Não, este texto não é sobre fraternidades universitárias norte-americanas, nem sobre a série Porky´s dos anos 1980. É sobre o Jovem Nerd. Um site (se é que dá para resumir assim) “especializado” em cultura Nerd.
As aspas cabem neste caso pois, como ser realmente especializado em algo tão amplo quanto a cultura nerd? São tantas coisas juntas e misturadas. Entretenimento, filmes clássicos (e não necessariamente clássicos no sentido “comum”), cenas, personagens (reais e/ou ficcionais), jogos (principalmente RPGs), músicas, livros, imagens, símbolos, iconografias e até mesmo momentos históricos que seria que seria, e é impossível, alguém ser realmente especialista nisso (exceção, talvez, pelo Bluehand).
Um detalhe importante: eles não são defensores ou mesmo militantes da cultura Nerd. Não, tudo é tratado com muito sarcasmo, bom humor e ironia, sem deixar de ser sério e cheio de cultura, no sentido… cultural da palavra (tipo assim.. cultura cultural, sabe?). Cultura…
Eu conheci o Jovem Ner d em dezembro de 2010 através de um link da “Vadiagem Malemolente”, do Jacaré Banguela. Eu só fui entender mais tarde, mas o link era para a último episódio da primeira temporada do NerdOffice, o vídeocast do JN. Logo depois eles entraram em férias, e só voltaram em meados de janeiro. Eu aproveitei pra fuçar no, na época, blog. Conheci o NerdTour (e a viagem deles, com a família, para a Disney), o NerdCast e a Nerd Store. Vi outras edições do NerdOffice que, até ali era, disparada, a minha área favorita no site.

Alottoni e Deive Pazos, os criadores do Jovem Nerd
A dupla – Alexandre Ottoni e Deive Pazos. Dois amigos, que um dia começaram, meio de brincadeira, a fazer um blog sobre a cultura nerd. Deive se tornou “Azaghal”, o ácido, sarcástico e, muitas vezes, o indiferente à parte demasiadamente pop do mundo nerd, mas no fundo um cara boa gente e muito legal. Alexandre Ottoni (acredito que “Alottoni” já fosse o seu apelido por ser uma corruptela do nome dele), o Jovem Nerd, se tornou o “amigo”. Sempre sorrindo, o mais empolgado e, muitas vezes, impressionado com tudo o que rola neste mundo, digamos, meta-pop.
Com eles vieram também, a Portuguesa, esposa de Azaghal, e a Sra. Jovem Nerd, que dispensa explicações. Fazem parte da família ainda a Amanda (Dubox) e o Almôndega (André), filhos da Portuguesa.
Em janeiro de 2011, comecei a acompanhar o site diariamente. Logo na abertura do primeiro NerdOffice, o Jovem Nerd (Allotoni) diz: “Bem vindo à segunda temporada do NerdOffice! Começou o penúltimo ano da sua vida, aproveite!’
Talvez pareça um comentário meio catastrófico.. bom, e é mesmo, mas numa referência às teorias do fim do mundo este ano, 2012. Apenas um trocadilho? Uma gag? Uma pequena trollada? Não sei… mas um exemplo simples do humor nerd…
O Nerd Office – Em um dos primeiros NerdOffices que eu assisti, veio uma sugestão de leitura. “Guerra dos Tronos”, de George R.R. Martin. Um romance de fantasia sobre a luta por um reino dividido em sete (resumindo mal e porcamente, mas se quiser saber mais, leia o post abaixo ou clique aqui). Já se anunciava que seria o primeiro de uma série, cada um com pelo menos 600 páginas. Comprei o primeiro, li e gostei. A partir dali comecei a prestar atenção também às dicas do (site) Jovem Nerd.
Pouco depois, em outro NerdOffice, a dupla anunciava a publicação, pela editora Record, do livro “A Batalha do Apocalipse”, do escritor e amigo deles, Eduardo Spohr. Eu não sabia ainda, mas na verdade era uma segunda publicação da obra. Em 2009, eles próprios haviam editado o livro, chegando a criar a Nerd Books apenas para isto.
A temática do livro traz a guerra entre os anjos do céu e do inferno. Gabriel, Lúcifer, Deus (que, na obra, ainda dorme no sétimo dia da criação) e muitos outros anjos, arcanjos, querubins entre diversas divindades. Novamente me interessei, comprei e li.
Agora sou fã do texto e do estilo de Spohr, que ainda lançou depois ‘Filhos do Éden’, que se passa dentro do mesmo universo, mas com outros personagens e outro contexto. Este eu tenho, mas ainda não li.
NerdOffice também é cultura – Nem só de dicas literárias vive o “vlog” semanal do Jovem Nerd. Cultura Nerd é sempre o prato principal. Criado com a intenção de debater os fatos nerds da última semana, o programa cresceu, chegando ao final de sua segunda temporada (2011) com um editor de vídeo contratado: Anderson Gaveta, da Gaveta Filmes.
Idade Média – Entre as atrações mais interessantes que eu vi nos NerdOffices estiveram: a viagem que os nerds fizeram, com Eduardo Spohr e amigos, para a Europa, passando por diversas cidades fora do circuito tradicional de grandes cidades e capitais. Destaque para castelos medievais conservados, com suas masmorras e penhascos, e pelo passeio em Toledo, na Espanha, de onde Azaghal trouxe uma linda espada medieval legítima.
Vida extraterrestre – Outra coisa muito interessante foi, numa das muitas vezes que a Nasa anunciou que se descobriu “um planeta com possibilidade de vida fora da Terra”, o NerdOffice tentou demonstrar o tempo que levaria, hoje, para chegarmos ao tal planeta e verificarmos isso com nossos próprios olhos. Simplesmente impraticável, pra dizer o mínimo.
A Caneta Chaos – A terceira, e talvez mais surpreendente foi a história da caneta Chaos. Algum tempo antes daquele NerdOffice, o Jovem Nerd gravou um NerdCast (podcast, do qual falarei mais adiante) com o escritor Paulo Coelho. No meio da conversa, o Mago comentou conhecer pessoalmente Sylvester Stallone. Diante da reação histérica da dupla, Coelho decidiu ligar para o ator americano. Ao vivo ele não conseguiu, mas mais tarde, numa ligação gravada (e apresentada em NerdOffice posterior), Stallone diz, a pedido de Paulo Coelho, “Hello, Jovem Nerd”.
Como todo o nerd (e eu também teria feito), os dois se emocionaram como crianças, mesmo cientes de que, nem por isso, o Rambo,o Rocky ou mesmo o Falcão teria agora a mínima ideia de quem eram eles.
Mais um tempo depois, Paulo Coelho leu uma notícia que dizia que a fábrica italiana de canetas Montegrappa lançara uma edição especial, limitada, de uma caneta desenhada por Sylvester Stallone. Isso, nas palavras de Azaghal, “ligou o alarme Sylvester Stallone – Jovem Nerd, no Paulo Coelho”. O Mago consegui uma das canetas e as enviou para os Nerds, com a condição de que eles não ficassem com ela, mas repassassem a um de seus fãs.

Paulo Coelho, Jovem Nerd e Sylvester Stallone
Azaghal ficara enlouquecido pelo objeto e a promoção consistiu em responder à pergunta: “Por que eu mereço a caneta Chaos mais que o Azaghal?”. Eu participei, obviamente, e não ganhei, mais obviamente ainda…
Você está ouvindo… NerdCast… no Jovem Nerd – Mais ou menos na época da promoção da caneta Chaos eu comecei a ouvir mais atentamente ao NerdCast. Também semanal, mas bem mais antigo que o NerdOffice, o podcast do Jovem Nerd traz cada semana um assunto diferente, discutido pela dupla e alguns amigos que se revezam. Quase sempre tem um profundo conhecedor do assunto tratado, alguns bons fãs do tema, e a maioria que não faz a menor ideia de onde está.
Mesmo assim , o programa, que costuma ter cerca de uma hora de duração, é sempre muito interessante. Entre os mais de 300 assuntos já debatidos estão: De Volta para o Futuro, Beatles, Tin Tin, Evolução (a teoria científica), RPG, Chaves, Blogueiros, etc.
A Nerdstore – Além do NerdOffice e do NerdCast, existe também a NerdStore, que é, como o nome diz, a loja do Jovem Nerd. Lá eles vendem diversas camisetas e canecas exclusivas entre outros produtos. Desde o início eu queria comprar algo lá, mas algo que não fosse “comprar por comprar”. A paciência valeu a pena: no fim de 2011 foi lançada a camiseta BTTF Blueprint. Cheia de referências ao meu filme favorito, fui obrigado a adquiri-la!!
Valeu a pena! E vale ressaltar que todo o processo de estoque, embalamento, envio e monitoramento é feito pela própria “turma” do Jovem Nerd, dentro da “sede da empresa”.
Mais dicas literárias – Em seguida, a terceira dica literária do NerdOffice que eu segui. “Protocolo Bluehand – Alienígenas”. O livro, escrito por Eduardo Spohr, Jovem Nerd e Azaghal, é simplesmente um guia para sobreviver a um ataque alienígena. Nada do que está ali, entretanto, foi inventado por eles. São teorias e registros de supostas aparições e abduções extraterrestres registradas pelo mundo ao longo do tempo. É uma boa leitura, e agora eu estou preparado! Pode vir, kriptoniano!
A última – até agora – dica literária do NerdOffice que eu segui foi o livro chamado “O Forte”, de Bernard Cornwell. Conta a história real de uma batalha da Guerra da Independência dos Estados Unidos, no fim do século XVIII. É um dos poucos livros de não-ficção do autor, e que terminam em si. Cornwell tem outras obras, geralmente trilogias, focadas mais na Idade Média.
É isso. Acho que minha tentativa de explicar o que é o Jovem Nerd ficou… interessante. Tem muito mais, outras áreas, outras histórias, outros participantes dos NerdCasts que meceriam ser citados. Mas aí vira um dossiê, e não um texto de fã.
É um blog (ou, depois da atualização, seria um site?) muito bom, com humor inteligente e muita cultura. Diferente de outros blogs, que nem por isso deixam de ser bons no que se propõe, o humor não é “gratuito”, e a meta é divertir, mas com conteúdo. Tipo assim… como eu poderia ilustrar… tipo… tipo… o Impressão Digital 2! O meu blog!
“Aham, Fábio… senta lá….”




Alguém aí está acompanhando a nova novela das 7? Caras e bocas. É, como todas as novelas do horário, um enredo babaquinha com ganchos esdrúxulos como o pai que foi sem nunca ter sido, o macaco-pintor e as alpinistas sociais.
Se por acaso o bom senso e o respeito aos eleitores e ao dinheiro público não for suficiente para o semancol, é só lembrar do famoso princípio da moralidade administrativa.
Alguém lembra da época em que o ex-presidente Itamar Franco queria ressucitar o Fusca? Diziam, as más e espirituosas línguas que o então presidente queria “ressucitar o Fusca por que não sabia dirigir Brasília”. Pois é…
Ué.. queria que tivesse formato de quê? De um ônibus?
Primeiro: Tudo em notas de 100 dólares (US$ 100). Você já viu uma nota de 100 dólares? Eu já, até mais de uma vez. Me recordo quando fui – sozinho!! – pra Disney em 1993, tinha 12 dessas verdinhas na mão!! Nunca antes , nem depois, tive tanto dinheiro vivo assim, na mão.
Ou seja, partindo da longitude de Porto Alegre seria possível dar 238.095 voltas e dar um pulo na Europa… básico, né?
Ou seja, um trilhão de segundos serão aproximadamente 31.710 (trinta e um mil, setecentos e dez) anos. Nós vivemos 100 e não aguentamos mais.. Jesus Cristo, que é o ponto de partida para a contagem dos anos no ocidente, morreu há pouco menos de 2 mil anos, ou seja, 63.355.824 (sessenta e três mlhões, trezentos e cinquenta e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro) segundos.
Há muito tempo eu não falo de futebol aqui. Acho que atualmente foge um pouco do tema, além de ultimamente não ter nada pra falar. Bom, não tinha….
Vamos lá! Fica o meu protesto através dos 50 “Celso Roth Facts”:

Bom.. mais um desafio proposto por 

Comecei a desconfiar que aquilo era somente café. Os lamentos de Marty eram deprimentes. Parecia, ele, vítima de um passado recheado de fracassos e decisões equivocadas. Nem de longe lembrava o primeiro ser humano a tocar Johnny B. Goode. Com a timidez de um coadjuvante, tentei auxiliá-lo.



