
O amanhã nunca sabe
03/09/2008
Há praticamente um ano eu falei sobre o filme “Across the Universe” que estava sendo lançado. Naquele texto eu comentava baseado no que tinha lido, e nas poucas cenas que tinha visto na internet.
Hoje, entretanto, vim para falar do filme depois de tê-lo visto incontáveis vezes. Sen-sa-cio-nal.
Começa pelo nome do filme.. “Across the Universe” ou, em português, “Através do universo”. Podemos dizer que ele se refere, claro, ao nome da belíssima música dos Beatles do disco Let it Be. Por outro lado o “universo”, no caso, pode ter vários sentidos. Pode ser, claro, o universo beatlemaníaco – ao qual o roteiro tem esta e outras incontáveis referências – ou, acredito que seria mais preciso, os anos 1960, pois o filme viaja através desta década e dos seus efeitos na sociedade e na cultura norte-americana e, por que não, mundial.
Nas primeiras cenas do filme nós somos apresentados ao despojado e determinado estivador inglês Jude (Jim Sturgess) e à linda, doce e americana Lucy (Evan Rachel Wood). Enquanto ela dança num dos tradicionais bailes de formatura dos anos 50 na América, ele curte um incipiente rock´n roll num lugar que imita o Cavern Club (onde os Beatles começaram a fazer sucesso).
Jude resolve ir para os Estados Unidos atrás do pai, que era um militar americano e engravidou sua mãe durante a 2a Guerra Mundial. Lá ele acaba encontrando Max, irmão de Lucy, e conhecendo também Sadie, Prudence e Jo-jo. E é nas aventuras dessa turma através dos anos 1960 que o filme se desenrola.
Dezenas de – e apenas – músicas dos Beatles fazem a trilha sonora deste quase musical. Os efeitos da Guerra do Vietnã nos Estados Unidos são um dos pontos altos do filme, que conta também com a participação de Bono Vox como o misterioso Doctor Robert.
Seria impossível listar todas as referências que o filme traz. Algumas são claras, como as músicas, o nome dos personagens e seu contexto, mas existem muitas outras menos óbvias como por exemplo:
- No início do filme, Jude está na fila no porto e um homem diz para ele… “É, eu costumava dizer: “Quando eu tiver 64 anos…” (Música: When I´m sixty four / Quando eu tiver sessenta e quatro );
- em uma cena, Max está consertando um ventilador, segurando um martelo de prata. (Música: Maxwell´s silver Hammer / O martelo de prata do Maxwell).
- Prudence entra na casa de Sadie pela janela do banheiro (Música: She came in through the bathroom window / Ela entrou pela janela do banheiro);
Jude, Lucy, Max, Sadie, Jo-jo e Prudence
Outro dia eu resolvi colocar ele no DVD enquanto deitava para adormecer. Pensei.. “ele é longo… daqui a pouco eu durmo com ele rodando, durante alguma música…”. É claro que, quando eu dei por mim, estava nos créditos… tinha visto todo de novo, 2 horas e meia… e eu nem olhei no relógio pra ver que horas eram, pois sabia que ia ter que acordar logo…
Resumindo… é um filme imperdível? É! É um clássico? Sim, já é um clássico! Compre! Copie! Grave! Veja! Reveja! Vale a pena! E depois, é claro, me diga o que você viu…

[...] primeiro foi “Across the Universe“. Ainda que eu esperasse algo bom, foi bem melhor do que eu [...]
Bah, depois de todo esse comentário sobre o filme, vou ter que ver certo…
Muito bom…
Bjinhos
Olha, do jeito que vc falou to com vontade de ver AGORA!!!!
Fora que amo Beatles, né.
Beijooooooooo