30 anos.
Tentei ser criativo, mas não tem outra forma de começar. 30 anos.
Caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaio véio… feira da fruta!! vai te f@$#@%¨@#$!!
É muito louco.. quase impossível de expressar. Ao mesmo tempo que eu sei que eu não acordei com 30 anos “do nada”… é muito estranho.. é mais impactante que os 20, sem dúvida, muito mais…
Contudo, entretanto, porém, todavia… passado o susto, vamos ao que interessa…
Há alguns anos eu comprei a capa da ZH do dia que eu nasci. 28 de outubro de 1978. É uma cópia em papel jornal, que está num quadro na parede do meu quarto. Além das notícias daquele dia tem um grande anúncio: “Dia do Funcionário Público”.
Sim, vejam só.. 28 de outubro é o dia do funcionário público. Curiosa coincidência, mas no momento em que chego aos 30 anos estou trabalhando exatamente para transformar este dia no “dia DESTE funcionário público”, hehehe… Demorei 3 décadas pra sacar a moral da história, coisa rara…
Estou muito feliz. Acho que nunca tive um aniversário com tanta paz interior. A vida está resolvida? Bom… na teoria, sim. Na prática, não. Algumas semanas atrás eu estava conversando com uma amiga e disse que o que me deixava mais feliz é que a minha vida está resolvida. Ela, impressionada, respondeu: “Resolvida??? Mas pra mim falta tudo…”
“Falta tudo? Como assim?”, perguntei, já que, no meu ponto de vista, não estaríamos em situações tão diferentes. Ela explicou: “Falta dinheiro, falta casa, falta independência, falta ter alguém… falta tudo!!”
Hmmm… eu apenas ri… porque pra mim também falta tudo isso… mas… sei lá, não é o que importa, entende?
Tipo.. o próprio ID é uma demonstração disso… quantos textos pesados, desanimados, inconsoláveis.. quantas voltas sem sair do lugar.. até outros blogs sobre esse lado afetivo já surgiram e se perderam… Claro, o ID conta bastante das vitórias destes últimos anos, mas em muitos momentos ele é quase… intimista.
E agora? O que mudou? Difícil dizer… mas o fato é que o que sempre me desanimava era o afetivo, a auto-estima. Só que… de uns tempos pra cá… (e pouco tempo, coisa de dois meses…).. isso deixou de ser um problema. Eu estabeleci 3 metas básicas e, diferente das outras vezes, eu sei que posso alcançar todas. No que depende de mim, tenho plenas condições de chegar a “100% de aproveitamento”, e isso é meio caminho andado… aliás, a metade mais importante do caminho… o resto é da vida, e ganhar ou deixar de ganhar faz parte…
É engraçado… ano passado, nesta altura… eu era outra pessoa. Em todos os aspectos. Primeiro, estava trabalhando com jornalismo, gostava muito do que fazia e estava num momento profissional muito bom. Achava que aos 30 anos estaria pós-graduado e sendo um dos líderes no meu trabalho. Só que aí… entre fevereiro e maio deste ano… tudo virou de cabeça pra baixo… e o resultado???
Não me arrependo de nada – até por que isso pra mim é fundamental – mas, não tenho nenhuma dúvida em afirmar que estou MUITO melhor hoje do que estava um ano atrás ou mesmo do que estaria se as minhas expectativas tivessem se confirmado. Estou feliz com as minhas opções atuais de vida e, principalmente, feliz comigo!!
E aí entra o mais importante. Essas mudanças todas e, principalmente, ter sobrevivido a elas com tranquilidade, me deram a tão sonhada e buscada segurança que eu tanto desejei por tantos anos.
Hoje eu vejo fotos de anos atrás.. de quando eu era mais magro, de antes ou de logo que eu cheguei a Joinville.. Eu não sou mais ele. Primeiro, pelas mudanças que eu já citei. Depois, por que os anos em Joinville me ensinaram muito sobre mim, sobre o mundo e sobre as pessoas. Eu acho que uma razão fundamental para a conquista da minha segurança foram exatamente os três anos na “selva”.
Este é o meu melhor momento. Sem dúvida!
Em parte eu devo isso a minha luta particular que eu finalmente venci! Mas em outra parte, e não menos importante, eu devo aos meus amigos e a minha família! Grande parte da minha segurança veio no dia em que eu finalmente entendi o que eu significava para algumas pessoas. Nada demais, apenas a profundidade da palavra amizade numa perspectiva “de fora pra dentro”.
Da minha família nem é preciso dizer, mas eu amo meus amigos. Cada um por uma série interminável de razões. E sou muito feliz, por exemplo, por não poder fazer uma festa de aniversário por absoluta falta de condições de alugar um local para tanta gente.
Não falo de conhecidos, nem de “todo mundo”. Falo de AMIGOS. Pessoas especiais, com as quais eu sei que posso contar e, hoje, sei que contam comigo também. E mais importante, sei que aceitam – e muitas vezes sempre aceitaram – meus defeitos melhor que eu mesmo.
A todas e a cada uma dessas pessoas especiais, meu muito obrigado! E que venham os 31!


Muita gente diz que 