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Lambda Lambda, Lambda!!!

21/03/2012

Jovem NerdNão, este texto não é sobre fraternidades universitárias norte-americanas, nem sobre a série Porky´s dos anos 1980. É sobre o Jovem Nerd. Um site (se é que dá para resumir assim) “especializado” em cultura Nerd.

As aspas cabem neste caso pois, como ser realmente especializado em algo tão amplo quanto a cultura nerd? São tantas coisas juntas e misturadas. Entretenimento, filmes clássicos (e não necessariamente clássicos no sentido “comum”), cenas, personagens (reais e/ou ficcionais), jogos (principalmente RPGs), músicas, livros, imagens, símbolos, iconografias e até mesmo momentos históricos que seria que seria, e é impossível, alguém ser realmente especialista nisso (exceção, talvez, pelo Bluehand).

Um detalhe importante: eles não são defensores ou mesmo militantes da cultura Nerd. Não, tudo é tratado com muito sarcasmo, bom humor e ironia, sem deixar de ser sério e cheio de cultura, no sentido… cultural da palavra (tipo assim.. cultura cultural, sabe?). Cultura…

Eu conheci o Jovem Ner d em dezembro de 2010 através de um link da “Vadiagem Malemolente”, do Jacaré Banguela. Eu só fui entender mais tarde, mas o link era para a último episódio da primeira temporada do NerdOffice, o vídeocast do JN. Logo depois eles entraram em férias, e só voltaram em meados de janeiro. Eu aproveitei pra fuçar no, na época, blog. Conheci o NerdTour (e a viagem deles, com a família, para a Disney), o NerdCast e a Nerd Store. Vi outras edições do NerdOffice que, até ali era, disparada, a minha área favorita no site.

Allotoni e Azaghal
Alottoni e Deive Pazos, os criadores do Jovem Nerd

A dupla – Alexandre Ottoni e Deive Pazos. Dois amigos, que um dia começaram, meio de brincadeira, a fazer um blog sobre a cultura nerd. Deive se tornou “Azaghal”, o ácido, sarcástico e, muitas vezes, o indiferente à parte demasiadamente pop do mundo nerd, mas no fundo um cara boa gente e muito legal. Alexandre Ottoni (acredito que “Alottoni” já fosse o seu apelido por ser uma corruptela do nome dele), o Jovem Nerd, se tornou o “amigo”. Sempre sorrindo, o mais empolgado e, muitas vezes, impressionado com tudo o que rola neste mundo, digamos, meta-pop.

Com eles vieram também, a Portuguesa, esposa de Azaghal, e a Sra. Jovem Nerd, que dispensa explicações. Fazem parte da família ainda a Amanda (Dubox) e o Almôndega (André), filhos da Portuguesa.

Em janeiro de 2011, comecei a acompanhar o site diariamente. Logo na abertura do primeiro NerdOffice, o Jovem Nerd (Allotoni) diz: “Bem vindo à segunda temporada do NerdOffice! Começou o penúltimo ano da sua vida, aproveite!’

Talvez pareça um comentário meio catastrófico.. bom,  e é mesmo, mas numa referência às teorias do fim do mundo este ano, 2012. Apenas um trocadilho? Uma gag? Uma pequena trollada? Não sei… mas um exemplo simples do humor nerd…

Guerra dos TronosO Nerd Office – Em um dos primeiros NerdOffices que eu assisti, veio uma sugestão de leitura. “Guerra dos Tronos”, de George R.R. Martin. Um romance de fantasia sobre a luta por um reino dividido em sete (resumindo mal e porcamente, mas se quiser saber mais, leia o post abaixo ou clique aqui). Já se anunciava que seria o primeiro de uma série, cada um com pelo menos 600 páginas. Comprei o primeiro, li e gostei. A partir dali comecei a prestar atenção também às dicas do (site) Jovem Nerd.

Pouco depois, em outro NerdOffice, a dupla anunciava a publicação, pela editora Record, do livro “A Batalha do Apocalipse”, do escritor e amigo deles, Eduardo Spohr. Eu não sabia ainda, mas na verdade era uma segunda publicação da obra. Em 2009, eles próprios haviam editado o livro, chegando a criar a Nerd Books apenas para isto.

A temática do livro traz a guerra entre os anjos do céu e do inferno. Gabriel, Lúcifer, Deus (que, na obra, ainda dorme no sétimo dia da criação) e muitos outros anjos, arcanjos, querubins entre diversas divindades. Novamente me interessei, comprei e li.

Agora sou fã do texto e do estilo de Spohr, que ainda lançou depois ‘Filhos do Éden’, que se passa dentro do mesmo universo, mas com outros personagens e outro contexto. Este eu tenho, mas ainda não li.

NerdOffice também é cultura – Nem só de dicas literárias vive o “vlog” semanal do Jovem Nerd. Cultura Nerd é sempre o prato principal. Criado com a intenção de debater os fatos nerds da última semana, o programa cresceu, chegando ao final de sua segunda temporada (2011) com um editor de vídeo contratado: Anderson Gaveta, da Gaveta Filmes.

Jovem NerdIdade Média – Entre as atrações mais interessantes que eu vi nos NerdOffices estiveram: a viagem que os nerds fizeram, com Eduardo Spohr e amigos, para a Europa, passando por diversas cidades fora do circuito tradicional de grandes cidades e capitais. Destaque para castelos medievais conservados, com suas masmorras e penhascos, e pelo passeio em Toledo, na Espanha, de onde Azaghal trouxe uma linda espada medieval legítima.

Vida extraterrestre – Outra coisa muito interessante foi, numa das muitas vezes que a Nasa anunciou que se descobriu “um planeta com possibilidade de vida fora da Terra”, o NerdOffice tentou demonstrar o tempo que levaria, hoje, para chegarmos ao tal planeta e verificarmos isso com nossos próprios olhos. Simplesmente impraticável, pra dizer o mínimo.

A Caneta Chaos – A terceira, e talvez mais surpreendente foi a história da caneta Chaos. Algum tempo antes daquele NerdOffice, o Jovem Nerd gravou um NerdCast (podcast, do qual falarei mais adiante) com o escritor Paulo Coelho. No meio da conversa, o Mago comentou conhecer pessoalmente Sylvester Stallone. Diante da reação histérica da dupla, Coelho decidiu ligar para o ator americano. Ao vivo ele não conseguiu, mas mais tarde, numa ligação gravada (e apresentada em NerdOffice posterior), Stallone diz, a pedido de Paulo Coelho, “Hello, Jovem Nerd”.

Caneta Montegrappa Chaos

Como todo o nerd (e eu também teria feito), os dois se emocionaram como crianças, mesmo cientes de que, nem por isso, o Rambo,o Rocky ou mesmo o Falcão teria agora a mínima ideia de quem eram eles.

Mais um tempo depois, Paulo Coelho leu uma notícia que dizia que a fábrica italiana de canetas Montegrappa lançara uma edição especial, limitada, de uma caneta desenhada por Sylvester Stallone. Isso, nas palavras de Azaghal, “ligou o alarme Sylvester Stallone – Jovem Nerd, no Paulo Coelho”. O Mago consegui uma das canetas e as enviou para os Nerds, com a condição de que eles não ficassem com ela, mas repassassem a um de seus fãs.

Paulo Coelho, Jovem Nerd e Sylvester Stallone
Paulo Coelho, Jovem Nerd e Sylvester Stallone

Azaghal ficara enlouquecido pelo objeto e a promoção consistiu em responder à pergunta: “Por que eu mereço a caneta Chaos mais que o Azaghal?”. Eu participei, obviamente, e não ganhei, mais obviamente ainda…

Você está ouvindo… NerdCast… no Jovem Nerd – Mais ou menos na época da promoção da caneta Chaos eu comecei a ouvir mais atentamente ao NerdCast. Também semanal, mas bem mais antigo que o NerdOffice, o podcast do Jovem Nerd traz cada semana um assunto diferente, discutido pela dupla e alguns amigos que se revezam. Quase sempre tem um profundo conhecedor do assunto tratado, alguns bons fãs do tema, e a maioria que não faz a menor ideia de onde está.

NerdCast

Mesmo assim , o programa, que costuma ter cerca de uma hora de duração, é sempre muito interessante. Entre os mais de 300 assuntos já debatidos estão: De Volta para o Futuro, Beatles, Tin Tin, Evolução (a teoria científica), RPG, Chaves, Blogueiros, etc.

A Nerdstore – Além do NerdOffice e do NerdCast, existe também a NerdStore, que é, como o nome diz, a loja do Jovem Nerd. Lá eles vendem diversas camisetas e canecas exclusivas entre outros produtos. Desde o início eu queria comprar algo lá, mas algo que não fosse “comprar por comprar”. A paciência valeu a pena: no fim de 2011 foi lançada a camiseta BTTF Blueprint. Cheia de referências ao meu filme favorito, fui obrigado a adquiri-la!!

NerdStore

Valeu a pena! E vale ressaltar que todo o processo de estoque, embalamento, envio e monitoramento é feito pela própria “turma” do Jovem Nerd, dentro da “sede da empresa”.


PBHa
Mais dicas literárias
– Em seguida, a terceira dica literária do NerdOffice que eu segui. “Protocolo Bluehand – Alienígenas”. O livro, escrito por Eduardo Spohr, Jovem Nerd e Azaghal, é simplesmente um guia para sobreviver a um ataque alienígena. Nada do que está ali, entretanto, foi inventado por eles. São teorias e registros de supostas aparições e abduções extraterrestres registradas pelo mundo ao longo do tempo. É uma boa leitura, e agora eu estou preparado! Pode vir, kriptoniano!

A última – até agora – dica literária do NerdOffice que eu segui foi o livro chamado “O Forte”, de Bernard Cornwell. Conta a história real de uma batalha da Guerra da Independência dos Estados Unidos, no fim do século XVIII.  É um dos poucos livros de não-ficção do autor, e que terminam em si. Cornwell tem outras obras, geralmente trilogias, focadas mais na Idade Média.

É isso. Acho que minha tentativa de explicar o que é o Jovem Nerd ficou… interessante. Tem muito mais, outras áreas, outras histórias, outros participantes dos NerdCasts que meceriam ser citados. Mas aí vira um dossiê, e não um texto de fã.

É um blog (ou, depois da atualização, seria um site?) muito bom, com humor inteligente e muita cultura. Diferente de outros blogs, que nem por isso deixam de ser bons no que se propõe, o humor não é “gratuito”, e a meta é divertir, mas com conteúdo. Tipo assim… como eu poderia ilustrar… tipo… tipo… o Impressão Digital 2! O meu blog!

“Aham, Fábio… senta lá….”

 

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Vale a pena ver… de novo???

24/04/2009

Alguém aí está acompanhando a nova novela das 7? Caras e bocas. É, como todas as novelas do horário, um enredo babaquinha com ganchos esdrúxulos como o pai que foi sem nunca ter sido, o macaco-pintor e as alpinistas sociais.

Essa novela é uma versão romântica e lúdica de uma novela que está passando no Brasil desde a chegada de Cabral, que está no ar desde que Santos Dummont inventou o avião, e que é ambientada em Brasília desde 21 de abril de 1960.

Caras-de-pau e Bocas-na-botija

A história é parecida. Essa fala de um monte de babacas que afirmam que são (honestos) sem nunca terem sido e, feito macacos, pintam e bordam nas costas do povo. Enquanto estes babacas ficam cada vez mais ricos, os coadjuvantes (que se multiplicaram exponencialmente ao longo do enredo) se descobrem cada vez mais cegos. Cegos, aliás, como a personagem que, na novela global, propõe um debate de inclusão social muito positivo. Seria essa metáfora proposital?

Nos capítulos mais recentes: mensalão, dólares na cueca, grampos da Abin, sanguessugas, moeda verde, cartões corporativos, satiagraha e, é claro, a farra das passagens aéreas. Tá desatualizado? Calma.. pelo jeito essa novela tá longe do fim, e a maior parte do enredo já não tem nenhuma importância…

Falemos, pois, do capítulo mais recente: a farra das passagens. De repente, ninguém sabe bem como, se “descobriu” que os nobres congressistas se esbaldam distribuindo passagens aéreas para familiares, conhecidos e (ora, por que não?) celebridades.

Ocorre que a cota de passagens a que cada um tem direito, prevista na noma do Congresso Nacional é pessoal e transferível, certo? Afinal, se a mesma norma se omite sobre como não se pode usar a tal cota, então vale tudo, certo? Hehe.. só pra variar, errado…

Primeiro ponto: a cota é impessoal. Ou seja, não é da pessoa do congressista, mas da pessoa enquanto congressista. Se por acaso o bom senso e o respeito aos eleitores e ao dinheiro público não for suficiente para o semancol, é só lembrar do famoso princípio da moralidade administrativa.

Diz o artigo 37 da Constituição Federal: A administração pública (…) de qualquer dos Poderes da União (…) obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Segundo este princípio, todos os servidores públicos (do presidente da República ao faxineiro de uma prefeitura de interior) devem primar pelo uso racional e específico do patrimônio público ou do que dele derivar.

Segundo: obviamente, é intransferível. Nós elegemos uma única pessoa para nos representar e ter direito às – ainda por cima muitas vezes questionáveis – benesses do cargo, e não toda a sua família ou a Adriane Galisteu.

Nessa vale até generalizar: Tanto o presidente do Congresso Nacional e líder governista Michel Temer (PMDB-SP) quanto o corregedor-geral da Câmara e líder oposicionista ACM Neto (DEM-BA) admitiram ter feito “mau uso” da tal cota de passagens. Ou seja: não escapa ninguém!! (infelizmente, nem nós…).

Alguém lembra da época em que o ex-presidente Itamar Franco queria ressucitar o Fusca? Diziam, as más e espirituosas línguas que o então presidente queria “ressucitar o Fusca por que não sabia dirigir Brasília”. Pois é…

Pensando bem… este escândalo das passagens aéreas foi um ás do autor dessa grande novela, apenas talvez mal explorado. Afinal, existia – com o perdão do trocadilho – uma enorme pista sobre este desfecho desde abril de 1960. Todo mundo lembra que Brasília foi uma cidade pré-desenhada, certo?

Eu imagino que, na idéia (nada) original, o último capítulo seria assim:

Estourado o escândalo, o povo inerte se revolta silenciosamente, com aquele clima de “não vai mudar mesmo…”. Enquanto isso, a cena final começa dentro da Câmara enquanto os nobres congressistas (os tais babacas) iniciam mais uma votação de prioridade incerta e intenções não-sabidas. Baixa o som e a imagem começa a se afastar do plenário, saindo da janela da Câmara e subindo. É noite, e Brasília está iluminada.

A câmera continua seu movimento “pra trás”, se afastando cada vez mais. No final, vê-se a cidade da janela de um avião.. e qual não é a surpresa quando se tem a visão completa da cidade…

Ué.. queria que tivesse formato de quê? De um ônibus?

FIM
(Ou ao menos, deveria ser…)

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… é pra ESSAS coisas?!?!?

21/03/2009

Amigos.

Acho que é uma das coisas mais simples, mais importantes e mais difíceis de explicar na vida. São indispensáveis, sem dúvida. Como se diz, é a família que a gente escolhe..

De um amigo de verdade você aceita elogios, críticas, discordâncias, questionamentos e até mesmo acusações, com ou sem fundamento. Afinal, se ele estiver certo, está no papel dele. Se ele não estiver, também está no papel dele…

Existem brincadeiras que exigem um certo – e incerto – grau de amizade para serem feitas. Tem coisas que entre dois amigos marcariam para sempre uma sólida amizade, mas entre conhecidos ou estranhos podem acabar em caso de polícia…

Um exemplo disso é a “Prank war” (guerra de pegadinhas, em tradução livre) entre Amir e Streeter. Os leitores costumazes (e antigos) do blog vão lembrar do Amir dos vídeos da Vimeo. O Streeter, apesar de não aparecer naqueles vídeos, é da mesma turma…

Pois bem. Nessa “guerra de pegadinhas”, pelo menos dois episódios ilustram bem a força de uma amizade.

No primeiro, Amir descobre que Streeter vai assistir um jogo do New York Yankees com a namorada. E o que ele faz? Aproveitando que, nos intervalos do jogo, o telão do estádio exibe recados dos torcedores, ele manda um recado para a namorada do Streeter. Bem… mais do que um recado, um pedido de casamento!! O detalhe é que ele (o Streeter) não sabe que vai pedir…

Sacanagem pouca é bobagem…

Pois eis que o troco vem meses depois. A situação é quase a inversa. Amir vai a um jogo de basquete universitário, e Streeter, combinando com a organização do jogo, faz com que Amir seja “sorteado” para, no intervalo, tentar um arremesso valendo US$ 500 mil. Detalhe: o arremesso é do meio da quadra e Amir estará vendado.

Enquanto Amir está assinando os papéis para fazer a tentativa, Streeter vai até a quadra e pede para o público vibrar independente do resultado do arremesso. Vejam o resultado…

Com amigos como esses, quem precisa de inimigos? São brincadeiras muito engraçadas para quem assiste, mas não deve ser a melhor experiência para quem vive, hehehe.. tem que ser MUITO amigo…

Eu, felizmente, tenho amigos com quem eu acredito que poderia fazer este tipo de brincadeira.. mas, sei lá, prefiro não arriscar, sabe como é…

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Racha-cuca: o que é um trilhão?

14/03/2009
Enquete ID:

Tem certas coisas sobre as quais a gente lê e, de certa forma, convive diariamente mas que, na verdade, não sabe mensurar o tamanho que têm.

Um trilhão de dólares. É muito dinheiro? Não, não é muito dinheiro.

É MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO dinheiro…

Lendo o blog da Lurdete eu vi que um grupo de economistas desocupados tentou demonstrar, de forma virtual e proporcional, quanto seria um trilhão de dólares.

O texto do blog está meio confuso, mas eu entendi assim:

Primeiro: Tudo em notas de 100 dólares (US$ 100). Você já viu uma nota de 100 dólares? Eu já, até mais de uma vez. Me recordo quando fui – sozinho!! – pra Disney em 1993, tinha 12 dessas verdinhas na mão!! Nunca antes , nem depois, tive tanto dinheiro vivo assim, na mão.

Segundo passo: Agora, façamos pilhas de 100 dessas notas. Cada pilha dessas valerá exatos US$ 10 mil, certo? Dez mil dólares, não esqueça para não perder o raciocínio… Se quiser, vai anotando e pega uma calculadora…

Ok. Empilhemos agora dois desses grupos de US$ 10 mil, para organizar a baderna. Ok? Certo.. temos, então, US$ 20 mil empilhados em 200 notas de 100 dólares. Já é mais dinheiro do que eu jamais tive na vida, mas ainda estamos longe…

Agora façamos 5 mil dessas pilhas de US$ 20 mil. Vamos colocar elas lado-a-lado de forma a fazer, por exemplo, um retângulo de 50 x 100.

Ou seja. Nós temos agora 50 pilhas de US$ 20 mil dólares em notas de US$ 100 lado-a-lado, sendo que esta fileira se repete 100 vezes, sempre paralelamente. Deu pra entender?

Ok. Cinco mil vezes US$ 20 mil são US$ 100 milhões. Cem milhões de dólares em cinco mil pilhas de US$ 20 mil. Já é mais dinheiro do que se poderia – ou se teria paciência – para contar.

Ok.. agora, nós precisamos de 10 mil destes quadrados. Ou seja, 10 mil quadrados de 50 por 100 pilhas de 200 notas de 100 dólares. Acompanhou?

Ok. Chegamos a um trilhão de dólares (US$ 1.000.000.000.000,00). Consegue visualizar? Nem eu…

Em todo o caso, tentemos ilustrar…

1) Em centímetros. A circunferência da Terra, pelo Equador, tem aproximadamente 42 mil metros. Em centímetros, seriam 4.200.000 (quatro milhões e duzentos mil centímetros). Isto significa dizer que, em 1 trilhão de centímetros seria possível se dar 238.095,25 (duzentas e trinta e oito mil e noventa e cinco vírgula vinte e cinco), voltas na Terra. Ou seja, partindo da longitude de Porto Alegre seria possível dar 238.095 voltas e dar um pulo na Europa… básico, né?

Da Terra à Lua: Neste caso, são aproximadamente 380.000 (trezentos e oitenta mil) quilômetros, ou seja, 380.000.000 (trezentos e oitenta milhões) de metros, ou ainda 38.000.000.000 (trinta e oito bilhões) de centímetros. Logo, em um trilhão de centímetros, poderíamos ir à Lua 26 vezes!!! “Ah tá.. só 26…”

2) Em segundos. Essa é mais difícil. Um minuto tem 60 segundos. Uma hora tem 3.600 segundos. Um dia tem 86.400 segundos. Em um mês de 30 dias terão passado incontáveis 2.592.000 (dois milhões e quinhentos e noventa e dois mil) segundos. Um ano normal tem 365 dias, que equivalem a 31.536.000 (trinta e um milhões, quinhentos e trinta e seis mil) segundos.

Ou seja, um trilhão de segundos serão aproximadamente 31.710 (trinta e um mil, setecentos e dez) anos. Nós vivemos 100 e não aguentamos mais.. Jesus Cristo, que é o ponto de partida para a contagem dos anos no ocidente, morreu há pouco menos de 2 mil anos, ou seja, 63.355.824 (sessenta e três mlhões, trezentos e cinquenta e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro) segundos.

Para se ter uma idéia. acredita-se que a escrita (que possibilitou coisas fundamentais como este blog) foi inventada há 3.400 anos. Antes ainda, acredita-se que o homem de Neandertal (um dos possíveis antecessores do homo sapiens sapiens, ou seja, nós) foi extinto há 29 mil anos. Ou seja, se o último homem de neandertal começasse a contar os segundos sem parar, ele provavelmente estaria terminando agora, em algum momento próximo ou dentro do século XXI da era Cristã… e poderia até reclamar uma vaguinha no Guiness antes de morrer, acho que conseguiria (e não só pela contagem…).

Este texto aqui, por exemplo, até o ponto final desta frase tem exatos 4.258 (quatro mil duzentos e cinqüenta e oito) caracteres. (Pode contar, hehehe.. eu já me dei ao trabalho).

Isso significa dizer que, para escrever um trilhão de caracteres, eu precisaria de 234.852.043 (duzentos e trinta e quatro milhões, oitocentos e cinquenta e dois mil e quarenta e três) textos iguais a esse.. Se levar em conta que este é o 240° texto do blog, sabe quando eu vou escrever isso tudo?

N-A-O-til: Nunca!!

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Pausa pra falar de futebol…

04/03/2009

Há muito tempo eu não falo de futebol aqui. Acho que atualmente foge um pouco do tema, além de ultimamente não ter nada pra falar. Bom, não tinha….

Eu poucas vezes me irritei tanto com um treinador como com o senhor “Celso Juarez Roth”. Ano passado, no “auge”, eu dizia: “Só espero que não acordem o Roth…”

Acordaram… e deu no que deu. Se analisar por qualquer lado, o Grêmio tinha que se esforçar MUITO pra perder o título nacional, e ainda precisaria contar com a competência (ou sorte) absoluta do São Paulo. Bom.. (in)felizmente o “esforço” foi recompensado…

É claro que vão dizer que eu sou o profeta do acontecido já que o cidadão tá pra cair. Mas eu posso dizer que, nessa última passagem pelo tricolor, em nenhum momento apoiei ele. Nenhum.

Vamos lá! Fica o meu protesto através dos 50 “Celso Roth Facts”:

1. Celso Roth joga par ou ímpar com o espelho e perde. PEDINDO PAR!

2. O novo PES 2010 terá um novo modo: Very Hard, Hard, Medium, Easy, Very Easy, Amateur e Celso Roth Mode

3. Os criadores de PES e Winning Eleven não colocam técnicos nos jogos porque teriam que fazer Celso Roth, e o atributo “mentality” só vai até o 1

4. O maior feito na carreira de um jogador de futebol não é fazer 1000 gols. É ganhar um título com o Celso Roth no comando do time

5. Se Celso Roth ainda não fez merda, é porque ele ainda não definiu a escalação

6. Celso Roth não ganha a partida nem quando o outro time está com 6 jogadores em campo

7. Roth jogou roleta russa com um revólver completamente descarregado e perdeu

8. Se o Roth tem 1000 reais na carteira e você tem 5 reais, você tem mais dinheiro que o Roth

9. Roth perdeu o “Chuck Norris game”

10. Celso Roth perde mesmo quando faz Royal Flush

11. Roth jogou jogo da velha consigo mesmo e perdeu

12. Em Shrek, o papel do burro caberia inicialmente ao Celso Roth. Mas o IBAMA protestou, alegando que era uma ofensa aos burros.

13. Celso Roth tem QI negativo

14. Os jedis podem controlar a mente de Celso Roth

15. Se você acertar em algo um dia, fique tranqüilo, você obviamente não é Celso Roth

16. Celso Roth perdeu a virgindade depois do filho

17. Se você procurar no google por “Celso Roth ganha um título”, nenhum resultado será encontrado, por motivos óbvios.

18. Celso Roth leva 90 minutos pra passar uma hora

19. A famosa frase de Einstein “Apenas uma coisa eu tenho certeza que é ilimitada: a ignorância humana” foi dita depois que ele conheceu Celso Roth

20. Roth perdeu para ele próprio jogando Football Manager

21. Celso Roth faz uma cebola chorar

22. Deus ora para que Celso Roth fique inteligente.

23. Celso Roth foi reprovado num vestibular onde apenas ele participou.

24. Dizem que a ilha de “Lost” na verdade é o cérebro de Celso Roth

25. Quando Celso Roth nasceu, o doutor em vez de dar um tapa nele, deu no pai dele 

26. Quando Saddam Hussein estava para ser morto ele poderia escolher entre ser enforcado ou ver Celso Roth treinando seu time. Ele preferiu a primeira opção.

27. Roth não é politicamente correto. Ele nunca está correto. NUNCA

28. Nos tempos de ditadura no Brasil as pessoas escolhiam se preferiam ser afogadas e levar choque, ou ver Celso Roth treinando o seu time.

29. Celso Roth já teve outras carreiras além de treinador. Em 1929, ele trabalhava na Bolsa de Valores.

30. Quando Celso Roth lê um livro, o livro fica burro

31. Para cada burrice cometida no mundo, Celso Roth comete mais oito

32. O diabo criou o inferno porque não suportava mais o Celso Roth

33. Conte até dez… Esse é o tempo que Roth demora pra fazer merda. 42 vezes.

34. O tamagochi do Celso Roth já veio morto.

35. Quando pensou que estava errado, Celso Roth acertou pela primeira vez na vida.

36. Outras carreiras de Celso Roth? Ele já dirigiu um barco chamado Titanic, e recentemente pensou em mudar de profissão, ao tentar ser piloto de avião da TAM

37. Celso Roth inventou a palavra “burrice”

38. Mandar o Roth pro inferno não adianta nada, muito pelo contrário, pois você compra uma briga feia com o diabo.

39. Na bandeira do Brasil, as bolinhas vermelhas significam o número de vezes que Celso Roth ganhou um título

40. Celso Roth só possui membros inferiores, afinal, ele nunca é superior em nada

41. Sorte de hoje: Você não é Celso Roth

42. Se parece com galinha, cheira como galinha e tem gosto de galinha, Celso Roth diz que é um bife

43. Celso Roth não tem reflexo no espelho. O reflexo tem vergonha de aparecer

44. O cúmulo da burrice não é Celso Roth. E sim contratar ele para o seu time

45. O teclado de Celso Roth não tem a tecla “Ctrl”. Ele nunca está no controle!

46. Como disse o presidente americano Roosevelt: “Não temos nada a temer a não ser o próprio medo. E Celso Roth treinar o nosso time.” 

47. O estádio dos Aflitos tem esse nome desde que Celso Roth decidiu treinar o Náutico

48. Dunga decidiu ser treinador quando Celso Roth disse que ele tinha potencial

49. Quando Celso Roth fuma maconha, o baseado fica doidão

50. Jogando Counter Strike, Celso Roth morreu com um Flash Bang.

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Balançando no carnaval

19/02/2009

Quem me conhece sabe que eu não sou muito de carnaval. Gosto de festa, adoro dançar mas, ficar a noite inteira pulando não é comigo. Não sou “contra-cultura” nem nada, apenas não é o meu estilo…

Sem contar que as músicas predominantes – axé, pagode, forró e derivados – não fazem MESMO a minha cabeça…

E o que dizer dos hits? Cada ano tem uma “melhor música de todos os tempos da última semana” (como diriam os Titãs). E as bandas, que aparecem e, felizmente, desaparecem do nada? Bom.. e o que dizer das que não desaparecem? Meu Deus…

Contudo, entretanto, porém, todavia… nesse ano de 2009 uma péssima notícia quase estraga a festa de todo mundo. Um dos maiores sambistas desse país esteve desaparecido mas, felizmente voltou para… como não… alegrar o nosso carnaval. O hit do carnaval 2009 tá aí e tá na boca do povo (bom, talvez não na boca, ou ainda não, sei lá….).

Créditos para Antonio Tabet (Kibe Loco) e para o
meu amigo Rodrigo Fernandes (Jacaré Banguela)

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Curióóó-sidades!!

06/02/2009

Bom.. mais um desafio proposto por amigos da blogosfera.

Contar 5 segredos ou curiosidades sobre mim. Bom, segredos “diz-se a quem tem“, e curiosidades.. bom, acho que tenho algumas… vamos ver:

1) Meu nome é Fábio Daniel. O pessoal do colégio, faculdade e trabalho, me conhece por “Fábio”, e o pessoal de casa, família e amigos “gerais”, por Daniel. Tem várias histórias sobre as confusões que isso causou… hehehe..

2) Histórias de assalto? Tenho várias.. Numa delas, o cara estava me assaltando pela segunda vez. Eu o reconheci.. até por que era o mesmo lugar aqui perto de casa.. mas o surpreendente foi o cara, que disse: “Não foi tu que me emprestou uma grana mês passado?”…

3) Imagina a cena: tô eu lá.. alguns bons anos atrás… esperando a minha mãe ou o meu pai me buscar, de carro, em algum lugar. Quando o carro chega eu não tenho dúvida, abro a porta e entro. Só que, quando eu termino de dizer “oi pai..” reparo que não conheço a pessoa que tá dirigindo… e saio, sem saber onde meter a cara, óbvio… Imaginou? Ok.. agora imagina isso umas 4 vezes… só conheço uma pessoa no mundo que FIZ isso…

4) Trocadalhos do carilho. Meu.. sério.. acho que isso é vício.. Eu faço trocadilhos – inteligentes ou completamente bestas – com TUDO, 24 horas por dia. Às vezes nem eu sei de onde vem, mas quando eu vi.. já foi. Tem dias que me sinto uma mala, ok, mas eu me divirto, hahahaha…. E acho que, no fim, agilidade de raciocínio é inteligência (misturada com uma boa dose de falta do que fazer, ok, hehehe).

5) Escrever. Pra quem não sabe, é a coisa que eu mais gosto de fazer na vida. Antes – ou mais – do que ser jornalista ou qualquer coisa, escrever. Tenho vários contos, zilhares de crônicas, algumas poesias, outros tantos textos e até um romance em eterno desenvolvimento. Eu acho que me expresso muito bem escrevendo, ao mesmo tempo em que, pra mim, isso parece bastante natural… Se eu tivesse que dizer um talento que tenho seria esse: escrever!

Hmmm.. foram 5… tá bom ou querem mais?

(Ah sim.. antes que eu me esqueça.. tenho que escolher a vítima.. huahuahuahua)

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O melhor de George Carlin

18/12/2008

Humor é uma coisa muito difícil de fazer. Tem gente que diz que eu tenho dom pra isso, mas na verdade eu sou só brincalhão. Faço piadas com tudo, jogos de palavras, “respostas cretinas para perguntas imbecis” e tal.. mas, na verdade, é tudo fórmula.. O que me ajuda muito é que eu tenho um “timing” bom pra piada..

Mas profissionalmente, é muito difícil. Quer dizer, quem não quer passar por idiota, retardado ou débil mental com humores do tipo “Zorra Total” (desculpe-me quem gosta, mas eu acho popularesco) acaba tendo que ser muito criativo e isso nem sempre dá certo.

Jacaré Banguela
Um dos blogs que eu mais acompanho é o Jacaré Banguela. Eu até já entrevistei os criadores e hoje me dou bem com ambos (um deles é o Fred, que saiu e hoje produz o Quem matou a tangerina?. O outro é o Rodrigo Fernandes, que mantém a ótima qualidade do site como se isso fosse fácil ). Até já fiz algumas “participações”, ainda que indiretas, no JB… heheh…

Pois há um tempo atrás, fui apresentado, pelo Jacaré Banguela ao comediante americano George Carlin. Ele se apresenta em teatros com um show de stand-up (que no Brasil se chamaria “monólogo”). A diferença é que o humor não está no diferente, no “ridículo”, mas na ironia do comum.

É um humor inteligente e muito bom, na minha opinião. Nos 3 vídeos que eu assisti no JB – e vou reproduzir aqui – ele fala, respectivamente sobre “coisas que nos tornam iguais”, “os 10 mandamentos” e “salve o planeta”.

No primeiro ele faz uma crítica à mídia e às pessoas de um modo geral. Diz que está cansado de ser classificado por ser rico, pobre, alto, baixo, ter ou não ter. Por isso, ele diz, resolveu falar sobre “coisas que nos tornam iguais”. Detalhes bobos como quando se está subindo ou descendo uma escada e se acha que tem um degrau a mais (duvido que alguém nunca tenha passado por isso).

Quando fala dos 10 mandamentos (que, na opinião dele, não têm a mínima necessidade de serem 10, por exemplo), Carlin faz uma crítica ao excesso de regras do mundo em que se vive, ao mesmo tempo que ironiza o fato de a seguirmos sem saber muito bem o porquê.


Update!! O áudio do vídeo foi trocado por razão de
“direitos autorais”. Mas só nesse vídeo.. curioso, né?

Finalmente, o aquecimento global. Um assunto que muito se falou nos últimos anos (e menos em 2008, graças a Deus) mas sobre o qual eu tenho as minhas dúvidas. Carlin, mais uma vez, acerta em cheio ao relativizar o ponto de vista de quem “domina o mundo”. Será que somos nós? Será que seis bilhõezinhos de seres fazem tanta diferença assim num ecossistema do tamanho do mundo? Mas afinal.. por que estamos aqui? Quem nos criou? Para onde nós vamos agora? Bem… a respostade todas as perguntas, afinal, talvez seja simplesmente.. plástico!

É isso! Plástico!

Valeu, Rodrigo!

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Contos da Tangerina

13/12/2008

Salve queridos leitores…

O que vou publicar hoje não é meu, apesar de estar no rol das coisas que “eu gostaria de ter escrito”. Este texto é do meu colega blogueiro e, por que não dizer, amigo Fred Fagundes, do Quem matou a tangerina?!

Cinéfilo como eu, e fã das aventuras de Marty Mcfly, ele escreveu este pequeno conto há questão de poucas semanas. Falei com ele e estou transcrevendo aqui..

É um texto genial! Inteligente, cheio de interpretações possíveis mas que, no fim, deixa a mesma mensagem que a trilogia.. quer saber qual é? Leia-o!

E, claro.. visite o Quem matou a tangerina?

O dia em que encontrei Marty Mcfly

Aquela cafeteria não é como eu imaginava. Não há máquinas de videogame, robôs atendentes ou garrafas de Pepsi surgindo no balcão. Vejo apenas um velho Lou contando os dias para sua aposentadoria. E um cabisbaixo cliente.

Ele veste um blazer cinza esquecido no tempo. Camisa perfeitamente esticada, gravata com nó simples e sapatos pretos. Bebe café enquanto faz dobras no guardanapo e, de canto de olho, fiscaliza o preparo de suas panquecas. Sento ao seu lado e, ainda tentando conter a excitação, faço a pergunta planejada há 10 anos:

- Por que o futuro não é como você nos mostrou?

Silêncio. Um breve sorriso, um gole de café e a resposta vem com as sobrancelhas arqueadas:

- Ainda faltam alguns anos, filho. Cinco anos e 350 dias, pra ser mais exato.

Marty Mcfly parecia deprimido. As rugas e sinais do tempo eram evidentes. Reparei na falta da aliança, mas preferi não tocar no assunto. Antes de perguntar sobre o hoverboard, Marty fez o favor de puxar um assunto:

- As brigas.

- Que brigas?

- Com o Biff. Começavam todas aqui.

- É, eu lembro. Eu vi.

- Mas eu nunca lutei por ela.

Mais uma vez, silêncio. O nome “dela” era Jennifer, você deve lembrar. Ela havia o deixado. O motivo era desconhecido. Um dia Jen simplesmente decidiu partir de Hill Valley. Parecia que ela estava em Nova York trabalhando numa agência de mídias sociais, coisa do gênero.

- Eu enfrentei cowboys, índios e ursos. Andei em trem desgovernado, skates voadores e fui arrastado por cavalos. Briguei em bares, festas e no meio da rua. Levei um tiro. Pulei de um prédio. Apanhei. Apanhei muito. E tudo isso por quem? Por mim. E fui o maior egoísta de todos. Perdi minha mulher. Eu, que ironia, sou um homem sem futuro.

Comecei a desconfiar que aquilo era somente café. Os lamentos de Marty eram deprimentes. Parecia, ele, vítima de um passado recheado de fracassos e decisões equivocadas. Nem de longe lembrava o primeiro ser humano a tocar Johnny B. Goode. Com a timidez de um coadjuvante, tentei auxiliá-lo.

- Mas… Você foi ao futuro salvar o casamento. Lembra?

- Sim. Mas eu consegui? Ainda nem é 2015 e nós não estamos mais juntos. Antes não tivesse ido.

Agir. Já era hora:

- Calma lá. Essa autoflagelação é ridícula. Você viajou no tempo, fez tudo o que um adolescente queria fazer e é um dos maiores ícones pop de todos os tempos. Porra, você é o Marty Mc”fucking”Fly!

Nesse momento ele parou a xícara 10 centímetros de distância da boca. Olhava para frente, para o nada, claramente racionando o que acabara de ouvir. Voltou a xícara até o balcão sem beber o café, virou-se pra minha direção e, pela primeira vez olhando em meus olhos, questionou retoricamente:

- Eu viajei no tempo?

Claro que não precisei responder. Deixei-o seguir a teoria.

- É, eu viajei no tempo. Eu tentei mudar o presente da maneira mais preguiçosa do mundo. Não agindo dignamente e tomando decisões, mas reescrevendo o que já havia sido escrito e publicado. Eu podia errar, bastava voltar no tempo e corrigir.

- O presente.

- Hein?

- Você voltava no passado para mudar o presente. Mas você nunca mudou o futuro. Aliás, mudou o futuro indo até ele. Não no presente.

- Isso é… Como dizia mesmo o Doc? Ah, sim. Paradoxo temporal!

- Exata… Não, não é um paradoxo. É vida real. O homem não pode brincar no tempo. Porém, ele não tem somente uma chance. Ele tem sim um presente e vários futuros. Esse, depende de suas escolhas.

- O que você quer dizer?

- Quero dizer que você não pode mudar o passado. Mas pode mudar o futuro.

O terceiro e último silêncio foi mais longo. Contudo, positivo. A reação foi imediata e, quando reparei, ele já estava fora do café entrando num carro cinza. Ia, creio eu, iniciar a mudança de seu futuro. Da forma como deve ser: imediatamente.

O grande barato do futuro é justamente esse controle que temos sobre ele. O destino não é escrito de uma vez, mas aos poucos. Pausadamente e a partir, principalmente, de suas escolhas. Portanto, não espere um capacitor de fluxo. Se você quer mudar seu futuro, comece agora. O tempo não dá tréguas.

E muito menos pára.

Valeu, Fred!

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“A vida como ela é”, por Biff Tannen

13/11/2008

Às vezes, quando eu digo que sou jornalista, algumas pessoas já olham pra mim e me fazem perguntas como se eu fosse amigo de infância de todos os jornalistas do mundo e soubesse tudo o que acontece em todos os lugares e o porquê de todas as coisas. Bem.. “nem sempre” é assim…

Da mesma forma, outro dia eu estava conversando com um amigo sobre “atores de um personagem só”. Citávamos, naquele caso, o ator Hugh Laurie, que vem fazendo um papel tão marcante como o protagonista do seriado “House” que, na opinião deste meu amigo, dificilmente conseguirá outros papéis depois.

Eu particularmente acho isso meio relativo. É claro que existem dezenas de exemplos de atores que ficaram tão marcados por um personagem que, por mais talentosos que fossem, jamais atingiram o mesmo sucesso ou respeito público em outros papéis. Destes, o maior exemplo talvez seja Christopher Reeve, o eterno Superman. Existem, contudo, atores que fizeram muito sucesso em séries e que depois despontaram (ou renasceram) para o cinema. O caso mais recente que eu lembro desses é o de Kiefer “24 horas” Sutherland.

Mas existem sim os casos de atores que ficam de tal forma marcados por um personagem que nunca – ou apenas muito tempo depois – conseguem se livrar dele. Um ator que eu particularmente gosto muito mas que andava sumido desde 1989 era Thomas Wilson. Para quem não sabe, ele fez o papel dos vilões da trilogia De Volta para o Futuro. Ele era o Biff Tannen e seus parentes (Griff e Mad Dog).

O que eu descobri recentemente é que o Thomas Wilson está ativo nos EUA. Afastado do cinema desde meados dos anos 1990, ele tem feito shows pelo país com stand-up comedy. No mais recente, ele termina a apresentação brincando exatamente com a forma como as pessoas pensam que a vida de um ator de cinema é, e acaba tirando onda com o fato de ele ser eternamente lembrado pelos Tannen.

Em tempo: De Volta para o Futuro: Michael J. Fox – Marty Mcfly / Crispin Glover – George Mcfly / key grip, best boy e Produtor são pessoas da equipe do filme / Adam Sandler e Gerry Bucci não estão na trilogia. E eu sou muito favorável ao que ele diz sobre “De Volta para o Futuro IV”!!!

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