“Sem saber que era impossível, ele foi lá e fez”
Outro dia eu estava conversando com uma amiga no MSN quando reparei que a “frase” dela era essa aí em cima.
A frase é famosa, e acho que todo mundo conhece (eu só não conhecia a origem). Com pequenas variações, a idéia básica é que, por não saber que não dava para fazer, conseguir, conquistar ou se desapegar de alguma coisa, a pessoa fez, conseguiu, conquistou e/ou se desapegou.
É o tipo de frase que eu gosto. Simples, direta, mas se tu for parar pra pensar… não para mais…
Ela serve pra muita coisa. Quantas invenções, descobertas, conquistas, revoluções, soluções, avanços científicos, curas de doenças ou mesmo quantas vidas já foram salvas simplesmente por que alguém se recusou a acreditar – a se lembrar? – que tal “máxima” ou “verdade” não era.. hmm.. verdade?
A História está cheia de homens que, sem querer, marcaram e foram marcados por “não se tocar” de que não era possível o que desejavam: Gandhi com sua doutrina de “desobediência civil” e “não-violência” talvez seja o maior exemplo. “Um maluco encarar o império britânico já seria difícil, mas ainda por cima… não fazendo nada? E o que tu espera conseguir com isso??? Ah, pára…“
E Galileu? Contrariar a poderosa Igreja Católica no século XXI não é uma boa idéia.. e o que dirá na Idade Média? E a Revolução Francesa? E Lutero ? Martin Luther King? E, por que não, Fidel Castro? Pois é… (Não estou entrando no mérito de certo ou errado, mas ressaltando o fato de que eles não aceitarem a “impossibilidade”, foram lá e fizeram.).

Incontáveis.. é natural do ser humano se habituar com as coisas como elas são. Aceitar suas próprias limitações, sejam elas físicas, circunstanciais ou mesmo psicológicas.
Eu mesmo, nessa minha luta interminável contra (ou a favor?) da minha auto-estima, muitas vezes deixei de agir por acreditar que não ia dar, que não era pra mim, que era inútil tentar.
Não parava nem pra tentar me perguntar: “Afinal, por que não?”. Ora… era óbvio que não.. e saber isso era suficiente.
Ah, quer dizer que é assim? É só acreditar que vai dar certo e as coisas funcionam??? Não, infelizmente não é assim. Mas se tu não acreditar é certo que as coisas não vão dar certo. Entende a diferença?
Um emprego, um concurso (público ou não), uma viagem, um(a) namorado(a), ser aceito em um determinado grupo, uma amizade…
Às vezes até o fato de as coisas “insistirem em dar errado” (aliás, como se as “coisas” tivessem algum tipo de vontade) são razão suficiente para não tentarmos de novo. E quanto tempo demoramos para perceber que uma coisa não tem nada a ver com a outra?
Apesar de extremamente simples, isso é uma das coisas mais difíceis de se entender. A dor da perda, da rejeição, do fracasso, dói muito. Às vezes a gente quebra a cara.. pode ser uma vez só.. e jura pra si mesmo que nunca mais vai ser “tão idiota”. Ledo engano… a vida é feita de “ser idiota”. É o risco que traz a possibilidade da conquista… e só consegue quem tenta…
Não adianta tentar se convencer do contrário: a vida não é um jogo tipo “ganha-ganha”.
E muitas vezes… eu disse MUITAS vezes… a solução do “maior problema do mundo” está exatamente em entender que a vida não é “preto-no-branco”. Que, na vida, não é por que ninguém realizou – ou por que não se sabe que alguém já realizou – algo que ninguém realizará. Às vezes, o simples acreditar, ou quem sabe uma quase imperceptível mudança de atitude muda o resultado completamente. Tá ligado o chamado efeito borboleta? A teoria do caos?
Ano passado mesmo, por exemplo… eu passei por uma situação pela centésima vez na vida…
Já escrevi sobre esta situação outras vezes (aqui, aqui e em diversas de outras oportunidades, hehehe). Como sempre, não foi planejado. Aconteceu e eu me envolvi, muito. Dessa vez, entretanto, me envolvi de peito aberto. Quando notei que o “trem” vinha, parei de pé no meio dos trilhos e disse: “vem”. O trem veio… e eu levantei de novo… e o trem veio… e eu levantei, e o trem veio….
Se deu certo? Não, infelizmente não deu. Mas graças a minha mudança de atitude, a minha decisão por “apostar”, eu sobrevivi, mais forte e mais inteiro do que em qualquer das outras vezes. Foi fácil? Não, não foi.. mas admito que foi muito prazeroso. Reconhecer e ultrapassar seus próprios limites vale muito a pena!
No fim das contas tive forças para conquistar uma nova amiga e levar a vida adiante. Não só mantenho contato com ela como até escrevi um texto sobre uma frase que ela estava usando no MSN…
Ei… alguém aí sabe quando passa o próximo trem?




Nota-se, por exemplo, dois detalhes sobre o nome do filme. Primeiro: o nome original não é – ao contrário do que pode se pensar ou se esperar – “Batman – The Dark Knight”, mas apenas “The Dark Knight”. Isso, na minha opinião, já mostra que o filme não vai se centrar no personagem, mas sim, na sua volta.
Harvey Dent é um caso a parte. Eu não esperava muito dele, já que nunca acompanhei profundamente as aventuras do homem-morcego nos gibis e
Não sabemos de onde ele vem e nem como ele chegou. Ele simplesmente chegou e quer bagunça. Não é um criminoso querendo vingança (como no filme de 1989) e não é um gângster querendo dominar o submundo. No fim das contas é apenas um maníaco querendo se divertir (e conseguindo, diga-se de passagem). A briga psicológica dele com o próprio Batman – verbalizada analíticamente pelo vilão – é um dos pontos altos do filme. Pode se dizer que, como o amor, ele tem razões que a própria razão desconhece. E isto o torna um personagem estúpido de tão genial.

Sobre o Oscar de
Kate Winslet

A cerimônia em si também foi muito interessante, fugindo um pouco do enfadonho “gesso” dos outros anos.
Em 2001 eu fui, com alguns amigos de faculdade, ao show do Eric Clapton aqui em Porto Alegre. Na verdade eu conhecia pouco sobre ele, e justificava o interesse no show enumerando, entre as razões:


“A cena musical como a vejo hoje é pouco diferente de quando eu estava crescendo. Os percentuais são aproximadamente os mesmos: 95% lixo e 5% puro. Contudo, os sistemas de marketing e distribuição estão no meio de uma enorme guinada, e por volta do final desta década creio ser improvável que qualquer uma das atuais gravadoras ainda esteja no negócio. Com todo o respeito a todos os envolvidos, isto não seria uma grande perda. 


Bom.. mais um desafio proposto por 
