Atenção: o texto conterá alguns spoilers inevitáveis. Se desejas ver a sériem saber de nada, não leia.
Eu sempre fui fã de séries. Friends, Lost, Anos Incríveis, House e Smallville são algumas das minhas favoritas. Algumas delas eu vi até o fim, outras ainda não acabaram. Mas estas citadas eu acompanhei enquanto passavam, nunca começando depois de terminadas.
Não foi o que aconteceu com Prison Break. Essa eu até lembro na época que passou, que eu pensava “mas se a ideia é fugir da cadeia, é óbvio que eles não conseguem, pois quando conseguirem, acabou o seriado”. Era mais ou menos o que eu pensava de Lost sobre os sobreviventes saírem da ilha. E, como daquela vez, ledo engano. Ainda: desta vez, engano duplo.
Não só a série se sustenta, e bem, com eles dentro da prisão, como ao final da primeira temporada eles conseguem sair, e, como em Lost, é aí que a coisa complica…
A história básica: Lincoln Burrows (à direita na foto) foi injustamente acusado de matar o irmão da vice-presidente dos Estados Unidos e, preso em Fox River, está a semanas do corredor da morte. Seu irmão, Michael Scofield (à esquerda) decide roubar um banco para ser preso também e salvar o irmão. Detalhe: engenheiro que é, ele participou do grupo que, anos antes, projetou Fox River, e tatua todo o corpo com indecifráveis dicas de como sair de lá.
A primeira temporada apresenta alguns personagens que serão fundamentais na sequência, e outros que infelizmente somem ou aparecem esporadicamente. Os destaques são o companheiro de cela de Scofield, Fernando Sucre, e a bela médica Sara Tancredi. Vale citar também Theodore T-bag Bagwell, o pedófilo que acompanhará os protagonistas durante toda a série, sendo fundamental até o fim.
A fuga que era para ser apenas entre os dois irmãos acaba levando oito para fora de Fox River. A partir deste momento eles se tornam “the Fox River Eight” e entra em cena o policial do FBI Alex Mahone à caça dos fugitivos.
Além de fugir da polícia e do FBI, que querem levá-los de volta a Fox River, Scofield e Burrows descobrem que existe uma organização secreta chamada “a Companhia”, que armou a acusação de assassinato para Burrows e os quer mortos. Por temer o que os outros fugitivos possam saber, “a Companhia” decide eliminar todos eles.
A segunda temporada se desenvolve nesta fuga. Alguns dos fugitivos morrem (sempre de forma surpreendente) e começam as surpresas e reviravoltas no roteiro da série. Se descobre, ao longo da segunda temporada, que os personagens são mais profundos, mais complexos.
Ao final da segunda temporada Scofield assume outro assassinato, desta vez cometido por Sara, e acaba preso em Sona, no Panamá e, na terceira temporada, a briga é para fugir de lá. Neste ponto, alguns personagens que antes eram os “bandidos” da série, ou seja, homens da lei, também estão presos, o que torna a missão de Scofield ainda mais dura. Destaque na temporada para T-Bag e Brad Bellick, o poderoso guarda penitenciário da primeira temporada que, preso, mostra ser um homem medroso e traiçoeiro.
A quarta temporada é o embate final contra “a Companhia”. O auge do gato-e-rato pois, livres (pero no mucho) novamente, enquanto correm atrá do que pode acabar com os anos de perseguição, eles são perseguidos, novamente, pelo FBI.
O fim da série é muito bom, principalmente por não se poder dizer que foi exatamente um final feliz. A série se mantém, durante as quatro temporadas, dentro de um mesmo universo, um mesmo fio de história, que é muito bem encerrado. É claro que é uma série de aventura, com exageros típicos deste tipo de produção, mas nada irreal ou impossível. No máximo.. bastante improvável.
Nas cenas finais, quando mostra “anos depois”, uma última surpresa. Mais tarde foi feito um filme para explicar como as coisas acabaram como acabaram. Felizmente, o filme é fiel ao estilo da série e os que sobreviveram, viveram felizes para sempre (ou não).









