Arquivo da categoria ‘Curiosidades’

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Na hora do reclame

12/05/2012

Campanhas publicitárias que eternizaram
personagens, produtos e manias brasileiras

Que a publicidade brasileira é uma das melhores do mundo, ninguém mais duvida. A inteligência dos nossos publicitários é reconhecida nos quatro cantos do globo, e não é difícil lembrarmos, em poucos minutos, de muitas campanhas publicitárias que marcaram gerações de consumidores, criaram bordões que se tornaram populares e sobreviveram mesmo ao fim ou ao desaparecimento das marcas que anunciavam.

Impressão Digital 2“Isso não é uma Brastemp”, inesquecível slogan criado pela Agência Talent para a campanha que durante os anos 90 ajudou a firmar uma marca de geladeiras (e mais tarde toda a linha de eletrodomésticos) acabou se tornando uma expressão popular para designar tudo aquilo que não fosse “tão bom assim”, ou que poderia ser melhor.
“Bonita camisa, Fernandinho”, campanha da US TOP exibida durante grande parte dos anos 80, além de aumentar as vendas da marca – pertencente à Alpargatas – em 30% no primeiro ano de veiculação, criou um “bordão” popular.Impressão Digital 2 A expressão acabou se tornando uma forma de elogio geral, seja ao modo de vestir, ao comportamento ou mesmo a alguma atitude de alguém.

Mas existem campanhas que marcam, não pelos slogans que criam, mas por se tornarem assunto em conversas por todo o país, além de, algumas vezes, movimentar milhões de reais em “trocas” de produtos por brindes ou coisas deste tipo. Uma das mais marcantes campanhas do gênero – e cujo sucesso surpreendeu os próprios proprietários da marca – foi a dos “bichinhos Parmalat”. A peça, que na verdade se chamava “Mamíferos”, mostrava crianças vestidas como animais (leão, gambá, gato, elefante, cachorro, vaca, etc.) cantando o jingle da campanha e, obviamente, incentivando o consumo do produto.

Nove Comunicação

Entretanto, o que realmente marcou a campanha foi a coleção dos “bichinhos”, que poderiam ser conseguidos levando embalagens usadas de produtos da marca a postos de troca espalhados por todo o país. Este “escambo” superou as expectativas da própria companhia, que teve que providenciar mais bonecos do que planejado. Esta campanha serviu para firmar, na época, a Parmalat no mercado nacional e na mente dos brasileiros.

Impressão Digital 2Em outros casos, o personagem da campanha, talvez despretensiosamente, se torna sinônimo da marca. O “baixinho da Kaiser”, por exemplo, em quase 20 anos de campanha garantiu um espaço de 12% para a marca que anunciava sem pronunciar uma única palavra. O número é expressivo, pois, até então, o mercado era dominado pelas duas maiores marcas do país, na época pertencentes a empresas diferentes. As peças sempre o traziam em situações do cotidiano onde, ao final, a solução era brindada com um copo de cerveja.

O caso Bombril – Talvez a maior campanha publicitária da história do Brasil seja também aquela que é a mais longeva do mundo. O “Garoto Bombril”, interpretado pelo ator Carlos Moreno entre 1978 e meados dos anos 2000 marcou a publicidade brasileira não apenas pela sua longevidade, mas por seu carisma e pela diversidade que suas peças apresentaram durante estes mais de 20 anos. A campanha está presente até no livro dos Recordes, como a de maior duração de todos os tempos.

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O personagem – criação dos publicitários Washington Olivetto e Francesc Petit – foi baseado nas antigas garotas-propaganda. No início da televisão brasileira, os comerciais eram sempre ao vivo (pois não existia vídeo-tape), e apresentados por atrizes que falavam diretamente às consumidoras sobre as qualidades do produto. Muitas vezes sem cenário, meio de improviso e quase sempre sem contracenar com ninguém.

Impressão Digital 2Pois estas são exatamente as características básicas do “Garoto Bombril”. O cenário é uma bancada, onde ficam os produtos, e um fundo preto apenas com um grande logotipo da empresa. No meio disto, o tímido, desajeitado e sincero amigo das donas de casa. Com um tom informal, a campanha se manteve sempre atual, brincando com a realidade e travestindo o ator de personalidades como o Cidadão Kane, Che Guevara, e Bill Clinton, além de fazê-lo contracenar com outros personagens famosos da publicidade, como o dançarino Sebastian da C&A, a Galinha Azul da Maggi, o Bond Boca, da Cepacol e o Elefante da Cica.

Em 2004 o personagem apareceu, pela 2ª. vez na sua história, para anunciar seu próprio fim. Quando isto aconteceu em 1981, a fábrica da Bombril foi tomada por consumidoras indignadas, protestando contra a suposta decisão da empresa. Além disso, milhares de cartas foram enviadas e centenas de ligações foram recebidas, o que, se não foram responsáveis por uma mudança de decisão, confirmaram o sucesso da campanha e do produto. Desta vez, entretanto, parece mesmo ter chego ao fim a vida do personagem.

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No texto, o ator anunciava que, a partir de agora, o Bombril e sua linha de produtos passaria a ser anunciado por representantes de outras minorias, como mulheres, negros e, até mesmo, os deficientes físicos. Na verdade, nunca mais se viu propagandas nem do garoto Bombril nem de nada relacionado à marca, salvo esporadicamente.

De qualquer forma, fica como exemplo da inteligência de nossos publicitários que, com isso, demonstram saber, até mesmo, reconhecer um momento e uma forma apropriados para acabar com um personagem.

Ou será que ele ainda volta?

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Sobre as previsões do Pai Fábio…

25/06/2010

ZakumiE eis que a primeira fase da Copa do Mundo 2010 acabou. Em dezembro do ano passado, quando foi realizado o sorteio dos grupos e eu escrevi um texto (leia aqui) fazendo previsões – imediatamente chamadas irônica e inutilmente de futurologia – eu pensei: “Quando acabar a fase de grupos vou ver o que deu certo e o que não deu…”

Só que eu pensei em fazer isso considerando que teria alguns dias para tal. Ledo engano. A fase de grupos terminou há algumas horas e amanhã de manhã Uruguai e Coréia do Sul abrem  a fase eliminatória. Portanto, a hora é agora e o momento é já! Como no texto original, vou fazer considerações grupo por grupo e depois um panorama.

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Grupo A - África do Sul, México, Uruguai e França

Aqui, tentei mesclar lógica e simpatia e me dei mal. Realmente, Les Bleus chegaram à Johannesburgo graças à mão santa de Thierry Henry. Futebol zero, arrogância 10. Sabe quem a França pega no final de semana? Pega o Airbus de volta pra Paris…

Os anfitriões, por outro lado, apesar de terem tido a honra histórica de vencer uma França irreconhecível, perderam a classificação no saldo, talvez na tarde do infeliz  3 a 0 para o Uruguai. Classificados: Sul-americanos e mexicanos. Acertos do Pai Fábio: 0 em 2.

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Grupo B – Argentina, Nigéria, Coréia do Sul e Grécia.

O time do Maradona não foi nenhum espetáculo, mas sem dúvida foi o futebol mais consistente da primeira fase. Nigerianos não mostraram o futebol que se esperava e ficaram na lanterna. Apesar da Grécia ter surpreendido, a ainda maior tradição em Copas da Coréia do Sul deu a segunda vaga aos asiáticos. Detalhe: nas previsões do grupo A eu não tinha citado os uruguaios – no fim líderes do grupo -, e aqui nem considerei os coreanos.. tô bem pra burro, né? Acertos do Pai Fábio: 1 em 4.

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Grupo C – Inglaterra, Estados Unidos, Argélia e Eslovênia

A marca deste grupo foi o equilíbrio. Não fosse o emocionante gol norte-americano no final do jogo contra a Argélia e os americanos perderiam a vaga para os surpreendentes eslovenos (que, no mesmo momento empatava com a Inglaterra e já comemorava a vaga). Apesar de ter feito apenas 1 ponto, até a Argélia chegou viva na última rodada.  No fim, Pai Fábio estava certo mas, pra dar graça, posições invertidas (EUA líderes, britânicos em 2°). Acertos do Pai Fábio: 3 em 6.

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Grupo D -Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana

Outro grupo emocionante. A Alemanha abriu os trabalhos metendo 4 a 0 na Austrália e parecia que ia patrolar. Errado. No jogo seguinte, e no lance originado na expulsão de um de seus jogadores, tomaram o gol da derrota contra a Sérvia, e não conseguiram buscar. A vitória contra Gana garantiu a classificação, mas não eliminou os africanos, e sim os sérvios. Únicos representantes do continente anfitrião nas oitavas, e, exceto pela desconhecida Argélia, únicos também que Pai Fábio disse que ficariam pra trás…

Curiosidade: Alemanha venceu a Austrália, que venceu a Sérvia, que venceu a Alemanha. Assim como Gana venceu a Sérvia, que venceu a Alemanha, que venceu Gana. Coisas do futebol…

Quem vive para ser sérvio, não sérvio para jogar futebol. Piada velha e acabada para marcar: acertos do Pai Fábio: 4 em 8.

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Grupo E- Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões

É… Parece que eu tô mal de piada… Etô mesmo… Pior pra ele, que viu o seu simpático time frustrar o mundo e acabar na penúltima posição no mundial (à frente apenas da Coréia do Norte). Ruim para o Pai Fábio, bom para os japoneses, que contaram com um motor Honda para, com 2 vitórias, garantir o segundo lugar do grupo. Obs: outra vez, classificada uma seleção que eu não tinha citado nas previsões. Acertos do Pai Fábio: 5 em 10.

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Grupo F- Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia

Sem dúvida, a decepção da Copa foi a Azzurra. Velha tudo bem, mas foi uma campanha vergonhosa para os atuais campeões. Bom para o Brasil, que na pior das hipóteses permanece sendo o único pentacampeão pelo menos até 2014…

Este foi o grupo dos empates. A Nova Zelândia, de certa forma surpreendente, saiu invicta. A Itália, que foi decidir a vaga com a Eslováquia dizendo que “em 1982, com 3 empates na primeira fase, fomos campeões mundiais”. Ok, este ano não conseguiram 3 empates, ciao Italia! Os paraguaios acabaram como líderes do grupo, mostrando bom futebol e honrando o talento sul-americano (destaque desta primeira fase). Pai Fábio jogou em Azurra e paraguaios, deu Paraguai e Eslováquia. Acertos até o momento: 6 em 12.

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Grupo G- Brasil, Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal

Lá fui eu apostar nos africanos… e lá fui eu perder de novo. No geral eu fui mais ou menos, mas em relação aos representantes do continente-sede do torneio eu consegui errar TODAS as previsões. Se eu disser que isso também não é fácil, conta? hehehe….

Costa do Marfim teve um Drogba pela metade, mas não jogou o que se esperava. Portugal mostrou qualidade, fazendo inclusive a goleada da Copa até o momento – 7 a 0 na Coréia do Norte. Os asiáticos chegaram a pensar, após o magro 2 a 1 com o Brasil, que tinha chances… ô…

O Brasil venceu 2 mas não convenceu muito. No terceiro jogo, um 0 a 0 sem graça com Portugal, sem Elano, Kaká, Robinho e, no segundo tempo, sem futebol… Vamos ver o que vai dar…

Ah sim.. Pai Fábio apostou nos africanos, deu lusitanos. Acertos: 7 em 14.

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Grupo H- Espanha, Suiça, Honduras e Chile

“Honduras ó Brasil florão da América..”

Não me perguntem de onde eu tirei isso, mas sempre que eu ouvi o nome dos centro-americanos eu pensei nesse ó-te-mo trocadilho com o nosso hino nacional.. Hum… ok, prossigamos…

A Espanha, apesar do susto, se classificou em primeiro, com o Chile em segundo graças a total incompetência suiça. Destaque para o recorde batido pela seleção da terra do chocolate (e do relógio e do queijo) de mais tempo sem tomar gols em Copas do Mundo: 559 minutos (equivale a 6 partidas e 19 minutos sem buscar a bola no fundo das redes). Se não fosse o único gol sofrido em 2010, aliás, eles, e não os chilenos, seriam os adversários do Brasil nas oitavas.

Nesta o Pai Fábio acertou as 2 e o posicionamento. Bucha! Acertos: 9 em 16.

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Os cruzamentos são:
(comparando: em verde os times que o Pai Fábio apostou certo, mas na posição errada no grupo, e em azul os acertos 100%)

1) Uruguai x Coréia do Sul
2) Estados Unidos x Gana
3) Holanda x Eslováquia
4) Brasil x Chile
5) Argentina x México
6) Alemanha x Inglaterra
7) Paraguai x Japão
8) Espanha x Portugal

Estatisticamente (seguindo a lógica do texto anterior):
Dos 13 europeus, Pai Fábio apostou em 7, se classificaram 6. Quatro (4) acertos (Holanda, Alemanha, Inglaterra e Espanha);
Dos 5 sul-americanos, Pai Fábio apostou em 4, se classificaram 5. Quatro (4) acertos
(Brasil, Argentina, Paraguai e Chile).
Dos 6 africanos, Pai Fábio apostou em 4, se classificou um. Zero acerto.
Dos 3 centro-americanos, Pai Fábio apostou em 1, se classificaram 2.  Um acerto (Estados Unidos).
Dos 5 asiáticos e da oceania, Pai Fábio não apostou em nada e errou 2. Zero acerto.

Pai Fábio teve uma média de acertos de 56,25%. E sabe o que isso significa? Absolutamente NADA….

Surpresas da Copa? Positivas: Países sul-americanos. Todos classificados, com apenas 1 derrota (Chile 1 x 2 Espanha); Eslováquia (tendo herdado ou conquistado a vaga supostamente italiana) e Uruguai, que pintava como o mais fraco dos sul-americanos e mostrou bom futebol, liderando com folgas o grupo que tinha França e os anfitriões bafana-bafana.

Negativas? Itália, hors-concours e França, fazendo companhia aos companheiros finalistas de 2006; Camarões, numa campanha decepcionante; Costa do Marfim de quem se esperava mais e, claro, as vuvuzelas. Diferente das “ôlas” da Copa de 1986, que ganharam o mundo, espero que as cornetas africanas fiquem por lá…

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Ok, tudo muito bonito… mas e agora?

Difícil dizer… o que dá pra notar é que, nos cruzamentos, a zebra foi muito amiga do Brasil. Considerando a tradição dos times (que nem sempre vale muito em Copa do Mundo, mas..), se o Brasil passar pelo Chile deve pegar a Holanda, tradicional adversário em Copas do Mundo (inesquecíveis partidas em 1994 e 1998, por exemplo). Passando pelos laranjas, tem tudo para passar também pelo que restar de Uruguai, Coréia do Sul, Estados Unidos e Gana na semifinal.

Só depois disso, numa possível final, pega apenas 1 entre Alemanha, Inglaterra, Argentina, Espanha, Portugal, Paraguai, México ou Japão. Nem a CBF favorecendo o Flamengo na tabela da Copa do Brasil teria essa cara-de-pau…

Para  mim, depois de 48 jogos, mantenho o que pensava antes: o Brasil só perde pra si mesmo. Jogando sério, pra vencer, temos condições de sermos campeões sempre. Não por outro motivo ganhamos tudo na Era Dunga até aqui… claro que futebol não tem fórmula, e a seleção brasileira de 2010 não tem um terço do charme do time de outras copas, mas se é desse jeito “operário” que o Dunga montou, é assim que nós vamos..

Favoritos? Sem querer ser óbvio, acho que se a Copa seguir o que mostrou na primeira fase, e o Brasil chegar lá, teremos um emocionante Brasil e Argentina decidindo o mundial pela primeira vez.

Pois que comecem as oitavas! Que Brasil e Holanda possa ser o grande jogo que todos esperamos, e que a decisão do finalista do lado de lá seja repleto de grandes confrontos para fazer jus a tudo o que se espera de uma Copa do Mundo!

E como diria o Cid Moreira:

JabulaaaaaniiiiiJaaaaaaabuuuuuulaaaaaaaaaaaaaaaaaaniiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii……

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A África do Sul é logo ali…

05/12/2009

Muito bem. Realizado o sorteio, será que tem como adivinharmos o que vai acontecer? Será que o Brasil ganhará o Hexa, depois do salto alto de 2006?

Eu digo a mesma coisa que disse 4 anos atrás. O Brasil só perde pra si mesmo. Em 2006 perdeu pra França num jogo que, mais do que no lance decisivo, foi displicente durante os 90 minutos. “Daqui a pouco a gente marca, somos melhores, todo mundo sabe…”…

Desta vez eu acho que isso não vai acontecer. Acho que a maior qualidade do Dunga como técnico da seleção foi exatamente a humildade. A seleção atual respeita todos os adversários, e por isso, tem obtido grandes resultados.

Vou fazer um exercício – potencialmente inútil – de futurologia.  Como os grupos foram definidos ontem à tarde, e baseado em questões históricas e no que se tem lido sobre as seleções, vou tentar chegar a um panorama dos classificados da primeira fase. Num outro texto (mais pra frente) vou dar prosseguimento ao raciocínio, com os enfrentamentos das quartas de final e quem sabem ir adiante…

Vamos lá então…

Grupo A - África do Sul, México, Uruguai e França
Os favoritos aqui, apesar da canalhice do Thierry Henry na repescagem contra a Irlanda, são os franceses. Como segunda força do grupo, levando em conta a Copa das Confederações e o fato de ser país sede, a África do Sul tem chances.
Entre México e Uruguai, acho que os centro-americanos têm tido anos melhores ultimamente, até mais presentes em Copas. Segunda vaga, então, entre os mexicanos e os bafana-bafana. Vaga decidida no jogo de abertura, classificam-se, França em 1° e  África do Sul em segundo.

Grupo B – Argentina, Nigéria, Coréia do Sul e Grécia
Belo grupo dos nossos hermanos. Se a Argentina for sem a velha soberba, se classifica fácil. Nigéria, que sempre complica pros nossos vizinhos, sairá em segundo e a Grécia seria a zebra, dependendo do salto alto portenho e da sua própria capacidade. Difícil. Argentina em 1°, Nigéria em 2°.

Grupo C – Inglaterra, Estados Unidos, Argélia e Eslovênia
Teoricamente, grupo fácil para a Inglaterra. Segunda vaga deve ficar com os norte-americanos, que jogaram de igual para igual com os melhores na Copa das Confederações este ano, apesar da goleada sofrida para o Brasil na final. A surpresa pode ser a Eslovênia, que eu não sei como joga. Inglaterra em 1°, Estados Unidos em 2°.

Grupo D – Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana
A zebra sempre pode pintar e eliminar um grande na primeira fase como a França (então atual campeã) em 2002.  Mesmo assim, aqui a Alemanha passeia… e a segunda vaga fica entre Sérvia e Gana.. Como a Sérvia vem como um país em crescimento em vários esportes desde que a Iugoslávia foi desmembrada (depois foi “Sérvia e Montenegro”, e agora apenas “Sérvia”), eu aposto neles. A África já tem os donos da casa e os nigerianos como representantes na segunda fase. Classificados: Alemanha 1°, Sérvia em 2°.

Grupo E – Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões
O “carrossel holandês” foi cabeça-de-chave no lugar da França, e pegou um grupo complicado. Dinamarca é um time europeu médio, mas chato de se vencer. Camarões, o mais tradicional dos times africanos, de bobo não tem nada. Holandeses e camaroneses nas oitavas. Europeus em 1°, africanos em 2°.

Grupo F – Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia
Infelizmente, a busca do penta italiano começa bem. A Eslováquia, pra mim, é uma incógnita e a Nova Zelândia, uma certeza. Aposto “tranquilo” em Itália (1°) e Paraguai (2°).

Grupo G – Brasil, Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal
Aí está… Eu acho, e o Dunga falou ontem, que o fato de não ser um grupo fácil é positivo. Costa do Marfim pela qualidade que apresentou nas eliminatórias e, principalmente, Portugal pela força e tradição, são adversários respeitáveis. Brasil (1°) faz o dever de casa, 9 pontos. Segundo lugar, aposto na “zebra” Costa do Marfim (2°).
Piada do@kibeloco: A Coréia do Sul promete ir ao STJD se o Brasil entrar com reservas contra a Coréia do Norte. Hehehe.. Se a moda pega..

Grupo H – Espanha, Suiça, Honduras e Chile
A fúria espanhola, atual campeã européia, entra como uma das favoritas. Torço para que sejam o 1° do grupo H pois, caso sejam o 2°, já enfrentam os brazucas na segunda fase. Para a segunda vaga, a Suiça – que conseguiu a proeza de sair da Copa de 2006 sem tomar gols em 3 jogos disputa com o Chile. Parelho, e acho que os chilenos, com um futebol mais alegre, mais dinâmico, vencem. Espanha (1°) e Chile (2°).

Feito! Segundo o vidente pai Fábio, os cruzamentos ficariam assim:

1) França x Nigéria
2) Inglaterra x Sérvia
3) Holanda x Paraguai
4) Brasil x Chile
5) Argentina x África do Sul
6) Alemanha x Estados Unidos
7) Itália x Camarões
8) Espanha x Costa do Marfim

Depois os cruzamentos são: 1×2, 3×4, 5×6, 7×8 e assim sucessivamente, com os vencedores se enfrentando nesta ordem.

Estatisticamente (já que futurologia é inútil, vamos ser totalmente inúteis):
Dos 13 europeus, se classificaram 7 (França, Inglaterra, Sérvia, Holanda, Alemanha, Itália e Espanha)
Dos 5 sul-americanos, se classificaram 4 (Brasil, Argentina, Paraguai e Chile).
Dos 6 africanos, se classificaram 4 (África do Sul, Camarões e Costa do Marfim e Nigéria).
Dos 3 centro-americanos, se classificou 1.
Dos 5 asiáticos e da oceania, nenhum classificado.

Razoável. Surpresa, talvez, pelos 4 africanos. Considerando os grupos, entretanto, acho que é por aí mesmo. Das oitavas, os jogos mais complicados acho que serão os da França, Alemanha e  Espanha. Mas isso é esperar pra ver…

Para fechar esta análise, vale lembrar as palavras do profeta Fernando Vanucci, minutos após o tetra italiano em 2006, bêbado no seu programa:


“Se é fácil perder, perder como nós perdemos é muito mais difícil..”

Mais pra frente, vamos tentar fazer a sequencia da Copa. Mas aí sim, será futurologia PURA!!

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A raposa otimista – curiosidades

14/11/2009

Como o texto sobre o livro Um otimista incorrigível ficou grande, resolvi fazer um segundo post para as curiosidades sobre o livro e Michael J. Fox

A primeira:

Para os desavisados, Michael J. Fox empresta a voz para o Pequeno Stuart Little nos filmes do ratinho. Então, na foto ao lado, enquanto no fundo à esquerda, nós temos o Dr. Gregory House (sim, é o Hugh Laurie), na mão do menino temos Michael J. Fox. Curioso, né? Ok.. curioso e inútil.. rsrsrs…

A segunda:
Fox fez participações em séries depois que largou Spin City (onde foi substituido por Charlie Sheen). Achei este vídeo que mostra as melhores participações dele em Scrubs. Infelizmente não tem legendas, mas de qualquer forma dá pra ver os “tiques” da doença, que foram usados no personagem (que tinha transtorno obsessivo-compulsivo).

Por fim: saindo da votação que acabaria por eleger Barack Obama, em 2008, Michael J. Fox foi entrevistado por uma estudante de 10 anos. Nada demais se, ao invés de responder a última pergunta (sobre em quem ele tinha votado naquele pleito), ele não tivesse apenas aberto a jaqueta e mostrado a camiseta abaixo.

O detalhe é que a menina olhou para a camiseta sem reagir, e não por não ter achado graça… Como J. Fox logo concluiu, alguém com 10 anos em 2008 provavelmente jamais ouviu falar na trilogia, quanto menos entender o “trocadilho” do símbolo…

E ainda sobre a camiseta: no dia do anúncio oficial da vitória de Obama, em janeiro de 2009, eu escrevi um texto no qual fiz (com – e a partir da – minha própria falta do que fazer) essa mesma brincadeira com o logo (clique aqui).

Links interessantes:

Michael J. Fox Parkinson Foundation – http://www.michaeljfox.org/
Michael J. Fox on IMDB – http://www.imdb.com/name/nm0000150/

Textos do Impressão Digital relacionados:
Barack to the Future
Uma raposa sortuda/


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Update!!!

Michael J. Fox foi o entrevistado das páginas amarelas da revista Veja esta semana. Leia aqui a entrevista, (obs: a revista erra ao dizer que o livro lançado é a biografia)

Como destaque, eu achei fantástico o que ele disse sobre saber conviver com uma doença ou condição de vida incurável:

O mais importante é aprender a viver o momento. Tenho uma teoria: imagine uma pessoa doente ou que sofreu um acidente e vive com medo de que o pior cenário se materialize. Esse medo se torna uma obsessão que toma conta de sua mente. Se, por infelicidade, o pior cenário se tornar real, essa pessoa viverá o mesmo drama duas vezes. Claro que devemos ser realistas e aceitar as circunstâncias, mas acho que, mesmo diante de uma situação dramática, há muitos motivos para ter pensamentos positivos .

E na entrevista ele também lembra dos casos de Muhammad Ali (outro portador de Parkinson), Lance Armstrong e Christopher Reeve (que ficou paraplégico num acidente de cavalo), com quem conviveu muito nos últimos anos.

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Por que sim não é resposta

25/09/2009

Bill Bryson estava sobrevoando o Oceano Atlântico. Distraído, olhava pela janela do avião, pensando no que tinha para fazer naquela viagem. De repente, lá embaixo, uma coisa lhe chamou a atenção. No ponto onde estava, tudo o que via era a água salgada do mar. Foi então que ele reparou que não sabia algo aparentemente óbvio. Por que cargas d´água – com o perdão do trocadilho – a água do mar é salgada?

Ao chegar nos Estados Unidos, resolveu se informar. E, desta dúvida aparentemente trivial, nasceu “Breve história de quase tudo” (A short story of nearly everything, Companhia das Letras, 2005). Em dois anos de intensa pesquisa, Bryson decidiu explicar o óbvio, para leigos.

Como sempre acontece na ciência, a resposta a uma pergunta traz novas perguntas. Respondida a questão do sal, pergunta: Qual a idade da Terra? Como se sabe?

A resposta dessa pergunta leva o leitor a um passeio pela história da geologia, que é o ponto de partida para uma longa viagem na companhia de diversas personalidades da história da ciência. Vejamos alguns, mais ou menos ordenados por área de atuação: Newton, Halley, Hubble, Einstein, Darwin, Mendel, Richter, Celsius, Fahrenheit, Kelvin, Mendeleev, Lavoisier, Pasteur, Parkinson e Linus Pauling.

Da idade do planeta para a geologia. Da geologia para a química, e da química para a meteorologia. Da meteorologia para o espaço. Distâncias, idade, forma, órbitas, presença ou não de atmosfera.

Vencido – da forma que é possível – o espaço, vamos para o nano-mundo. Uma célula tem, em média, aproximadamente dois centésimos de milímetro e, mesmo assim, é formada por zilhares de moléculas. Outra: no núcleo desta célula (portanto, num espaço que corresponde a uma pequena parte de dois centésimos de milímetro) existem moléculas de DNA que têm, cada uma, aproximadamente dois metros de extensão. Como isso é possível? Essa é a legítima pergunta cuja resposta é: só Deus sabe…

O que faz com que, até hoje, de todos os confins conhecidos do universo, apenas a Terra tenha vida ? Aliás.. o que define vida? Neanderthal, Cro-Magon, homo sapiens. O homem veio do macaco?

Um trecho interessante, e que dá a noção de o quão desimportante é a presença humana para o planeta, é a seguinte:

“É quase impossível para nós, cujo tempo na Terra se limita a umas poucas décadas animadas, conceber quão remota foi a explosão cambriana. Se você pudesse voltar no tempo à velocidade de um ano por segundo, levaria cerca de meia-hora para atingir a época de Cristo, e um pouco mais de três semanas para retroceder até os primórdios da vida humana. Mas seriam necessários vinte anos para chegar à aurora da vida. Ou seja, aquilo já faz muito tempo, e o mundo era um lugar diferente”(p.332).

Em outra parte:

“Se você imagina os cerca de 4,5 bilhões de anos da história da Terra comprimidos em um dia terrestre normal, a vida começa muito cedo, em torno das quatro da madrugada, com o surgimento dos primeiros organismos unicelulares simples, mas depois não avança mais nas próximas dezesseis horas. Somente quase às oito e meia da noite, com cinco sextos do dia já decorridos, a Terra consegue exibir ao universo algo além de uma cobertura irrequieta de micróbios.

Finalmente as primeiras plantas marinhas aparecem, seguidas vinte minutos mais tarde da primeira medusa e da enigmática fauna de Ediacaran (…). Às 21h04 entram em cena os trilobites (a nado), seguidos mais ou menos imediatamente pelas criaturas bem formadas de Burgess Shale. Pouco antes das 22 horas, plantas começam a brotar em terra firme. Logo após, faltando duas horas para o fim do dia, despontam os primeiros animais terrestres.
Graças a uns dez minutos de bom tempo, Às 22h24 a Terra é coberta pelas grandes florestas carboníferas cujos resíduos fornecem todo o nosso carvão, e os primeiros insetos com asas se fazem notar. Os dinossauros entram em cena pouco antes das 23 horas e dominam por cerca de 45 minutos.

Faltando 21 minutos para a meia-noite, os dinos desaparecem, e a era dos mamíferos começa. Os seres humanos emergem um minuto e dezessete segundos antes da meia-noite. Nesta escala, toda a história registrada não duraria mais que alguns segundos, e a vida de cada um de nós não duraria mais que um instante.”

É mole?

O livro não pretende trazer respostas definitivas – até por que isso nem seria possível. Contudo, ele se torna uma pequena enciclopédia que explica, de forma leve e profunda, como diabos (com que sorte e com que azar) viemos parar aqui.

Para quem gostaria de saber mais sobre tudo, mas não sabe por onde começar, eu o recomendo. Eu mesmo li ele lentamente, numa média de 30 páginas por dia, sempre que possível.

É o tipo de livro que muda.. ou, digamos, aperfeiçoa, a visão que se tem de mundo. Seja qual for o nosso entendimento sobre a vida, “Breve história” apresenta tantas nuances que é impossível não entender melhor ou repensar alguns conceitos que se tem.

Como o próprio livro diz, temos a mania egocêntrica de achar que a vida tem uma razão, e que a razão do universo é o ser humano. Arrogantemente, muitas vezes acreditamos que a nossa existência enquanto seres humanos é o objetivo e o  sentido do cosmos.

Sem ter esse objetivo o livro estraçalha essa presunção. Somos apenas um estágio. Perigoso e a perigo; nocivo e salutar; eterno e efêmero. O que importa é que nós somos hoje. Não fomos ontem e não se sabe se seremos amanhã (aliás, muito provavelmente não seremos).

Mas afinal, por que existimos?

A resposta mais próxima da realidade, no fim das contas, é a simples e inexplicável: Por que sim.

E, neste caso, “por que sim” é sim, a resposta.

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Einstein e o equilíbrio cósmico

12/05/2009

Albert Einstein. É claro que todo mundo já ouviu, leu ou conhece este nome. Provavelmente o maior cientista do século XX, mas certamente o mais pop.

Um dos livros que eu li recentemente foi “Einstein – Sua vida, seu universo”, de  Walter Isaacson. Uma biografia bastante centrada na pessoa antes (por trás ou além) do cientista.

Na virada para o século XX, um jovem alemão – e judeu, mas isso só ganha importância mais tarde –  se impressiona com uma bússola. 

Da simples idéia de que o mundo é um enorme imã aquele jovem revolucionaria o mundo pós-newtoniano antes dos 30 anos.

As teorias da relatividade são, basicamente, duas. Uma “especial”, para corpos em inércia (parados ou em movimento constante) e uma “geral” para todo o qualquer tipo de corpo e/ou movimento.

A “especial” eu conhecia (e acho que muita gente conhece). Ela diz basicamente que corpos em velocidades diferentes têm noções diferentes do tempo. As implicações práticas disso são várias, mas na “vida real”, para isso fazer diferença, o corpo mais “rápido” teria que viajar à velocidade da luz. Sabe aquela sensação de que quando você está fazendo 2o coisas ao mesmo tempo o tempo passa mais rápido? Bom.. na verdade, não está de todo errado…

A segunda teoria, a “geral”, é bem mais complexa. Primeiro, é preciso entender os conceitos de espaço-tempo. E não espaço em metros e tempo em minutos. É preciso entender o conceito filosófico-científico mesmo e aí.. pobre de mim. Sem brincadeira, li umas 6 vezes as páginas em que o autor – tenta – explicar esta teoria. Quando finalmente acreditei ter entendido fiquei feliz por um segundo. No segundo seguinte, entretanto, descobri que não faço a MÍNIMA idéia da utilidade prática dela. E tipo, foi ela – mais do que a anterior – que redefiniu todo o entendimento do homem sobre o mundo. Foi ela que transformou Albert Einstein em Albert Einstein. E foi ela que… bom, vamos mudar de assunto?

Einstein era, obviamente, um homem inteligentíssimo. Passou a vida entre livros, fórmulas, teorias e – poucos – experimentos. Ele fazia a teoria, a comprovava matematicamente, e buscava pessoas que as pudessem experimenta-las na prática. Cada vez isso foi ficando mais fácil, pois ele foi sendo reconhecido. Uma curiosidade: a teoria da relatividade geral foi comprovada a partir da observação de um eclipse, com fotos tiradas em Sobral-CE, Brasil.

Como físico, Einstein tinha uma visão muito particular de Deus. No seu entendimento, Ele não poderia ser “assim” ou “assado”, como defendia esta ou aquela religião. Como cientista, não era razoável – segundo o próprio – acreditar, por exemplo, na idéia de um ser metafísico que teria criado o mundo “com as próprias mãos”.

Afinal, a constante expansão do universo foi uma das teorias comprovadas de Einstein. Como e porque, então, este ser onisciente criaria “vida” neste pequeno, insignificante e isolado planetinha azul? E para quê todo o resto?

Não que Einstein não acreditava em Deus. Acreditava sim, e muito. Só que o Deus de Einstein estava na ciência. Na beleza das coisas simples, na complexa simplicidade matemática de todas as coisas do universo. Para ele, Deus não fora o criador, nem tão pouco era o juiz. Deus.. simplesmente.. era!

Até a questão do livre arbítrio Einstein questionava. Somos livres para fazermos o que quisermos, certo? Certíssimo, relativamente.

Olhando de dentro, da perspectiva de um ser humano, o Homem é sim, livre para fazer o que bem entende. É a sua consciência que vai determinar se ele vai salvar ou destruir o planeta com suas atitudes, por exemplo. Excluindo-se questões sócio-culturais, ou colocando-as como algo comum a todos (já que todos nós estamos inseridos em algum “código cultural”), o homem é 100% livre. Pode se curvar a regras sociais, religiosas ou culturais, mas no fim, também o faz por que PODE fazer.

Agora, se pensarmos na Terra como uma pequena parte do imensurável universo que segue se expandindo, e cujas galáxias seguem se movendo num eterno e misterioso balé no vácuo, nossa existência é quase insignificante. Planetas, galáxias, sistemas solares, estrelas, constelações e buracos-negros com milésimos do tamanho da Terra ou mesmo com zilhares de vezes o seu volume seguem seu percurso sem sofrer, aparentemente, NENHUMA influência de qualquer coisa que o homem possa sonhar fazer.

É como se, para Einstein, o universo fosse um grande ecossistema. O “equilíbrio cósmico”. Nós somos o piolho da ameba que está encrustada na casca do tatu, e achamos que podemos tudo… como bons, arrogantes e presunçosos que somos.

Para Einstein, ser tão insignificante não era o importante. O importante era se saber parte deste “pequeno todo” chamado humanidade, e fazer o bem para o bem dele. Foi assim durante as Grandes Guerras, quando um pacifista Albert Einstein defendeu a desmilitarização mundial e, depois da ascenção do Nazismo, a formação de um governo de coalizão internacional para evitar conflitos. Este conceito, aliás, ajudou a criar a ONU, mas o resultado foi bem diferente do que o cientista esperava.

Albert Einstein, alemão, cientista, e, principalmente, curioso profissional, foi sem dúvida uma das grandes personalidades do século XX, e também de toda a História.

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Racha-cuca: o que é um trilhão?

14/03/2009
Enquete ID:

Tem certas coisas sobre as quais a gente lê e, de certa forma, convive diariamente mas que, na verdade, não sabe mensurar o tamanho que têm.

Um trilhão de dólares. É muito dinheiro? Não, não é muito dinheiro.

É MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO dinheiro…

Lendo o blog da Lurdete eu vi que um grupo de economistas desocupados tentou demonstrar, de forma virtual e proporcional, quanto seria um trilhão de dólares.

O texto do blog está meio confuso, mas eu entendi assim:

Primeiro: Tudo em notas de 100 dólares (US$ 100). Você já viu uma nota de 100 dólares? Eu já, até mais de uma vez. Me recordo quando fui – sozinho!! – pra Disney em 1993, tinha 12 dessas verdinhas na mão!! Nunca antes , nem depois, tive tanto dinheiro vivo assim, na mão.

Segundo passo: Agora, façamos pilhas de 100 dessas notas. Cada pilha dessas valerá exatos US$ 10 mil, certo? Dez mil dólares, não esqueça para não perder o raciocínio… Se quiser, vai anotando e pega uma calculadora…

Ok. Empilhemos agora dois desses grupos de US$ 10 mil, para organizar a baderna. Ok? Certo.. temos, então, US$ 20 mil empilhados em 200 notas de 100 dólares. Já é mais dinheiro do que eu jamais tive na vida, mas ainda estamos longe…

Agora façamos 5 mil dessas pilhas de US$ 20 mil. Vamos colocar elas lado-a-lado de forma a fazer, por exemplo, um retângulo de 50 x 100.

Ou seja. Nós temos agora 50 pilhas de US$ 20 mil dólares em notas de US$ 100 lado-a-lado, sendo que esta fileira se repete 100 vezes, sempre paralelamente. Deu pra entender?

Ok. Cinco mil vezes US$ 20 mil são US$ 100 milhões. Cem milhões de dólares em cinco mil pilhas de US$ 20 mil. Já é mais dinheiro do que se poderia – ou se teria paciência – para contar.

Ok.. agora, nós precisamos de 10 mil destes quadrados. Ou seja, 10 mil quadrados de 50 por 100 pilhas de 200 notas de 100 dólares. Acompanhou?

Ok. Chegamos a um trilhão de dólares (US$ 1.000.000.000.000,00). Consegue visualizar? Nem eu…

Em todo o caso, tentemos ilustrar…

1) Em centímetros. A circunferência da Terra, pelo Equador, tem aproximadamente 42 mil metros. Em centímetros, seriam 4.200.000 (quatro milhões e duzentos mil centímetros). Isto significa dizer que, em 1 trilhão de centímetros seria possível se dar 238.095,25 (duzentas e trinta e oito mil e noventa e cinco vírgula vinte e cinco), voltas na Terra. Ou seja, partindo da longitude de Porto Alegre seria possível dar 238.095 voltas e dar um pulo na Europa… básico, né?

Da Terra à Lua: Neste caso, são aproximadamente 380.000 (trezentos e oitenta mil) quilômetros, ou seja, 380.000.000 (trezentos e oitenta milhões) de metros, ou ainda 38.000.000.000 (trinta e oito bilhões) de centímetros. Logo, em um trilhão de centímetros, poderíamos ir à Lua 26 vezes!!! “Ah tá.. só 26…”

2) Em segundos. Essa é mais difícil. Um minuto tem 60 segundos. Uma hora tem 3.600 segundos. Um dia tem 86.400 segundos. Em um mês de 30 dias terão passado incontáveis 2.592.000 (dois milhões e quinhentos e noventa e dois mil) segundos. Um ano normal tem 365 dias, que equivalem a 31.536.000 (trinta e um milhões, quinhentos e trinta e seis mil) segundos.

Ou seja, um trilhão de segundos serão aproximadamente 31.710 (trinta e um mil, setecentos e dez) anos. Nós vivemos 100 e não aguentamos mais.. Jesus Cristo, que é o ponto de partida para a contagem dos anos no ocidente, morreu há pouco menos de 2 mil anos, ou seja, 63.355.824 (sessenta e três mlhões, trezentos e cinquenta e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro) segundos.

Para se ter uma idéia. acredita-se que a escrita (que possibilitou coisas fundamentais como este blog) foi inventada há 3.400 anos. Antes ainda, acredita-se que o homem de Neandertal (um dos possíveis antecessores do homo sapiens sapiens, ou seja, nós) foi extinto há 29 mil anos. Ou seja, se o último homem de neandertal começasse a contar os segundos sem parar, ele provavelmente estaria terminando agora, em algum momento próximo ou dentro do século XXI da era Cristã… e poderia até reclamar uma vaguinha no Guiness antes de morrer, acho que conseguiria (e não só pela contagem…).

Este texto aqui, por exemplo, até o ponto final desta frase tem exatos 4.258 (quatro mil duzentos e cinqüenta e oito) caracteres. (Pode contar, hehehe.. eu já me dei ao trabalho).

Isso significa dizer que, para escrever um trilhão de caracteres, eu precisaria de 234.852.043 (duzentos e trinta e quatro milhões, oitocentos e cinquenta e dois mil e quarenta e três) textos iguais a esse.. Se levar em conta que este é o 240° texto do blog, sabe quando eu vou escrever isso tudo?

N-A-O-til: Nunca!!

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Música para ouvir

01/03/2009

Eu acho que música é uma das formas mas fantásticas de expressão artística. Acho incrível imaginar como alguém partiu de “nada” e, de repente.. voilá.. uma música!

Seja clássica, rock, pop, sertanejo ou mesmo um blues. Violão, guitarra, bateria, saxofone, violino.. Claro, também a própria voz, que é uma arma poderosíssima na mão de alguns poucos afortunados.

Pegando como exemplo o meu gosto particular: Os Beatles. Como Paul McCartney, por exemplo, um dia simplesmente acordou com a melodia de Yesterday na cabeça? Como assim?? De onde? Tanto isso é inexplicável e mediúnico, que ele mesmo achou que tinha ouvido em algum lugar. Demorou para se convencer que tinha composto sonhando…

É claro que todo o compositor tem influências. A própria opção por – ou dom para – determinado estilo e forma de se expressar já delimita a criação, ainda que involuntariamente. Em alguns casos, nem é preciso criar estruturas complexas de notas e acordes para que as músicas saiam com identidade e até mesmo, qualidade.

Música é um todo. É melodia, é ritmo, é mensagem, é letra. Renato Russo, por exemplo, num disco ao vivo do Legião Urbana fez piada com a própria “simplicidade” como arranjador dizendo: “O bom do Legião é que você aprende como tocar 120 sucessos com apenas 3 acordes”.

Pois é. E é bem nessa coisa  de “acordes parecidos” que, muitas vezes, ouvimos uma música pela primeira vez e ela nos soa familiar como se já a tivéssemos escutado incontáveis vezes.

Essa “coincidência”, aliás, – que também acontece em diversas outras músicas de qualquer artista – foi o ponto de partida para a banda australiana The Axis of Awesome “compor” a música “Four Chords” (quatro acordes). Veja só qual foi o resultado:


Veja o myspace da banda aqui

É claro que o conceito de “composição”, neste caso, fica profundamente prejudicado. A própria banda, entretanto, ressalta que a proposta é um plágio, para mostrar que muitas vezes, quando achamos que já escutamos alguma coisa antes, pode ser porque já escutamos mesmo..

É bem verdade que nem só “ter os acordes de uma música boa” significa que a música também vai ser boa. No caso de “Four Chords” mesmo, vemos, na minha opinião, músicas maravilhosas e outras completamente descartáveis…

O que também não quer dizer que todas essas músicas sejam plágios umas das outras. Algumas talvez até sejam, mas acho que existe sim, um tanto de coincidências aí. Afinal, são sete notas musicais.. considerando o número de músicas que são compostas diariamente, a repetição de combinações seria inevitável.

 

A título de curiosidade: clique aqui para ver 
a lista de músicas usadas em “Four Chords”

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A lenda da rua Abbey

08/02/2009

Uma foto. É claro que era pra ser algo importante. Eles estavam produzindo a foto que seria a capa do Abbey Road, o novo – e último a ser gravado – álbum da banda mais badalada de todos os tempos (também é a melhor, mas aí já é opinião minha).

Qual a idéia? Sair do estúdio e atravessar a rua. Fotografar os quatro enquanto caminham pela faixa de pedestres. Simples, não?

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Sim. Mas foi uma capa histórica. Não apenas por ser o novo e tão esperado disco dos Beatles, mas pela série de detalhes que ela tem:

1) Alguém reparou que entre a cabeça do John e o “carro funerário” tem uma pessoa? Pois é, e ela se chama Paul Cole. Acontece que o próprio Cole só descobriu que estava na foto quando viu o disco nas lojas.. já imaginaram?

2) Alguém já ouviu falar na lenda da morte do Paul? Pois esta é a capa com o maior número de “evidências”, segundo os fãs da teoria. Vejamos 3 delas:

- Reparem nos 4. Paul, o suposto falecido, é o único com o pé direito à frente, além de estar descalço; John, de branco, seria o médico; Ringo, de preto, o padre; George, de jeans, o coveiro.

- Estão vendo o fusca branco à esquerda? Não dá pra ler nesta foto, mas a placa é: “28 IF”. Paul tinha 28 anos no dia da foto. Contudo, a lenda diz que ele “teria” 28 se (IF) estivesse vivo…

- à direita, um suposto carro funerário.

A lenda da morte do Paul McCartney foi tão forte que ele teve que ir a TV na época dizer que não estava morto. E 24 anos depois o próprio Paul fez uma brincadeira com a lenda. Para a foto de capa do seu disco ao vivo de 1993 ele fez uma brincadeira com a foto orginal:

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É a mesma foto. Os Beatles foram retirados digitalmente, assim como Cole e o “carro funerário”. Além disso, mudaram a placa do fusca que agora diz “51 IS”, ou seja, Paul McCartney TEM 51 anos no momento desta foto. Detalhe também no nome do disco: “Paul is live”, que pode ser traduzido como “Paul está vivo”.

É claro que uma capa dessas também renderia sátiras… e quem melhor para fazer isso do que a família mais louca da televisão?

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Reparem na riqueza de detalhes. As roupas, as poses, os olhares. Os carros, o “intruso” e até a placa do fusca estão lá (e dá pra ler direitinho o 28 “IF”). Mais uma produção genial de Matt Groening. (Para assistir a cena do desenho, clique aqui).

Se alguém acredita que Paul McCartney está morto desde os anos 1960, tudo bem. Pra mim ele ainda vai ser o último dos fab-four vivo. Ou, como disse a revista Veja quando o entrevistou: “ele já é pois Ringo Starr está apenas tecnicamente vivo

(obs 1: É óbvio que são inúmeras as sátiras aos Beatles. Navegando na internet se encontra, por exemplo, as capas do próprio Abbey Road, do Please Please Me (original) e do Rubber Soul (original) com bonecos de Lego no lugar do quarteto).

(obs 2: Acabei de encontrar este blog com diversas sátiras da Abbey Road).

(obs 3: Quer saber mais sobre o álbum?)

(obs 4: todas as fotos neste post são “clicáveis” para se ver elas em tamanho maior)

(obs 5: não vai comentar, não???)

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Curióóó-sidades!!

06/02/2009

Bom.. mais um desafio proposto por amigos da blogosfera.

Contar 5 segredos ou curiosidades sobre mim. Bom, segredos “diz-se a quem tem“, e curiosidades.. bom, acho que tenho algumas… vamos ver:

1) Meu nome é Fábio Daniel. O pessoal do colégio, faculdade e trabalho, me conhece por “Fábio”, e o pessoal de casa, família e amigos “gerais”, por Daniel. Tem várias histórias sobre as confusões que isso causou… hehehe..

2) Histórias de assalto? Tenho várias.. Numa delas, o cara estava me assaltando pela segunda vez. Eu o reconheci.. até por que era o mesmo lugar aqui perto de casa.. mas o surpreendente foi o cara, que disse: “Não foi tu que me emprestou uma grana mês passado?”…

3) Imagina a cena: tô eu lá.. alguns bons anos atrás… esperando a minha mãe ou o meu pai me buscar, de carro, em algum lugar. Quando o carro chega eu não tenho dúvida, abro a porta e entro. Só que, quando eu termino de dizer “oi pai..” reparo que não conheço a pessoa que tá dirigindo… e saio, sem saber onde meter a cara, óbvio… Imaginou? Ok.. agora imagina isso umas 4 vezes… só conheço uma pessoa no mundo que FIZ isso…

4) Trocadalhos do carilho. Meu.. sério.. acho que isso é vício.. Eu faço trocadilhos – inteligentes ou completamente bestas – com TUDO, 24 horas por dia. Às vezes nem eu sei de onde vem, mas quando eu vi.. já foi. Tem dias que me sinto uma mala, ok, mas eu me divirto, hahahaha…. E acho que, no fim, agilidade de raciocínio é inteligência (misturada com uma boa dose de falta do que fazer, ok, hehehe).

5) Escrever. Pra quem não sabe, é a coisa que eu mais gosto de fazer na vida. Antes – ou mais – do que ser jornalista ou qualquer coisa, escrever. Tenho vários contos, zilhares de crônicas, algumas poesias, outros tantos textos e até um romance em eterno desenvolvimento. Eu acho que me expresso muito bem escrevendo, ao mesmo tempo em que, pra mim, isso parece bastante natural… Se eu tivesse que dizer um talento que tenho seria esse: escrever!

Hmmm.. foram 5… tá bom ou querem mais?

(Ah sim.. antes que eu me esqueça.. tenho que escolher a vítima.. huahuahuahua)

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