Posts de Novembro, 2007

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Ninguém tem paciência com ele…

13/11/2007

Enquanto isso na sessão de encerramento da XVII Cúpula Ibero-Americana…

 

Viva o rei Juan Carlos da Espanha!!

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Eu sou um filho da mãe

06/11/2007

Seja estando irritado, indignado, revoltado, com inveja, bom humor ou mesmo querendo me ver morto, aposto que, em algum momento todos pensaram isso de mim…

E vejam só.. todos têm razão!!

Não só sou filho da mãe como sou a cara dela! Aliás, olhando para a minha cara é impossível questionar o lado “carcamano” da força, hehehe…

Mãe.

Como eu disse num texto há cerca de dois meses, lá se vão quase 30 anos. Tempo, hein?

Em nenhum momento tivemos os embates que tive com o pai, mas nem por isso amo um menos que o outro.

Acho que agora, o principal é pedir desculpas pela barra que tu teve que enfrentar, principalmente durante as brigas desmedidas entre eu e a minha irmã, desde a infância (quando isso até era normal) até, sim, mais recentemente. Ainda que para mim uma coisa nada tenha a ver com a outra, de alguma forma entendo a dor que sentias e por isso peço desculpas.

Durante algum tempo eu quis sair de casa. Dentro da minha cabeça era pessoal com a minha família, de não aguentar mais “eles”. Na verdade, era o velho momento pelo qual todos passam, e precisam passar, de encarar o mundo, ir em frente.

Como eu também já disse aqui, um dos momentos mais difíceis da minha vida foi a vinda definitiva para Joinville. Dura, mas necessária independência. Independência que, aliás, não se conquista assim, de uma hora para outra, mas tem, no sair de casa, um passo fundamental. Acho que estou no caminho certo.. não tenho isso como objetivo, mas é da vida..

Aliás, se estou no caminho certo, em uma imensurável parte é por causa da minha mãe!!

No dia em que eu completei 25 anos ela me olhou e disse.. “É.. tu não tem mais 20″.. Gêêênio…. e agora, pasmem.. eu não tenho mais 25…

Quem mais diria que precisa ficar uns 15 dias aqui comigo por causa de um exame de sangue (que não leva 10 minutos)?

Se não fosse suficiente tudo o que passamos nessas quase 3 décadas, sei que estás disposta a fazer por mim algo que poucos fariam por outro ser humano. É algo que transcende qualquer argumento. Não tanto pelo valor objetivo, digamos assim, mas pelo gesto, pela coragem e, é claro, pelo amor. Eu sei disso, viu?

E te amo muito!!

Parabéns!!

Do teu filho,
Dani

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As histórias de Zé Cavaleiro

03/11/2007

Não lembro quando conheci Zeca Baleiro. Não pode fazer tanto tempo assim, mas o dia exato não me recordo.

A primeira lembrança que tenho são os dias na Ulbra – o que significa que é entre 1996 e 1999 – ouvindo incansávelmente “Lenha” (eu não sei dizer, o que quer dizer o que vou dizer…). Esta, assim como Ana Julia, do Los Hermanos, é uma boa música que tocou demais…

Um tempo depois eu comprei (“baratinha” como diria o turco) o CD Perfil dele. Muito bom… ainda só com as famosas, mas muito bom.

Depois, com a banda larga e o PC novo, resolvi conhecer mais a fundo. O cara é realmente MUITO bom. Tem uma personalidade musical, uma identidade. Apesar de ter músicas totalmente diferentes, todas são, inconfundívelmente, Zeca Baleiro.

Às vezes, em frases simples, ele diz coisas muito profundas…

Em “Mundo dos Negócios”, do álbum PetShopMundoCão, ele diz:
“Canções de amor se parecem por que não existe outro amor”
É simples, mas é quase cruelmente verdade. Não existem tipos de amor. Amor é amor. Às vezes perdemos um tempo incrível tentando descobrir o que é e o que não é. Ou mesmo querendo definir o que é. Amor é simples, e é exatamente por isso que é tão complicado…

No mesmo disco, na música “Minha Tribo Sou Eu”, a letra diz:
“.. “eu não sou playboy, eu não sou plebeu, … / A Terra se move / falou Galileu / não sou maluco nem sou careta / minha tribo sou eu… / Pobre de quem não é cacique / Nem nunca vai ser pajé”
Pra mim ele fala de auto-estima nessa música. Ele cita várias coisas que ele não é, mas ao mesmo tempo se diz satisfeito consigo mesmo. Não precisa de rótulos para se sentir completo. E no fim, ele faz uma analogia indígena, e o que eu entendo é que ele diz que certas pessoas ficam se preocupando tanto nessas rotulações que não descobrem o valor que tem dentro da sua própria e individual “tribo”.

Na música Piercing, que eu tenho no “Perfil”, 2 frases:
“Tire o seu piercing do caminho que eu quero passar com a minha dor”
Pra mim ele diz algo como “saia da frente com essas dores fabricadas, enfeitadas, que eu tenho dores de verdade”. Isso serve, por exemplo, para as pessoas que não sabem quando o silêncio é melhor do que um lugar comum ou um conselho simplista.

E outra parte da mesma canção diz:
“O presente não devolve o troco do passado
Sofrimento não é amargura
Tristeza não é pecado
Lugar de ser feliz não é supermercado”
E é isso mesmo. A vida não vai melhorar sozinha, por mais que se mereça. É importante saber que sofrer faz parte, e que não há nada errado em ter momentos tristes, mas a não adianta, a felicidade não é algo palpável, não é mensurável nem está escondida na aquisição material de o que quer que seja.

E tem as bem humoradas também, que dispensam explicações….

No disco “Por onde andará Stephen Fry”, “O Parque da Juraci” – que ele dedica a Steven Spielberg e lá pelas tantas emenda…
“Juraci que parque / Juraci que parque / Juraci que parque é esse que eu nunca vi?”

No mesmo disco, na música “Kid Vinil”, dedicada ao próprio..
“Kid Vinil, quando é que tu vai gravar CD?”

Citando uma das clássicas.. “Samba do Approach” (com Zeca Pagodinho)
“Venha provar meu brunch / saiba que eu tenho approach / na hora do lunch / eu ando de ferry-boat”

E tem outras… “Heavy Metal do Senhor”, “Telegrama”, “Bicho de 7 cabeças”… ih, vai longe..

E para quem quiser saber por que “Zeca Baleiro”. Bom.. primeiro, por que o nome dele é José Ribamar (daí o Zeca).. e depois por que ele já foi dono de uma loja de balas… simples assim…

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02/11/2007

É… vinte e nove…

Semana passada já foi uma experiência de vida e tanto voltar a Balneário Camboriu depois de.. 4 ou 5 anos e quase não me reconhecer nas lembranças dali…

Agora, o aniversário. Vinte e nove anos completos. Como eu estou dizendo, ano XXX.

Ao mesmo tempo que dá um orgulho muito grande de ver tudo o que eu já conquistei, tudo que estou sempre prestes a conquistar, toda a perspectiva que é muito positiva (em todos os campos)… eu penso… 30 anos???

“Eu” e “trinta anos” são antônimos. Isso é quase um sofisma, uma impossibilidade matemática.

Eu adoro meus aniversários. Reunir amigos (ainda que não dê para reunir todos), relembrar histórias e – desde que me mudei pra Santa Catarina – contar histórias. Como eu digo, “eu quase não gosto disso…”.

Aqui em Joinville eu tenho uns poucos a quem chamo de AMIGO. Sei que estão aí e sabem que também estou. São muito importantes pra mim, e sei que sabem disso.

Até por ter vivido muito mais tempo lá, ter tido muito mais “turmas”, o número de amigos que tenho em Porto Alegre é muito maior. Nunca consigo rever todos, mas valorizo cada momento com os que reencontro.

Este ano convidei alguns poucos (por questões com os “paitrocinadores”) para almoçar lá em casa. Não foram todos, mas foi muito bom saber que os que estavam ali, estavam ali para me encontrar. Talvez seja algo meio egoísta, meio… presunçoso, mas é real. Com cada um existe uma história, uma vida, uma luta vencida, batalhas perdidas.

Todos, os poucos daqui e os de lá – e os de acolá – são muito especiais. São eles, os meus amigos, que me impedem de enlouquecer quando noto, por exemplo, que estou chegando na quarta década de vida.

É bom ressaltar que também encontrei amigos importantes fora do meu aniversário nessa rápida passagem por Porto Alegre. Momentos também valorizados nos detalhes, pela sempre ótima companhia com companheiros de anos, mas talvez antes não tão AMIGOS como agora.

E Porto Alegre. É incrível como eu me sinto… diferente lá. Estou completamente adaptado a Joinville, gosto da cidade, me viro bem aqui. Mas… sei lá.. lá a coisa é mais instintiva, é mais natural. É estranho, mas parece que eu faço parte do horizonte lá, aqui não.

E chegar aos 30 também tem outro detalhe. A gente começa a ficar mais velho do que muitos “famosos”. Jogadores de futebol? Quase todos mais novos.. Atores e artistas da “nova geração”? Pss.. bebês…

E personagem de seriado americano? Como me disse um amigo de São Paulo… “tu está chegando na idade dos “Friends”"…. Ah, sim.. obrigado pela lembrança…

obs: quando eu era pequeno, achava que os números eram escritos como no título do post. tipo “vinte e nove = 20 e 9 = 209″.