Posts de novembro \28\UTC 2009

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A raposa otimista

28/11/2009

Cinco (inacreditáveis) anos atrás eu escrevi sobre “Lucky Man”, o livro autobiográfico de Michael J. Fox (ver IMDB), no qual ele contava como um garoto do interior do Canadá se tornou um astro, e como a descoberta da doença de Parkinson, na virada dos anos 1990 mudou a sua vida.

Pois eis que eu encontrei, na Feira do Livro de Porto Alegre 2009, o livro que, de certa forma é a continuação daquele. O título, e a mensagem é:  ”Um otimista incorrigível” (“Always Looking up: the adventures of an incurable optimist”, no original, em inglês).

Não é exatamente uma continuação pois, enquanto aquele é estritamente biográfico, este se propõe a refletir sobre a relação do J. Fox com a doença. E não é nada de “ó, estou morrendo, pobre de mim”. Ao contrário.

Como o próprio título diz, o livro é otimista. Mostra como o ator encara, vive e confronta a doença diariamente. A organização dele também não é cronológica, mas em quatro grandes capítulos: Trabalho, política, fé e família.

Na introdução, ele fala da sua rotina com a doença, descrevendo em detalhes assustadores a luta diária para executar, sem o devido controle muscular, atividades corriqueiras como escovar os dentes.

Em relação a trabalho, ele conta como foi a mudança da vida de ator de filmes (como a trilogia De Volta para o Futuro) e seriados (de Caras e Caretas a Spin City) de sucesso para o de presidente de uma fundação que tem, como ele gosta de ressaltar, um único objetivo: fechar. A Michael J. Fox Foundation for Parkinson´s Research (Fundação Michael J. Fox para a pesquisa do Parkinson) foi criada com o intuito de incentivar pesquisas para encontrar a cura da doença. No dia que este objetivo for alcançado, ela fecha.

Na política, ele fala sobre o jogo de interesses que cerca a questão da pesquisa com células-tronco, principalmente nos Estados Unidos. Grande parte do livro, por exemplo, se passa no longo governo George W. Bush, que era contrário às pesquisas. A briga de bastidores, incluindo o episódio no qual ele foi acusado inclusive de fingir ter os tremores da doença para sensibilizar cidadãos e eleitores norte-americanos é um dos pontos mais interessantes do livro.

No que diz respeito a fé, além de falar de si e de sua visão própria de Deus, conta também de sua relação com o judaísmo, que é a religião de sua Tracy Pollan e seus filhos.

Na parte de família ele fala de seus pais, sua infância e “a grande viagem”. Também fala de Tracy, e seus filhos Sam, Aquinnah, e Schuyler e  Esmée e de seus irmãos, principalmente K.C., com quem era muito ligado e quem acabou perdendo cedo…

Eu sei que é piégas, é um lugar-comum e tal. Mas Michael J. Fox merece ser admirado pela forma de encarar o mundo. Portador de uma doença degenerativa que muitas vezes acaba com o ânimo de qualquer um e mudou sua vida completamente. Mudou sim, mas acabar nunca. E, ao contrário do que talvez alguns pensem, o caso dele é bem grave. Não desistir e, mais do que isso, olhar sempre para o que se tem e o que se pode ter, nunca apenas para o ideal.

E, com o perdão do trocadilho, com pouco mais de 1.60 ele pode ser pequeno como um rato, mas é esperto como uma raposa.

Aproveite e leia abaixo algumas
curiosidades sobre o livro

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A raposa otimista – curiosidades

14/11/2009

Como o texto sobre o livro Um otimista incorrigível ficou grande, resolvi fazer um segundo post para as curiosidades sobre o livro e Michael J. Fox

A primeira:

Para os desavisados, Michael J. Fox empresta a voz para o Pequeno Stuart Little nos filmes do ratinho. Então, na foto ao lado, enquanto no fundo à esquerda, nós temos o Dr. Gregory House (sim, é o Hugh Laurie), na mão do menino temos Michael J. Fox. Curioso, né? Ok.. curioso e inútil.. rsrsrs…

A segunda:
Fox fez participações em séries depois que largou Spin City (onde foi substituido por Charlie Sheen). Achei este vídeo que mostra as melhores participações dele em Scrubs. Infelizmente não tem legendas, mas de qualquer forma dá pra ver os “tiques” da doença, que foram usados no personagem (que tinha transtorno obsessivo-compulsivo).

Por fim: saindo da votação que acabaria por eleger Barack Obama, em 2008, Michael J. Fox foi entrevistado por uma estudante de 10 anos. Nada demais se, ao invés de responder a última pergunta (sobre em quem ele tinha votado naquele pleito), ele não tivesse apenas aberto a jaqueta e mostrado a camiseta abaixo.

O detalhe é que a menina olhou para a camiseta sem reagir, e não por não ter achado graça… Como J. Fox logo concluiu, alguém com 10 anos em 2008 provavelmente jamais ouviu falar na trilogia, quanto menos entender o “trocadilho” do símbolo…

E ainda sobre a camiseta: no dia do anúncio oficial da vitória de Obama, em janeiro de 2009, eu escrevi um texto no qual fiz (com – e a partir da – minha própria falta do que fazer) essa mesma brincadeira com o logo (clique aqui).

Links interessantes:

Michael J. Fox Parkinson Foundation – http://www.michaeljfox.org/
Michael J. Fox on IMDB – http://www.imdb.com/name/nm0000150/

Textos do Impressão Digital relacionados:
Barack to the Future
Uma raposa sortuda/


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Update!!!

Michael J. Fox foi o entrevistado das páginas amarelas da revista Veja esta semana. Leia aqui a entrevista, (obs: a revista erra ao dizer que o livro lançado é a biografia)

Como destaque, eu achei fantástico o que ele disse sobre saber conviver com uma doença ou condição de vida incurável:

O mais importante é aprender a viver o momento. Tenho uma teoria: imagine uma pessoa doente ou que sofreu um acidente e vive com medo de que o pior cenário se materialize. Esse medo se torna uma obsessão que toma conta de sua mente. Se, por infelicidade, o pior cenário se tornar real, essa pessoa viverá o mesmo drama duas vezes. Claro que devemos ser realistas e aceitar as circunstâncias, mas acho que, mesmo diante de uma situação dramática, há muitos motivos para ter pensamentos positivos .

E na entrevista ele também lembra dos casos de Muhammad Ali (outro portador de Parkinson), Lance Armstrong e Christopher Reeve (que ficou paraplégico num acidente de cavalo), com quem conviveu muito nos últimos anos.

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De repente 31…

02/11/2009

É amigo… 31 anos..

Na verdade, o aniversário foi quarta-feira passada, já é notícia velha. Mas, por questões de agenda, eu acabei celebrando entre amigos apenas ontem. Como era domingo de feriadão, nem todos os convidados puderam parecer(e nem por isso são menos especiais).

Foi ótimo, muito bom mesmo. Na mesa com alguns amigos de muitos anos (alguns com quase duas décadas de amizade) e uma  muito recente mas, sem dúvida, já bastante especial.

É viagem, mas eu adoro “receber” amigos. Não é nem exatamente pelo aniversário, mas por encontrar algumas pessoas especiais na correria do dia a dia. (Acho até que eu já falei isso ano passado, ehehehe).

O ruim de fazer 31 anos é que, talvez por que a vida já está tomando um rumo e, claro, por ser com amigos de tempos, as histórias são sobre o passado e não sobre o futuro, hahaha.. E pior, não são questões de cinco ou seis anos atrás. Geralmente, dez, quinze ou mais. Lembrar de coisas e “tecnologias” que não existem mais, ou falar de como se fazia sem algumas coisas banais de hoje.

Não é nem que eu me sinta o Matusalém por causa disso, não. Ao contrário, isso serve para me lembrar que, ainda que ainda seja jovem, eu não cheguei aí ontem, hehehe.. Já estou na estrada faz um tempinho…

O 31° ano de vida foi incrível. Até diferente do 30°, que também foi muito bom, mas este foi um ano de amadurecimento de lados práticos da vida. Se nos 30 eu celebrava a conquista da tão buscada auto-estima, nos 31 eu celebro o encaminhamento da vida profissional, a possibilidade de colocar em prática toda teoria do meu potencial. Entre erros e acertos, acho que estou indo bastante bem.. Aprendendo muito, é verdade, mas bastante bem.

Os 32 (o ano que iniciou semana que vem e vai até a Feira do Livro de Porto Alegre de 2010) será, no melhor estilo “Campanha da CNBB”, o ano do lado pessoal. Sem descuidar do que eu conquistei até aqui no profissional, no pessoal (e sem descuidar da saúde), vou me focar no pessoal.

Sem teorias, sem porquês sim ou porquês não. Eu sei a direção, e o caminho eu vou encontrar.

Era isso. Este texto não tem a intenção de ter pé ou cabeça. É apenas um pequeno reflexo, balanço, do último ano. Aos meus amigos que estiveram presentes ontem, meu muito obrigado. A estes e aos que não foram (em parte por ser um domingo de feriadão) meu mais sincero “tamo aí galera!!”.

E, como já passou o dia da criança.. Feliz Natal pra todo mundo!!

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