Posts de Outubro, 2007

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Os melhores desde o Egito Antigo…

26/10/2007

Acho que todo mundo conhece Joseph Climber. E todos já viram como foi a invenção do futebol, ou o assalto. Enfim, todos conhecem os Melhores do Mundo.

O que poucos sabem é que os caras são bons e não é de hoje. Que o diga, Hermanoteu…


Trecho da peça “Hermanoteu na Terra de Godah”
do grupo de comédia Melhores do Mundo.

Graças ao Jacaré Banguela

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Jaboticabas (2)

23/10/2007

Depois de uma série de maus resultados, o presidente vascaíno Eurico-porque-tirei-uns-por-fora Miranda despediu o técnico Celso Roth e contratou… simplesmente…

Ele….

O camisa 11…

O herói do Tetra…


Romário!!!…………

E não é tudo… ele já se auto-escalou para o próximo jogo do time cruz-maltino.

É literalmente como se diz… que fim de carreira…

E é como a jaboticaba.. só tem no Brasil…

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Auto-fidelidade

22/10/2007

Para mim, este é um clássico.

Bom roteiro, bom elenco, atuações destacadas de Jack Black e John Cusack, grande trilha sonora e, por que não, uma leve reflexão.

Baseado no livro de Nick Hornby – que eu também já li – Alta Fidelidade conta a história de Rob Gordon, um grande fã de música, proprietário de uma loja de discos no subúrbio de Chicago.

Quando Laura,  a namorada que morava com ele, decide ir embora, ele enumera os 5 maiores foras da sua vida, como que tentando dizer para ela – e para si mesmo – que ela não está entre os “piores”. Tentando…

Enquanto a gente curte a ótima trilha sonora, Rob reencontra o passado e entende que nem mesmo a sua vida é o que sempre pareceu. Revisitando relacionamentos antigos, ele descobre que, ao contrário do que passou a vida acreditando, muitas vezes ele foi mais ator do que vítima das circunstâncias. E isso faz com que ele repense seu presente, e encontre a paz interna que o permite amar. É piégas, mas é fato.

O que ele entende é que o importante é não se colocar como vítima do acaso. Não somos penas voando ao sabor do vento. Estamos sempre indo para algum lugar. O caso é que, se não sabemos para onde, estaremos sempre perdidos.

Rob é apaixonado por coleções. Talvez dedique o amor que não encontra na vida afetiva em outras coisas. Vive fazendo listas de discos para as mais variadas situações até descobrir que, aqui de novo, a razão real não é a que ele sempre acreditou.

O nome do filme em português é a tradução correta do nome original, que é o mesmo do livro. Contudo, o título deste texto não está errado não…

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E deu ornitorrinco…

21/10/2007

No fim das contas eu consegui ver a corrida.

Uma corrida média, não sem graça mas chata em muitos momentos graças aos insuportáveis comentários de Galvão Bueno e seus comparsas.

Deu Raikkonen. Timidamente, o finlandês comemorou. O resultado da prova e da temporada, entretanto, dá espaço para algumas observações:

1) Uma grande vitória pessoal de Raikkonen. Bi-vice campeão pela Mclaren, o piloto foi preterido pela equipe britânica que prometia arrasar em 2007. Devagar e friamente, o patinho feio chegou vivo ao último duelo. E enquanto a Globo falava do duelo entre o Don Alonso e Rapper Hamilton, ganhou, deixando os três patetas globais sem palavras.

2) Foi um ano no velho estilo. Grande disputa, e campeonato em aberto até o fim e final surpreendente.

3) A Honda teve o pior ano de toda a história da participação da montadora na F1. Seis pontos. Barrichello, por sua vez, zero.

4) Na minha opinião, o que tirou o título do Hamilton foi a falha – supostamente eletrônica – da Mclaren do inglês e não o erro. Se não fosse isso ele não teria perdido segundos importantes que poderiam ter levado ele ao quinto lugar, mesmo com o erro.

5) A diferença entre o rendimento das duas Mclaren é no mínimo estranha. Enquanto Hamilton fez umas 30 ultrapassagens, diminuindo consistentemente sua distância para os líderes (e perdia grande parte do que tinha conseguido a cada nova parada nos boxes), Fernando Alonso terminou em terceiro, mas a impressionantes 57 segundos dos líderes (tendo feito o mesmo número de pit-stops).

6) E 2008? A Ferrari mantém seus pilotos. A Mclaren garante Hamilton, mas Alonso poden estar de saída pra voltar para a Renault. O que a Renault tem para oferecer? E a Honda, vai voltar a surpreender? A BMW, segunda (terceira) melhor equipe vai continuar crescendo? A Toyota mantém equipe própria ou se dedica a recuperar a Williams?

Perguntas que só começarão a ser respondidas em março do ano que vem…

Então até lá…

atualizando: A falha da Mclaren teria sido um erro do próprio Hamilton, que deixou o carro em ponto-morto.

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A velha fórmula… 1

20/10/2007

Esse final de semana tem o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Apesar de estar de folga, não terei tempo para acompanhar a decisão do título da temporada 2007.

Vou, então, aproveitar este espaço para tecer comentários sobre o assunto.

Primeiro de tudo, ao meu nem tão estimado compatriota Felipe Massa. Não ofenda a minha inteligência dizendo que vai lutar pela vitória. Se vencer, o título será de um dos pilotos da Mclaren (possivelmente Hamilton). E tu quer me fazer acreditar a Ferrari vai te dar essa liberdade?

Lewis Hamilton. Pode ser campeão na temporada de estréia. Acho que isso é inédito, ou pelo menos desde que eu me lembro (início dos anos 80) é. O cara é, simplesmente a personificação de qualquer garoto que joga F1 no videogame no nível mais fácil e é campeão de primeira. Só que ali não é videogame. O carro é ótimo, mas o guri é fera. Talvez lhe falte carisma, mas talento ele tem de sobra.

Fernando Alonso. Por alguma razão misteriosa, o mocinho da época Schumacher (bi-campeão contra o super-piloto, aliás) se tornou o vilão da nova geração. Tem talento, tem carisma mas parece ser meio.. desatento, no que diz respeito a caráter. Não que eu ache que a Fórmula 1 seja um mosteiro de freis tibetanos, mas o espanhol deixa rastro sempre. Se quer enganar, pelo menos engana direito. Isso sem levar em conta que um título dele o iguala a Senna e Piquet, entre outros tricampeões mundiais. É um piloto respeitável, sem dúvidas, mas não sei se merece tanto…

Kimi Raikkonen. O homem de gelo. Carismático feito um ornitorrinco. Ele não é antipático. Ele é frio, é sem sal, é… ele não é nada. É a antítese do piloto vibrante e campeão do mundo. Pela minha torcida, no máximo mais um vice-campeonato pra ele.

Apesar de este ser, sem dúvida, um dos melhores finais de temporada das últimas décadas (desde Senna x Prost), nenhum deles me convence, sei lá por que. Mas se é pra ter um campeão, que seja o inglês.

Desde que, é claro, sem o tema da vitória!

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Com uma pequena ajuda dos meus amigos..

19/10/2007

Eu li por aí que a vida depende 10% do que acontece com a gente e 90% da forma como a gente encara o que acontece com a gente. Mais importante do que o fato é o sentimento, o momento, a pressa, a dor, a alegria ou o medo.

Existem várias formas de se dizer uma coisa. Uma mesma coisa, falada ao vivo ou por um chat de internet (MSN ou coisa do tipo) pode ter mil interpretações. No caso do MSN é pior, por que muitas vezes o tom de voz e o gestual muda todo o sentido do que se está dizendo.

“Bah”, por exemplo. Existem aproximadamente 3 bilhões de usos possíveis para esse pequeno termo gaúcho. A gente nem nota, mas a entonação difere completamente um “bah” do outro.

Vamos pegar uma música como exemplo. “With a little help from my friends” (tradução). Se você está de bom humor, mundo é lindo, tudo tranqüilo e tal, você canta ela assim:


The Beatles – With a Little Help from my Friends

Mas se tá tudo errado, e talvez você nem saiba ou não consiga ver o que está errado, é melhor sair de perto e cantar assim:


Joe Cocker – With a Little Help from my Friends (Woodstock 69)

Não sei se alguém não sabia, mas é a mesma música. Original do álbum Sargent Pepper´s Lonely Heart´s Club Band, regravada por Cocker pouco depois. E duas versões fantásticas, na minha opinião, uma para cada momento, como eu disse.

E você, como está se sentindo hoje?

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Jaboticabas (1)

18/10/2007

Há não muito tempo eu li outro belo livro chamado “O Código da Vida”, sobre o qual vou falar mais pra frente.

Apenas para entrar no assunto de hoje, digo que o livro falava da história polítca brasileira de Jânio Quadros até o Lula.

Em vários momentos, contando coisas inacreditáveis sobre a nossa “elite”, o autor, Saulo Ramos, diz: “É como jaboticaba.. só tem no Brasil”.

Então, em homenagem a coisas que só se vê no Brasil… está criada a primeira seção do Impressão Digital. a “Jaboticabas” que, conforme explicação acima, falará de coisas diversas, que contando ninguém acredita… Vamos ao primeiro:

 Saiu na edição desta quinta-feira (18/10) do A Notícia:

Minas Gerais
Menino de 11 anos dirigia em rodovia

A PM de Pouso Alegre, no Sul de Minas, apreendeu um menino de 11 anos que dirigia em alta velocidade pela BR-459. Ele contou que havia fugido de casa depois de brigar com os pais e seguia com destino a São Paulo num Citröen C4 com placas do Rio. Ao passar por Santa Rita do Sapucaí, a criança teria fugido de PMs. Um empresário de 61 anos se apresentou como responsável pelo menino.

Uadarréu?? A coisa mais normal que tem aí, e talvez a única, é que o carro era de um mineiro, tava indo pra São Paulo com placas do Rio… ah bom…

Taí..

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O Pre(f)terido de Dom Pedro II

17/10/2007

Eu soube desse livro através de uma reportagem da revista Aventuras na História. Como várias outras dicas que a publicação já me deu, me interessei bastante.

A história do herdeiro do trono de Dom Pedro II. É incrível, mas eu nunca tinha pensado nisso. Quando da Proclamação da República, em 1889, Dom Pedro II já contava 67 anos e estava muito doente. Logo, deveria haver um herdeiro.

Só que não se estuda isso quando se fala em História do Brasil. A família real deixa o Brasil e deixa de existir. Parece que a Princesa Isabel – que, não fosse pela abolição da escravatura seria tão famosa quanto seu sobrinho Pedro Augusto – é o fim da linhagem. Nem paramos pra pensar que os Orleans e Bragança que hoje residem no Brasil são óbvios descendentes dela.

Pedro Augusto, o príncipe maldito, é filho da princesa Leopoldina (que, por sua vez, é neta da Imperatriz Leopoldina e filha de Dom Pedro II) e Gustavo Saxe e Coburgo (de tradicional família européia da época), mas não era o herdeiro natural ao trono brasileiro. Este direito, segundo a lei e a tradição da época, era do filho homem da sua tia Isabel, primogênita do Imperador.

Só que o tal herdeiro nasce quando Pedro já era adolescente e bastante próximo ao avô. Além disso, os súditos brasileiros não gostavam da princesa beata (Isabel) nem de seu marido, Conde d´Eu, o “francês”. Isso e a dor de ter perdido a mãe cedo faziam do trono o motivo da vida de Pedro Augusto.

O que ele e ninguém na família real contava, entretanto, era com a “surpreendente” Proclamação da República. Os movimentos políticos de 1888/1889, aliás, são uma das partes mais interessantes do livro.


Da esquerda para a direita: Conde d´Eu, Princesa Isabel, seus filhos (sentado, o herdeiro legítimo); Dom Pedro II, Pedro Augusto e a Imperatriz Tereza Cristina (sentada).

Hoje quase não se sabe, mas os caminhos para o Brasil naqueles dias eram vários. Com pouca chance estavam os “legitimistas”, que defendiam que se fizesse o previsto na lei. No caso da morte do Imperador, sua filha assume até que seu próprio filho atingisse a maioridade (como acontecera antes, com a regência que governara o Brasil até a “maioridade” de Dom Pedro II).

Ao lado, mas adversários, estavam os “pedristas”, que queriam fazer de Pedro Augusto o líder do III reinado.

O terceiro grupo, que cresce rapidamente com a adesão dos militares (pós Guerra do Paraguai) e dos barões do café (pós-abolição) defende o fim da monarquia e a instituição da república. Alguns, neste grupo, achavam que o “pedrismo” poderia ser um caminho, e torná-lo governante de uma república – como ocorrera com Napoleão III, na França – uma solução.

Isto tudo gera um jogo de intrigas dentro da própria família real, que acaba se desfacelando enquanto a imagem de sólida dinastia é o que aparece para todos.

Pedro Augusto morreu em 1934, preso em um manicômio onde foi internado pouco depois da morte do avô, em 1891. Mesmo tendo sido atendido pessoalmente pelo pai da psicanálise, Sigmund Freud, o príncipe maldito passou seus últimos 40 anos como um louco varrido. E quem ainda se lembra?

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O raio que caiu duas vezes no mesmo lugar…

16/10/2007

Diz o ditado popular que “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”..

Bom.. se cai eu não sei, mas eu sei que, neste caso, e graças à legislação brasileira, caiu.

Agora… uma terceira vez não, né? Mas tipo, nem se for um raio de 1.21 Gigawatts!!

Clique para ampliar

Charge do Frank, publicada em A Notícia no dia 16/10/2007

 

obs: Valeu Frank!!!

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Toquinho de gente…

13/10/2007

Eu nunca deixei de ser um pouco criança, e gosto disso.

A brincadeira, o valor das pequenas coisas, o prazer simples e o humor, como o nome diz, infantil.

Como ontem foi o dia das crianças e eu deixei passar em branco, vou fazer o registro hoje deixando duas músicas do Toquinho que me lembram a infância. Infância mesmo… as duas me lembram meu primeiro colégio, onde fiquei até 1989…

Este, foi um clássico numa propaganda da Faber Castell por muitos anos.


Aquarela

E este, que me lembra a primeira série… e que eu sempre imagino uma conversa entre o estudante e seu…


Caderno