Arquivo da categoria ‘Beatles’

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Um momento… inesquecível??

26/04/2012

Assim que a venda de ingressos pela internet foi iniciada eu comprei. Naquela madrugada, acordei as quatro e meia da manhã, sentei na frente do computador e comprei. Sem pensar nem terminar de acordar.

Ainda estava me recuperação pós-transplante (e ainda estou). Confirmada a compra do ingresso, comecei a planejar a viagem. Uns dias em Florianópolis, depois alguns em Joinville e terminar em Curitiba.

Durante os dias que antecederam o show os planos pra viagem mudaram. Agora, vou só pra Florianópolis e Joinville. Quando precisar, dou um pulo na capital paranaense.

Chegou o dia. Saí do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, e desci em Florianópolis (não sei o nome do terminal) pouco mais de meia hora depois. Consegui um bom negócio de táxi até a casa dos meus tios, em São José.

Primeiro dia, fiquei por lá conversando com o meu tio. Segundo dia fui até a Ilha. Amanhã é o dia do show…

Chegou o dia. Tudo converge para hoje… mas tem algo estranho…

Assim como o de Porto Alegre, o show foi SENSACIONAL. Simpático, absurdamente talentoso e arriscando palavras em português (com expressões tipicamente “manezinhas” desta vez), McCartney matou a pau.

Mrs. Valentine, Live and Let Die, Hey Jude, Something… Maybe I´m Amazed… incontáveis obras musicais…

A volta foi uma mão de obra. Da Ressacada (estádio do Avaí, local do show) para o Centro de Florianópolis, ainda na Ilha, e do Centro pra São José. Cheguei em casa e dormi… dormi e sonhei…

Sonhei muito… muito mesmo.

Sonhei tanto que, na verdade, não fui ao show. Na tarde do dia  marcado, já em Santa Catarina, eu decidi não ir à Ressacada. Assumi o prejuízo, mas priorizei a minha saúde. Meus joelhos estão doendo (e assim que voltar a Porto Alegre vou ver o que está havendo), e eu não conseguiria ficar tanto tempo em pé.

No final foi positivo, porque choveu muito e eu também não posso pegar chuva.

Não me arrependo da viagem e, apesar de lamentar, também não me arrependo de ter perdido o show. Quem sabe terei outra oportunidade, mas ontem realmente não dava.

Hope to see you another time, Sir. Paul McCartney!!

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O inverno está chegando…

17/03/2012

PhotobucketUm país insular, com formato semelhante ao da Inglaterra. Sete Reinos, distribuídos por todo o território. Lobos gigantes, estações sem tempo de duração nem prazo para acabar. Uma Muralha, construção que separa o extremo norte dos Reinos da Floresta. Famílias (Casas) aliadas e rivais, organizadas em “feudos de fidelidade” por tradição e alianças nas diversas guerras.

Treze anos antes dos fatos narrados no primeiro livro da série, uma guerra civil uniu os Sete Reinos em um só e levou Robert Baratheon, da Casa Baratheon, ao Trono de Ferro. O Rei Robert é casado com Cersei Lannister, uma mulher ambiciosa e que não mede esforços para alcançar seus objetivos.

PhotobucketQuando o rei perde sua Mão (uma espécie de primeiro-ministro) misteriosamente assassinada, ao invés de buscar o substituto em Porto Real, sede do império, resolve chamar seu amigo e aliado Eddard Stark (à direita, sentado no Trono de Ferro), governante de Winterfell, no Norte. A decisão não agrada a rainha, pois ela sabe que os Stark lutaram junto com os Barartheon na guerra civil. Além disso, Nedd e Robert são grandes e antigos amigos. A paz nos Sete Reinos começa a correr perigo e uma nova guerra civil se aproxima… Desta vez, definitiva.

Este é o enredo básico do primeiro livro da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R. R. Martin. Um livro de fantasia, que lembra Tolkien, mas com um pano de fundo levemente histórico (a guerra Stark x Lennister remete à Guerra das Duas Rosas, entre os York e os Lancaster, no século XV).

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As três principais casas dos Sete Reinos no início da série

Serão 7 livros. Nos Estados Unidos já lançaram 5, e aqui 4. São livros grandes (não menos de 500 páginas), mas muito bem escritos. Como são muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, são sempre capítulos de poucas páginas (o que facilita a leitura) e que, ao invés de numerados ou com alguma frase como título, trazem sempre apenas o nome do personagem em destaque naquele pedaço.

Eu li o primeiro, chamado “Guerra dos Tronos”, em 2011, e estou lendo o segundo agora. Acho muito bons. O primeiro livro começa mais devagar, até porque precisa localizar o leitor em tudo o que está acontecendo, quem é quem e qual a relação entre as famílias, além de contar a história de como tudo chegou ao momento atual. Entretanto, antes mesmo do fim diversas situações e acontecimentos inesperados prendem a curiosidade do leitor a ponto de o segundo livro se tornar um objetivo antes mesmo de terminar o primeiro.

PhotobucketTambém em 2011 a HBO transformou a série em uma série de TV chamada “Guerra dos Tronos” (que é apenas o título do primeiro livro). A primeira temporada, que cobre o primeiro volume, tem 10 episódios (bem resumido, tanto no tamanho quanto na qualidade da simplificação) muito bem produzidos, rendendo inclusive um Globo de Ouro para Peter Dinklage, que interpretou o ótimo Tyrion Lannister (à direita).

Uma das minhas “resoluções de ano novo” é ler o segundo livro, chamado “A Fúria dos Reis”, antes da nova temporada começar, em abril. Estou próximo da metade deste, mas ele já começa bem mais ágil que o primeiro. Claro, agora já se conhece os personagens, e as tramas começam do ponto onde terminaram. O leitor, se veio do primeiro volume, já tem condições de entender as consequências qualquer coisa que acontece. Ou mesmo ter certeza de que ainda não se tem a mínima ideia de determinado fato ou acontecimento significa.

No segundo livro aparecem alguns personagens que só foram citados no primeiro. Isso também complica bastante as coisas, pois agora a situação fica cada vez mais complexa.

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George R. R. Martin era roteirista de TV, com diversos programas e séries produzidas tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Sua mudança para a literatura se deveu, basicamente, ao fato de que ele sempre se decepcionava com o baixo número de personagens que uma produção televisiva permite (tanto por questões financeiras quanto de logística). Bom… se era um bilhão de personagens e tramas que ele queria, meus parabéns.

E, claro, com a história indiretamente baseada na Inglaterra, e sendo eu um beatlemaníaco, claro que eu haveria de encontrar uma relação entre o enredo e o quarteto de Liverpool. Reparem só:

Os Sete Reinos e os Beatles
George R. R. Martin – O autor da série é quase xará de George Martin (salvo pelos “R.” do sobrenome), o produtor de 90% das músicas do quarteto de Liverpool;
Lannister – Uma leve corruptela de “Lennon”, que dispensa explicações;
Stark – Quase igual a Starkey, sobrenome verdadeiro do baterista Ringo Starr.

Claro que enquanto eu escrevia este texto eu já lembrei de diversas outras coisas. Inclusive uma história “paralela” do primeiro livro, que sem dúvida deve ganhar muito em relevância a partir do segundo, mas que, neste texto, ia mais complicar do que ajudar o entendimento.

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A título de curiosidade: o terceiro livro se chama “Tormenta das Espadas”; o quarto “Festim dos Corvos”; e o quinto, em pré-venda no Brasil, “A Dança dos Dragões”. O sexto e o sétimo, previstos para se chamarem, respectivamente, “The Winds of Winter” (“Os ventos do inverno”, em tradução livre sem previsão de título em português) e “A Time for Wolves” (“Uma Era de Lobos”, também sem tradução oficial), ainda não foram lançados.

Vale lembrar ainda que eu comprei o primeiro livro por indicação do site Jovem Nerd (www.jovemnerd.com.br), que merece um texto específico, mas isso fica mais pra frente…

O inverno está chegando!

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Liverpool (1960´s) – Porto Alegre (2009)

12/04/2009

Eu já escrevi aqui sobre o show do Clapton que eu fui em 2001. Entre as várias razões para eu ir àquele show estava o fato de que o ”Deus da guitarra” tinha convivido com os Beatles, tendo inclusive sido eternizado em uma de suas gravações “oficiais”.

Pois eis que, inesperadamente, no último final de semana de março de 2009 me surgiu uma oportunidade de ficar ainda mais próximo da “beatlemania”. Se não posso voltar no tempo, tenho que aproveitar as oportunidades que o tempo me dá ao me visitar, certo?

“The Beats” é uma banda argentina cover dos Beatles. Como muitas que existem por aí, é verdade, mas como poucas. Eles são orgulhosamente “xerox” dos fab-fours. Venceram um concurso internacional de bandas-sósia realizado em Liverpool, já tendo inclusive gravado no Abbey Road com a equipe de George Martin.

Um é sósia do John, outro do George, o terceiro do Ringo. O do Paul, por sinal, é canhoto como o próprio. Existe um quinto elemento que faz, nos teclados, os efeitos sonoros que não eram possíveis de se fazer ao vivo nos anos 1960.

O show é incrível. As músicas simplesmente idênticas às gravações. Na verdade, quem vai no show está pagando para ver os Beatles, para ter a oportunidade de ver um show de 45 anos atrás ao vivo. Para isso, a semelhança física e o talento dos “The Beats” são fundamentais.

Os detalhes da produção também são ótimos. Eles trocam de roupa umas cinco ou seis vezes durante o show. No início, todos de branco para cantar “All you need is love” (como na gravação que eu também já comentei aqui). Mais tarde, roupas de couro preto para cantar a fase inicial do “ié ié ié”. Em seguida, roupas psicodelicamente coloridas para a fase “Sargeant Peppers” (acima) além da fase dos ternos (ao lado) e, finalmente, roupas mais despojadas para o período final da banda.

Ponto para os argentinos também por não se resumir às canções mais famosas do quarteto de Liverpool. “I me mine” é um belo exemplo de músicas nem tão conhecidas (ou simplesmente desconhecidas) do grande público e que marcaram presença no Teatro do Sesi.

O show do “The Beats”, por si só, vale muito a pena. Foi a primeira vez que eu fui (mas não a primeira vez deles em Porto Alegre) e, se eles voltarem eu certamente vou de novo!!

E o que este show tinha de especial? Pete Best!

Para os desavisados: antes do sucesso, os Beatles (que, aliás, nem tinham esse nome) eram John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Stuart Sutcliffe e Pete Best. Stuart deixou a banda alguns anos antes do estrelato (e acabou morrendo antes disso também) mas Pete Best, o baterista, foi substituído no dia da gravação do primeiro disco (Please Please Me) e substituído, é claro, por Ringo Starr.

Os Beatles antes da fama. Pete Best é o primeiro da esquerda

Pois Pete Best, em pessoa, estava no show. É claro que, com 70 anos, ele não tocaria o show inteiro (até por que seu substituto, Ringo Starr, “estava” presente). Mesmo assim, Pete contou a sua história, e a história dos Beatles pré-sucesso. Como foi bem lembrado não me recordo por quem, dos que viveram aquela fase pré-sucesso nas noites de Hamburgo, apenas ele e McCartney estão vivos para contar.

Ele tocou duas músicas dos primórdios. De uma época em que os próprios Beatles faziam mais covers do que qualquer outra coisa.

A primeira música foi My Bonnie. Esta os Beatles gravaram como banda de apoio do então famoso cantor inglês Tony Sheridan. A canção, obviamente, não é deles, mas é a versão mais famosa até hoje.

A segunda música é um dos grandes clássicos do nascimento do rock´n roll. Criada por Chuck Berry, “Rock´n Roll Music” tem o ritmo, o clima e a temperatura da virada dos anos 1950 para 1960.


Os dois vídeos são do show em Porto Alegre 

Eu fui ao show com o meu pai. Tendo herdado (e superado, acredito, hehehe) o gosto por Beatles dele, nada mais justo. Apesar de a banda não existir mais há quase 40 anos, vale destacar que a maioria do público tinha por volta de 30 anos, ou seja, nunca viu o quarteto original de perto.

Isso, no mínimo, é um atestado da qualidade, do talento e da eternidade das músicas dos Beatles. Quer fazer um teste?

Responda: Que banda de hoje vai ter um grupo sósia em 2050 cujos shows vão lotar em todo o mundo com um público que, basicamente, ainda não nasceu?

É.. eu também não sei…

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Quatro vezes Hey Jude

16/03/2009

A música eu tenho certeza que todo mundo conhece. A história, será que sim?

Bom.. pra quem não sabe, é o seguinte:

Os Beatles já não iam bem internamente.. era 1968 e o fim se aproximava. John Lennon se apaixonara por Yoko Ono e tinha deixado Cintia (sua primeira esposa) com o filho Julian.

Na volta de uma das visitas à casa de Cintia, Paul McCartney, que, apesar das constantes brigas com o colega de banda, ainda mantinha contato com a – agora – antiga família de Lennon, começa a cantarolar uma música para Julian. Ele queria dizer ao menino que não se preocupasse, que a separação dos pais  não era culpa dele e nem que, por causa dela, eles o amassem menos.

Abaixo, deixo a letra original. Aos que preferem a tradução, aqui está.

Hey Jude
Lennon/McCartney
(na verdade, apenas McCartney)

Hey, Jude, don’t make it bad,
take a sad song and make it better
Remember, to let her into your heart,
then you can start, to make it better.

Hey, Jude, don’t be afraid,
you were made to go out and get her,
the minute you let her under your skin,
then you begin to make it better.

And anytime you feel the pain,
Hey, Jude, refrain,
don’t carry the world upon your shoulders.

For well you know that it’s a fool,
who plays it cool,
by making his world a little colder.
Da da da da da da da da…

Hey, Jude, don’t let me down,
you have found her now go and get her,
remember (Hey Jude) to let her into your heart,
then you can start to make it better.

So let it out and let it in,
Hey, Jude, begin,
you’re waiting for someone to perform with.
And don’t you know that is just you?
Hey, Jude, you’ll do,
the movement you need is on your shoulder.
Da da da da da da da da…

Hey, Jude, don’t make it bad,
take a sad song and make it better,
remember to let her under your skin,
then you’ll begin to make it better (better, better, better,better, better!)
Da, da, da, da da da, da da da, Hey Jude…
Da, da, da, da da da, da da da, Hey Jude…

Duas curiosidades:

Primeiro: Apesar de Paul nunca ter escondido a intenção com a letra, e de “Jude” ser até claramente uma simplificação de “Julian”, Lennon achava que a música era para ele. Um recado para ele “ir e ser feliz com Yoko”.

Segundo: Existe uma gravação – em vídeo – clásssica da música. Bom, pelo menos eu achava que era uma. Na verdade, existem quatro edições, supostamente, de um mesmo momento. Só que as imagens não batem em todos os momentos. Provavelmente foram várias “tomadas” num mesmo evento, o que ocasiona as pequenas diferenças.

As versões foram dos programas ingleses David Frost Show e  Smothers Brothers Show, a PV Version (que eu não sei o que é), e a versão que saiu no Anthology, e é a mais “famosa”. Segue aí…

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A lenda da rua Abbey

08/02/2009

Uma foto. É claro que era pra ser algo importante. Eles estavam produzindo a foto que seria a capa do Abbey Road, o novo – e último a ser gravado – álbum da banda mais badalada de todos os tempos (também é a melhor, mas aí já é opinião minha).

Qual a idéia? Sair do estúdio e atravessar a rua. Fotografar os quatro enquanto caminham pela faixa de pedestres. Simples, não?

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Sim. Mas foi uma capa histórica. Não apenas por ser o novo e tão esperado disco dos Beatles, mas pela série de detalhes que ela tem:

1) Alguém reparou que entre a cabeça do John e o “carro funerário” tem uma pessoa? Pois é, e ela se chama Paul Cole. Acontece que o próprio Cole só descobriu que estava na foto quando viu o disco nas lojas.. já imaginaram?

2) Alguém já ouviu falar na lenda da morte do Paul? Pois esta é a capa com o maior número de “evidências”, segundo os fãs da teoria. Vejamos 3 delas:

- Reparem nos 4. Paul, o suposto falecido, é o único com o pé direito à frente, além de estar descalço; John, de branco, seria o médico; Ringo, de preto, o padre; George, de jeans, o coveiro.

- Estão vendo o fusca branco à esquerda? Não dá pra ler nesta foto, mas a placa é: “28 IF”. Paul tinha 28 anos no dia da foto. Contudo, a lenda diz que ele “teria” 28 se (IF) estivesse vivo…

- à direita, um suposto carro funerário.

A lenda da morte do Paul McCartney foi tão forte que ele teve que ir a TV na época dizer que não estava morto. E 24 anos depois o próprio Paul fez uma brincadeira com a lenda. Para a foto de capa do seu disco ao vivo de 1993 ele fez uma brincadeira com a foto orginal:

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É a mesma foto. Os Beatles foram retirados digitalmente, assim como Cole e o “carro funerário”. Além disso, mudaram a placa do fusca que agora diz “51 IS”, ou seja, Paul McCartney TEM 51 anos no momento desta foto. Detalhe também no nome do disco: “Paul is live”, que pode ser traduzido como “Paul está vivo”.

É claro que uma capa dessas também renderia sátiras… e quem melhor para fazer isso do que a família mais louca da televisão?

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Reparem na riqueza de detalhes. As roupas, as poses, os olhares. Os carros, o “intruso” e até a placa do fusca estão lá (e dá pra ler direitinho o 28 “IF”). Mais uma produção genial de Matt Groening. (Para assistir a cena do desenho, clique aqui).

Se alguém acredita que Paul McCartney está morto desde os anos 1960, tudo bem. Pra mim ele ainda vai ser o último dos fab-four vivo. Ou, como disse a revista Veja quando o entrevistou: “ele já é pois Ringo Starr está apenas tecnicamente vivo

(obs 1: É óbvio que são inúmeras as sátiras aos Beatles. Navegando na internet se encontra, por exemplo, as capas do próprio Abbey Road, do Please Please Me (original) e do Rubber Soul (original) com bonecos de Lego no lugar do quarteto).

(obs 2: Acabei de encontrar este blog com diversas sátiras da Abbey Road).

(obs 3: Quer saber mais sobre o álbum?)

(obs 4: todas as fotos neste post são “clicáveis” para se ver elas em tamanho maior)

(obs 5: não vai comentar, não???)

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Aqui hoje…

27/11/2008

É incrível como sempre tem coisa pra encontrar..

Outro dia eu estava lendo uma notícia sobre Paul McCartney, opinião dele sobre baixar músicas na internet e tal. E aí, no meio da reportagem, citava a música que ele escreveu quando Lennon morreu…

Eu pensei.. êpa.. ele escreveu uma música pro Lennon? Depois do fim dos Beatles? Tipo, é claro que eles haviam sido grandes amigos mas o fim do quarteto não havia sido muito amigável e, até onde se sabe, eles nunca mais se falaram nem mesmo cordialmente…

Mas eis que Paul realmente escreveu uma canção para o amigo. “Here Today”, que está no seu álbum “Tug of War”, de 1982. A tradução do nome da canção é “Aqui hoje”, e abaixo eu deixo um vídeo e a letra (original e traduzida).

Uma linda canção… para mim, muito emocionante….

Letra:

Here Today
Paul McCartney

Composição: Paul McCartney

And If I Say I Really Knew You Well
What Would Your Answer Be.
If You Were Here Today.

Ooh- Ooh- Ooh- Here To – Day.

Well Knowing You,
You’d Probably Laugh And Say That We Were Worlds Apart.
If You Were Here Today.
Ooh- Ooh- Ooh- Here To – Day.

But As For Me,
I Still Remember How It Was Before.
And I Am Holding Back The Tears No More.
Ooh- Ooh- Ooh- I Love You, Ooh-

What About The Time We Met,
Well I Suppose That You Could Say That We Were Playing Hard To Get.
Didn’t Understand A Thing.
But We Could Always Sing.

What About The Night We Cried,
Because There Wasn’t Any Reason Left To Keep It All Inside.
Never Understood A Word.
But You Were Always There With A Smile.

And If I Say I Really Loved You
And Was Glad You Came Along.

If You Were Here Today.
Ooh- Ooh- Ooh- For You Were In My Song.
Ooh- Ooh- Ooh- Here To – Day.

Tradução:

Aqui Hoje

E se eu dissesse que realmente te conheci bem,
Qual seria sua resposta,
Se você estivesse aqui hoje?
Ooo -oo-ooo Aqui hoje…

Te conhecendo bem,
Você provavelmente iria rir e dizer que nós éramos de mundos separados,
Se você estivesse aqui hoje.
Ooo- oo – oo Aqui hoje.

Mas pra mim,
Eu continuo lembrando como foi antes.
E não estou mais segurando as lágrimas.
Ooo- oo- oo- Eu te amo…

E sobre quando nos conhecemos,
Bem, eu acho que você diria que nós trabalhamos duro no começo.
Não entendíamos nada,
Mas nós sempre podíamos cantar…

E sobre a noite em que choramos,
Porque não havia razões para manter tudo aquilo…
Nunca entendia uma palavra.
Mas você estava sempre lá com um sorriso…

E se eu disser:”Eu realmente amava você”.
E estava feliz por você vir junto.

Se você estivesse aqui hoje…
Ooo – ooo – oo Por você estar em minha canção.
Oo – ooo – ooo Aqui hoje…

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All you need is love

09/11/2008

Certamente todo mundo conhece esta música. Existe uma pequena chance de alguém não saber que ela também é dos Beatles… uma chance um pouco maior de alguém não saber em que condições ela foi escrita… e uma boa chance de nenhum outro desocupado ter parado pra pensar sobre a letra…

Bom.. pra começar, “All you need is love” é uma frase fácil de traduzir. “Tudo o que se precisa é amor”. Esta, aliás, era a idéia do John Lennon quando compôs a canção. Ela foi feita sob encomenda para um show televisivo para o qual os Beatles foram convidados. O que este show tinha de especial? Foi a primeira transmissão ao vivo internacional da história. Pela primeira vez Estados Unidos, Europa e Ásia podiam assistir ao mesmo programa ao mesmo tempo.

E o que mais? Bom… o ano era 1967 e os Beatles já começavam a caminhar para o fim. Eles já não faziam mais shows ao vivo há cerca de 2 anos, Yoko Ono já tinha chegado e Brian Epstein morreria cerca de um mês depois do show. Por diversas razões, o clima entre os quatro já não era dos melhores.. Tanto que essa letra foi escrita por Lennon, mas Paul escreveu outra canção, que nunca foi gravada. Outro detalhe: eles não tocavam ao vivo desde 1965, e tiveram que ensair MUITO… sim, desde o último show em São Francisco eles estavam apenas gravando discos, e aí errar e refazer é perfeitamente possível.. Contudo, na primeira transmissão ao vivo via satélite errar não ia ser muito aconselhável..

Como a transmissão seria internacional, a “encomenda” pedia uma canção que pudesse ser compreendida por todos os povos. O resultado disso, no caso dos Beatles, foi uma mensagem simples, universal e de linguagem bastante acessível também.

Não é necessário ter inglês fluente para entender grande parte da letra e, principalmente, a mensagem (que está explícita no título, aliás). De qualquer forma.. vamos ver algumas coisas…

Na primeira estrofe:

There’s nothing you can do that can’t be done
Nothing you can sing that can’t be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It’s easy

Para mim, a mensagem é sobre o quanto devemos nos preocupar com as coisas.. Às vezes a gente procura diversas formas resolver coisas que não tem outra solução se não uma determinada atitude. Acreditando que vai encontrar uma nova forma, um novo caminho, uma nova e revolucionária saída.. E por isso a música diz:

“Não ha nada que se possa fazer que não possa ser feito, que se possa cantar e não possa ser cantado, que se possa dizer, mas se pode aprender a “jogar o jogo” “. Talvez agora soe como algo do tipo “desista, não tem jeito…” mas, pra mim, é ao contrário.. é algo no sentido de “aceite seus limites e descubra que pode ser muito feliz com eles”. O “jogar o jogo” da terceira frase, pra mim, é isso. Não é se submeter.. é apenas entender que a vida vai encontrar outro meio.. tudo vai dar certo… basta ser você mesmo e ter amor!

Seguindo a música…

There’s nothing you can make that can’t be made
No one you can save that can’t be saved
Nothing you can do, but you can learn how to be you in time
It’s easy

Nessa estrofe, eu destaco o segundo verso: “Ninguém que você possa salvar que não possa ser salvo”. Isso serve para aqueles momentos em que um amigo está com algum problema e você tem vontade de fazer de TUDO para ajudá-lo… Amizade é isso, claro.. mas amizade também é respeitar o espaço do outro e o seu próprio espaço. Às vezes nos intrometemos nos problemas dos outros com a melhor das intenções… só que, na maioria das vezes, não é a nossa vida que vai sofrer as conseqüências.. A questão é delicada e subjetiva, mas a idéia seria, mais uma vez, fazer o possível e deixar a vida se encarregar do resto…

E a última estrofe…

There’s nothing you can know that isn’t known
Nothing you can see that isn’t shown
Nowhere you can be that isn’t where you’re meant to be
It’s easy

Destaque da penúltima frase: “Nenhum lugar onde você possa estar que não seja onde você devesse estar”.

A vida é feita de escolhas. Boas, ruins, certas ou erradas. A nossa situação hoje, em todos os aspectos, é resultado das nossas próprias escolhas. Existem lugares, momentos, situações em que gostaríamos de estar, com certeza. Contudo, estamos “aqui” e só sairemos “daqui” quando começarmos a nos mexer de verdade pra isso. Até prova em contrário, “aqui” é o lugar onde deveríamos estar.

Não está satisfeito? Mexa-se! Mexa-se sabendo que não vai ser pra amanhã que as coisas vão melhorar… mas se você não começar hoje, nunca vai sair “daqui”.

Um detalhe. O “amor” de que a música fala não é nenhum amor específico.. é amor no sentido da auto-estima, do querer bem ao mundo… de simplesmente amar!

Enfim. A mensagem da música, pra mim, é essa: Faça o seu melhor sempre… mas saiba que somos todos humanos e errar faz parte. No fundo, no fundo… tudo o que se precisa é amor!


A primeira gravação transmitida
internacionalmente via satélite da história

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Você é o que você lê

03/11/2008

É verdade que essa é uma das frases mais batidas de todas, mas também é verdade que ela é absolutamente correta.

Ler é fundamental. Alguma coisa.. revistinha, revista, quadrinhos, jornal, panfleto, cartas. Acima de tudo, ler.

Primeiro, por que abre a cabeça. Por mais inocente e inútil que pareça o texto, é contato com culturas, formas de pensar, pontos de vista sobre os mais diferentes assuntos. Ainda que ter uma única fonte de informação não seja o mais indicado, ter uma fonte de informação já ajuda bastante.

Outra razão pela qual ler é tão importante é para aprender a se expressar. Não precisa aprender a escrever de forma rebuscada, nem falar de maneira formal. Não é isso. Apenas que, quem lê talvez até nem perceba, mas aprende a se expressar. Quanto mais se lê, melhor se aprende a organizar as idéias para expressá-las, ganha-se vocabulário e cultura geral. Não sei se pra todos.. mas, no meu caso, até a auto-estima melhora quando eu estou lendo alguma coisa.

Há 2 anos eu resolvi fazer um teste. Criei uma lista dos livros que eu li desde o meu aniversário de 2006. Antes do meu aniversário de 2007 eu perdi este arquivo.. não lembro quantos eu tinha lido. Contudo, no meu aniversário do ano passado eu recomecei a contagem, e consegui completa-la no dia 28 de outubro de 2008.

Dezessete livros em 12 meses. Todos lidos do início ao fim entre os dias 28 de outubro de 2007 e 28 de outubro de 2008. Se a gente é o que a gente lê… dá pra ter uma idéia do que eu sou a partir da lista abaixo…

1808 (Laurentino Gomes) – Um grande livro. Li ainda em 2007, mas foi no início da onda revisionista que foi moda até meados deste ano graças ao bicentenário da chegada da família real ao Brasil. Indico para todos os interessados. Leitura leve, muito interessante, nos mostra um Brasil em formação. Os 14 anos entre a chegada da família real e a independência foram, sem dúvida, fundamentais para a identidade nacional brasileira. O início do breve império brasileiro e o nascimento da idéia de “brasileiro” são o pano de fundo da aventura de Dom João VI pelas terras tupiniquins. A interpretação que Laurentino faz do então imperador português, diferente da imagem medrosa e desajeitada que se tem também é muito interessante.

Volta ao mundo em 80 dias (Julio Verne) – Eu, particularmente, sou fã do escritor francês. Já tinha lido “Da Terra à Lua”, também muito bom. No “volta ao mundo”, o personagem principal faz uma aposta de que dará a volta no planeta em 80 dias numa época em que não havia, por exemplo, aviões comerciais. Balão, trem, navio, carona.. pra tudo dá-se um jeito. Sei que há filmes baseados neste livro, e que talvez hoje – com aviões que dão a volta em poucos dias – a história perca um pouco do sentido. Mesmo assim, acho que poderia ser um ótimo roteiro para um filme moderno… muito bom!!

Viagem ao centro da Terra (Julio Verne) – Este, também do mesmo escritor, está nos cinemas em cópias 3D. Ainda não vi, mas deve ser muito bom! A história, em graaaaaaaande parte fantasiosa, é uma grande aventura que poucos autores saberiam contar como Verne. Uma viagem.. ao centro da Terra (dã!).

Furacão Elis (Regina Echeverria)- Este eu comprei na Feira do Livro de Porto Alegre do ano passado. Em formato “Almanaque” (como está em moda) conta a história de Elis Regina, da infância no IAPI em Porto Alegre à morte por overdose acidental. Eu sempre adorei Elis, mas não a conheci viva e nem a conhecia profundamente. Uma história de garra, sorte e muito talento.

Tim Maia (Nelson Motta) – Até então, o melhor livro do ano. Uma senhora biografia, da qual eu já falei aqui. Simplesmente fantástica!

Chega de Saudade (Ruy Castro) – A história da Bossa Nova. Basicamente, uma biografia de João Gilberto. O livro vai muuuuito bem até a metade, quando chega ao “fim” da Bossa Nova. Depois, se perde um pouco em considerações sobre o que foi e o que poderia ter sido… Ruy Castro é um grande biógrafo, mas este livro não se compara com os suas outras obras “Estrela Solitária” (sobre Garrincha) e “O Anjo Pornográfico” (sobre Nelson Rodrigues).

Ninguém escreve ao Coronel (Gabriel Garcia Marquez) – Um achado! Encontrei este livro, por 10 reais, num sebo em Porto Alegre. Do Garcia Marquez eu já tinha lido “Viver para contar” e “Crônica de uma morte anunciada”, além de uma biografia escrita pelo jornalista colombiano (e conterrâneo do escritor) Dasso Saldivar. Um dos meus traumas literários é já ter começado várias vezes mas nunca ter conseguido terminar de ler “Cem anos de solidão”… mas um dia eu chego lá…
Em “El coronel no tiene quien le escriba” (título original), o escritor conta a história do seu próprio avô, herói de uma guerra civil colombiana, que passou décadas – em vão – esperando uma carta do governo colombiano com a recompensa pelos serviços prestados à nação. Um livro curto, mas emocionante, e que se torna ainda melhor quando se conhece a história real.

O nascimento da imprensa brasileira (Isabel Lustosa) – Esse foi “o jornalista” quem leu. Tem a ver com o “1808″, pois fala do desenvolvimento – e do nascimento – da imprensa brasileira durante os anos de Dom João VI no Brasil, e de como ela auxiliou na proclamação da independência. Se por um lado é certo que ela não tinha a mesma influência que tem hoje, também é verdade que ela já era um importante propagador de idéias naquela época. E a importância disso para o sucesso de uma idéia como o desligamento Brasil-Portugal depois de 400 anos também é inegável.

Loureiro da Silva (Carlito de Grandi) – Biografia de um dos grandes prefeitos de Porto Alegre. Eu sempre ouvia falar nele, mas não sabia exatamente o que ele tinha de tão especial. Bom, algumas das principais avenidas da Porto Alegre dos primeiros anos do século XXI são fruto de idéias de Loureiro que então pareciam devaneios. Ou ainda, algumas características da geografia da cidade que hoje parecem ter estado ali sempre (como a Avenida Ipiranga) foram iniciativas de um homem que redesenhou a cidade e, acertadamente, a preparou para o futuro. Pena que desde que ele deixou o poder pela segunda vez (nos anos 1960) nenhum outro prefeito tenha tido a mesma preocupação…

Flores da Cunha (Lauro Schirmer) – Este é, de certa forma, o outro lado da moeda. Quando se lê sobre Getúlio Vargas, Flores da Cunha é uma das encarnações do mal. Entretanto, a importância de Flores para a ascenção do próprio Vargas, se não foi fundamental, foi decisiva. Flores foi muito mais do que isso, mas ao mesmo tempo que foi um dos artífices do Golpe de 30, cortou relações com Vargas quando o Estado Novo se avizinhava, poucos anos depois. É claro que ele não era exatamente… hmm.. flor… que se cheire (com desculpas pelo trocadilho infâme), mas Getúlio, indubitavelmente, também não. Apesar de Schirmer ter a mania de transformar seus biografados em heróis incontestáveis, com parcimônia e crítica, o livro vale muito a pena.

História Ilustrada do Rio Grande do Sul – Fechando a série “Gaúcho com orgulho”, um livro/enciclopédia que conta a história gaúcha desde a pré-história (sim, literalmente) até a morte do Brizola. Anos atrás ela foi um colecionável da Zero Hora, mas eu comprei já em formato livro. Pra quem gosta de história, muito bom. Desde as guerras luso-espanholas pela posse do Continente de São Pedro, passando pelas origens da Revolução Farroupilha, a própria Revolução, o fim do Império, depois o positivismo de Julio de Castilhos e Borges de Medeiros, Getúlio Vargas (que Borges apoiou por acreditar que ele “sumiria” do cenário nacional ao perder a eleição de 30) até a ditadura dos anos 60 e Brizola. Eu já disse isso de outros livros, mas este vale muito a pena!

Toda Mafalda (Quino) – Pausa para rir um pouco. Na minha opinião, a pequena menina argentina é um dos melhores personagens de quadrinhos de todo o mundo. Inteligente, irônica, bastante politizada e sempre caricata em relação à Argentina, e por que não, a toda a América Latina dos anos 70/80. Este livro tem todas as tiras produzidas. Quem conhece, sabe. Quem não conhece, procure conhecer, ou fale comigo que eu apresento, hehehe…

Noites Tropicais (Nelson Motta) – Este foi o melhor livro do ano. Pra não dizer “disparado”, ele divide a medalha de ouro com o último livro da lista. Na verdade, é uma auto-biografia do próprio Nelson Motta, mas o pano de fundo é a história da música brasileira. Do início da Bossa Nova (mesma época retratada no “Chega de Saudade”), passando profundamente pela Jovem Guarda, Elis Regina, Festivais da Record, até chegar no Rock 80 e ao Rock In Rio 85. Uma viagem fantástica pela história da MPB. Se alguém aí está procurando um livro leve, divertido, interessante e com conteúdo para ler. Esta é a dica! Ele com certeza vai merecer um texto especial mais pra frente…

Diário Noturno (Gabriel O Pensador) – Para quem ainda não sabe, eu sou um grande fã de Gabriel o Pensador. Até não muito tempo atrás eu era inclusive parte de um fã-clube oficial. E foi através do fã-clube que eu consegui comprar o “Diário Noturno”. É um livro de poesias do Gabriel, escritas desde a infância até os dias atuais, sobre os mais variados assuntos. Alguns são profundos feito uma folha de papel, mas outros são geniais como várias letras dele. Eu admiro muito a forma simples e inteligente que o Gabriel usa para se expressar. Quem não conhece ele além do cantor (que, aliás, anda meio sumido), deveria.. o cara não é “pensante” só no nome.

Beatlemania (Ricardo Pugialli) – Coisa de fã. Um “almanaque” sobre os Beatles. Nenhuma grande novidade, mas mais um documento sobre… hmm.. a beatlemania. Para quem quer conhece-los mais a fundo mas não tem paciência para as 10 horas de vídeo do Anthology ou para o último livro desta lista, é uma boa dica. Beatles, para quem não sabe, é um assunto que eu posso passar semanas falando, com prazer, hehehe…

Almanaque dos Seriados (Paulo Gustavo Pereira) – Bom… pra fãs de seriados este é o livro. Fala de todos, ou de quaaaaaaaase todos, desde o início (1950´s) até os seriados iniciados em 2006. Zilhares de informações sobre atores, atrizes, produções, origens, filmes que saíram de seriados, seriados que saíram de filmes.. tudo! Uma pesquisa respeitável e bastante útil. Um defeito? Falta de organização… está ordenado por década, mas dentro das décadas por assunto. Não informa o ano em que o seriado saiu. Sabe-se, por exemplo, que Friends saiu “nos anos 90″, mas não em que época. Isso dificulta até a pesquisa. Se depois tu quer achar um seriado sobre o qual tu já leu… boa procura!!

The Beatles (Bob Spitz) – Sim, é este. Este é o último livro do ano, terminado às vésperas dos 30, e que divide a medalha de ouro com “Noites Tropicais”. Nem só por ser sobre Beatles, mas por ser realmente fantástico. Quase 900 páginas contando toda a história. Desde a origem dos 4, nos anos 30/40 até o fim da banda em 1970. Esse é pra fã mesmo, e pra fã que gosta muito de ler. Apesar de muito bem escrito, leve e interessante.. 900 páginas são sempre um grande desafio, hehehe… Pra mim, particularmente, valeu a pena! Eu recomendo!

Pois é.. e lá se foi o ano. Quantos serão este ano? Não sei.. tenho uns 4 ou 5 pela metade, e já iniciei mais dois. Um deles eu devo terminar ainda esta semana, mas o outro não sei. E tem mais dois que eu ganhei de aniversário. O certo é que vou terminar de ler estes que estão em aberto antes de comprar ou conseguir mais (ao menos eu estou me esforçando muito para acreditar nisso, hehehe).

Bom.. se é mesmo verdade que se é o que se lê, eu, neste último ano, fui isso aí… ê carinha para ser confuso, né?

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O amanhã nunca sabe

03/09/2008


Há praticamente um ano eu falei sobre o filme “Across the Universe” que estava sendo lançado. Naquele texto eu comentava baseado no que tinha lido, e nas poucas cenas que tinha visto na internet.

Hoje, entretanto, vim para falar do filme depois de tê-lo visto incontáveis vezes. Sen-sa-cio-nal.

Começa pelo nome do filme.. “Across the Universe” ou, em português, “Através do universo”. Podemos dizer que ele se refere, claro, ao nome da belíssima música dos Beatles do disco Let it Be. Por outro lado o “universo”, no caso, pode ter vários sentidos. Pode ser, claro, o universo beatlemaníaco – ao qual o roteiro tem esta e outras incontáveis referências – ou, acredito que seria mais preciso, os anos 1960, pois o filme viaja através desta década e dos seus efeitos na sociedade e na cultura norte-americana e, por que não, mundial.

Nas primeiras cenas do filme nós somos apresentados ao despojado e determinado estivador inglês Jude (Jim Sturgess) e à linda, doce e americana Lucy (Evan Rachel Wood). Enquanto ela dança num dos tradicionais bailes de formatura dos anos 50 na América, ele curte um incipiente rock´n roll num lugar que imita o Cavern Club (onde os Beatles começaram a fazer sucesso).

Jude resolve ir para os Estados Unidos atrás do pai, que era um militar americano e engravidou sua mãe durante a 2a Guerra Mundial. Lá ele acaba encontrando Max, irmão de Lucy, e conhecendo também Sadie, Prudence e Jo-jo. E é nas aventuras dessa turma através dos anos 1960 que o filme se desenrola.

Dezenas de – e apenas – músicas dos Beatles fazem a trilha sonora deste quase musical. Os efeitos da Guerra do Vietnã nos Estados Unidos são um dos pontos altos do filme, que conta também com a participação de Bono Vox como o misterioso Doctor Robert.

Seria impossível listar todas as referências que o filme traz. Algumas são claras, como as músicas, o nome dos personagens e seu contexto, mas existem muitas outras menos óbvias como por exemplo:

- No início do filme, Jude está na fila no porto e um homem diz para ele… “É, eu costumava dizer: “Quando eu tiver 64 anos…” (Música: When I´m sixty four / Quando eu tiver sessenta e quatro );

- em uma cena, Max está consertando um ventilador, segurando um martelo de prata. (Música: Maxwell´s silver Hammer / O martelo de prata do Maxwell).

- Prudence entra na casa de Sadie pela janela do banheiro (Música: She came in through the bathroom window / Ela entrou pela janela do banheiro);

Jude, Lucy, Max, Sadie, Jo-jo e Prudence

Outro dia eu resolvi colocar ele no DVD enquanto deitava para adormecer. Pensei.. “ele é longo… daqui a pouco eu durmo com ele rodando, durante alguma música…”. É claro que, quando eu dei por mim, estava nos créditos… tinha visto todo de novo, 2 horas e meia… e eu nem olhei no relógio pra ver que horas eram, pois sabia que ia ter que acordar logo…

Resumindo… é um filme imperdível? É! É um clássico? Sim, já é um clássico! Compre! Copie! Grave! Veja! Reveja! Vale a pena! E depois, é claro, me diga o que você viu

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Com uma pequena ajuda dos meus amigos..

19/10/2007

Eu li por aí que a vida depende 10% do que acontece com a gente e 90% da forma como a gente encara o que acontece com a gente. Mais importante do que o fato é o sentimento, o momento, a pressa, a dor, a alegria ou o medo.

Existem várias formas de se dizer uma coisa. Uma mesma coisa, falada ao vivo ou por um chat de internet (MSN ou coisa do tipo) pode ter mil interpretações. No caso do MSN é pior, por que muitas vezes o tom de voz e o gestual muda todo o sentido do que se está dizendo.

“Bah”, por exemplo. Existem aproximadamente 3 bilhões de usos possíveis para esse pequeno termo gaúcho. A gente nem nota, mas a entonação difere completamente um “bah” do outro.

Vamos pegar uma música como exemplo. “With a little help from my friends” (tradução). Se você está de bom humor, mundo é lindo, tudo tranqüilo e tal, você canta ela assim:


The Beatles – With a Little Help from my Friends

Mas se tá tudo errado, e talvez você nem saiba ou não consiga ver o que está errado, é melhor sair de perto e cantar assim:


Joe Cocker – With a Little Help from my Friends (Woodstock 69)

Não sei se alguém não sabia, mas é a mesma música. Original do álbum Sargent Pepper´s Lonely Heart´s Club Band, regravada por Cocker pouco depois. E duas versões fantásticas, na minha opinião, uma para cada momento, como eu disse.

E você, como está se sentindo hoje?

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