanas. Falei com ele e estou transcrevendo aqui..

É um texto genial! Inteligente, cheio de interpretações possíveis mas que, no fim, deixa a mesma mensagem que a trilogia.. quer saber qual é? Leia-o!

E, claro.. visite o Quem matou a tangerina?

O dia em que encontrei Marty Mcfly

Aquela cafeteria não é como eu imaginava. Não há máquinas de videogame, robôs atendentes ou garrafas de Pepsi surgindo no balcão. Vejo apenas um velho Lou contando os dias para sua aposentadoria. E um cabisbaixo cliente.

Ele veste um blazer cinza esquecido no tempo. Camisa perfeitamente esticada, gravata com nó simples e sapatos pretos. Bebe café enquanto faz dobras no guardanapo e, de canto de olho, fiscaliza o preparo de suas panquecas. Sento ao seu lado e, ainda tentando conter a excitação, faço a pergunta planejada há 10 anos:

- Por que o futuro não é como você nos mostrou?

Silêncio. Um breve sorriso, um gole de café e a resposta vem com as sobrancelhas arqueadas:

- Ainda faltam alguns anos, filho. Cinco anos e 350 dias, pra ser mais exato.

Marty Mcfly parecia deprimido. As rugas e sinais do tempo eram evidentes. Reparei na falta da aliança, mas preferi não tocar no assunto. Antes de perguntar sobre o hoverboard, Marty fez o favor de puxar um assunto:

- As brigas.

- Que brigas?

- Com o Biff. Começavam todas aqui.

- É, eu lembro. Eu vi.

- Mas eu nunca lutei por ela.

Mais uma vez, silêncio. O nome “dela” era Jennifer, você deve lembrar. Ela havia o deixado. O motivo era desconhecido. Um dia Jen simplesmente decidiu partir de Hill Valley. Parecia que ela estava em Nova York trabalhando numa agência de mídias sociais, coisa do gênero.

- Eu enfrentei cowboys, índios e ursos. Andei em trem desgovernado, skates voadores e fui arrastado por cavalos. Briguei em bares, festas e no meio da rua. Levei um tiro. Pulei de um prédio. Apanhei. Apanhei muito. E tudo isso por quem? Por mim. E fui o maior egoísta de todos. Perdi minha mulher. Eu, que ironia, sou um homem sem futuro.

Comecei a desconfiar que aquilo era somente café. Os lamentos de Marty eram deprimentes. Parecia, ele, vítima de um passado recheado de fracassos e decisões equivocadas. Nem de longe lembrava o primeiro ser humano a tocar Johnny B. Goode. Com a timidez de um coadjuvante, tentei auxiliá-lo.

- Mas… Você foi ao futuro salvar o casamento. Lembra?

- Sim. Mas eu consegui? Ainda nem é 2015 e nós não estamos mais juntos. Antes não tivesse ido.

Agir. Já era hora:

- Calma lá. Essa autoflagelação é ridícula. Você viajou no tempo, fez tudo o que um adolescente queria fazer e é um dos maiores ícones pop de todos os tempos. Porra, você é o Marty Mc”fucking”Fly!

Nesse momento ele parou a xícara 10 centímetros de distância da boca. Olhava para frente, para o nada, claramente racionando o que acabara de ouvir. Voltou a xícara até o balcão sem beber o café, virou-se pra minha direção e, pela primeira vez olhando em meus olhos, questionou retoricamente:

- Eu viajei no tempo?

Claro que não precisei responder. Deixei-o seguir a teoria.

- É, eu viajei no tempo. Eu tentei mudar o presente da maneira mais preguiçosa do mundo. Não agindo dignamente e tomando decisões, mas reescrevendo o que já havia sido escrito e publicado. Eu podia errar, bastava voltar no tempo e corrigir.

- O presente.

- Hein?

- Você voltava no passado para mudar o presente. Mas você nunca mudou o futuro. Aliás, mudou o futuro indo até ele. Não no presente.

- Isso é… Como dizia mesmo o Doc? Ah, sim. Paradoxo temporal!

- Exata… Não, não é um paradoxo. É vida real. O homem não pode brincar no tempo. Porém, ele não tem somente uma chance. Ele tem sim um presente e vários futuros. Esse, depende de suas escolhas.

- O que você quer dizer?

- Quero dizer que você não pode mudar o passado. Mas pode mudar o futuro.

O terceiro e último silêncio foi mais longo. Contudo, positivo. A reação foi imediata e, quando reparei, ele já estava fora do café entrando num carro cinza. Ia, creio eu, iniciar a mudança de seu futuro. Da forma como deve ser: imediatamente.

O grande barato do futuro é justamente esse controle que temos sobre ele. O destino não é escrito de uma vez, mas aos poucos. Pausadamente e a partir, principalmente, de suas escolhas. Portanto, não espere um capacitor de fluxo. Se você quer mudar seu futuro, comece agora. O tempo não dá tréguas.

E muito menos pára.

Valeu, Fred!

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Um bom futuro

09/01/2008

Bom, fui desafiado e tenho que encarar.

A proposta é: Qual cena você gostaria de viver na vida real?

Pergunta difícil… cena, seriam várias. Diversos finais felizes me serviriam, vamos ver..

- Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças: Joel Barish (Jim Carrey) e Clementine Kruczynski (Kate Winslet) se conhecem pela 2a vez, se apaixonam e descobrem que já se encontraram antes, apesar de não lembrar, e que não deu certo. Joel quer tentar de novo, mas Clementine acha inútil pois, supostamente, eles sabem que não vai dar certo. Na cena em questão Joel diz a Clementine: “E daí… não é por que não deu certo uma vez que nunca vai dar.. ou tudo bem, pode não dar certo, mas eu quero tentar de novo…”

- Jerry Maguire: O final do filme é fantástico. Primeiro, a redenção de Rod Tidwell (Cuba Godding Jr.), depois a cena “você me completa”, em que o protagonista (Tom Cruise) descobre que falta alguma coisa na sua vida de aparências e interesses. Na noite mais esperada de todas ele sente falta de Dorothy Boyd (Renée Zellweger) e volta a casa dela para dizer “você me completa”…

- Vanilla Sky: Depois de entender tudo o que aconteceu, David Aimes prefere voltar a vida real do que seguir vivendo o “sonho lúcido”. Outra cena final fantástica, desde os berros de “suporte técnico!!” até o salto para a vida.

É isso… seriam incontáveis as cenas que eu gostaria de viver. Contudo.. é para escolher uma, né? E eu até tentei evitar, mas acho que a minha desafiante acertou no filme que traz a cena que eu gostaria… só que é na parte 3. (Ignoremos o fato de que, no vídeo, é a cena de entrada de uma graças a Deus inexistente parte 4).

Na verdade, não é bem a cena a questão… mas a mensagem. Para quem não viu o filme e/ou não entende inglês, o que interessa é o seguinte:

Depois do reencontro, Jennifer (Elisabeth Shue) mostra ao Doutor Brown (Christopher Lloyd) que o papel que ela trouxe do futuro, onde dizia que Marty (Michael J. Fox) havia sido despedido, se apagou. Ele explica: “É claro que apagou.. o futuro não está escrito, ele será o que vocês fizerem dele. Façam um bom futuro para vocês!!!”

E é isso. O futuro não está escrito, mas é apenas conseqüência de nossos atos e escolhas no presente. A cena que eu gostaria de viver é esta, de chegar no futuro e – sem viajar no tempo – concluir que eu fiz um bom futuro com as minhas escolhas.

Vou passar este desafio para alguns amigos blogueiros também…

E aos meus leitores, fica o conselho: Faça um bom futuro para você também!!

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Touché!

03/12/2007

E nos duelos dos mosqueteiros, deu empate, com grande desvantagem para o alvinegro paulista.

Meu time, o mosqueteiro tricolor, já esteve 2 vezes na segunda divisão. Em uma foi trazido e na outra retornou heróicamente num jogo que ninguém esquece.

Sofri, torci, suportei gozações e voltei. Voltei ao convívio da elite do futebol jogando exatamente o duelo dos mosqueteiros. Eles, naquele momento, defendiam o título da 1ª divisão de 2005. Nós, reestreávamos. Dois anos e três duelos depois, nenhum dos dois seria campeão, mas foi como se o ciclo se fechasse. O campeão foi rebaixado no dia que enfrentou aquele que, há não muito tempo, venceu um jogo para muitos, surpreendentemente.

Aproveito para destacar e agradecer o técnico gremista da Série B e dos dois anos de série A entre os dois confrontos de mosqueteiros, Mano Menezes. Obrigado por tudo!!

Agora… meus poucos e fiéis amigos corintianos me desculpem, mas vou registrar este dia. Este… Corínthians-feira!!

Clique para ampliar

Graças ao Kibeloco

E um dos apelidos do Corínthians… ou dos corintianos.. é gambá… E agora eu sei o porquê…


Graças ao Jacaré Banguela

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Os melhores desde o Egito Antigo…

26/10/2007

Acho que todo mundo conhece Joseph Climber. E todos já viram como foi a invenção do futebol, ou o assalto. Enfim, todos conhecem os Melhores do Mundo.

O que poucos sabem é que os caras são bons e não é de hoje. Que o diga, Hermanoteu…


Trecho da peça “Hermanoteu na Terra de Godah”
do grupo de comédia Melhores do Mundo.

Graças ao Jacaré Banguela

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