
Carta para o meu melhor amigo
01/01/2010Feliz 2010, galera!
Para celebrar o novo ano, publico uma carta que escrevi no primeiro ano de faculdade (2000). Entre diversas referências musicais ao longo do texto estão diversas canções que estavam em voga na época e/ou que eu gostava – e gosto. O importante era que eu estava escrevendo para eu mesmo ler dali a 10 anos, ou seja, em 2010.
Com 21 anos, eu estava numa fase de grandes mudanças. Tinha acabado de começar jornalismo e sentia como se tivesse a vida toda pela frente…
Olhando agora, o Daniel, bixo da Famecos, ficaria bem feliz de saber do resultado desta louca primeira década do século XXI. O curioso é que, em pleno século XXI, tão falada época da comunicação em tempo real, essa carta deveria levar 10 anos pra ser entregue.
E não é que a carta chegou??
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Olá, Daniel
Como você está? Eu estou bem. Bem, na verdade, ainda é cedo para afirmar isso. Você sabe, mas estou caminhando e cantando e seguindo a canção…
Não sei se você vai se lembrar de mim, mas estou aqui, em pleno ano 2000, aprendendo com meus primeiros erros. O tempo não pára, e às vezes isso é muito cruel. Contudo, se você (eu) está lendo isso, é porque, de alguma forma, nenhum de nós desistiu.
Eu não sei quanto a você, mas ainda lembro de muitas coisas “inúteis” ou que me causam sofrimento. Como você sabe, somos dos anos 70, e vivemos a “Geração Coca-Cola”, cantada por Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Você lembra da Legião Urbana? Hoje, eles são imortais, deuses da música brasileira, apesar de o Renato Russo ter falecido há alguns anos.
Exagerado. É assim que eu me considero na maioria das vezes. Se é verdade que vale quanto pesa, certas coisas pesam – hoje – muito mais do que deveriam.
Eu tenho sido meio burro, é verdade. Às vezes acho que crio problemas só para ter que enfrentá-los. Mas, por acaso, meu caro detetive, sabe o porquê disso? Isso tudo é por você, para que quando você estiver lendo isso, tudo isso que eu falo seja passado e, se tudo der certo, terá sido um passado mais que perfeito.
Hoje faz pouco mais de um ano que eu resolvi mudar, e a cada dia eu vivo, ou tomo, mais uma dose dessas mudanças. Vivo entre tangos e tragédias, em busca do romance ideal.
Talvez, quem sabe, este seja o meu erro. Eu vivo hoje de volta para o futuro, sem pensar, na verdade, no hoje. Espero que agora, quando estarei lendo isso no final da primeira década do novo milênio, eu já tenha encontrado a única balada do amor inabalável, que é a minha auto-estima, meu amor próprio.
Bem, Daniel – é assim que você gosta de ser chamado, não é? -, boa sorte. Espero sinceramente que consigas aquilo que queres, pois sei que tens capacidade pra isso. Nos vemos em 10 anos!!! Um abraço!
Fábio Daniel Lunardi Jacques
Porto Alegre, ano 2000





Já escreveu a carta para os próximos 10 anos?
Abraço.
Amigos não são aqueles que te dizem: vá em frente
Mas amigo que é amigo é aquele que te diz: vou contigo
Oi Daniel! Bah não sabia que tu preferia Daniel…
Que interessante! Acho que vou fazer uma carta dessas para ler quando eu estiver quase com 40 anos!
bem interessante este exercício e tua mensagem pareceu bem madura lá no passado. Eu acho q teria escrito umas bobagens aê, não sei falar do futuro sem estar totalmente ligado no presente. abs